Não só pelos prêmios individuais distribuídos pela FIFA,
existe uma quase unanimidade de que Fred, Neymar e Paulinho – em ordem
alfabética – foram os grandes nomes da vitoriosa campanha brasileira na
recém-terminada Copa das Confederações. E é possível enxergar, sem muito
esforço, uma semelhança entre os três: todos foram convocados e disputaram o
torneio como jogadores de clubes tupiniquins.
Há alguns anos, Fred fazia seus gols – menos do que
atualmente – pelo Lyon. Hoje, Neymar é a mais nova estrela do Barcelona. Paulinho,
um nome que tem tudo para dar certo no Tottenham. E é justo dizer,
principalmente no caso da “Jóia”, que o acerto com o Velho Continente foi um
estímulo a mais para o desempenho nas Confederações. No entanto, não há dúvidas
de que Fluminense, Santos e Corinthians são os clubes protagonistas pelo
estupendo nível demonstrado pelo trio com a camisa canarinho.
No lado dos que querem menosprezar o jogo jogado em nossos
gramados, aqueles adeptos do “o futebol por aqui é nivelado por baixo”, o
consenso é o de que Fred, Neymar e Paulinho se destacaram apenas por questões
físicas, por estarem próximos ao meio da temporada, enquanto os que atuam na
Europa – tanto os companheiros como os adversários – estavam em fim de
temporada. Se é verdade que o ritmo de jogo intenso é um fator essencial – vide
a derrota recente de um “descansado” Atlético Mineiro para um “caliente” Newell’s Old Boys –, ele não
pode apagar as outras positividades dos três craques brazucas.
Tecnicamente, Paulinho tem impecáveis visões de jogo, de
campo e de bola, Fred uma capacidade de finalização rara e Neymar... bom, além
de chutar com as duas – que canhota! – e de correr e driblar com as cinco que
parece ter, Neymar foi, e muito provavelmente será por um bom tempo, o principal
foco de criatividade da Seleção. Taticamente, Neymar se esforçou como nunca
para ocupar os espaços, Fred mantinha os zagueiros rivais sempre em estado de
alerta e Paulinho fez o tudo que já estamos acostumados. Foi leonino na marcação,
como contra a Espanha, e chegou à área adversária para fazer o que a galera
mais gosta. Sem falar que, psicologicamente, o trio soube se integrar ao
ambiente de família característico dos times comandados por Felipão e se energizar
com a atmosfera criada pelas arquibancadas.
O muito que brilharam Fred, Neymar e Paulinho nestas
Confederações impacta diretamente no futebol por aqui jogado. É válido
acreditar que não é necessário estar na Europa para ser um dos pilares da
Seleção Brasileira ou um craque de nível Mundial.
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