segunda-feira, 8 de julho de 2013

UMA IMAGEM


















Improviso

Foto: Jessica Hilltout

domingo, 7 de julho de 2013

CAMPEONATO BRASILEIRO 2013 - 6ª RODADA – BOTAFOGO X FLUMINENSE







RESULTADOS
Flamengo 2 x 2 Coritiba
Náutico 1 x 3 Ponte Preta
Atlético Paranaense 1 x 1 Grêmio
Portuguesa 1 x 1 Cruzeiro
São Paulo 0 x 2 Santos
Bahia 0 x 2 Corinthians
Internacional 5 x 3 Vasco
Goiás 1 x 0 Vitória
Botafogo 1 x 0 Fluminense
Atlético Mineiro 3 x 2 Criciúma

ARTILHARIA
4 Gols
Éderson (Atlético Paranaense)
Fernandão (Bahia)
William (Ponte Preta)
MaxiBiancucchi (Vitória)

Botafogo 1 x 0 Fluminense – Arena Pernambuco, São Lourenço da Mata (PE)

Seedorf decide “Clássico Vovô” com contribuição de Diego Cavalieri e coloca Fogão na liderança isolada do Brasileiro.

Oswaldo de Oliveira repetiu dez dos onze titulares que venceram o Flu no jogo que deu o título carioca ao Botafogo e montou o time no 4-2-3-1 com: Jefferson; Lucas, Bolívar, Dória e Julio César; Marcelo Mattos e Gabriel; Lodeiro, Seedorf e Vitinho; Rafael Marques. Com três Campeões da Copa das Confederações pela Seleção Brasileira, o Fluminense foi para o clássico organizado pelo Abel Braga no 4-2-3-1 com: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Digão e Carlinhos; Edinho e Jean; Rhayner, Wágner e Rafael Sóbis; Fred.

Não foi um domínio avassalador, mas o Fluminense foi mais incisivo e fértil no primeiro tempo do clássico. Enquanto o Fogo não se encontrava entre apostar na velocidade ou na troca de passes, o Tricolor mantinha a redonda em seus pés e dava trabalho ao goleiro Jefferson em arremates longos – como os de Bruno e Fred – e bolas alçadas na área, que originaram cabeçadas de Fred, Sóbis e Gum. Se fosse boxe, o Flu teria vencido o primeiro tempo por pontos, mas como futebol é bola na rede e o tricolor não soube converter em gols os espaços deixados pelo rival, o intervalo chegou com o placar mudo.

Para a etapa derradeira, o Botafogo voltou bem mais ligado e consciente do que fazer para se encaixar ofensivamente – e muito porque Seedorf começou a encontrar os espaços que não encontrara antes. No entanto, assim como o Flu não conseguiu penetrar na área rival quando era mais presente no campo de ataque, o Bota também levou perigo à meta rival apenas nos chutes de longe, com Vitinho e Dória. Neste momento, o gol que mais amadurecia era o alvinegro, mas duas escapadas de Rafael Sóbis devolveram o equilíbrio total ao confronto. E foi neste cenário que a genialidade de Seedorf fez a diferença: aos 39 minutos, o holandês soltou o sapato de fora da área, Cavalieri voou na bola sem a decisão que ela merecia e a criança foi dormir no fundo do barbante. Um a zero Fogão.

Um a zero que poderia ter virado dois em finalizações de Elias e Lucas que por pouco não encontraram o filó. Assim como um cruzamento venenoso do Carlinhos, já nos acréscimos, quase enganou Jefferson e igualou tudo. O apito final veio para premiar o coelho tirado da cartola pelo mágico Seedorf em um clássico de muito equilíbrio. E para colocar o Fogão na tão desejada liderança do Brasileirão.

CURTINHAS PELO BRASILEIRÃO!

- A “pré-temporada” possibilitada pela Copa das Confederações não mostrou resultados imediatos em Flamengo e Vasco. Principalmente em termos defensivos. O que as defesas rubro-negra e cruz-maltina falharam diante de, respectivamente, Coritiba e Internacional, não está no gibi, para usar uma gíria dos antigos. Os erros de posicionamento e fundamento dos defensores podem ser colocados na conta dos próprios e, também, dos treinadores Mano Menezes e Paulo Autuori.

- E as fragilidades defensivas dos quadros da Gávea e de São Januário permitiram também que os refinados Alex e D’Alessandro mostrassem o muito que sabem. E não só pelos golaços que marcaram. O “coxa-branca” Alex se destacou principalmente pela letalidade nas bolas paradas. Cada bola que alçava era um pandemônio na zaga rubro-negra. Já o colorado D’Alessandro desfilou categoria, movimentação e passes certeiros para liderar tecnicamente o Internacional. Para os que gostam dos chamados “meias à moda antiga”, Alex e “Dalê” foram um espetáculo á parte no fim de semana.

sábado, 6 de julho de 2013

JOGOS INESQUECÍVEIS DO BRASILEIRÃO - VASCO X INTERNACIONAL - 1979

Vasco 0 x 2 Internacional

Campeonato Brasileiro de 1979 – Primeiro jogo da final

Maracanã, Rio de Janeiro (RJ) – Público: 58.565

VASCO: Leão; Orlando Lelé, Gaúcho, Ivan e Paulo César; Zé Mário, Guina (Zandonaide) e Dudu (Paulinho); Catinha, Roberto Dinamite e Wilsinho. Técnico: Oto Glória.

INTERNACIONAL: Benítez; João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão e
Cláudio Mineiro; Valdir Lima (Toninho), Jair e Batista; Chico Spina
(Adílson), Bira e Mário Sérgio. Técnico: Ênio Andrade.

Gols: Chico Spina aos 28’ do 1º tempo e aos 10’ do 2º tempo.


No Campeonato Brasileiro com o maior número de clubes da história – inacreditáveis 94! –, Internacional e Vasco chegaram à grande decisão, um confronto de ida e volta com o primeiro jogo no Maracanã. O regulamento, pra lá de diferente, fez com que os colorados tivessem atuado, até então, em 21 partidas, enquanto os cruz-maltinos, em apenas 12. E o que mais chamava atenção era que nenhum deles ainda havia experimentado o gosto amargo da derrota. O Vasco contava com o apoio de 60 mil torcedores, a segurança do goleiro Leão e a explosão de Roberto Dinamite na busca por uma grande vitória que o aproximaria do segundo caneco brasileiro de sua história. Porém, aquela hoje distante quinta-feira, 20 de dezembro, já tinha dono: o ponta Chico Spina. Num Internacional com cracaços do quilate de Mauro Galvão, Batista, Jair, Mário Sérgio e Falcão (que não atuou no Maracanã por motivos físicos), foi Chico Spina, substituto do Valdomiro, quem decidiu o embate com dois belos gols e colocou o Colorado com a mão na taça. A confirmação do título – o único Brasileiro conquistado de maneira invicta até hoje – viria três dias depois, num lotado Beira-Rio, com nova vitória, desta vez por 2 a 1. 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

O FUTEBOL BRASILEIRO AGRADECE

Não só pelos prêmios individuais distribuídos pela FIFA, existe uma quase unanimidade de que Fred, Neymar e Paulinho – em ordem alfabética – foram os grandes nomes da vitoriosa campanha brasileira na recém-terminada Copa das Confederações. E é possível enxergar, sem muito esforço, uma semelhança entre os três: todos foram convocados e disputaram o torneio como jogadores de clubes tupiniquins.

Há alguns anos, Fred fazia seus gols – menos do que atualmente – pelo Lyon. Hoje, Neymar é a mais nova estrela do Barcelona. Paulinho, um nome que tem tudo para dar certo no Tottenham. E é justo dizer, principalmente no caso da “Jóia”, que o acerto com o Velho Continente foi um estímulo a mais para o desempenho nas Confederações. No entanto, não há dúvidas de que Fluminense, Santos e Corinthians são os clubes protagonistas pelo estupendo nível demonstrado pelo trio com a camisa canarinho.

No lado dos que querem menosprezar o jogo jogado em nossos gramados, aqueles adeptos do “o futebol por aqui é nivelado por baixo”, o consenso é o de que Fred, Neymar e Paulinho se destacaram apenas por questões físicas, por estarem próximos ao meio da temporada, enquanto os que atuam na Europa – tanto os companheiros como os adversários – estavam em fim de temporada. Se é verdade que o ritmo de jogo intenso é um fator essencial – vide a derrota recente de um “descansado” Atlético Mineiro para um “caliente” Newell’s Old Boys –, ele não pode apagar as outras positividades dos três craques brazucas.

Tecnicamente, Paulinho tem impecáveis visões de jogo, de campo e de bola, Fred uma capacidade de finalização rara e Neymar... bom, além de chutar com as duas – que canhota! – e de correr e driblar com as cinco que parece ter, Neymar foi, e muito provavelmente será por um bom tempo, o principal foco de criatividade da Seleção. Taticamente, Neymar se esforçou como nunca para ocupar os espaços, Fred mantinha os zagueiros rivais sempre em estado de alerta e Paulinho fez o tudo que já estamos acostumados. Foi leonino na marcação, como contra a Espanha, e chegou à área adversária para fazer o que a galera mais gosta. Sem falar que, psicologicamente, o trio soube se integrar ao ambiente de família característico dos times comandados por Felipão e se energizar com a atmosfera criada pelas arquibancadas.


O muito que brilharam Fred, Neymar e Paulinho nestas Confederações impacta diretamente no futebol por aqui jogado. É válido acreditar que não é necessário estar na Europa para ser um dos pilares da Seleção Brasileira ou um craque de nível Mundial. 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

COPA LIBERTADORES 2013 - SEMIFINAL - NEWELL'S OLD BOYS X ATLÉTICO MINEIRO

Newell’s Old Boys 2 x 0 Atlético Mineiro – Estádio Marcelo Bielsa, Rosario (ARG)

Newell’s domina um acuado Atlético Mineiro em noite de Maxi Rodríguez e Scocco e abre grande vantagem na semifinal da Libertadores.

Para se recuperar da recente derrota na Superfinal do Campeonato Argentino, o Newell’s Old Boys foi escalado pelo treinador Gerardo Martino no 4-3-3 com: Guzmán; Cáceres, Vergini, Heinze e Casco; Mateo, Pérez e Bernardi; Maxi Rodríguez, Figueroa e Scocco. De volta a uma semifinal de Libertadores após 35 anos, o Atlético Mineiro, desfalcado de sua dupla de zaga titular, foi organizado pelo Cuca no 4-4-1-1 com: Victor; Marcos Rocha, Rafael Marques, Gilberto Silva e Richarlyson; Bernard, Josué, Pierre, Diego Tardelli; Ronaldinho; Jô.

A análise da péssima atuação do Atlético na Argentina passa pelas últimas semanas. Enquanto o Newell’s manteve suas estruturas física e psicológica em intensas rotações, devido a disputas decisivas no Campeonato Argentino, o Galo passou dias de pré-temporada com a pausa pela Copa das Confederações. Em vésperas de um jogo decisivo, isto pesa positivamente para quem está, digamos, mais quente. No entanto, vale ressaltar que já faz um tempinho que o Galo não consegue praticar seu jogo de passes certeiros, movimentação e avanço em conjunto, vide os dois empates diante do Tijuana, que só não virou tragédia no Independência por causa do milagre realizado por Victor, já nos acréscimos.

No Estádio Marcelo Bielsa, o Newell’s não chegou a ter uma atuação avassaladora, daquelas onde se cria uma chance de gol atrás da outra, mas foi o senhor do jogo. À vontade para liberar seus incisivos laterais, Cáceres e Casco, e os centrocampistas Bernardi e Pérez, os “leprosos” atacavam com volume e obrigavam o Atlético a manter Bernard e Diego Tardelli como defensores pelos flancos. Na etapa inicial, exigiram três boas defesas do Victor em arremates do dinâmico Maxi Rodríguez e do infernal Scocco. Todo acuado, o Alvinegro Mineiro, no fim do primeiro tempo, teve nos pés de Bernard a oportunidade de mudar a história do confronto, mas o pequenino a desperdiçou.

Depois de uns primeiros minutos frios após o intervalo, o Newell’s voltou a se turbinar comandado por Maxi Rodríguez, que chamou a responsabilidade não só de puxar as tramas ofensivas, mas também de concluí-las, como fez com perfeição aos 16 minutos. Muito bem coadjuvado por Figueroa e Scocco, Maxi continuou a fazer o diabo: infiltrações pela meiúca, dribles desconcertantes, bola na trave, cabeçada interceptada sobre a linha... Aos 35, o ótimo momento rubro-negro se transformaria em gol com a potente e certeira cobrança de falta de Scocco.


Agora, resta ao Atlético, no Independência, voltar a apresentar aquele que ganhou o status de “melhor futebol jogado no Brasil”. 

terça-feira, 2 de julho de 2013

ELÓIGICO E SUAS LÓGICAS














Elóigico é um fanático torcedor do São Sebastião Futebol Clube que sempre coloca a paixão à frente da razão – como quase todos os torcedores, né? E quem fica perdida com tanto fanatismo de Elóigico é sua filha, Edinha, que mora junto com seu pai em uma simples casinha que vive futebol 24 horas por dia.

Desenho de Paulo Sales e roteiro de Diano Massarani

segunda-feira, 1 de julho de 2013

BRASIL CAMPEÃO DA COPA DAS CONFEDERAÇÕES 2013

Brasil 3 x 0 Espanha – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

"Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!"

Clap! Clap! Clap! Clap!

Blitz da Seleção Brasileira!

Foi assim contra Japão, México e Itália. E mais ainda na histórica vitória sobre a Espanha que deu ao Brasil o caneco da Copa das Confederações. Sensíveis com o momento de patriotismo aflorado pelos quatro cantos do país, os mais de 70 mil presentes ao Maracanã cantaram o hino nacional a plenos pulmões junto com os jogadores, mesmo após o fim dos protocolares 90 segundos permitidos pelo padrão FIFA para cada hino. Foi a senha para uma alegria sem fim da torcida canarinho, que há tempos estava louca para mostrar sua paixão pela Seleção. E um verdadeiro pesadelo para os espanhóis.

Com apenas dois minutos, o instinto matador de Fred já havia feito um a zero. A partir daí, tudo que os torcedores queriam ver os jogadores deram em dobro. Pegada? Luiz Gustavo e Paulinho chegavam junto de qualquer vulto vermelho que passasse à frente. Seriedade? Marcelo e Thiago Silva não estavam para brincadeira. Disposição? Hulk e Daniel Alves não pararam um segundo. Entrega? David Luiz era a personificação da vontade. Um verdadeiro leão intransponível! A finalização do Pedro que ele salvou sobre a linha mudou o rumo da decisão.

Mas se atributos físicos, táticos e psicológicos fazem o torcedor gritar e aplaudir, é a técnica refinada que o encanta. Então, ok... Se a torcida quer individualidade, os gingados de Oscar e Neymar obrigaram os defensores espanhóis a faltas duras e desleais – Piqué seria expulso aos 23 da etapa final. Falando em Neymar, o camisa 10 voltou a ser monstruoso e decisivo. Que noção de tempo e espaço para receber a redonda de Oscar, soltar a canhota e fazer dois a zero, a um minuto do intervalo. Intervalo que foi uma maravilha para os sorridentes e cantantes torcedores. Mas, como felicidade pouca é bobagem... Fred, logo no comecinho da etapa final, pegou a Espanha mais uma vez. Três a zero! A alegria era tamanha que até o Maracanã parecia pequeno.

Então, a torcida achou que era a hora de fazer Xavi, Iniesta e companhia sofrerem do próprio veneno e pediu por “Olé”. A Seleção atendeu, e passou a mesclar trocas de passes de pura categoria aos fulminantes contra-golpes que desesperavam a retaguarda vermelha. O domingo foi tão perfeito para o torcedor brasileiro que sorrisos vieram até mesmo dos lances perigosos produzidos pelos espanhóis. Além de pênalti desperdiçado pelo Sérgio Ramos, Júlio César realizou duas defesas milagrosas.


Mais do que o caneco da Copa das Confederações, esta vitória magnífica sobre a Espanha decretou a volta do romance entre torcedor e Seleção. E este romance será essencial para que daqui a um ano, na Copa do Mundo, nós tenhamos não o prazer de vencer os melhores do planeta, mas de voltarmos a ser, nós mesmos, os melhores do planeta.