terça-feira, 29 de junho de 2010

COPA DO MUNDO - OITAVAS-DE-FINAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

Paraguai 0 (5) x (3) 0 Japão
*Espanha 1 x 0 Portugal

*jogo assistido
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No clássico ibérico que decidiu quem avançou para a fase quartas-de-final da Copa do Mundo, a Espanha engoliu Portugal, apesar de o placar não mostrar isto, e mostrou que segue firme e forte em busca do caneco.

Antes de começar a elogiar a atuação espanhola, a meu ver uma das melhores apresentações deste Mundial, gostaria de analisar o patético desempenho de Portugal, não só nesta partida, mas em todo o torneio. Não tenho nada contra equipes que priorizam o sistema defensivo como alternativa para conquistar vitórias, porém tenho muito contra equipes que apenas se defendem e não apresentam nenhuma mentalidade ofensiva. Não vejo nenhuma ofensa ao bom futebol em um time ser montado para jogar sem a bola nos pés, explorando contra-golpes e os buracos deixados pelo adversário que busca o ataque. Entretanto, o que Portugal apresentou durante esta Copa do Mundo, exceção feita à histórica goleada de 7 x 0 sobre a Coréia do Norte, foi uma vergonha diante do que poderia ter feito. A própria sapecada sobre os norte-coreanos mostraram que Cristiano Ronaldo e cia poderiam enfrentar qualquer adversário sem permanecer apenas se defendendo, pois armas para “agredir” seus rivais não faltariam. O lateral-esquerdo Fabio Coentrão mostrou em poucos jogos que possui boa qualidade ofensiva; Raul Meireles é um volante moderno que, se não fosse tolido por um esquema defensivo, poderia participar ativamente de tramas ofensivas; Deco, apesar de não estar rendendo metade do que poderia, não deveria ser preterido para a entrada de Pepe ou Tiago, dois volantes que não possuem qualidade com a redonda nos pés. Ou seja, Portugal tem sim capacidade para montar uma equipe que possua uma estratégia diferente da de apenas se defender e esperar Cristiano Ronaldo fazer uma jogada de melhor do planeta. Para se ter uma idéia da vergonha ofensiva que foi neste Mundial, Portugal terminou os duelos contra a Costa do Marfim, o Brasil e a Espanha sem balançar as redes. E mais! Nestes jogos citados conseguiu criar, somando os três, apenas 8 boas oportunidades de gols. Para critério de comparação, somente neste Espanha x Portugal, os espanhóis construíram 10 chances de sacudir o filó. Realmente esta Seleção Portuguesa não vai deixar nenhuma saudade nos admiradores da Copa do Mundo.

Agora sim vamos falar de bom futebol, vamos falar da Espanha. Com apenas 12 minutinhos de jogo, os espanhóis já haviam levado perigo ao goleiro português Eduardo em quatro oportunidades. Duas vezes com Fernando Torres e mais duas com David Villa, que está voando baixo jogando aberto pelo lado esquerdo, a Espanha por pouco não abriu o marcador. Enquanto Villa inferniza de ponta-esquerda, Iniesta não guarda sua posição na ponta-direita e se movimenta bastante, dificultando, e muito, a retaguarda adversária. Quando encosta no Xavi, que atua centralizado, o poder de criação do ataque espanhol cresce bastante. Depois das citadas quatro oportunidades, a Espanha encontrou problemas para voltar a incomodar a defesa portuguesa. Ficava, como sempre, com a posse de bola, mas não encontrava espaços para infiltrações e as jogadas pelos flancos não davam resultado. Com a chegada do 2º tempo, a posse de bola e o maior pdoer ofensivo espanhóis deram resultado quando Iniesta e Xavi – como joga bola esta dupla! – tabelaram na entrada da área e deixaram Villa livre para marcar. Nem mesmo em desvantagem no placar e com a iminente eliminação Portugal mudou a atitude. O ápice da falta de ousadia portuguesa ocorreu aos 27 minutos da 2ª etapa, com a substituição do volante Pepe pelo outro volante Pedro Mendes. Por outro lado, a Espanha não parava de atacar e em três oportunidades quase ampliou o placar, com Sérgio Ramos, Villa e Llorente, que entrou muito bem no lugar de Fernando Torres.

Uma partida onde a Espanha não foi atacada praticamente em nenhum momento e o goleiro Eduardo foi o único português que merece receber algum destaque, já que evitou um goleada, só poderia mesmo terminar com a vitória da “Fúria”. A cada rodada que passa a Espanha se sente melhor em campo e se acostuma mais com o clima da Copa do Mundo. A meu ver, apesar do pouco peso da camisa em Mundiais, é sim uma forte candidata ao título.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- A partida de Copa do Mundo que contou com o maior número de jogadores diferentes conseguindo balançar as redes foi Iugoslávia 9 x 0 Zaire, no Mundial de 1974, quando 7 iugoslavos sacudiram o barbante. Quando o assunto é um torneio inteiro, e não apenas um jogo, a França de 1982 e a Itália de 2006 terminaram a competição com 10 jogadores diferentes tendo marcado gols.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

COPA DO MUNDO 2010 - BRASIL X CHILE

Olá amigos do FUTEBOLA!

Brasil 3 x 0 Chile

Com muita naturalidade e consciência o Brasil sapecou 3 x 0 no Chile e garantiu a vaga nas quartas-de-final da Copa do Mundo, onde enfrentará a Holanda.

Pouco tempo depois do início da partida já era possível perceber que o Chile vinha mais fraco do que nas rodadas anteriores. Duas das principais, talvez as duas principais, armas chilenas foram anuladas antes de o juiz apitar. O ala-direita Isla, muito bom ofensivamente e que poderia complicar o sistema defensivo brasileiro, foi escalado de meio-campo, o que diminuiu o poder ofensivo do Chile pelo lado direito. Outra opção do treinador Bielsa que também ajudou o Brasil foi o Suazo começar jogando no lugar do Valdívia. Enquanto Valdívia poderia confundir a retaguarda brasileira com sua movimentação, Suazo ficou estático lá na frente, sendo presa fácil para Lúcio e Juan. Como se estas duas opções chilenas não bastassem, Dunga ainda acertou em cheio com a escalação do Ramires no lugar do Felipe Melo. Resumindo: as escolhas dos dois treinadores facilitaram bastante o jogo para o Brasil.

Como era de se esperar, o Chile adotou uma postura ofensiva, deixando espaços atrás e dando liberdade para os brasileiros trabalharem ofensivamente. Nos primeiros 15 minutos de jogo o Brasil levou perigo com Luís Fabiano, Gilberto Silva e Ramires. Muito bem postado em campo, o Brasil não sofria sofria sustos defensivos e aguardava calmamente surgir uma oportunidade de encaixar suas principais armas: a bola parada e o contra-ataque. E elas não tardaram a surgir. Em um intervalo de quatro minutos, entre os 34 e 38, o Brasil balançou as redes duas vezes e deixou sua classificação muito bem encaminhada. Primeiro Maicon cobrou córner na cabeça de Juan que foi perfeito e sacudiu o barbante. Vale ressaltar o gosto de Juan por fazer gols no Chile. Dos sete gols que marcou com a “camisa canarinho”, quatro foram contra os chilenos. Logo depois de abrir o placar, Robinho arrancou pela esquerda e tocou a redonda para Kaká que só empurrou para Luís Fabiano driblar o goleiro Bravo e ampliar. Que trio ofensivo! Que contra-ataque! Que golaço!

Depois do intervalo o Chile até melhorou sua produção ofensiva, que havia sido nula na 1ª etapa. A entrada do Valdívia, presente em três dos cinco lances de perigo que o Chile criou neste 2º tempo, foi o fator principal para a evolução da equipe. Porém, o Brasil não caiu na bobeira de ficar apenas recuado e, aos 14 minutos, fechou o jogo. Uma arrancada do Ramires, que jogou um partidaço, terminou nos pés do Robinho que marcou seu primeiro gol em Copas do Mundo. Se antes desta partida a única coisa que poderia ir contra a escalação do Ramires era o fato de ele poder sentir o peso um jogo de Copa do Mundo, agora não existe mais nada. Seja na qualidade dos passes, seja nas arrancadas rumo ao ataque, o Ramires é muito mais jogador do que o Felipe Melo. Pena que por culpa sua, e também do Dunga que poderia tê-lo tirado de campo, Ramires recebeu seu segundo amarelo na Copa e está fora do duelo contra a Holanda.

Com 3 x 0 no placar, o jogo ficou irreversível e, apesar de Brasil e o Chile terem criado oportunidades, ninguém mais levantou o véu da noiva. Dentre as chances desperdiçados por ambos os lados vale citar uma excelente defesa do Júlio César, em chute do Suazo, e uma arrancada maravilhosa do Michel Bastos, aos 46 minutos, que quase se transformou no gol mais bonito da Copa.

A defesa, com Juan jogando uma barbaridade, esteve em excelente jornada. O meio-campo foi perfeito na marcação e ao iniciar as jogadas ofensivas. Luís Fabiano e Robinho mostraram que o ataque está afiadíssimo. A bola parada e o contra-ataque mais uma vez funcionaram com extrema eficiência. Se repetirmos todos estes pontos positivos, temos tudo pra mandar a Holanda de volta pra casa.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- Apenas dois jogadores conseguiram marcar ao menos 5 gols em duas edições da Copa do Mundo. O peruano Cubillas alcançou esta marca balançando as redes nos Mundiais de 1970 e de 1978. Já o alemão Klose realizou o feito de marcar 5 gols nas Copas de 2002 e 2006. Se marcar mais 5 gols em 2010, Klose ficará com um total de 15 gols e alcançará o brasileiro Ronaldo como maior artilheiro da história dos Mundiais.

COPA DO MUNDO 2010 - OITAVAS-DE-FINAL

Holanda 2 x 1 Eslováquia

Nada de surpresas! Depois de conquistar três vitórias na fase de grupos, a Holanda bateu a Eslováquia, algoz da Itália na histórica eliminação da “Azzurra”, e se classificou para as quartas-de-final.

Apenas um minutinho após o apito inicial a Eslováquia já assustou o goleiro Stakelenburg com uma boa jogada do Weiss que Jendrisek completou com um balaço de fora da área. Vale aqui ressaltar a escalação ofensiva com a qual os eslovacos iniciaram a partida. Uma única alteração foi realizada nos 11 titulares que haviam começado o duelo contra a Itália: a entrada do habilidoso meia ofensivo Weiss no lugar do volante Strba. Isso mesmo, taticamente a equipe se apresentava mais ofensiva do que no jogo que lhe rendeu a classificação às oitavas. Porém, o 1º tempo mostrou que, apesar da aparente ofensividade, a Eslováquia não possui o mesmo poder que os holandeses. Bastaram 17 minutos para a Holanda mostrar a força de seu quarteto ofensivo. Kuyt, van Persie, Sneijer e Robben, que estreava como titular, infernizaram o sistema defensivo rival.Depois de ter criado duas boas oportunidades, com van Persie e Sneijer assustando o goleiro Mucha, a Holanda conseguiu marcar seu gol em um contra-golpe sensacional. Na primeira das vezes que a Eslováquia se mandou ao ataque com mais ênfase, o espaço deixado no sistema defensivo foi aproveitado com maestria quando Sneijder acertou um perfeito lançamento para Robben realizar sua jogada preferida: a arrancada pela direita com o corte para dentro e o veloz arremate. O Robben está jogando um futebol de tão alto nível que já chegou naquele ponto em que todos sabem o que ele vai fazer, mas ninguém consegue evitar.

Após abrir o marcador, a Seleção Holandesa apresentou o seu lado que eu não gosto. O recuo excessivo buscando apenas os contra-golpes. Assim como no duelo diante do Japão, na 1ª fase, quando fez 1 x 0 e ficou mais de 30 minutos apenas em seu campo defensivo, a Holanda permaneceu todo o restante do 1º tempo sem ameaçar novamente a Eslováquia. Mostrando que o futebol realmente não tem lógica, a Holanda voltou para a 2ª etapa com outra atitude, buscando decidir o jogo, e em menos de 15 minutos quase ampliou a vantagem com Robben em outra de suas jogadas especiais, com o zagueiro Mathijsen em uma perigosa cabeçada e com van Persie. “Pronto, agora a Eslováquia não resiste à pressão holandesa” – pensei após estas três oportunidades. Porém, o ilógico voltou a aparecer e de repente, sem nenhum aviso prévio, a Eslováquia transformou o goleiro Stakelenburg em um dos grandes nomes da partida. Em um chute longo do bom volante Kucka, uma linda jogada de Stoch pela esquerda e um arremate do atacante Vittek quase da marca do pênalti, Stakelenburg realizou três defesas sensacionais. Sem dúvidas alguma o jogo voltou do intervalo muito mais emocionante e permaneceu indefinido até os minutos finais. Somente aos 38, em uma bobeada da defesa eslovaca, que preferiu reclamar de uma marcação da arbitragem do que prestar a atenção no jogo, van Bronckhorst cobrou falta rápido, Kuyt chapelou o goleiro de cabeça e tocou para Sneijder que só teve o trabalho de empurrar pro fundo do gol. Este gol matou as esperanças da Eslováquia, que ainda conseguiu sacudir o filó com o artilheiro Vittek, aos 48 minutos, mas já era tarde demais.

Com Kuyt, Sneijder, Robben e van Persie, seu “Quarteto Fantástico”, e boas opções na reserva, como o Elia, que novamente entrou bem no jogo, e van der Vaart, a Holanda é, sem nenhuma dúvida, uma das melhores Seleções do Mundial. Se o Brasil bobear diante do Chile (bate na madeira – toc toc toc), a “Laranja Mecânica” tem tudo para chegar em sua terceira final de Copa do Mundo e, quem sabe, acabar com a fama de fracassar nas horas decisivas.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- Vejam que curioso: a Suiça é a Seleção que possui o recorde de mais partidas consecutivas sofrendo ao menos um gol e o recorde de mais minutos consecutivos sem sofrer gols. Entre 1934 e 1994, a Suiça sofreu ao menos um golzinho em 22 partidas seguidas. Porém, se contarmos o próprio Mundial de 1994, o de 2002 e o de 2006, a Suiça passou 559 minutos consecutivos sem buscar a redonda no fundo das redes.

domingo, 27 de junho de 2010

DE OLHO NO QUADRO NEGRO - CHILE

video

COPA DO MUNDO 2010 - OITAVAS-DE-FINAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

Argentina 3 x 1 México

Apesar de o placar não demonstrar, a Argentina não realizou uma boa partida diante do México, no duelo que decidiu o adversário da Alemanha nas quartas-de-final. Por sinal, se apresentar um futebol do mesmo nível diante dos alemães serão mínimas as chances de a Argentina chegar mais longe no Mundial.

Durante toda primeira metade do 1º tempo, a Argentina não conseguiu trabalhar a bola com qualidade nem realizar boas tramas ofensivas, não passando nem perto de assustar o goleiro mexicano Pérez. Por outro lado, com os meias Giovani e Guardado muito participativos o México constantemente levava perigo ao goleiro argentino Romero, principalmente nos chutes longos. Queria questionar a escolha do treinador mexicano Javier Aguirre por Bautista para iniciar a partida. Nos três jogos da fase de grupos, o Bautista não havia atuado sequer um minutinho. Não entendo o motivo de, logo neste decisivo jogo, ele ter iniciado entre os 11 titulares. Voltando ao jogo, o México se postava bem melhor em campo do que a Argentina, porém não contava com dois gigantescos equívocos. Primeiro, após uma jogada de Messi pela meiúca a redonda sobrou para Tévez, completamente impedido, abrir o placar. Assim como a Alemanha, diante da Inglaterra, a Argentina também foi muito, mas muito, ajudada por um erro da arbitragem. Porém, a meu ver, os argentinos foram ainda mais beneficiados, pois quando marcou seu gol irregular estavam muito mal no jogo, diferente da Alemanha, que vencia a partida. Seis minutinhos depois do primeiro gol, aos 32, não foi o bandeira quem se equivocou, mas o zagueiro Osório, que entregou a bola nos pés de Higuaín que marcou seu quarto gol no Mundial. Em pouco tempo, todo o trabalho do México foi pelo ralo. A Argentina ainda teve duas boas chances de ampliar a vantagem, uma com Di María e outra com Higuaín, porém ambas as chances foram desperdiçadas.

Logo na volta para a 2ª etapa, aos 7 minutos, Carlitos Tévez mandou uma bomba de fora da área e marcou um golaço, praticamente garantindo a vaga para as quartas-de-final. Após este gol, a Argentina, que já não apresentava um futebol condizente com o resultado, recuou por completo e viu o México passar aproximadamente 40 minutos atacando. Comandado pelo Barrera, que entrou no lugar do sumido Bautista e mais uma vez mostrou um bom futebol, os mexicanos partiram com tudo em busca do milagre. Em 11 minutos, entre 15 e 26, nada menos do que cinco boas oportunidades de gols foram criadas pelo México, tendo o Barrera participado de três delas. A entrada do Barrera também fez crescer o futebol do jovem atacante Javier Hernández, muito pouco participativo na 1ª etapa. Foi Hernández quem marcou o gol mexicano, após dar um lindo drible no fraco zagueiro Demichelis e arrematar de dentro da área. Até o apito final, para não dizer que estou mentindo foi até os 46 minutos, quando Messi reapareceu no jogo e quase marcou um golaço, o México atacou e a Argentina apenas se defendeu, sem organizar sequer um contra-golpe bem feito.

Era para o duelo contra o México ser o primeiro grande teste da Argentina, porém dois enormes erros, um da arbitragem e outro do mexicano Osório, facilitaram, e muito, a vida dos argentinos, que conseguiram vencer sem mostrar um grande futebol. Agora, como citei lá no início, os comandados de Maradona precisarão de mais solidez defensiva e organização ofensiva diante de uma Alemanha que vem forte.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- O suiço Alfred Bickel é o único jogador a ter participado de um Mundial antes da II Guerra Mundial e depois desta. Bickel fez parte da Seleção Suiça nos Mundias de 1938 e de 1950. Em 1938, ele marcou um dos gols da lendária vitória suiça sobre a Alemanha por 4 x 2. No Mundial de 1950 Bickel também participou de um jogo histórico: o empate em 2 x 2 entre Brasil x Suiça, em um lotado Pacaembu.

COPA DO MUNDO 2010 - OITAVAS-DE-FINAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

Alemanha 4 x 1 Inglaterra

Pela segunda vez na Copa do Mundo, a Alemanha mostrou um futebol que a credencia como uma das grandes favoritas para conquistar o caneco. Se na primeira boa atuação germânica a adversária era a fraca Austrália, desta vez quem tomou uma chinelada foi a grande rival Inglaterra.

Muitos treinadores dizem que uma equipe ideal deve primar pelo equilíbrio. Defesa, meio-campo e ataque devem possuir forças iguais. Apesar de, em minha opinião, a Alemanha ter no sistema ofensivo o seu maior poder – acreditem, esta equipe alemã é muito habilidosa – a retaguarda e a meiúca também estão se mostrando fortes. A linha de quatro defensores formada por Lahm, Mertesacker, Friedrich e Boateng, da direita para a esquerda, fornece muita segurança para o goleiro Neuer. O lateral-direito Lahm, inclusive, sempre é boa opção ofensiva. Muito importante para o bom andamento, tanto defensivo quanto ofensivo, dos alemães é a dupla de volantes Khedira/Schweinsteiger. Sempre bem posicionados e evitando buracos à frente da defesa, ambos participam também de algumas tramas ofensivas. Na frente dos dois está, a meu ver, a maior força alemã: o tripé de meias formado por Muller, Ozil e Podolski. Impressionante como todos estão jogando muita bola nesta Copa do Mundo. Até mesmo o Muller, que não vinha acompanhando o ritmo dos seus dois companheiros, resolveu ter uma atuação genial. E justamente no duelo contra a Inglaterra. Na frente, como único atacante, porém nunca isolado devido à chegada dos meias, está Klose, agora empatado com Pelé com 12 gols em Copas do Mundo e apenas três tentos atrás de Ronaldo.

E foi com este esquema e estas armas que a Alemanha deu um baile na Inglaterra. Com 32 minutos do 1º tempo já vencia a partida por 2 x 0, gols de Klose e Podolski, uma dupla que se sente absurdamente a vontade com a camisa alemã. Primeiro Klose aproveitou um chutão pra frente do goleiro Neuer, ganhou o duelo físico com o zagueiro Upson e bateu com categoria marcando um belo gol. Depois, o mesmo Klose deu um excelente passe para Muller que deu um passe ainda mais excelente para Podolski levantar o véu da noiva. Até o momento a Inglaterra nada produzia de concreto em termos ofensivos e ainda encontrava enormes dificuldades para impedir a Alemanha de jogar. De repente, sem nenhum aviso prévio, o jogo entrou num ritmo alucinante e em 4 minutos, entre 34 e 38, os torcedores tiveram o coração testado. Milner fez boa jogada pela direita e cruzou para Lampard completar e Neuer realizar boa defesa; após iniciativa de Schweinsteiger Klose perdeu ótima oportunidade; Gerrard cruzou a redonda na área e o zagueiro Upson marcou de cabeça diminuindo a vantagem alemã; Lampard deu um toque de extrema categoria, encobriu o goleiro Neuer, a pelota ultrapassou a linha e o juiz não enxergou o golaço; Podolski arrancou em velocidade e quase marcou o terceiro tento da Alemanha. Ufa... isso tudo em 4 minutinhos.

O intervalo serviu para a Inglaterra confirmar e ver a ficha de que teve um gol mal anulado cair e parece que isto abateu seus jogadores. Sem o mesmo ímpeto que haviam apresentado quando diminuíram o placar e deveriam ter o igualado, os ingleses foram presas fáceis para o rápido e mortal contra-ataque alemão. Comandado por Muller, que já realizava ótima partida, a Alemanha precisou de apenas metade da 2ª etapa para matar o jogo e, em 25 minutos, construiu cinco excelentes tramas ofensivas, tendo o Muller participado de quatro delas. Os dois gols que fecharam o caixão do “English Team” saíram em dois contra-golpes organizados de maneira perfeita, daqueles que devem ser gravados e passados em video-aulas. No primeiro Schweinsteiger teve velocidade e paciência para arrancar e encontrar Muller que bateu com precisão. No segundo, novamente marcado pelo Muller, nesta altura já o melhor homem em campo, foi iniciado pelo Ozil, que também vem jogando uma barbaridade.

Com 4 x 1 no marcador, a Inglaterra nada mais tinha a fazer nos restantes 20 minutos de partida. É claro que se o juiz não tivesse se equivocado o jogo teria sido muito diferente, já que a Inglaterra não iria se abrir tanto na 2ª etapa e ficar exposta aos mortais contra-ataques. Porém, este fato não pode apagar mais uma excelente apresentação da Alemanha e muito menos o fracasso que é este time inglês treinado pelo Fabio Capello.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- Apenas dois confrontos já se repetiram em finais de Copa do Mundo. Nos Mundiais de 1970 e 1994 o Brasil venceu a Itália, sendo que no último deles a conquista do caneco pelos brasileiros só ocorreu na disputa de penalidades. Já Alemanha e Argentina duelaram em 1986 e 1990. Na Copa do Mundo de 1986 Maradona comandou os argentinos à vitória, enquanto em 1990 um gol de pênalti marcado por Brehme deu o título à Alemanha.

COPA DO MUNDO 2010 - OITAVAS-DE-FINAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

Uruguai 2 x 1 Coréia do Sul
Estados Unidos 1 x 2 Gana

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MANDOU BEM!

- Apesar de fatores psicológicos, físicos e táticos ganharem cada vez mais importância no futebol, ainda é a técnica individual que mais decide as partidas. Logo com 8 minutos de jogo, o agora meia Forlán caiu pela esquerda do ataque uruguaio, cruzou a redonda na área, o goleiro sul-coreano Jung Sung-Ryong papou mosca e Luís Suarez abriu o placar. Com a vantagem, os uruguaios permaneceram mais de uma hora apenas se defendendo, já que não conseguiam emplacar um único contra-ataque. Atuando com uma linha de quatro defensores e três volantes que marcam muito bem, apesar de não possuírem muita qualidade com a redonda nos pés, o Uruguai se defendia com unhas e dentes do veloz e entrosado ataque sul-coreano. Como eu havia escrito aqui mesmo, após a vitória sobre o México, a “Celeste Olímpica” apresenta “uma defesa que se não é um primor de segurança também não é um queijo suiço”. Totalmente pressionado pelo ataque sul-coreano, o Uruguai aguentou até bastante tempo, porém sofreu o gol de empate aos 23 minutos da 2ª etapa. Lembram que eu comecei citando a importância da qualidade individual na decisão de resultados? Pois é, foi ela que salvou os uruguaios. Enquanto os sul-coreanos martelaram durante mais de um tempo com várias e diferentes jogadas ofensivas, bastou Luís Suarez receber duas bolas, em menos de 10 minutos, para marcar um golaço e dar a classificação aos uruguaios. Durante os 90 minutos de jogo, o recuado Uruguai criou apenas quatro boas chances de sacudir o filó, todas elas finalizadas por Luís Suarez que, iluminado do jeito que está, colocou duas no fundo do gol. A meu ver, depois de toda a fase de grupos e dois jogos das oitavas, Luís Suarez se apresenta como melhor atacante do Mundial.

- Comandados por Park Ji-Sung e Lee Chung-Yong, dois meias que tratam a pelota muito bem, e com o atacante Park Chu-Yong infernizando a retaguarda uruguaia desde o início do jogo, quando acertou uma cobrança de falta na trave aos 4 minutos do 1º tempo, a Coréia do Sul apresentou um bom poder ofensivo e não desistiu de buscar o empate em nenhum momento. E este trio não foi a única arma ofensiva sul-coreana, já que o volante Ki Sung-Yong apareceu bem no campo de ataque e nas bolas parardas e o lateral Cha Du-Ri sempre deu opção pelo flanco direito. Como escrevi acima, a Coréia do Sul mostrou um bom repertório ofensivo para ser a primeira equipe do Mundial a marcar um gol no Uruguai. Vale lembrar também que, na fase de grupos, os sul-coreanos foram os únicos a balançar as redes diante da Argentina. E mais! Tanto o gol marcado contra a Argentina, quanto o contra o Uruguai foram feitos pelo excelente Lee Chung-Yong. O treinador Huh Jung-Moo está de parabéns por ter conseguido fazer sua equipe realizar algo que muitas Seleções de renome não conseguiram no torneio: atacar com organização e qualidade. Em quatro partidas disputadas, contra Grécia, Argentina, Nigéria e Uruguai, a Coréia do Sul sacudiu o filó em todas elas. Volta pra casa de cabeça em pé.

- Ao terminar de assistir Gana x Estados Unidos, jogo vencido por Gana apenas na prorrogação, tive a impressão de ter visto um duelo entre duas equipes que possuem larga história na Copa do Mundo, tamanho o equilíbrio, qualidade tática e atenção envolvidos na partidas. Impressionante como tanto ganeses quanto americanos sabiam seus papéis em campo e o que fazer com a pelota nos pés, tornando o jogo, apesar de não ter sido recheado de emoções, muito tenso. Aposto que você já escutou a frase “quando os africanos tiverem consciência tática, serão muito mais fortes”. Pois é, a Seleção Ganesa é a prova de que a qualidade técnica africana pode sim ser misturada à mentalidade tática dos europeus. O treinador sérvio Milovan Rajevac, comandante de Gana, vem realizando um excelente trabalho tático. Desde a Copa da África, quando foi vice-campeã, Gana apresenta sempre o mesmo padrão de jogo, fazendo com que cada jogador conheça sua própria função. Logo aos 5 minutinhos de partida, o volante Boateng, que tem mais liberdade ofensiva que seu parceiro Annan, o outro volante, se utilizou disso para aproveitar a bobeada do americano Clark, arrancar para o contra-golpe e abrir o placar. Este gol também foi fruto da forte marcação realizada pelos ganeses um pouco a frente da linha central, com os meias mais ofensivos Ayew, Asamoah e Inkoon, nesta ordem da esquerda para a direita, participando muito do sistema defensivo e complicando a vida dos americanos. Somente a partir da segunda metade da 1ª etapa que o Estados Unidos conseguiu marcar presença efetiva no campo de ataque, com os meias Dempsey e Donovan, em minha opinião o ponto mais forte da equipe, aparecendo para o jogo. Chances de gols surgiram para ambos os lados, com Asamoah levando perigo pelo lado de Gana e Bradley e Findley desperdiçando duas tramas iniciadas pelo Dempsey. Na volta do intervalo, com Dempsey mais adiantado e a entrada do Feilhaber no lugar do Findley, o Estados Unidos partiu com tudo para o ataque, criando boas jogadas desde o primeiro minuto. Gana até assustou o goleiro Howard com o centroavante Gyan, porém foram os americanos que marcaram com Donovan, aos 16 minutos, em cobrança de penalidade sofrida por Dempsey. Daí até o final do tempo regulamentar, o equilíbrio continuou reinando, mas com o Estados Unidos sendo um pouco mais efetivo nas ações ofensivas, como mostram as oportunidades perdidas por Bradley e Altidore, aos 30 e 35 minutos, respectivamente. Tamanho equilíbrio só poderia mesmo resultar em prorrogação. E foi logo aos três minutos do tempo extra que o jogador mais decisivo de Gana apareceu. Autor do gol na vitória sobre a Sérvia e no empate contra a Austrália, o atacante Gyan pode colocar mais um importantíssimo gol na sua lista. Mostrando toda sua força física, ao se chocar com o capitão americano Bocanegra e permanecer de pé, e poder de finalização, ao arrematar de maneira perfeita, Gyan sacudiu o barbante e colocou Gana na frente. Com todo respeito ao francês Rennes, clube de Gyan, mas um clube de maior força é o caminho natural para este excelente jogador. Como era de se esperar, o Estados Unidos, que buscou empates contra Inglaterra e Eslovênia e a vitória contra Argélia aos 46 minutos do 2º tempo, não desistiu do jogo. Se lançou à frente em busca do empate e, mesmo no limite de sua força física, pressionou Gana e teve chances de igualar o marcador com Bocanegra, Gomez e Dempsey. Porém, o apito final colocou Gana como a terceira Seleção Africana a atingir a fase quartas-de-final de um Mundial – as outras foram Camarões (1990) e Senegal (2002). A meu ver, o duelo entre ganeses e uruguaios será, também, muitíssimo equilibrado. Lá vem mais jogão por aí!

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MANDOU MAL!

- Tanto a Coréia do Sul, contra o Uruguai, como o Estados Unidos, diante de Gana, sofreram com falhas individuais que foram fatores relevantes para suas respectivas eliminações. O relógio marcava 8 minutos da 1ª etapa quando o uruguaio Forlán chegou a linha de fundo, pela esquerda, e deu um fraco cruzamento para a área. A pelota passou por toda a defesa sul-coreana, com a bobeada maior sendo do goleiro Jung Sung-Ryong, e chegou aos pés de Luís Suarez que estava livre, leve e solto para a brir o placar. Já no duelo entre Gana e Estados Unidos, a bobeira ocorreu ainda mais cedo. Aos 5 minutinhos de jogo, o volante americano Clark errou feio na saída de bola e Boateng aproveitou para colocar Gana na frente. Devido à estas falhas individuais, Coréia do Sul e Estados Unidos precisaram atuar em boa parte dos seus jogos com o peso de estarem atrás do placar, o que, convenhamos, faz as pernas dos jogadores pesarem bem mais.

- Não me agradou nem um pouco a postura adotada pelo Uruguai após abrir o placar diante da Coréia do Sul. Totalmente recuado, com o pensamento de apenas se defender, os uruguaios não incomodavam a Coréia do Sul e permitiam que o oponente se postasse integralmente no campo de ataque. Mesmo apresentando certa qualidade defensiva, o Uruguai chamou tanto a Coréia do Sul para o jogo que acabou sofrendo o empate. Como Luís Suarez está voando baixo na Copa do Mundo, a “Celeste Olímpica” conseguiu voltar ao jogo e conquistar a vitória. Porém, esta excessiva atitude defensiva pode complicar, e muito, a vida dos uruguaios nos próximos jogos.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- Na Copa do Mundo de 1954, o atacante húngaro Sandor Kocsis marcou três gols na estréia diante da Coréia do Sul e quatro na partida seguinte, contra a Alemanha. No Mundial de 1970, o alemão Gerd Müller balançou as redes três vezes contra a Bulgária e o Peru, em partidas sucessivas. Sandor Kocsis e Gerd Müller, por estes feitos, são os únicos dois jogadores que conseguiram marcar três ou mais gols em duas partidas seguidas de Copa do Mundo.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS

Olá amigos do FUTEBOLA!

*Chile 1 x 2 Espanha – Grupo H
Suiça 0 x 0 Honduras – Grupo H

*jogo assistido
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Depois de diversos jogos decisivos emocionantes nesta 3ª rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, Espanha x Chile, um duelo que prometia muito, ficou devendo em emoções. Com a vitória por 2 x 1 a Espanha escapou de pegar o Brasil nas oitavas-de-final, missão que caberá ao Chile, e agora enfrentará o histórico rival Portugal.

Como foi possível perceber nas duas primeiras partidas que disputou no Mundial, o Chile é uma equipe de características ofensivas e que tem nos homens de frente sua principal força. Mesmo necessitando apenas do empate para avançar na competição, o Chile não se acanhou e partiu para cima da Espanha, levando perigo ao goleiro Casillas. Contando com o ponta-esquerda Beausejour inspirado e com muito ímpeto ofensivo, além do Sanchez, que atuando aberto pela direita vem sendo o destaque da equipe no Mundial, os chilenos dominaram a primeira metade do 1º tempo e não deixaram a Espanha se acostumar com a redonda nos pés ou com o campo de ataque. Porém as falhas individuais levaram o bom futebol chileno para o ralo. Primeiro o goleiro Bravo foi tentar tirar uma bola do Fernando Torres fora da área, lá na ponta-esquerda do ataque da Espanha, e a pelota sobrou para Villa empurrar com categoria pro fundo das redes. Treze minutos depois, a equipe do Chile, que já estava nervosa (havia levado 3 cartões amarelos nos 20 primeiros minutos, sendo que dois destes tiraram os zagueiros Ponce e Medel do duelo contra o Brasil), viu a vaca ir para o brejo. Após uma paçocada na saída de jogo chilena, a bola ficou com Iniesta que realizou bonita trama com Villa e ampliou a vantagem. Neste mesmo lance, o volante Estrada, que também já tinha amarelo, acertou o Fernando Torres e foi mais cedo para o chuveiro. Com esta metade final da 1ª etapa, o Chile foi para o intervalo agradecendo muito à Seleção de Honduras por não ter sofrido gols da Suiça.

O jogo voltou do intervalo e, logo no início do 2º tempo, Millar arrematou de fora da área e contou com um desvio para marcar o gol chileno. Com a vitória parcial da Espanha por 2 x 1, só uma vitória da Suiça por 2 gols de diferença tiraria o Chile da Copa e uma por 3 gols faria os suiços tirarem a liderança da Espanha. Como por lá, no duelo entre Suiça e Honduras, o placar permanecia mudo, Espanha e Chile resolveram terminar o jogo mais cedo. Isso mesmo, durante mais de 30 minutos do 2º tempo espanhóis e suiços apenas tocaram a bola para lá e para cá, até o apito final, já que a Suiça nada fez.

A Espanha se recuperou bem da derrota na estréia para a Suiça, apesar de ainda não ter justificado todo o cartaz que recebeu no período pré-Mundial. Já o chile, tem um bom potencial ofensivo, mas se não tomar cuidados com sua retaguarda, será presa fácil para o Brasil.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- A Seleção da Nova Zelândia deve estar muito feliz com o fato de ter terminado a 1ª fase da Copa do Mundo de 2010 de maneira invicta. Porém, com os três empates conseguidos, os neozelandeses empataram com Bolívia e El Salvador como as Seleções que mais disputaram partidas sem vencer no Mundial, com 6 jogos sem triunfar para cada uma.

COPA DO MUNDO 2010 - BRASIL X PORTUGAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

*Brasil 0 x 0 Portugal – Grupo G
Coréia do Norte 0 x 3 Costa do Marfim – Grupo G

*jogo assistido
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Já classificados para a 2ª fase, Holanda e Argentina venceram seus últimos jogos e mativeram a empolgação dos seus torcedores. Por outro lado, com uma atuação horrorosa diante de Portugal, o Brasil conseguiu deixar diversas pulgas atrás das orelhas dos seus torcedores.

Desde o apito inicial até o final, nem Brasil nem Portugal mostraram nada perto de um bom futebol. Sem Kaká e Robinho, o Brasil não conseguiu arquitetar sequer um contra-ataque durante todo o jogo, mesmo que, em alguns momentos, o sistema defensivo de Portugal apresentasse buracos. Já a ausência de Elano foi bastante sentida quando o Brasil tinha bolas paradas e escanteios à seu favor, já que Daniel Alves não acertou sequer um cruzamento. Como o Brasil possui apenas contra-golpes, bolas paradas e ataques com o Maicon pela direita de alternativas ofensivas, restaram apenas os avanços do lateral-direito, que resultaram apenas em uma boa cabeçada do Luís Fabiano. O mesmo Luís Fabiano que, minutos antes, havia dado bom passe para Nilmar que quase sacudiu o filó, obrigando o goleiro Eduardo a realizar bela defesa. Já pelo lado português, Cristiano Ronaldo estava totalmente improdutivo e fora de jogo, errando chutes e passes que não costuma, fazendo com que durante os primeiros 45 minutos Portugal não assustasse Júlio César nenhuma vez. Se o Brasil foi ruim e Portugal pior, o jogo teve uma marca ainda mais negativa do que estas péssimas apresentações. O brasileiro Felipe Melo e o luso-brasileiro Pepe, dois jogadores que não possuem um pinguinho de qualidade técnica, se espancaram durante toda a 1ª etapa. Pareciam verdadeiros golpes de judô ou kung-fu. Para se ter idéia de como Felipe Melo estava nervoso, Dunga não esperou nem o intervalo para o substituir por Josué.

Após o intervalo, a Seleção Brasileira conseguiu a façanha de voltar ainda pior. Os avanços do Maicon rarearam, até porque Cristiano Ronaldo caiu duas vezes seguidas pelo seu lado e o deixou mais atento à marcação, e o Brasil parecia não ter a menor idéia do que fazer para atacar. Daniel Alves realizou uma das suas piores atuações que eu já assisti, enquanto Júlio Baptista desesperava o torcedor a cada toque na redonda, tamanha a falta de produtividade ofensiva que apresentou, errando todas, repito, todas, as jogadas que tentou. Durante praticamente todo o 2º tempo Portugal se manteve bem postado ofensivamente, apesar de não ter tido a capacidade de criar chances concretas de balançar as redes. A meu ver, a opção de centralizar o Cristiano Ronaldo torna Portugal menos perigoso do que quando o “gajo” atua pelos cantos do campo e Liédson ou Hugo Almeida são escalados como homem de referência.

Enquanto Daniel Alves e Júlio Baptista brigavam com a bola e Luís Fabiano e Nilmar sequer encostavam na redonda, o treinador Dunga saltitava e dava xiliques na área técnica. Fica a pergunta: por que então ele só foi colocar o Ramires e o Grafite aos 37 e 40 minutos, respectivamente? Apenas Júlio César, Maicon e Lúcio – não é coincidência o fato de serem jogadores de defesa, já que defendemos melhor que atacamos – merecem escapar das críticas por esta péssima atuação brasileira. Nem mesmo Juan, que merecia ser expulso por parar um contra-ataque português com a mão, e Luís Fabiano, irreconhecível tamanha a falta de raça e participação, estiveram bem.

Sei que qualquer equipe sentiria a ausência de seus três principais armadores, que no caso do Brasil são Elano, Robinho e Kaká, porém é duro constatar que nossos reservas não inspiram a mínima confiança. Podemos sim ganhar a Copa do Mundo, mas não será, de maneira alguma, uma vitória do grupo. Se ganharmos, será a vitória de meia dúzia de jogadores que têm algo além de força física e que carregaram alguns esforçados nas costas.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- O lendário goleiro inglês Peter Shilton e Fabian Barthez, Campeão do Mundo com a França em 1998, são os goleiros que mais partidas disputaram sem sofrer gols em Mundiais, com 10 jogos cada. Já o italiano Walter Zenga passou 517 minutos seguidos sem sofrer gols na Copa do Mundo de 1990, o recorde quando o assunto é minutos consecutivos sem buscar a bola no fundo do gol.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS

*Dinamarca 1 x 3 Japão – Grupo E
Camarões 1 x 2 Holanda – Grupo E

*jogo assistido
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Com todos os méritos possíveis e mais uma excelente atuação o Japão garantiu uma histórica classificação para a 2ª fase da Copa do Mundo. A vitória de 3 x 1 sobre a Dinamarca mostrou, assim como a classificação da Coréia do Sul, como o futebol asiático esta evoluindo.

Como na outra partida do grupo E se enfrentavam o eliminado Camarões e a classificada Holanda, todas as tensões do grupo estavam concentradas em Japão x Dinamarca. Precisando apenas do empate para garantir sua vaga, os japoneses poderiam, como ocorre com diversas equipes nesta situação, apenas se defender. Porém, assim como nos confrontos anteriores, contra camaroneses e holandeses, o Japão mostrou sim uma postura mais defensiva, mas em nenhum momento abdicou do ataque, como provou as boas oportunidades que tiveram Matsui e Hasebe, ambas aos 12 minutos da 1ª etapa. A Dinamarca, que precisava da vitória de qualquer maneira, não conseguia produzir nada de muito concreto diante do mais que organizado sistema defensivo japonês. Como sua melhor arma ofensiva, as tramas pela direita com Rommedahl, estava completamente anulada, os dinamarqueses assustaram apenas em duas oportunidades durante todo o 1º tempo, ambas com o irreconhecível Tomasson, que não é nem sombra do bom atacante que já foi. Resumo: no duelo entre Rommedahl, melhor jogador da Dinamarca nas duas partidas anteriores sempre caindo pela direita, e a defesa japonesa, a vitória foi dos “Samurais”. E como citei anteriormente, o Japão não desistiu de atacar em nenhum momento e o resultado desta postura foi os dois gols marcados em 30 minutos. Com duas cobranças de falta impecáveis, primeiro com Honda e depois com Endo, o Japão conseguiu deixar muito bem encaminhada a sua classificação antes mesmo do intervalo.

Uma rápida pausa no jogo para mostrar como funciona o organizado esquema japonês. Logo a frente do goleiro Kawashima se encontra uma linha de 4 defensores (Nagatomo, Marco Túlio Tanaka, Nakazawa e Komano, da esquerda para a direita) onde os laterais raramente avançam e a sólida dupla de zaga possui qualidade nas bolas aéreas, principalmente o brazuca Marco Túlio. Responsável por nunca deixar a linha de 4 defensores no mano a mano com o ataque adversário e também por iniciar com qualidade os ataques japoneses temos uma nova linha de 5 meias. No centro desta linha, Abe é o homem mais próximo dos zagueiros e que menos aparece no campo de ataque. Hasebe pela direita e Endo pela esquerda auxiliam no congestionamento da meiúca e são os principais nomes da saída de bola japonesa. Como opções para as jogadas pelo lado do campo o Japão possui a dupla Matsui/Okubo. Sempre pela direita, Matsui é, a meu ver, a principal fonte de produção ofensiva do Japão, tendo sido o melhor homem em campo na vitória sobre Camarões e feito um belo jogo diante da Dinamarca. Lá na frente, como único atacante, porém recebendo sempre a companhia de quem vem de trás, Honda se destaca pela movimentação e boa capacidade de finalização. Neste duelo diante da Dinamarca ele foi, sem dúvidas, o nome do jogo, por ter marcado um golaço e dado o passe para o terceiro após uma linda entortada no seu marcador.

A Dinamarca voltou para a 2ª etapa buscando a missão quase impossível, marcar os três gols. Esbarrando na própria falta de qualidade técnica, na pouca produtividade do Rommedahl e, claro, na boa retaguarda japonesa, o máximo conseguido foi um gol do Tomasson em rebote do próprio pênalti perdido. Já o Japão do 2º tempo foi quase o mesmo. Exceto um pedaço, entre 10 e 30 minutos, quando diminiui o ímpeto ofensivo, mais por cansaço que por mentalidade, permaneceu atacando a totalmente esburacada defesa dinamarquesa. E foi assim que aos 39 minutos Honda fez genial jogada e Okasaki completou pro fundo das redes fechando o placar.

Com a maioria dos jogadores atuando no próprio país e um técnico local, o Japão consegue mostrar neste Mundial o que muita Seleção Européia não teve capacidade: um futebol organizado e eficiente. Os “Samurais Azuis” ganharam mais um fã.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- São seis as Seleções que conseguiram conquistar o título Mundial atuando em casa. Uruguai (1930), Itália (1934), Inglaterra (1966), Alemanha Ocidental (1974), Argentina (1978) e França (1998). Como lembrança triste para o torcedor brasileiro surge a Copa do Mundo de 1950, que o Brasil foi sede e deixou escapar o caneco no último jogo, diante do Uruguai, no conhecido "Maracanazo".

COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS

Olá amigos do FUTEBOLA!

*Eslováquia 3 x 2 Itália – Grupo F
Paraguai 0 x 0 Nova Zelândia – Grupo F

*jogo assistido
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Histórico! Sensacional! Que jogo de futebol! A Eslováquia eliminou a Itália da Copa do Mundo após vencer a melhor partida do Mundial, até o momento, por 3 x 2, e se classificou para a fase oitavas-de-final em seu primeiro Mundial disputado.

Não foi de paraquedas que a Eslováquia pintou na Copa do Mundo de 2010. Durante as Eliminatórias Européias, ela venceu, em partidas fora de casa, a República Checa, a Irlanda do Norte e a Polônia, mostrando que poderia sim fazer um bom papel no Mundial. O que se imaginava, porém, é que a sua briga pela vaga para a 2ª fase do grupo F seria com o Paraguai e não com a Itália, como ocorreu. Neste duelo pela 3ª rodada da fase de grupos, a Itália necessitava apenas de um empate – desde que a Nova Zelândia não vencesse o Paraguai – enquanto para os eslovacos só a vitória interessava. E não é que a Eslováquia ignorou a tradição e a força da “Azzurra” e partiu em busca da vaga. Muito bem organizada com uma linha de quatro defensores (Zabavnik, Durica, Skrtel e Pekarik, da esquerda para a direita) e com uma dupla de volantes que encheu os olhos, formada por Strba e Kucka, a Eslováquia não teve nenhum problema para anular as ações ofensivas da Itália durante os primeiros 45 minutos. E ainda fez mais, atacando com qualidade. Strba e Kucka foram dois volantes que mais pareceram policiais seguindo de maneira perfeita o lema de“proteger e servir”, estando impecáveis defensivamente e marcando presença constante no ataque. Quando o italiano De Rossi cometeu um erro gigantesco na saída de bola, foi Kucka quem aproveitou a redonda e encontrou o atacante Vittek que marcou um belo gol para abrir o placar. Contrariando totalmente as minhas expectativas, a Eslováquia não recuou e ainda assustou o goleiro Marchetti em dois longos chutes dados por... Strba e Kucka. Vale ainda ressaltar aqui a impressionante raça do Strba que com um enorme corte no joelho, causado pelas travas da chuteira do Gattuso, permaneceu e campo.

Após o intervalo, a Itália voltou apresentando um futebol melhor. Também, convenhamos, seria impossível piorar. Em toda a 1ª etapa, a única oportunidade de balançar as redes que os italianos tiveram ocorreu somente aos 40 minutos e foi o eslovaco Skrtel quem cabeceou contra a própria pátria. Queria aproveitar enquanto comento a fragilidade ofensiva italiana para dizer que não tenho a menor idéia do motivo de Gilardino e Ianquinta estarem na Copa enquanto Luca Toni está de férias. O gigante centroavante italiano é muito, mas muito, melhor do que ambos. Na primeira metade do 2º tempo, a Itália conseguiu se postar melhor ofensivamente e a Eslováquia, apesar de não ter adotado uma postura de apenas se defender, diminuiu o ritmo ofensivo. O resultado foi a criação de três oportunidades de gols pelos italianos, sendo que na melhor delas, aos 21 minutos, Quagliarella chutou de dentro da área e o zagueiro Skrtel salvou em cima da linha. Para o torcedor eslovaco só uma coisa poderia ser melhor do que esta bola salvada pelo Skrtel. E esta coisa ocorreu logo depois. Provando que a Eslováquia não havia abdicado do ataque, o meia Hamsik pegou o rebote do córner que ele mesmo havia cobrado e colocou a redonda nos pés do artilheiro Vittek, que só teve o trabalho de dar um leve toque para sacudir o barbante. Parecia o fim dos italianos, mas não era. Aos 36, Quagliarella provou que foi um enorme equívoco do treinador Marcelo Lippi tê-lo deixado a maior parte do tempo entre os reservas e realizou linda jogada que terminou com Di Natale empurrando pro fundo do gol. Três minutinhos depois, o mesmo Quagliarella empataria a partida, porém o fato de estar poucos centímetros impedido salvou a Eslováquia. O jogo pegava fogo e agora já parecia que a Itália conseguiria se impor na base da sua história e conquistar o empate que lhe dava a classificação. Mas os torcedores da “Azzurra” não contavam com a estrela do Kopunek, que acabara de entra na partida para aproveitar o buraco na defesa italiana e colocar 3 x 1 no placar aos 44 minutos. Fim de jogo? Nunca quando a Itália está em campo. Aos 46 minutos, Quagliarella, que precisou de apenas um tempo para se tornar o melhor italiano na Copa, marcou um golaço ao encobrir o goleiro Mucha e recolocar a Itália no jogo. A tão tranquila Eslováquia estava desesperada e fazia cera para tentar esfriar o jogo quando, nos segundos finais, Simone Pepe furou um cruzamento quase na pequena área e acabou com a esperança na “Terra do Calcio”.

Não foram jogadores que estiveram no gramado, mas sim guerreiros. Dos dois lados, todos colocaram o coração em campo buscando a classificação que acabou ficando com o melhor time, sem dúvida alguma a Eslováquia. Os italianos fracassaram e voltarão mais cedo para casa. Entretanto, não se deve comparar o vexame da Itália com o da França. Os italianos, apesar de fracos tecnicamente, deixaram muito suor e vontade dentro de campo.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- Enquanto a Suiça foi eliminada da Copa do Mundo de 2006 sem sofrer sequer um golzinho em 4 jogos, o goleiro Hong Duk-Yung, da Coréia do Sul, buscou a bola nas redes nada menos do que 16 vezes em apenas 2 jogos, no Mundial de 1954. Estas são, respectivamente, as Seleção que menos e mais sofreram gols em uma única edição da Copa do Mundo.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS

Olá amigos do FUTEBOLA!

*Eslovênia 0 x 1 Inglaterra – Grupo C
Estados Unidos 1 x 0 Argélia – Grupo C
*Gana 0 x 1 Alemanha – Grupo D
Austrália 2 x 1 Sérvia – Grupo D

*jogos assistidos
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MANDOU BEM!

- Durante uma hora a Inglaterra jogou o futebol que dela se esperava nesta Copa do Mundo de 2010. Anulando completamente as frágeis e escassas tentativas de ataques eslovenas, os ingleses dominaram todo o 1º tempo e os primeiros 15 minutos após o intervalo. Com Milner voando pela direita, Gerrard aparecendo pro jogo, Rooney mostrando sua movimentação característica e Defoe provando que merece ser titular do “English Team”, os ingleses enfim entraram em campo no Mundial. O gol saiu ainda na 1ª etapa e surgiu de uma das boas descidas de Milner pela direita, que Defoe completou pro fundo das redes com muito oportunismo. Controlando o jogo sem abdicar do ataque, a Inglaterra ainda teve chances de ampliar o placar no 1º tempo, com Lampard, Defoe e Gerrard. Na volta do intervalo, Rooney e cia pareciam querer decidir a partida logo e criaram três boas oportunidades de sacudir o barbante, sendo que na melhor delas o goleiro Handanovic salvou uma potente cabeçada do zagueirão Terry. Nos últimos 30 minutos de jogo, a Inglaterra diminuiu muito o ritmo e parou de assustar os eslovenos, mostrando o mesmo futebol fraco das partidas anteriores. Muito ajudou para a queda da Inglaterra no jogo a substituição realizada pelo Fabio Capello, que trocou Rooney por Joe Cole. A saída do Rooney acabou com toda a força ofensiva inglesa, que por pouco não viu a classificação ir pelo ralo. Entretanto, apesar do péssimo final de jogo, deu para perceber, pelo menos por 60 minutos, que os ingleses têm potencial para chegar mais longe no Mundial. Mesmo que o próximo adversário seja a Alemanha.

- Diferente da postura da Eslovênia diante da Inglaterra, quando passou boa parte do jogo somente tentando se defender, Gana enfrentou a Alemanha de igual para igual. Como os alemães precisavam da vitória – pois a qualquer momento a Sérvia poderia marcar um gol contra a Austrália e tirar a Alemanha da zona de classificação – o jogo se tornou bem interessante e com diversas oportunidades de gols. Enquanto a Alemanha se concentrava no seu lado direito, Gana era comandada pelo excelente Ayew, o filho do grande ídolo ganês Abedi Pelé. Para exemplificar estas armas ofensivas, as três melhores tramas ofensivas de Gana na 1ª etapa contaram com a presença de Ayew e a Alemanha construiu 11 ataques pela direita, sendo que dois deles assustaram o goleiro Kingson. Após o intervalo, ambas as equipes não diminuíram o ritmo. A Alemanha abriu o placar com um golaço do meia Ozil, um dos melhores valores do Mundial até o momento, enquanto Gana, novamente pelos pés de Ayew, levava perigo ao arqueiro Neuer. Um fato foi muito relevante para Gana não conseguir sacudir o filó foi que o sempre eficiente atacante Gyan não esteve bem na partida. Os gols marcados pela Austrália, que abriu 2 x 0 diante da Sérvia, serviram para diminuir um pouco o ímpeto de Alemanha e Gana, porém é possível dizer, sem medo de errar, que ambos buscaram a classificação a todo instante e são realmente as melhores equipes do grupo. Exceto um milagre da Costa do Marfim, Gana será a única representante do continente africano na 2ª fase e, a meu ver, fará um belíssimo duelo contra o Estados Unidos. Já sobre Alemanha x Inglaterra, será demais ver um duelo entre estas duas forças sabendo que quem perder pega o avião de volta para casa.

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MANDOU MAL!

- Se a Eslovênia passasse todo o jogo apenas segurando a Inglaterra, já que o empate lhe classificaria, não seria um equívoco, já que a fragilidade da equipe é compatível com uma postura mais retraída diante de um adversário mais qualificado. O problema é que mesmo sofrendo um gol aos 21 minutos da 1ª etapa, a Eslovênia só resolveu jogar bola nos minutos finais. Como EUA e Argélia empatavam no outro jogo, resultado que classificava a Eslovênia mesmo com a derrota, os eslovenos não buscaram o empate que garantiria a classificação e preferiram deixar o tempo correr. O castigo veio depois do apito final da derrota diante da Inglaterra, quando o EUA, ainda em campo contra a Argélia, conseguiu marcar com o ótimo Landon Donovan o gol que o classificou. A Eslovênia, após estrear vencendo a Argélia, poderia conseguir o feito de passar de fase. Porém, abriu 2 x 0 contra o Estados Unidos e permitiu o empate, além de passar um tempo e meio do duelo contra a Inglaterra apenas se defendendo, mesmo estando perdendo por 1 x 0. Pagou com a classificação o fato de não saber segurar uma vitória e nem buscar um empate.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- O treinador com mais vitórias na história da Copa do Mundo é o alemão Helmut Schön, que comandou a Alemanha em todos os Mundiais de 1966 até 1978, com 25 vitórias. Já o único técnico que conquistou dois títulos é o italiano Vittorio Pozzo, Bicampeão com a própria Itália em 1934 e 1938. Quando o assunto é número de vitórias consecutivas, Luiz Felipe Scolari, o Felipão, possui 11 triunfos seguidos, sendo 7 com o Brasil (2002) e 4 com Portugal (2006).

COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS

Olá amigos do FUTEBOLA!

*México 0 x 1 Uruguai – Grupo A
França 1 x 2 África do Sul – Grupo A
*Nigéria 2 x 2 Coréia do Sul – Grupo B
Grécia 0 x 2 Argentina – Grupo B

*jogos assistidos
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MANDOU BEM!

- Bastava um simples empate no duelo entre uruguaios e mexicanos para ambos se classificarem e o temor por um “jogo de cumpadres” era geral. Entretanto, pelo bem do futebol, as duas Seleções mostraram enorme honestidade e integridade e jogaram uma bela partida. Melhor para o Uruguai, que com uma equipe bem equilibrada conquistou a vitória e escapou de pegar a Argentina nas oitavas-de-final. Com 7 pontos conquistados, preciso admitir que a “Celeste Olímpica” me surpreendeu, mais ainda depois da ruim estréia contra a França onde nada produziu em termos ofensivos. O treinador Oscar Tabárez encontrou a formação ideal para sua equipe e montou um esquema bastante equilibrado, onde um tripé de excelentes volantes (Pérez, Álvaro Pereira e Arévalo) protege uma defesa que se não é um primor de segurança também não é um queijo suiço. Porém, foi o acerto na montagem do trio ofensivo que deu a classificação em primeiro lugar para o Uruguai. A escolha de Forlán para jogar de homem de ligação e da dupla Luís Suares/Cavani no ataque fez muito bem para o Uruguai, que apresentou tanto contra a África do Sul quanto diante do México um ótimo poder ofensivo. Neste duelo contra os mexicanos, o gol surgiu justamente após uma trama entre os três, quando Forlán abriu a jogada com perfeição para Cavani que colocou a pelota com carinho na cabeça de Suárez, que nem teve trabalho para balançar as redes. Linda jogada! A meu ver, Uruguai e México foram com sobras as melhores equipes do Grupo A e fizeram por merecer a classificação.

- Um duelo que a princípio não prometia muito acabou se tornando um grande jogo de futebol. Nigéria e Coréia do Sul jogaram uma empolgante e emocionante partida e deixaram os apreciadores do futebol bastante felizes. A alternância de domínio das ações ofensivas foi o principal fator que deteminou a grande qualidade da partida. Ora a Coréia do Sul levava perigo, ora a Nigéria chegava na cara do gol. Um jogo aberto, como pouco tem se visto no Mundial. Mesmo tendo sido assustada logo no início da partida, foi a Nigéria quem dominou a 1ª etapa. Com seus meias abertos (Obasi pela direita e Uche pela esquerda) voando baixo, as “Águias” abriram o placar aos 11 minutos – Uche completou cruzamento de Odiah – perdeu duas boas oportunidades com o Obasi e acertou o poste sul-coreano, novamente com Uche. Este resultado complicaria muito o 2º tempo da Coréia do Sul, que voltaria nervosa para o campo pois necessitava pelo menos do empate, já que a Grécia não vencia a Argentina. Porém, depois de passar um bom tempo sem ameaçar o goleiro nigeriano Enyeama, L. S. Yeung cobrou falta na área, a defesa africana falhou e J. S. Lee colocou no fundo do gol empatando o placar. O gol fez muito bem aos sul-coreanos, que voltaram com tudo para a 2ª etapa, com destaque principal para C. Y. Park, que além de marcar, de falta, o gol da virada, logo aos 3 minutinhos, ainda infernizou o sistema defensivo nigeriano. Como a Coréia vencia e a Grécia nada fazia diante dos argentinos, as vagas pareciam já estar decididas, principalmente depois que Yakubu perdeu uma chance inacreditável quase na linha do gol. Entretanto, o jogo não tardaria a voltar a esquentar. Aos 23 minutos, o mesmo Yakubu cobrou pênalti com tranquilidade e empatou o placar. Menos de 10 minutos depois, Demichelis abriu o placar para a Argentina diante da Grécia. Resumo: bastava a vitória para os nigerianos se classificarem. Com muita força de vontade e mostrando um futebol digno das boas equipes africanas, a Nigéria foi com tudo para cima da Coréia. Obafeme Martins e duas vezes Obinna, sendo uma delas na cara do goleiro J. S. Ryong, quase marcaram o que seria o gol da classificação, mas o jogão acabou mesmo empatado. Com o apito final, os sul-coreanos desabaram de cansaço e também de emoção. O merecido prêmio para quem evoluiu muito nos últimos anos, tanto taticamente quanto tecnicamente. Esta foi mais uma prova de que em Copa do Mundo, deve se esperar um jogão de bola a qualquer momento.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- Com duas expulsões cada, o camaronês Rigobert Song e o gênio francês Zinedine Zidane são os únicos jogadores que já receberam dois cartões vermelhos na história das Copas do Mundo. Já a Seleção com mais expulsões é a Argentina, com 10 jogadores tendo ido mais cedo para o chuveiro.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS

Olá amigos do FUTEBOLA!

Portugal 7 x 0 Coréia do Norte – Grupo G
Chile 1 x 0 Suiça – Grupo H
Espanha 2 x 0 Honduras – Grupo H

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MANDOU BEM!

- Isso mesmo amigos, eu não digitei errado. Aquela equipe bem organizada defensivamente e que deu um tabalhão ao Brasil, tomou uma chinelada de 7 x 0 de Portugal. E que atuação dos portugueses! Durante a primeira metade do 1º tempo, a Coréia do Norte acreditava que poderia jogar de igual para igual com Portugal, e até jogava. Porém, , aos 28 minutos, Raul Meireles abriu o placar para Portugal e a força norte-coreanana acabou. Os portugueses ainda tiveram duas oportunidades de aumentar a vantagem ainda na 1ª etapa, mas foi após o intervalo que o show aconteceu. Nos primeiros dez minutos, Portugal criou nada menos do que quatro oportunidades de sacudir o barbante, sufocando o sistema defensivo rival. Com Raul Meireles muito bem na partida e o lateral-esquerdo Fábio Coentrão voando baixo, Portugal marcou com Simão e Hugo Almeida, respectivamente aos 8 e 10 minutos. Mas ainda faltava um convidado na festa portuguesa. Cristiano Ronaldo, que nada havia feito em quase uma hora de partida, decidiu entrar na brincadeira. Entre 14 e 26 minutos, o gajo participou de cinco boas tramas ofensivas, sendo que, em uma delas, deixou o volante Tiago na cara do gol para colocar 4 x 0 no placar, e em outra carimbou o poste do goleiro Ri Myong. Depois de aproximadamente 10 minutinhos de paz para a retaguarda norte-coreana, Liédson entrou em campo recolocando fogo no jogo. Aos 35 aproveitou passe de Duda e deixou sua marca. Aos 42, roubou a bola do adversário e deixou-a com Cristiano Ronaldo, que enfim acabou com o seu jejum de gols com a camisa de Portugal (o craque não marcava pela Seleção desde fevereiro de 2009). Ainda sobrou tempo para Tiago se sagrar artilheiro do jogo ao receber novo passe de Duda e marcar o sétimo gol. Simplesmente Espetacular o show de bola português!

- O Chile não realizou uma grande partida diante da Suiça. Os pontas Sánchez e Beausejour não foram tão produtivos quanto na estréia diante de Honduras, Fernández não teve a participação ofensiva que poderia, o ala-direita Isla foi peça rara no ataque e o centroavante Suazo pouco tocou na bola. Depois de escrever isso tudo, você deve estar se perguntando qual o motivo de eu colocar a atuação chilena aqui no “Mandou Bem!”. Te respondo: o Chile está aqui por conseguir vencer um adversário forte, como a Suiça provou ser ao derrotar a Espanha, e por não ter desistido em nenhum momento. Para fazer um paralelo, Gana enfrentou a Austrália tendo um homem a mais durante mais de um tempo, assim como o Chile teve diante da Suiça. Porém, enquanto Gana não passou de um empate contra a frágil Austrália, o Chile conseguiu importantíssimos três pontos. Também merece aplausos, muitos, na verdade, o argentino treinador do Chile Marcelo Bielsa. Ele realizou suas três alterações possíveis colocando em campo Valdívia, Paredes e González. E foi justamente este o trio que participou do gol da vitória, com Valdívia dando longo passe para o Paredes colocar a bola na cabeça de González e este balançar o filó.

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MANDOU MAL!

- Impressionante a mudança de postura da Coréia do Norte em um intervalo tão pequeno. Se diante do Brasil os norte-coreanos pareciam jogar a partida de suas vidas, contra Portugal eles não queriam nem estar em campo. Depois de um bom começo, quando até mantinham equilibrada a partida, os norte-coreanos sentiram, e muito, o primeiro gol sofrido. Aquela equipe organizada e cheia de força de vontade deu lugar à um time de churrasco. Sabem aquele futebolzinho depois de inúmeros pedaços de carne e mais latas de cerveja? Pois é, assim estava a Coréia do Norte. Se na Copa do Mundo de 1966 os norte-coreanos venceram a Itália e só foram eliminados por Portugal pois o lendário Eusébio estava em um dia perfeito, tendo marcado 4 gols após a Coréia do Norte abrir 3 x 0, desta vez eles levarão uma histórica goleada de volta para casa.

- Pode parecer um fato estranho eu ter colocado a Espanha entre quem “Mandou Bem!”, após ela ser derrotada pela Suiça, e colocar ela aqui, em “Mandou Mal!”, depois da vitória sobre Honduras. Porém, a meu ver, os defeitos técnicos e táticos que a Espanha apresentou contra Honduras puderam ser encobertos pelo ímpeto da busca pela vitória. E este ímpeto não esteve presente diante de Honduras. Um jogo contra uma equipe de baixo nível técnico e que possui um sistema defensivo longe de ser organizado deveria ser mais bem aproveitado pela “Fúria” – que não teve nada de furiosa. E mais, os gols desperdiçados diante da Suiça, que pareciam ser coisa rara, voltaram a aparecer. O próprio Villa, autor dos dois gols da vitória, desperdiçou outras duas boas oportunidades e um pênalti. Já Fernando Torres, claramente fora de forma, também não ficou atrás e jogou duas chances de sacudir o filó no lixo. Os gols que não marcou e o tratamento, em minha opinião inadequado, dado ao jogo podem complicar a vida dos espanhóis. A Espanha precisa vencer o Chile, que possui duas vitórias e ainda não levou gols, para garantir a classificação. E caso consiga a vitória, terá que fazer cálculo de saldo de gols para verificar se vai ser o líder. Admito que não esperava isto da Espanha.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- A Itália (1938), a Inglaterra (1966) e o Brasil (1994) são as Seleções que conquistaram a Copa do Mundo tendo marcado menos gols. Estas três Seleções conquistaram o caneco marcando apenas 11 gols na competição. Por outro lado, a Alemanha de 1954 é a Campeã com mais tentos marcados, com 25 gols.

COPA DO MUNDO 2010 - BRASIL X COSTA DO MARFIM

Olá amigos do FUTEBOLA!

Brasil 3 x 1 Costa do Marfim – Grupo G

Em um jogo duro e viríl, que mais parecia uma partida de Copa Libertadores, o Brasil bateu a Costa do Marfim por 3 x 1 e garantiu a vaga nas oitavas-de-final da Copa do Mundo.

Apenas alguns segundinhos após o apito inicial, Kaká iniciou um contra-ataque que Robinho finalizou de longa distância levando perigo ao gol defendido pelo Barry. Em menos de um minuto, a Costa do Marfim mostrou que estaria muito mais aberta do que na estréia diante de Portugal, quando segurou Cristiano Ronaldo e cia com bastante eficiência. Durante a primeira metade da 1ª etapa, o jogo não engrenou, com o Brasil errando muitos passes e iniciativas de contra-golpes, principalmente com Kaká, e os marfinenses rondando a área brasileira sem muita produtividade. O jogo transcorreu assim até 25 minutos, quando Kaká e Robinho enfim apareceram bem em uma trama ofensiva que resultou no preciso arremate de Luís Fabiano para abrir o placar. O Brasil, apesar de, como todo o mundo já sabe, não jogar um futebol que prima pela ofensividade, possui armas fortes, como o contra-ataque, a bola parada e o Maicon pela direita. A meu ver, se o trio formado por Kaká, Robinho e Luís Fabiano começarem a produzir jogadas em conjunto, como ocorreu neste primeiro gol, a Seleção ficará bem mais forte.

Mesmo com mais espaço para atacar do que teve diante da Coréia do Norte, o Brasil passou o restante do 1º tempo apenas levando o jogo em banho maria. Em alguns momentos a Costa do Marfim até parecia que iria se empolgar e se estabelecer no campo de ataque, mas os africanos não conseguiram pressionar o Brasil. Após a conversa no intervalo, o Brasil voltou mais disposto a decidir a partida, criando 3 boas oportunidades de gols em 17 minutos e colocando 3 x 0 no placar. Primeiro, Luís Fabiano escreveu seu nome na história ao marcar o gol irregular mais bonito de todos os Mundiais. O Fabuloso iniciou a jogada com um toque de mão, em minha opinião involuntário, e abriu uma chapelaria na África do Sul. Zokora e Kolo Touré levaram, cada um, um lindo chapéu de presente. A Jabulani, ainda no alto, pedia para ser dominada quando Luís Fabiano, de maneira indiscutivelmente voluntária, abriu o braço, a dominou, e colocou-a no fundo da rede. Golaçoaçoaçoaçoaço! Entretanto, irregular.

Aos 16 minutos, Maicon, Robinho e Kaká realizaram boa jogada e o Brasil quase marca o terceiro gol. Mas este não tardaria a sair. No minutos seguinte, Kaká, novamente ele participando ofensivamente, fez linda jogada pela esquerda e encontrou Elano livre, leve e solto para sacudir o filó. Se o Kaká iniciou a partida cometendo erros que não costuma, o andamento do jogo só o fez melhorar. E o Elano, se não teve uma atuação como a da estréia, quando foi o nome do jogo, pelo menos deixou sua marca. Com 3 x 0 no placar, o Brasil relaxou por completo e parou de jogar, claramente se poupando. Já a Costa do Marfim adotou uma postura totalmente inversa. Cometendo numerosas faltas, algumas delas muito duras, começou a colocar fogo no jogo. Aos 33 minutos, os marfinenses conseguíram diminuir a vantagem brazuca com um gol de Drogba, porém o ápice da tensão na partida ocorreu na equivocada expulsão de Kaká, em um lance onde nem falta cometeu. Pensando pelo lado positivo, como Kaká já tinha cartão amarelo foi até bom que ele recebesse logo o segundo e não corresse o risco de ser suspenso em uma partida de mata-mata.

O apito final trouxe a sensação de um Brasil que parece que vai crescer cada vez mais na competição. Um jogo que se desenhava bastante difícil antes do início, acabou se tornando fácil, por totais méritos e qualidades de nossa Seleção.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- Na Copa do Mundo de 1982, a Hungria sapecou 10 x 1 em El Salvador naquela que foi a maior goleada da história dos Mundiais. Nesta partida, outros dois recordes foram estabelecidos. O húngaro Lazslo Kiss se tornou o único reserva que marcou três gols em uma mesma partida e ocorreu a sequência de três gols mais rápida em um Mundial.

domingo, 20 de junho de 2010

COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS

Olá amigos do FUTEBOLA!

Camarões 1 x 2 Dinamarca – Grupo E
Eslováquia 0 x 2 Paraguai – Grupo F
Itália 1 x 1 Nova Zelândia – Grupo F

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MANDOU BEM!

- Na partida de estréia da Dinamarca no Mundial, a derrota contra a Holanda, o melhor jogador da equipe havia sido o meia-direita Rommedahl. Não que ele tivesse jogado um bolão, mas se destacou em relação aos demais. No duelo contra Camarões, novamente Rommedahl se sobressaiu sobre seus companheiros. Jogando melhor do que na estréia, ele foi o responsável direto pela vitória dinamarquesa em uma partida equilibradíssima, ao dar a assistência para Bendtner sacudir o filó e ele mesmo deixar sua marca com um belo gol. É possível afirmar que se não fosse por Rommedahl a Dinamarca estaria em uma condição muito difícil em seu grupo, quando agora depende apenas de suas forças diante do Japão. Também vale elogiar a atuação do atacante Bendtner, que participou da criação das principais tramas ofensivas. A Dinamarca tem muito o que melhorar defensivamente e no setor de meio-campo, mas se o adversário bobear, como Camarões bobeou, a dupla Rommedahl/Bendtner pode dar trabalho. Se o Japão sonha com a classificação para a próxima fase, é bom descobrir um jeito de parar essa boa dupla.

- Camarões não fez uma partida excelente diante da Dinamarca, mas se compararmos esta atuação com a da estréia, contra o Japão, a evolução foi enorme. Se naquela ocasião Camarões havia criado 3 oportunidades de gols, neste duelo contra a Dinamarca criou 10. Logo no início do jogo, aos 9 minutos, Eto’o estava no lugar de onde nunca deveria ter saído, como comandante de ataque e não na ponta-direita, e aproveitou a falha do dinamarquês C. Poulsen para abrir o marcador. Três minutinhos depois, Emana quase ampliou a vantagem. Porém, os “Leões Indomáveis” diminuíram o ritmo, deixaram a Dinamarca empatar e só voltaram a assustar o goleiro Sorensen aos 42 minutos, quando Eto’o carimbou a trave após nova paçocada da defesa dinamarquesa. Na 2ª etapa, Camarões voltou com muito mais ímpeto ofensivo do que o rival, tanto antes quanto depois de Rommedahl virar a partida. Porém, de nada adiantou a pressão e as oportunidades criadas na base do abafa, pois o gol de empate não surgiu. A eliminação de Camarões diante da Dinamarca me deixou com a sensação de que a equipe poderia render mais, que possui jogadores para fazer um papel melhor do que fez.

- Muito boa a atuação do Paraguai diante da Eslováquia. Bem postada defensivamente com uma linha de quatro defensores (Morel, Alcaraz, Da Silva e Bonet, da esquerda para a direita) e com um trio de atacantes (Valdez, Roque Santa Cruz e Barrios) que infernizou a retaguarda eslovaca, o Paraguai mostrou um futebol infinitamente superior ao da estréia diante da Itália. A meu ver, o principal ponto positivo desta bela atuação paraguaia foi o tripé de meio-campo formado por Cáceres, Riveros e Vera. Protegendo e produzindo, estes três comandaram a vitória que deixou o Paraguai com um pé na próxima fase. Um dos principais integrantes da histórica LDU que conquistou a Libertadores no Maracanã sobre o Fluminense, o meia Enrique Vera vem se mostrando um dos melhores jogadores do Mundial até o momento. Neste duelo contra a Eslováquia, ele foi, a meu ver, o melhor jogadores em campo, estando muito bem defensivamente e sendo constante presença no ataque. Aos 27 minutos da 1ª etapa, foi ele quem apareceu pela meiúca da defesa eslovaca para receber o passe de Barrios e abrir o placar. Após o intervalo, o Paraguai manteve o jogo controlado até a entrada do Torres, aos 26 minutos. Torres entrou em campo dando mais força ofensiva ao Paraguai e participou de três tramas ofensivas, sendo que na última delas, aos 40 minutos, cobrou a falta que resultou no gol de Riveros.

- Sensacional a Nova Zelândia contra a Itália. Esqueçamos o fato de os neozelandeses terem chegado apenas 3 vezes ao campo ofensivo, de os italianos terem criado 10 oportunidades de gols e contarem com um dos sistemas ofensivos mais fracos de sua gloriosa história e de Buffon, um dos melhores goleiros do planeta, não ter jogado por estar contundido. Nada disso influência a grandeza do feito da Nova Zelândia, um país cujo Campeonato Nacional é semi-profissional, ter empatado com a Tetracampeã Mundial Itália. Logo aos 7 minutinhos da 1ª etapa, o atacante Smeltz, que já havia se destacado no empate diante da Eslováquia, empurrou para o fundo das redes uma falta cobrada pelo Elliott. Quem começou a ver o jogo mais tarde e se deparou com o placar apontando Nova Zelândia 1 x 0 Itália deve ter pensado que havia algum erro de transmissão. Como era de se esperar, a Nova Zelândia recuou completamente para segurar o histórico resultado. Os dois alas (Bertos e Lockhead) se juntaram à linha de três zagueiros (Smith, Nelsen e Reid) formando uma muralha de 5 homens a frente do goleirão Paston. Mais adiante, os volantes (Elliott e Vicelich) e os jogadores mais avançados (Smeltz, Fallon e Killen) se entregavam de corpo e alma na marcação. Contando com a monstruosa falta de qualidade dos italianos, os neozelandeses tinham sucesso em sua missão defensiva até que o jovem Smith resolveu cometer pênalti em De Rossi que Iaquinta colocou nas redes, aos 28 minutos da 1ª etapa. O empate ainda era um sonho para a Nova Zelândia e a postura adotada pela equipe não mudou. Os italianos, sem um pingo de criatividade, não tinha a menor idéia de como furar a marcação adversária e passaram a adotar os chutes longos e as bolas alçadas na área como armas. O resultado? A consagração do goleiro Paston que não teve sequer uma falha e foi importantíssimo para a manutenção do placar. No fim do jogo, aos 37 minutos, o atacante Wood ainda conseguiu dar um lindo drible no tão badalado Cannavaro e chutou rente a trave. A vitória seria a maior zebra da história das Copas, mas o empate também não ficou muito atrás. Inesquecível!

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MANDOU MAL!

- Patética a atuação do sistema defensivo dinamarquês diante de Camarões. Além de não mostrar nenhuma solidez e segurança, os constantes erros na saída de bola quase comprometeram a vitória da equipe. Logo aos 6 minutos, o volante C. Poulsen entregou a redonda de bandeja para o camaronês Enoh, que só teve o trabalho de rolar para Eto’o abrir o marcador. No final da 1ª etapa, quando Bendtner já havia empatado a partida, uma nova saída errada deixou a bola nos pés de do meia Emana e Eto’o quase colocou Camarões na frente, acertando a trave. E não podemos nos esquecer que na partida de estréia, diante da Holanda, o primeiro gol sofrido pela Dinamarca foi marcado após o lateral S. Poulsen cabecear a pelota nas costas do próprio companheiro Agger. Se possui uma certa qualidade ofensiva, principamente com a dupla Rommedahl/Bendtner, o sistema defensivo dinamarquês é muito, mas muito, frágil. Se enfrentar um adversário que atue com a marcação adiantada, a Dinamarca terá sérios problemas.

- “Não temos uma estrela como Cristiano Ronaldo, Lionel Messi ou Wayne Rooney. E é verdade que não podemos jogar como brasileiros, espanhóis ou portugueses. No entanto, ninguém defende como nós” – disse o capitão Fabio Cannavaro antes da Itália estrear no Mundial. Amigos, os dois jogos da Itália até o momento, mostraram que existem muitas equipes com um sistema defensivo mais sólido que o dos italianos e que o poder ofensivo da “Azzurra” é muito pior do que eles imaginavam. O próprio Cannavaro é o espelho do patético futebol que a Itália vem apresentando. Na partida de estréia contra o Paraguai, era Cannavaro que marcava o zagueiro paraguaio Alcaraz quando este cabeceou para o fundo do gol. Já neste duelo contra a Nova Zelândia, foi o mesmo Cannavaro quem falhou antes de Smeltz balançar as redes e tomou o drible de Wood no lance que quase resultou na vitória neozelandesa. O líder e ex-melhor jogador do mundo (para a FIFA) já está longe de ser o mesmo. Se Cannavaro exemplifica perfeitamente a defesa italiana, fica difícil encontrar só um representante para o horripilante sistema ofensivo. Gilardino e Iaquinta, só para ficar nos dois que o treinador Marcelo Lippi insiste em escalar como titulares, não possuem a mínima qualidade para vestirem a importante camisa azul. São jogadores de baixíssimo nível técnico e quase nenhum faro de gol. A cada partida da Itália na Copa do Mundo fica mais fácil de entender o motivo de a Internazionale ter conquistado a Copa dos Campeões da Europa sem sequer um nativo no time titular.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- Entre a Copa do Mundo de 1962 e a de 1994, a Bulgária ficou 17 partidas sem conquistar sequer uma única vitória em Mundiais. A Bélgica, somando as edições da Copa de 1998 e de 2002, empatou 5 partidas consecutivas. Já o recorde de maior sequência de vitórias pertence ao Brasil, que conquistou, seguidamente, 11 triunfos, sendo 7 na Copa do Mundo de 2002 e 4 na de 2006.

sábado, 19 de junho de 2010

COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS

Olá amigos do FUTEBOLA!

Holanda 1 x 0 Japão – Grupo E
Gana 1 x 1 Austrália – Grupo D

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MANDOU BEM!

- Apesar da derrota para a Holanda, muito me agradou a Seleção Japonesa em sua segunda partida neste Mundial. Durante os primeiros 45 minutos do jogo, o Japão apresentou um sistema defensivo impecável, conseguindo anular todas as armas ofensivas holandesas. Sneijder não teve espaço para dar assistências ou arrematar de longe, Kuyt não pôde explorer sua velocidade pelas pontas, van Persie não teve nenhuma liberdade para jogadas individuais ou tabelas curtas pelo meio da defesa… ou seja, a Holanda ficou encaixotadinha no sistema defensivo japonês. Quem possui grande importância para a dinânima, tanto defensiva quanto ofensiva, do time japonês é a segunda linha de 4 homens, de um esquema 4-1-4-1. Nesta linha, Hasebe e Endo, que são muito bons tecnicamente, jogam centralizados, enquanto Matsui e Okubo atuam aberto pelos lados e são boas opções ofensivas. Na 2ª etapa, após a Holanda conseguir abrir o placar em uma falha do goleiro Kawashima em chute de Sneijder, o Japão precisou sair para o jogo. Acreditem amigos, o Japão foi ao ataque e dominou as ações ofensivas até o apito final. Para se ter uma idéia de como o Japão foi em busca do empate, o treinador Takeshi Okada realizou três substituições e todas elas foram ofensivas. A baixa qualidade técnica dos japoneses foi predominante para que o empate não saísse, mas, a meu ver, a determinação e o fato de terem colocado a Holanda com uma postura defensiva, são dignos de aplausos. Vale ressaltar aqui a grande atuação do zagueiro brasileiro naturalizado Marco Túlio Tanaka, que foi excelente na retaguarda, tirando diversas bolas alçadas na area, e, aos 45 minutos, deu linda assistência, também de cabeça, para o Okasaki perder aquele que seria o gol do empate japonês. O apito final e a decepção estampada nos rostos dos japoneses comprovam como a equipe teve uma mentalidade vencedora, dando muito trabalho à forte Holanda.

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MANDOU MAL!

- A Holanda esteve longe de mostrar o futebol que dela se espera diante do Japão. Sem poder contar com seu principal jogador, o Robben, a Holanda teve um trabalhão para conseguir penetrar no sistema defensivo japonês. Tentou durante toda a 1ª etapa e não conseguiu encontrar alternativas ofensivas, estando longe de assustar o goleiro Kawashima. Em minha opinião, van der Vaart, que é meia e está improvisado de ponta-esquerda, não deveria ser titular. Sua presença enfraquece, e muito, as jogadas pelos lados do campo, pois ele busca sempre cair pela meiúca. A melhor opção seria a entrada do Elia, que conhece a posição. No início do 2º tempo, um gol do Sneijder, após um bate-rebate na área, poderia ter deixado a Holanda mais solta para controlar o jogo e trabalhar a redonda com mais tranquilidade, porém o que ocorreu foi que a equipe recuou muito e deu campo para o Japão. Tentou jogar no contra-ataque e demorou mais de 30 minutos para encaixar um certo. E quando encaixou, despediçou duas claríssimas oportunidades, aos 39 e 42 minutos, ambos com o Afellayna cara do goleiro. Se contra o Japão o castigo pela postura e pela ineficácia nos contra-golpes quase veio aos 45 minutos, na citada chance desperdiçada pelo Okasaki, uma Seleção mais forte não perdoaria uma atuação tão frágil da Holanda.

- O cronômetro marcava 11 minutos da 1ª etapa quando o goleiro ganês Kingson soltou a pelota após falta cobrada por Bresciano e Holman abriu o placar para a Austrália. Treze minutos depois, aos 24, Kewell meteu o braço na bola para evitar o gol de empate de Gana, cometeu pênalti, foi expulso e Gyan igualou o marcador, tornando inútil a ação de Kewell. A partir daí, era o momento de Gana mostrar que tem força. Com o placar empatado e um homem a mais, as “Estrelas Negras” tinham tudo para conquistar a vitória e deixar a classificação muito bem encaminhada. Porém, apesar das oportunidades de gols criadas e da boa movimentação ofensiva, Gana não conseguiu o valioso tento. O ótimo centroavante Gyan não estava em um bom dia, o que foi determinante para Gana não sacudir o barbante. Do tripé de meias que jogam atrás do Gyan, formado por Ayew, Asamoah e Tagoe, apenas o primeiro teve uma atuação produtiva. Ayew, filho do eterno ídolo ganês Abedi Pelé, se movimentou bastante e deu trabalho ao sistema defensivo australiano, enquanto Asamoah e Togoe não participavam da criação de jogadas ofensivas. Durante a metade final do 1º tempo e a inicial do 2º, Gana só teve preocupações ofensivas e mesmo assim não conseguiu balançar as redes. E ainda poderiam ter saído de campo derrotados, pois depois dos 20 minutos da 2ª etapa, com a boa entrada de Chipperfield na Austrália, os ganeses sofreram ataques e tiveram problemas defensivos. Se a atuação da Seleção de Gana não foi péssima, eles perderam uma grande oportunidade de provar que podem estar entre os melhores.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- A Seleção da Escócia é a que mais participou de edições da Copa do Mundo sem nunca ter passado para a segunda fase, com 8 aparições. Na Copa do Mundo de 1974, conseguiu o feito de ser eliminada da fase de grupos de maneira invicta, após vencer o Zaire e empatar com Brasil e Iugoslávia.

COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS

Olá amigos do FUTEBOLA!

Eslovênia 2 x 2 Estados Unidos – Grupo C
Inglaterra 0 x 0 Argélia – Grupo C

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MANDOU BEM!

- Assim como na estréia diante da Inglaterra, o Estados Unidos mostrou poder de recuperação e conseguiu buscar o empate após sair atrás no placar. Depois de um 1º tempo muito ruim, onde só conseguiu assustar o goleiro esloveno Handanovic aos 35 minutos e ainda saiu perdendo por 2 x 0, o Estados Unidos voltou do intervalo voando baixo. Comandado por seu principal jogador, o meia-atacante Landon Donovan, os americanos diminuíram o placar logo aos 3 minutos, em um belíssimo gol do próprio Donovan, que entrou na área pela direita e mandou uma bomba. Mesmo sem grande qualidade ofensiva, o EUA se postou totalmente no campo de ataque e pressionou a Eslovênia em busca do empate, que foi iniciado novamente por Donovan. Com um lançamento longo, Donovan encontrou Altidore que em uma linda assistência de cabeça deixou Bradley, o volante filho do treinador, livre para marcar. Se não é um primor ofensivo e não possui jogadores de grande qualidade técnica, o Estados Unidos é uma equipe bem arrumada e que não desiste por nada. E é justamente essa força de vontade que é a principal arma da equipe diante da Argélia, na última rodada, em jogo que vai valer a classificação.

- Muito boa a atuação da Argélia diante da horripilante Inglaterra. Mesmo com todo o péssimo futebol que o “English Team” vem apresentando, e é realmente muito ruim, surpreende o fato de a Argélia ter se postado melhor em campo durante os 90 minutos. Isso mesmo, do apito inicial ao final foram os argelinos que apresentaram um futebol de melhor qualidade. Com um esquema tático bem incomum, o 3-4-3, a Argélia conseguiu anular a produção ofensiva inglesa, tornando Gerrard e Lampard jogadores quase nulos em campo. Os três zagueiros – Boughera, Halliche e Yahia, com o primeiro sendo um dos melhores jogadores em campo – estiveram bastante seguros. Muito importante para a segurança do sistema defensivo foi a proteção dos volantes Yebda e Lacen e dos alas Kadir e Belhadj. Vale elogiar aqui o preparo físico do ala-esquerdo Belhadj, que não parou de correr sequer um minutinho. Ofensivamente, a Argélia me agradou por pelo menos tentar atacar, mantendo-se boa parte do jogo no campo inglês e tendo maior posse de bola. Porém, sem um meia organizador e um homem de referência na área, ficou muito difícil a produção de jogadadas que assustasse o goleiro inglês James. Quem mais mostrou intimidade com a redonda, assim como na partida de estréia contra a Eslovênia, foi o ponta-esquerda Ziani, que deu muito trabalho para Glen Johnson, lateral-direito da Inglaterra. Com certeza o fato de ter sido superior à Inglaterra animou os argelinos, que só dependem de suas forças para se classificar para a próxima fase. Como citei acima, Argélia e Estados Unidos vai ser uma verdadeira decisão, com ambos os lados colocando o coração na ponta da chuteira.

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MANDOU MAL!

- A Eslovênia caiu na velha bobagem de recuar por completo depois de conseguir uma boa vantagem e acabou saindo de campo com um gostinho de derrota, apesar do placar de 2 x 2, diante do Estados Unidos. Na 1ª etapa, a Eslovênia mostrou grande eficiência ao conseguir concluir com precisão as únicas duas oportunidades de gols que criou. Aos 13 minutos, o bom e técnico meia Birsa acertou um belo arremate e abriu o placar. Sem serem incomodados pelo adversário, os eslovenos levavam o jogo em banho maria até conseguirem ampliar a vantagem com Ljubjankic, aos 41. Poderiam ter voltado do intervalo trocando passes e esfriando o jogo, porém preferiram apenas se defender e abdicar do ataque por completo. Resultado: o Estados Unidos se postou ofensivamente, empatou o jogo e poderia até ter virado o placar. Se vencesse, os eslovenos seriam os primeiros do Mundial a garantirem a classificação para a próxima fase. Entretanto, preferiram o excessivo recuo e agora terão um difícil jogo contra a Inglaterra.

- Estou com sérias dúvidas sobre qual é a maior decepção da Copa até o momento: França ou Inglaterra? Não consigo compreender como uma equipe que conta com Terry, Gerrard, Lampard e Rooney pode apresentar um futebol tão ridículo. E compreendo menos ainda um treinador como Fábio Capello, que recebe aproximadamente um milhão e meio de reais por mês e já está de contrato assinado com a Seleção Inglesa até o fim da Euro 2012, não consegue organizar jogadores de tamanha qualidade técnica. Durante os 90 minutos do jogo contra a Argélia, a Inglaterra não produziu sequer uma única jogada. Gerrard e Lampard parecem não saber o que devem fazer em campo. O bom lateral-esquerdo Ashley Cole é peça rara no campo de ataque. Wayne Rooney não tem um parceiro de ataque e está em péssima fase técnica. O time não consegue tramar jogadas pelos lados do campo ou então prepararem o terreno para que os meias consigam chutar de longe. E por aí vai... No último jogo do grupo, contra a Eslovênia, a Inglaterra terá que jogar muito, mas muito mais do que jogou até o momento, se quiser se classificar. Não que a Eslovênia seja um forte adversário, é que o futebol inglês ainda não entrou em campo nesta Copa do Mundo.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- As Índias Orientais Holandesas (atual Indonésia), disputaram apenas uma partida de Copa do Mundo, em 1938, quando perderam de 6 x 0 para a Hungria, sendo o país que menos jogos realizou em Mundiais. Por outro lado, Brasil e Alemanha tinham, até o início deste Mundial na África, 93 partidas disputadas cada um, estando empatados como países que mais estiveram em campo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS

Olá amigos do FUTEBOLA!

Argentina 4 x 1 Coréia do Sul – Grupo B
Grécia 2 x 1 Nigéria – Grupo B
França 0 x 2 México – Grupo A
Alemanha 0 x 1 Sérvia – Grupo D

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MANDOU BEM!

- Não sou um grade fã do atacante argentino Higuaín. Nos comentários sobre a vitória dos “hermanos” contra a Nigéria, critiquei-o e disse que preferia o Diego Milito como titular. Bem, não mudei de opinião, mas é impossível não aplaudir a gigante atuação de Higuaín contra a Coréia do Sul. O Messi novamente jogou um bolão e Aguero entrou voando e provou que é ótima opção para por fogo no jogo, porém os três gols marcados pelo Higuaín fazem com que ele receba os holofotes desta vitória. Vale ressaltar que, apesar do placar elástico, o jogo não foi fácil para a Argentina. O gol marcado pelo Lee Chung-Young, aos 45 minutos da 1ª etapa, que diminuiu a vantagem da Argentina (Park Chu-Young, contra, e Higuaín havia colocado 2 x 0 no placar), complicou bastante a vida dos comandados de Maradona. Entre os 10 e 30 minutos do 2º tempo, a Coréia do Sul controlou a posse de bola e, se não criava muitas chances de gols, mostrava que poderia sim empatar. Foi aí que o trio Messi/Aguero/Higuaín entrou em ação. Em duas jogadas realizadas por Messi e Aguero, Higuaín realizou seu papel de centroavante com perfeição e colocou 4 x 1 no placar, decretando a vitória argentina.

- Na vitória sobre a Nigéria, merece destaque o ímpeto e a produtividade ofensiva dos gregos. Um amigo meu não se cansa de repetir diante de uma expulsão que “são poucos times os que sabem jogar com um homem a mais”. Pois bem, a Grécia soube. A Nigéria havia inaugurado o placar em uma cobrança de falta do Uche, aos 15 minutos de jogo e parecia que a Grécia iria ter mais uma péssima atuação na Copa. Porém, aos 33 minutos da 1ª etapa, o meia nigeriano Kaita perdeu a cabeça e foi expulso com o jogo parado, após “agredir” – as aspas são pois não considerei uma agressão – um adversário. Rapidamente a Grécia se postou toda no campo de ataque, substituiu um defensor por um atacante (Sókratis por Samaras) e não tardou a empatar o duelo. Comandado pelo bom meia Karagounis, que inciou duas jogadas que quase resultaram em gols, aos 39 e 40 minutos, a Grécia foi conseguir o empate ainda na 1ª etapa, aos 44, com o ponta-direita Salpingidis, depois de bela troca de passes. Ou seja, a Grécia jogou em um intervalo de 5 minutos, mais do que já havia jogado em toda a Copa. E após o intervalo a produção ofensiva seria ainda maior. Diante de uma encolhida Nigéria, que até poderia ter chegado ao segundo gol em contra-golpes – Obasi e Yakubu perderam gols incríveis em um mesmo lance – a Grécia criou nada menos do que 8 boas oportunidades de balançar as redes, um número bastante considerável. Os ataques pela direita e os chutes de longa distãncia foram as principais armas do repertório greco. O principal obstáculo à virada era o goleiro nigeriano Enyeama, que começava a mostrar, outra vez, as defesas impressionantes que havia realizado no primeiro jogo contra a Argentina, quando conseguiu parar Lionel Messi. Porém, após um chute longo do volante Tziolis, Enyeama soltou a redonda nos pés de Torosidis que colocou a Grécia na frente. Depois de realizar inúmeras defesas dificílimas, e passar mais de 150 minutos, contando também o duelo contra a Argentina, sem falhar uma única vez, Enyama papou mosca e provou como a vida de goleiro é dura. Após a virada, a Grécia ainda poderia ter ampliado a vantagem, tendo pressionado até o apito final, mas não coseguiu. O sonho da classificação está vivo para os grecos, basta eles realizarem o melhor jogo de suas vidas diante da Argentina, na última rodada.

- Excelente e de altíssimo nível a atuação do México na vitória sobre a patética Seleção Francesa. Todos, repito, todos, os setores da equipe mexicana estiveram em um grande dia e foram igualmente importantes. Diferente da partida de estréia, contra a África do Sul, quando atuou com três zagueiros, o México veio ao campo com um clássico 4-3-3. A linha de quatro de defensores esteve muito segura, com destaque para o lateral-esquerdo Salcido, que além de cumprir seu papel defensivo participou de nada menos do que 4 das 5 oportunidades de gols criadas pela sua equipe na 1ª etapa. Já o trio ofensivo, formado por Giovani, Franco e Vela, este último dando lugar ao Barrera ainda no 1º tempo, dava opção de jogo e fazia com que o México não se postasse apenas defensivamente, mas mostrasse para o rival que também queria atacar. Após o intervalo, com a entrada do ofensivo e bom jogador Javier Hernández no lugar do Juárez, de características mais defensivas, o setor de ataque mexicano se comportou ainda melhor. Entretanto, apesar de boas apresentações da defesa e do ataque, foi o setor de meio-campo o principal responsável pela grande atuação mexicana. Inicialmente formado por Torrado, Rafael Márquez e Juárez (da esquerda para a direita), o tripé de meio-campo do México anulou a França e ainda participou de ações ofensivas, ou seja, protegeu e produziu. Em minha opinião, Rafael Márquez, que já havia marcado o importante gol de empate na estréia contra os donos da casa, foi o dono do jogo contra os franceses. Impecável como líder defensivo, ele ainda estava com o pé calibrado para os passes, como ocorreu na linda bola que ele deu para Hernández driblar o goleiro e abrir o placar, aos 18 minutos da 2ª etapa. E ainda teve mais um grande ponto positivo na bela apresentação mexicana. Após sacudir o filó, o México poderia ter adotado uma postura mais recuada, explorando apenas os contra-golpes. Porém, não foi isso que ocorreu. Jogando da mesma maneira, o México continuou melhor que a França e chegou ao segundo gol com Blanco cobrando pênalti sofrido pelo Barrera. Gostei muito da bola redondinha que o México jogou, assim como também me agradou demais a atuação do Uruguai na sapecada de 3 x 0 sobre a África do Sul, ontem. Só espero que estas duas equipes não sujem suas participações realizando um jogo de cumpadres na última rodada, já que o empate classifica ambos.

- Depois de uma estréia muito ruim diante de Gana, a Sérvia surpreendeu, jogou muito e bateu a favoritíssima Alemanha por 1 x 0. Se antes de começar o Mundial este era um resultado normal, após as respectivas estréias, com a Alemanha triturando a Austrália e a Sérvia perdendo pra Gana, ninguém esperava por este placar. Porém, o que mais me causou surpresa foi a boa atuação da Seleção Sérvia. Com um esquema diferente do primeiro jogo, trocou o 4-4-2 pelo tão badalado 4-5-1, a Sérvia ganhou muito em jogadas pelos lados do campo, principalmente pela direita onde o hábil e veloz Krasic que deixou o lateral-esquerdo Badstuber sem saber onde estava. Quem também ganhou com a mudança de esquema foi o gigante Zigic, centroavante de 2,02m que participou muito bem do jogo aéreo. Foi utilizando estas duas armas que os sérvios anotaram o gol da vitória. Após boa jogada de Krasic pela direita, Zigic escorou de cabeça a redonda e Jovanovic sacudiu o véu da noiva. Belíssima jogada que não ocorreu sequer uma vez no jogo diante de Gana. Defensivamente, a Sérvia conseguiu encaixotar a Alemanha, que só chegou perto do gol, de fato, aos 45 minutos da 1ª etapa com uma bomba do volante Khedira no travessão. O bom 1º tempo defensivo não se repetiu durante os primeiros 15 minutos da 2ª etapa, quando a Alemanha criou 4 oportunidades claras de empatar, inclusive com um pênalti perdido pelo Podolski após Vidic estupidamente colocar a mão na bola dentro da área. Vale lembrar que na derrota contra Gana, o gol surgiu após o Kuzmanovic também colocar a mão na redonda. Porém, com exceção destes bons 15 minutos alemães, a retaguarda sérvia conseguiu anular aquele que se mostrava como um dos maiores potenciais ofensivos do Mundial. E além de voltar a realizar uma boa marcação sobre o adversário, após Podolski ter desperdiçado o pênalti, a Sérvia ainda carimbou a trave em duas oportunidades, com Jovanovic e Zigic de cabeça. Vale dizer que em ambas as assistências foram dadas pelo infernal Krasic, o melhor homem em campo. Se repetir essa boa atuação diante da frágil Austrália, a Sérvia tem tudo para avançar de fase.

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MANDOU MAL!

- Diferente da belíssima apresentação que teve contra a Grécia, a Coréia do Sul não conseguiu mostrar nenhum ponto a ser destacado contra a Argentina. Quando se postou para defender, o fez pessimamente, cometeu diversas faltas e levou dois gols originados de bola parada. Conseguiu empatar no finzinho do 1º tempo após um paçocada do zagueiro Demichelis, em minha opinião um jogador muito fraco. Após o intervalo, diferentemente da 1ª etapa, a Coréia do Sul decidiu manter a posse da bola e não apenas se defender. Durante aproximadamente 30 minutos, se aproveitando da diminuição de ritmo da Argentina, poderia ter se postado bem ofensivamente e conseguido assustar o goleiro Romero, porém também falhou nesta missão. Resumo da ópera: quando quis se defender não conseguiu e quando precisou atacar também não. Resta agora aos sul-coreanos repetir a atuação contra os grecos e bater a Nigéria.

- A Nigéria tinha tudo para chegar na última rodada brigando em condições iguais com a Coréia do Sul pela classificação para a 2ª fase. Vencia a Grécia por 1 x 0 e não permitia que o oponente levasse nenhum perigo ao goleiro Enyeama. Com 30 minutos da 1ª etapa, o jogo parecia totalmente controlado pelos nigerianos, que se não faziam uma partida excelente, venciam e não levavam sustos. Porém, aos 33 minutos, o meia Kaita colocou tudo a perder, após uma expulsão infantil e tola. Com um homem a menos no gramado, a Nigéria virou presa fácil para os grecos que permaneceram no campo de ataque até o apito final. Com bons valores de ataque, como Obasi, Obafeme Martins, Odenwingie, Obinna e Yakubu, a Nigéria já havia dado algum trabalho para a Argentina e poderia sim realizar o sonho de passar de fase. Porém, uma expulsão estúpida colocou tudo a perder para as “Águias ”.

- A França conseguiu algo que parecia impossível: teve contra o México uma atuação ainda pior do que a da estréia, contra o Uruguai. Todos os setores da equipe francesa estiveram péssimos em campo, porém o ofensivo foi disparado o principal ponto negativo. Não consigo compreender como uma equipe que tem Evra como lateral-esquerdo, Malouda como meia aberto pela esquerda e Ribéry, muito acostumado a cair por este lado do campo, não consegue produzir sequer uma boa trama ofensiva por ali. Foram 90 minutos sem Evra, Malouda e Ribéry conversando entre si. Se pela esquerda nada surgiu, pela direita com Sagna e Govou, que diga-se de passagem não tem bola nem para estar entre os 23 franceses, a situação foi ainda pior. Em 2002, os “Le Bleus” foram eliminados da 1ª fase do Mundial sem anotarem sequer um golzinho. Algo me diz que esta história está para se repetir.


- Com exceção dos primeiros 15 minutos da 2ª etapa, a Alemanha não conseguiu produzir um bom futebol diante da Sérvia e decepcionou os que esperavam um novo show. Podolski esteve participativo, porém errou tudo que tentou, inclusive o pênalti que bateu pessimamente. Ozil não foi nem sombra do jogador que ditou o ritmo da equipe na estréia diante da Austrália. Klose foi diretamente responsável pela derrota ao receber dois justos cartões amarelos e ser expulso. Schweinsteiger só bateu e nada produziu ofensivamente. O lado esquerdo da defesa, com o fraco Badstuber, foi facilmente envolvido pelo sistema ofensivo sérvio. O miolo de zaga permitiu que o gigante Zigic conseguisse dar uma assistência e acertasse a trave, ambos os lances de cabeça, nas únicas bolas que recebeu bem pelo alto. O lateral-direito Lahm não mostrou o seu característico ímpeto ofensivo e não incomodou em nada a retaguarda sérvia. Resumindo: a Alemanha teve uma atuação muito abaixo do que podia e terá que suar muito para conseguir bater Gana, na próxima rodada, e se classificar.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- Em 1994, a Rússia chinelou 6 x 1 em Camarões, em um duelo onde foram estabelecidas duas importantes marcas. O russo Salenko, tendo balançado a rede em 5 oportunidades, se tornou o jogador com mais gols marcados em uma única partida. Pelo lado de Camarões, Roger Milla, ao marcar o gol de honra, se tornou o atleta mais velho a sacudir o filó em um Mundial, com 42 anos e 39 dias.