quinta-feira, 31 de maio de 2012

A DESPEDIDA DO ÍDOLO QUE NÃO FOI ÍDOLO


Pouco mais de 500 dias depois de levar 20 mil pessoas à Gávea para recebê-lo, Ronaldinho Gaúcho colocou um ponto final em sua trajetória no Flamengo. Uma trajetória repleta de erros, tanto por parte do jogador como, e principalmente, por parte da diretoria flamenguista.

Bastou começar a pipocar pela internet a notícia de que Ronaldinho colocara o Flamengo na justiça, para receber o que lhe é de direito e a liberdade do passe, que em cada esquina carioca um rubro-negro se encontrava a bradar: “Não fez nada pelo clube! Já vai tarde!”. Bom, amigos, se é praticamente impossível negar que Ronaldinho decepcionou flamenguistas de todos os cantos do país, também é um exagero dizer que o camisa 10 nada fez. No ano passado, por exemplo, ajudou o Fla a conquistar o Carioca de maneira invicta e o time só perdeu sua primeira partida no Brasileiro com o Gaúcho em campo na 20ª rodada, quando o campeonato já passara de sua metade. Neste período, Ronaldinho alternou ruins e boas apresentações, e na histórica vitória por 5 a 4 sobre o Santos de Neymar, na Vila Belmiro, foi sensacional. Teve sua melhor atuação em anos.

Apesar de em algumas – muitas – oportunidades Ronaldinho ter mostrado um futebol digno de pena, seu maior equívoco neste último ano e meio foi ter priorizado o seu lazer pessoal ao invés de sua atividade profissional. Entretanto, por maior que tenham sido o relaxamento e a falta de comprometimento do craque, eles ainda são menores do que a incompetência da diretoria flamenguista, que não consegue sequer cumprir com seus compromissos econômicos. Não vem ao caso se Ronaldinho fez por merecer o seu mais de um milhão de reais por mês. Este pagamento era uma obrigação do Flamengo, e o clube não foi capaz de quitá-lo com o dinheiro do próprio bolso nem de criar uma estratégia financeira com outros parceiros para arcar com estes custos. Desde os cargos mais altos até o diretor mais xinfrim, a impressão de quem está do lado de fora da Gávea é a de que não existe sequer uma pessoa dentro do clube capaz de recolocá-lo sobre os trilhos.

A já citada apresentação de Ronaldinho, na Gávea, e sua estreia contra o Nova Iguaçu, em uma das festas mais lindas do ainda novato Engenhão, deixaram no ar uma sensação de que o casamento poderia dar certo. Não deu. Ronaldinho sai do clube manchado pela imensurável falta de empenho. E o Flamengo fica com o merecido rótulo de ser incapaz de realizar uma engenharia financeira semelhante às criadas por Corinthians e Santos para bancar, respectivamente, Ronaldo e Neymar. 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

AMISTOSO INTERNACIONAL - ESTADOS UNIDOS X BRASIL



Estados Unidos 1 x 4 Brasil – FedEx Field, Washington (EUA)


Em grande jornada do camisa 10 Oscar e mais uma atuação coletiva onde alternou ótimos momentos com relaxamento excessivo, Brasil goleia o bom time dos Estados Unidos.

Com nove jogadores que estiveram presentes no onze inicial que goleou a Escócia por 5 a 1, no último sábado, os Estados Unidos vieram a campo organizado pelo Jurgen Klinsmann no 4-2-3-1 com: Howard; Cherundolo, Onieyu, Bocanegra e Johnson; Jones e Bradley; Donovan, Maurice Edu e Torres; Gomez. Pelo lado brasileiro, também foram poucas as modificações em relação à equipe que iniciou o triunfo sobre a Dinamarca: entraram os santistas Rafael e Neymar. Assim, Mano Menezes esquematizou a Seleção no 4-2-3-1 com: Rafael; Danilo, Thiago Silva, Juan e Marcelo; Sandro e Rômulo; Hulk, Oscar e Neymar; Leandro Damião.

O ponto de destaque da 1ª etapa verde-amarela foi, novamente, a marcação por pressão. Assim como no último amistoso, diante da Dinamarca, a atitude de Oscar, Hulk, Neymar e Damião quando não tinham a redonda nos pés foi fundamental para o domínio brasileiro durante os primeiros 30 minutos do confronto, período no qual colocou dois a zero no placar. Neymar, de pênalti, e Thiago Silva, de cuca, foram os autores dos gols, mas o nome canarinho que mais merece aplausos pelo 1º tempo é o de Oscar. Como a camisa 10 lhe caiu bem! O agora oficialmente craque do Internacional ajudou o sistema defensivo, recuou para qualificar a saída de bola e ainda distribuiu passes açucarados. Quando o intervalo se aproximava e o relaxamento do Brasil já era visível a olho nu, os Yankes aproveitaram uma bobeada do Hulk e, depois de ótima jogada entre Bradley e Johnson, diminuíram o escore com o centroavante Gomez.

Foram necessários apenas seis minutinhos do 2º tempo para a folga brasileira voltar a ser de dois gols. Hulk para Neymar para Marcelo para o filó. Pouco depois o jogo perdeu a cara de amistoso, com faltas e discussões mais ásperas, porém este panorama pouco durou. Longe de aceitar a derrota, os americanos partiram forte para o ataque e o Brasil, apesar de ter diminuído – muito! – o volume, também não deixou de criar algumas tramas perigosas. As chances de gols surgiram aos montes, sendo as do Tio Sam as mais perigosas. Até o apito final, Rafael faria três defesas sensacionais e ainda veria uma bola ser salva quase sobre a linha pelo Rômulo e outra explodir no seu travessão. Foi quase um milagre os Estados Unidos não terem voltado às redes. Aí, como um prato cheio para os que adoram gritar “quem não faz, leva”, Pato, que antes acertara o poste depois de maravilhosa tabelinha entre Oscar e Neymar, fechou, aos 42, a goleada brasileira.

A Seleção, é claro, ainda possui erros a serem corrigidos, como a insistência em fazer a ligação direta defesa-ataque, falhas defensivas nas bolas aéreas e a falta de jogadas com o centroavante. Entretanto, o futebol redondinho do Oscar e a intensidade da marcação no campo de ataque dão a esperança de que não vamos para as Olimpíadas escorados apenas no imensurável talento do Neymar.

terça-feira, 29 de maio de 2012

UMA IMAGEM














Mazinho, Bebeto e Romário em uma das comemorações mais inesquecíveis da história do futebol.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

BATE-PAPO COM DUÍLIO, GRANDE ZAGUEIRO DE CORITIBA, AMÉRICA E FLUMINENSE


Na postagem de hoje do FUTEBOLA, o grande zagueiro Duílio, de passagens inesquecíveis por gigantes do futebol brasileiro, além de 10 anos no futebol português, conta um pouco de sua trajetória nos gramados. Uma trajetória gloriosa, que inclui um início avassalador no Coritiba, participação em um dos maiores times da história do América e protagonismo no vitorioso Fluminense da primeira metade dos anos 80. Espero que os amigos aproveitem.


APROVADO NOS TESTES DO CORITIBA
Meu pai encerrou sua carreira em 1962 e eu entrei na categoria dente de leite do Coritiba em 1970. Quando passei no teste, cheguei em casa todo feliz e disse para meu pai: ‘Agora vou jogar no seu time, no Coritiba. Só que vou ser zagueiro’. Apesar de ter sido centroavante, ele sempre me apoiou.
Nota do editor: Também chamado Duílio, o pai do nosso entrevistado é nada menos do que o maior artilheiro da história do Coritiba, com 202 gols.

PRESSÃO PELA HISTÓRIA DO PAI
Sempre tinha aquela história que dizia que se eu jogasse metade do que meu pai havia jogado já seria maravilhoso. Eu nunca era o Duílio, mas, sim, o filho do “Canhão do Alto da Glória”, o filho do grande artilheiro paranaense. E como eu queria o meu espaço, não o espaço do meu pai, tive que dar uma basta nisso. Um dia eu fui convidado para fazer um programa de televisão e falei para o meu pai: ‘Pai, na hora que me perguntarem eu vou dar uma apelada’. Aí, quando este assunto surgiu na televisão eu disse: ‘Olha, eu vou deixar bem claro para vocês. Meu pai está vendo o programa ao vivo. Se ele entrasse na área eu iria quebrar ele no meio. Ele não iria se criar comigo. Eu sou o Duílio, o zagueiro do Coritiba’. Todo mundo riu e meu pai adorou. Foi bom, pois tirei um peso. Nós vemos até hoje filhos de jogadores que não conseguiram se firmar no futebol por causa deste peso.

CAMPEÃO DOS CAMPEÕES PELO AMÉRICA
O título de Campeão dos Campeões em 1982 me dá muito orgulho porque o América era, naquela época, a equipe mais querida do Rio de Janeiro. O América foi convidado por ser um clube de expressão, pelo seu passado, e acabamos com o título. Foi uma equipe formada pelo excelente treinador Dudu, que tinha um relacionamento muito bom com os atletas, conversava bastante. Essa equipe do América, infelizmente, se desfez no final de 1982. Nós ainda conquistamos a Taça Rio e fomos disputar o triangular final com Flamengo e Vasco. Perdemos os dois jogos por um a zero, mas, apesar disto, nos consideraram a melhor equipe daquele Campeonato Carioca.
Nota do editor: o Torneio dos Campeões do Brasil foi disputado após o Brasileirão de 1982 e terminou um dia antes do início da Copa do Mundo daquele ano. O América levou o caneco após bater o Guarani do Jorge Mendonça na decisão. O elenco comandado pelo treinador Dudu era formado por: Gasperin, Chiquinho, Duílio, Everaldo e Zé Dilson, Sérgio Pinto, Pires, Gilberto, Elói João Luís, Serginho, Moreno, Gilson Gênio, Hernâni, Airton, Jorginho, Batalha e Donato.

MÁQUINA TRICOLOR (75/76) X CAMPEÃO BRASILEIRO E TRI-CARIOCA (83/84/85)
No Fluminense, vivi meu auge, a melhor fase da minha vida, com os títulos cariocas e do Brasileiro de 1984. Para este time ter o status que a Máquina tem até os dias de hoje, faltou apenas jogadores com mais nomes, com passagens mais duradouras pela Seleção Brasileira. A Máquina teve mais jogadores de destaque. O time do Tri de 83/84/85 não foi tão famoso pois não teve tantos jogadores na Seleção Brasileira quanto deveria, por causa de questões políticas e dos treinadores que estavam por lá. 


domingo, 27 de maio de 2012

CAMPEONATO BRASILEIRO 2012 - 2ª RODADA - FLUMINENSE X FIGUEIRENSE









RESULTADOS
Flamengo 3 x 3 Internacional
Portuguesa 0 x 1 Vasco
Atlético Goianiense 1 x 1 Ponte Preta
Náutico 0 x 0 Cruzeiro
Santos 0 x 0 Sport
São Paulo 1 x 0 Bahia
Atlético Mineiro 1 x 0 Corinthians
Coritiba 2 x 3 Botafogo
Fluminense 2 x 2 Figueirense
Grêmio 1 x 0 Palmeiras


ARTILHARIA
3 Gols – Herrera (Botafogo)


Fluminense 2 x 2 Figueirense – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)


Desfalcado Fluminense joga toda a 2ª etapa com um homem a menos e empata com o Figueirense em agitada peleja no Engenhão.

Cheio de ausências – nove no total! – o Fluminense foi para seu primeiro desafio rumo ao esquecimento da dolorida eliminação para o Boca Juniors na Libertadores organizado pelo suspenso treinador Abel Braga no 4-3-2-1 com: Diego Cavalieri; Wallace, Gum, Anderson e Carlinhos; Jean, Edinho e Wagner; Marcos Junior e Thiago Neves; Samuel. Com um punhado de jogadores conhecidos do público carioca, o Figueirense do técnico Argel foi para o jogo esquematizado no 4-3-1-2 com: Ricardo; Pablo, Canuto, Sandro e Guilherme; Toró, Ygor e Túlio; Roni; Caio e Júlio César.

Embalado pela energia dos garotos Marcos Júnior e Samuel e com um Wagner caprichoso nos passes, o Fluminense dominou o início do confronto com enorme autoridade. Quando Marcos Júnior aproveitou ótima jogada coletiva para inaugurar o placar, aos 16, o Flu já havia construído outras três boas oportunidades. Porém, a vantagem no escore fez mal ao Tricolor, que recuou de maneira excessiva, parou de levar perigo à retaguarda rival e, pior de tudo, deixou o então encurralado Figueirense marcar território no campo de ataque. Além da liberdade para os volantes catarinenses trocarem passes, a postura encolhida do Flu permitiu ao camisa 10, Roni, espaços para um perigoso arremate e para sofrer uma falta do lateral Wallace que resultou em cartão vermelho para o garoto tricolor.

No intervalo, as trocas de Samuel por Fábio Braga, no Flu, e de Toró por Fernandes, no Figueira, espelhavam o desejo de ambos os times na 2ª etapa. Etapa que teve 30 minutos de alternância das ações ofensivas. O Fluminense começou em cima do rival e quase ampliou com Fábio Braga de cabeça, mas foi o Figueirense que, aos 12, através do ex-talismã botafoguense Caio, chegou às redes. Contudo, os comandados do Argel não conseguiram ganhar o controle da partida e os dois melhores jogadores em campo, Marcos Junior e Wagner, recolocaram o Tricolor em vantagem, aos 20. Ótimo passe do primeiro e gol do segundo. O lá e cá teve sequência com um arremate longo do Pablo que foi morrer no cantinho da meta carioca. A esta altura, o relógio apontava o minuto 29, o placar dois a dois e tudo estava indefinido. Nos últimos 15 minutos, o Figueira enfim conseguiu ganhar o domínio do duelo, mas a excepcional fase vivida pelo Diego Cavalieri garantiu o empate.

A parada no campeonato devido aos jogos da Seleção Brasileira será valiosa para o Fluminense digerir a eliminação na Libertadores, cuidar dos seus contundidos e dar início ao projeto Brasileirão 2012. E pelos nomes que possui, a torcida espera uma campanha de mais sorrisos que bicos.


CURTINHAS PELO BRASIL!


- Definitivamente o Flamengo não sabe vencer jogos. Como se não bastasse a campanha na Libertadores, onde largou na frente do placar em todas suas oito partidas e só saiu vencedor em três destas, o Rubro-Negro abriu 3 a 1 sobre um Internacional mais remendado do que colcha de retalhos – eram oito os desfalques colorados – e permitiu o empate. Falta na Gávea um jogador que coloque a bola debaixo do braço e faça o time transformar vitórias parciais em três pontos.


- Bastaram duas rodadas para pintar o primeiro candidato a gol mais bonito do Brasileirão. Que escultura do vascaíno Alecsandro!


- O Coritiba adentrou o gramado ostentando 28 jogos de invencibilidade no Couto Pereira, e o Botafogo, sem seus quatro principais nomes defensivos – Jefferson, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Marcelo Mattos. Mas com muita garra, comprometimento tático e ótimo futebol, o Fogão conquistou uma vitória maiúscula em um jogo recheado de lances plasticamente belo e atuações especiais do Herrera – mais uma! – e do lateral-direito Lucas, autor de dois gols, o último deles após uma trama coletiva digna de muitos aplausos. O Glorioso começou o Brasileirão com tudo!


- No empate mudo contra o Náutico, o Cruzeiro cometeu mais de 40 faltas. Tomara que esta não seja uma constante da “Raposa” na competição.

sábado, 26 de maio de 2012

AMISTOSO INTERNACIONAL - BRASIL X DINAMARCA



Brasil 3 x 1 Dinamarca – Imtech Arena, Hamburgo (ALE)


Hulk e Oscar acabam com o 1º tempo e Brasil bate a Dinamarca mesmo após voltar do intervalo com a maior preguiça do mundo.

Com a cabeça nas Olimpíadas e sem poder contar com jogadores do Santos, Mano Menezes organizou a Seleção Brasileiro no 4-2-3-1 com: Jefferson; Danilo, Thiago Silva, Juan e Marcelo; Sandro e Rômulo; Hulk, Oscar e Lucas; Leandro Damião. Classificada para a EURO 2012 – caiu no mortal grupo com Holanda, Alemanha e Portugal – a Dinamarca foi organizada pelo Morten Olsen no 4-4-1-1 com: Sorensen; Wass, Kjaer, Agger e Simon Poulsen; Schone, Cristian Poulsen, Zimling e Dehli; Eriksen; Bendtner.

Os dinamarqueses mais bem informados devem ter ficado aliviados quando descobriram que os imparáveis dribles do Neymar não estariam presentes em Hamburgo. Porém, eles não imaginavam a jornada super-heróica que o atacante Hulk teria pela frente. Luxuosamente coadjuvado por um Oscar que nem parece ter ficado um tempão longe dos gramados recentemente, Hulk marcou o primeiro gol em um tijolo de fora da área, o terceiro com enorme categoria e só não fez também o segundo porque, antes de finalizar, o desesperado Zimling empurrou a redonda contra o próprio patrimônio. Vale ressaltar e aplaudir a eficiente marcação pressão realizada pelo ataque brasileiro, novamente com destaque para Hulk e Oscar, que resultou diretamente em dois dos três tentos. De ponto negativo, Marcelo e Lucas, habilidosos e impetuosos, nada criaram de bom pelo flanco esquerdo.

Após o descanso do intervalo, todos os jogadores brasileiros pareciam ter chagado a um consenso: o de parar de jogar futebol. Impressionante como a Seleção pregou em campo e fez quem acompanhava o jogo pela TV esquecer até a cor do uniforme do goleiro escandinavo. Aí, a Dinamarca, que logo no primeiro minuto perdeu um gol incrível com o zagueiro Agger, repetiu o que fizera em uma parte da 1ª etapa, quando o Brasil havia relaxado após abrir dois a zero no placar, e começou a se assanhar ofensivamente. A Dinamarca jogava, o Brasil olhava, e o resultado veio aos 25 minutos. Zimling entrou na área pela esquerda e rolou a pelota para Bendtner marcar o gol de honra. A diminuição do placar não tornou os escandinavos mais fortes e empolgados em campo e os últimos 20 minutos do confronto serviram apenas para Mano Menezes realizar substituições que em nada alteraram o andamento da partida.

Em uma análise geral, o amistoso serviu para levantar a bola da dupla Hulk/Oscar, reforçar a confiança no impecável capitão Thiago Silva e mostrar que marcar o adversário sob pressão pode render muitos frutos. E tomara que sirva de lição para Mano e os jogadores saberem que uma partida de futebol tem 90, e não 45 minutos. 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

ELÓIGICO E SUAS LÓGICAS















Elóigico é um fanático torcedor do São Sebastião Futebol Clube que sempre coloca a paixão à frente da razão – como quase todos os torcedores, né? E quem fica perdida com tanto fanatismo de Elóigico é sua filha,Edinha, que mora junto com seu pai em uma simples casinha que vive futebol 24 horas por dia.

Desenho de Paulo Sales e roteiro de Diano Massarani

COPA LIBERTADORES 2012 - QUARTAS DE FINAL - FLUMINENSE X BOCA JUNIORS



Fluminense 1 x 1 Boca Juniors – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)


Em briga de cachorro gigante, Boca Juniors chega ao gol de empate no apagar das luzes e põe fim ao sonho do Fluminense de conquistar sua primeira Libertadores.

Ainda sem contar com seus líderes técnicos, Deco e Fred, o Fluminense foi para o jogo mais importante do ano, até o momento, escalado pelo Abel Braga no 4-2-3-1 com: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Anderson e Thiago Carleto; Jean e Edinho; Thiago Neves, Wagner e Rafael Sóbis; Rafael Moura. Com apenas uma alteração em relação à vitória na Bombonera – o raçudo Santiago Silva voltou ao ataque – Julio Falcioni organizou o Boca Juniors no 4-3-1-2 com: Orión; Roncaglia, Schiavi, Insaurralde e Rodríguez; Rivero, Erbes e Erviti; Riquelme; Cvitanich e Santiago Silva.

O Fluzão fez um primeiro tempo de manual. Tranquilo, sem sair em busca do gol como crianças atrás de doces de Cosme e Damião e muito bem posicionado taticamente. Individualmente, Gum e Anderson tiveram 45 minutos impecáveis e não deixaram Santiago Silva e Cvitanich sequer se apresentarem à redonda, Edinho foi um verdadeiro leão e tomou conta do espaço onde Riquelme teria a missão de iniciar as tramas ofensivas de sua equipe e Bruno foi presença constante no flanco direito. O nome do 1º tempo, contudo, foi Thiago Carleto, bem na marcação, no apoio e autor do arremate que, após desvio na barreira, foi morrer no fundo do filó e fez a galera tricolor explodir de alegria. Este gol, aos 16 minutos, foi essencial para o Flu, apesar do pouco ímpeto ofensivo, manter a postura serena e superior aos argentinos durante toda a etapa.

Após o intervalo, o Boca voltou com um mais espaço para jogar e começou a alçar bolas na área tricolor. Não era nada assustador, porém já era bem mais do que os argentinos haviam conseguido no tempo inicial. Mesmo menos senhor do jogo foi o Fluminense que criou a melhor trama ofensiva dos primeiros minutos, uma falha finalização do Rafael Sóbis após cruzamento de Thiago Neves, aos 15. O ponteiro girava, os treinadores realizavam substituições em seus ataques, o fim se aproximava e o jogo não pegava fogo. O Flu não se arriscava em busca do gol que garantiria a classificação sem a necessidade dos pênaltis nem conseguia manter o Boca longe de sua área, como fizera nos primeiros 45 minutos. E deixar os Xeneizes se sentirem mais a vontade foi o grande erro tricolor. Com mais liberdade, Riquelme encontrou Rivero pela meiúca e, após o arremate do volante acertar a trave, o inquieto Santiago Silva deu a classificação ao Aurianil de Buenos Aires.

O que faltou ao Fluminense para o triunfo? Não foram seriedade e vontade, mas, sim, poder ofensivo. Seria utopia acreditar que Deco, Fred e Wellington Nem (que só atuou 16 dos 180 minutos) não iriam fazer falta. Porém, depois de ter saído na frente do placar, o Flu poderia ter sido mais agressivo. Mais intimidador. Mostrar mais cara de quem tinha tudo para ser Campeão.


ENQUANTO ISSO, NO PACAEMBU...

- O equilíbrio do Engenhão foi repetido no clássico nacional entre Corinthians e Vasco, dois times do mais alto nível, não à toa os dois primeiros do último Brasileiro. Até o juiz apitar pela última vez era impossível definir o classificado. O gol que Diego Souza perdeu, aos 17 minutos da 2ª etapa, vai martelar sua cuca por um bom tempo. E o que o volante Paulinho marcou, aos 42, também não saíra de sua memória. Mas por outro motivo.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

BIBLIOTECA DO FUTEBOLA - ZÉ CABALA E OUTROS FILÓSOFOS DO FUTEBOL

O hilário Zé Cabala é um paranormal que “recebe visitas” de jogadores que já estão no além para fazer suas revelações sobre o futebol. O livro é de autoria do criativíssimo José Roberto Torero, que sempre que empresta suas palavras à literatura do futebol marca um golaço. Uma leitura perfeita para um fim de semana!




Zé Cabala e outros filósofos do futebol 
Autor: José Roberto Torero
Editora: Objetiva



segunda-feira, 21 de maio de 2012

FUTEBOL É ARTE



Futebol, 1936, Francisco Rebolo, óleo sobre tela, 86x36cm


Esta é uma obra de grande relevância social, pois, feita em 1936, valoriza a presença do negro no futebol, fato que na época não era visto com o melhor dos olhos. O artista responsável por tão importante pintura é Francisco Rebolo, que, por sinal, é o jogador branco retratado. Autor de milhares de obras, Rebolo tem uma ligação íntima com o Corinthians, pois, além de jogador do segundo quadro do clube nos anos 20, foi quem criou o escudo atual do Timão.

domingo, 20 de maio de 2012

CAMPEONATO BRASILEIRO 2012 - 1ª RODADA - BOTAFOGO X SÃO PAULO









RESULTADOS
Palmeiras 1 x 1 Portuguesa
Sport 1 x 1 Flamengo
Figueirense 2 x 1 Náutico
Vasco 2 x 1 Grêmio
Botafogo 4 x 2 São Paulo
Corinthians 0 x 1 Fluminense
Internacional 2 x 0 Coritiba
Ponte Preta 0 x 1 Atlético Mineiro
Cruzeiro 0 x 0 Atlético Goianiense
Bahia 0 x 0 Santos

ARTILHARIA
3 Gols – Herrera (Botafogo)

Botafogo 4 x 2 São Paulo – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Herrera entra na etapa final, bota fogo no jogo e com três gols garante o triunfo sobre o São Paulo, o primeiro do Glorioso no Brasileirão.

Sem jogadores que fazem parte da espinhas dorsal da equipe – Antônio Carlos, Marcelo Mattos e Andrezinho – o Botafogo foi para a estreia do Brasileirão organizado pelo Oswaldo de Oliveira no 4-2-3-1 com: Jefferson; Lucas, Brinner, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Jadson e Renato; Maicosuel, Vitor Júnior e Fellype Gabriel; Loco Abreu. Depois da boa vitória por dois a zero sobre o Goiás pela Copa do Brasil, o São Paulo decidiu não poupar seus titulares e Leão esquematizou a equipe no 4-2-3-1 com: Dênis; Douglas, Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortez; Denílson e Casemiro; Lucas, Cícero e Jadson; Luís Fabiano.

Uma verdadeira roleta russa. Assim começou Bota versus Sampa, com muita velocidade, jogadas de habilidade e chances de gol para os dois lados. Vitor Júnior, cheio de ímpeto, puxou um contra-golpe sozinho e fez os poucos presentes ao Engenhão gritarem “uhhhhh”. Logo depois foi a vez de Luís Fabiano fazer bela jogada individual e quase sacudir o filó. O jogo era quente, e assim continuou até o minuto 11, quando Lucas não foi marcado como deveria e deu assistência para Jadson fazer um a zero para o São Paulo. Com a vantagem, o Tricolor se plantou em seu próprio campo e dificultou muito a vida do Fogo, que só chegava perto da meta defendida pelo Dênis em bolas alçadas na área sem nenhum capricho. Antes aberta, a partida se tornou amarrada, e foram raras as tramas ofensivas de qualidade. Pelo São Paulo, Cortez chegou após boa tabelinha com Jadson, enquanto, pelo Botafogo, Vitor Júnior deu um bom arremate.

O Botafogo voltou do intervalo com Herrera no lugar de Loco Abreu e um futebol muito mais redondo. Márcio Azevedo, com camisa em homenagem a Nilton Santos, se fez mais presente pela esquerda, Renato passou a colaborar mais ofensivamente, Vitor Júnior deu sequência à boa jornada e Herrera entrou endiabrado. Como jogou e lutou o argentino! Fez o gol de empate, de cabeça, sofreu e converteu a cobrança do pênalti para empatar outra vez a partida, já que Luís Fabiano recolocara o Sampa em vantagem, e teve tranquilidade para fechar a goleada após Vítor Júnior, de falta, ter virado o placar para o Fogão. Herrera foi o dono do jogo e o responsável pelo Alvinegro ter realizado uma etapa final infinitamente superior à inicial. Depois das palmas para o argentino, vale um puxão de orelha em ambos os sistemas defensivos. Se o do São Paulo permitiu quatro gols em 31 minutos, o do Botafogo só não sofreu mais porque Jefferson realizou, em duas cabeçadas do Luís Fabiano, defesas dignas do melhor goleiro do país.

Depois das dolorosas perda do título estadual e eliminação da Copa do Brasil, o Botafogo começou o Brasileirão com uma vitória maiúscula sobre um forte adversário. O momento é excelente para o Fogão aproveitar que muitos dos candidatos ao título dividem as atenções com outros torneios e arrancar nesta primeira parte do Nacional.

CURTINHAS PELO BRASIL!

- O Flamengo fingiu que treinou forte durante suas "férias", não contratou nomes capazes suprir suas necessidades e continua um time desértico e totalmente dependente do mortal Vagner Love.

- Nestas primeiras rodadas, vai ser difícil segurar Leandro Damião e seu forte Internacional, que estão com as baterias carregadas somente para o Brasileirão.

- Corinthians x Fluminense. Vasco x Grêmio. Dois jogos que se fossem disputados dentro de alguns meses seriam valorizados ao extremo. Porém, devido às competições paralelas, mistos e reservas diminuíram o brilho destes clássicos nacionais. Melhor para os cariocas, que já colocaram uma vitória  cada no currículo.

sábado, 19 de maio de 2012

FINAL DA UEFA CHAMPIONS LEAGUE 2011/2012 - BAYERN DE MUNIQUE X CHELSEA


Bayern de Munique 1 (3) x (4) 1 Chelsea – Allianz Arena, Munique (ALE)

Guerreiro solitário Drogba e a muralha Peter Cech lideram o Chelsea na dramática conquista da inédita Champions League.

Na busca por seu quarto título da mais rica competição interclubes do planeta, o Bayern de Munique foi para o jogo escalado pelo treinador Jupp Heynckes no 4-4-1-1 com: Neuer; Lahm, Boateng, Tymoshchuk e Contento; Schweinsteiger, Kroos, Robben e Ribéry; Müller; Mario Gomez. Carrasco do cultuado Barcelona e novamente próximo do sonho de levantar a Champions pela primeira vez, o Chelsea foi organizado pelo Roberto Di Matteo no 4-4-1-1 com: Peter Cech; Bosingwa, David Luiz, Cahill e Ashley Cole; Mikel, Lampard, Kalou e Bertrand; Mata; Drogba.

Seria surpreendente se os primeiros 45 minutos da decisão em Munique fossem abertos. Não foram. O Bayern, um time de DNA ofensivo e mais a vontade pelo fato de estar em casa, finalizou com quase todos os seus jogadores do meio para frente. Em ordem cronológica, Kroos, Robben, Ribéry, Muller e Gómez, arremataram em direção à meta defendida pelo Peter Cech, que foi excelente em defender com o pé o chute do Robben. Já o Chelsea, se não foi tão cauteloso e retraído como diante do Barcelona na fase semi final, priorizou a defesa em relação ao ataque. Até tentou se soltar um pouco em campo nos últimos 10 minutos da etapa, quando Kalou obrigou Neuer a realizar boa defesa, mas, como um todo, foi uma equipe mais preocupada em se proteger do que em agredir.

O duelo voltou do intervalo mais enrolado que múmia egípcia. Arremate de fora da área, jogada aérea bem feita, tabela pela meiúca da retaguarda adversária, centroavante no papel de pivô, avanço dos laterais... Nada disso pôde ser visto na primeira meia hora do 2º tempo. De repente, num estalar de dedos, os bávaros passaram a levar um perigo atrás do outro ao goleiro Cech. Ribéry, Robben e Muller passaram a ser mais efetivos e o último, aos 37 minutos, aproveitou cruzamento de Kroos para entrar por trás de toda a defesa azul e, livre, leve e solto, cabecear para o fundo do gol. Festa em Munique! O Bayern colocava a mão na “orelhuda”, a linda taça da Champions. Mas a eficiência do Chelsea no torneio voltou a aparecer. Os torcedores alemães saboreavam o gostinho do título quando Mata cobrou córner e Drogba cabeceou com uma força descomunal para levar o jogo para a prorrogação. O Bayer teve duas dezenas de escanteios na partida e não foi às redes desta maneira. O Chelsea teve apenas um e o transformou em gol.

No tempo extra, os “Blues” deixaram claro, desde o início, a intenção de levar a decisão para a disputa por pênaltis. Nem mesmo a penalidade que Robben bateu nas mãos de Peter Cech, logo aos três minutinhos, animou o Chelsea a sair para o ataque. O Bayer já não arriscava muito, com medo de sofrer um contra-golpe fatal, e, diante de duas posturas pouco agressivas e com o desperdício de uma chance clara por parte do Olic de dar o título aos donos da casa, a finalíssima foi para os arremates dos 11 metros. Aí, melhor para o Chelsea, que começou com uma péssima cobrança do Mata, teve um Peter Cech sensacional ao defender as cobranças de Olic e Schweinsteiger e, por fim, contou com a surreal calma do leão Drogba para chegar ao tão sonhado título.

PARABÉNS, CHELSEA!!! 

OOOOOHHHHH!!! O BRASILEIRÃO VOLTOOOOOU!!!


Olá, amigos!

Vai começar o melhor campeonato nacional do planeta. O Brasileirão. Serão sete meses de duelos repletos de história e rivalidade - não só as regionais. É a oportunidade maravilhosa de acompanhar o exuberante Neymar, o intransponível Dedé, o clássico Paulo Henrique Ganso, o mágico Deco, o matador Leandro Damião... É muita gente boa! Tem a estrelada nova geração, estrangeiros que sabem tudo de bola, craques consagrados que voltaram à terra natal, goleadores que não precisam de mapa para encontrar o caminho do gol, goleiros em busca de uma vaga na Seleção Brasileira, treinadores da jovem e da velha guarda...

Ainda não temos um campeonato perfeito. Mas quem o tem? Na Itália a compra de resultados é notícia constante. O calendário da Premier League Inglesa permite que times de enorme investimento se submetam a entrar em campo no sábado e na segunda-feira. A Liga Espanhola termina com uma diferença de 39 pontos entre o líder e o terceiro colocado. Amigos, não é só o Brasileirão que tem problemas, como muitos que idolatram o futebol do "Velho Continente" gostam de propagar pelos quatro cantos.

Às vésperas do início da competição, é divertido ver como as opiniões quanto aos favoritos divergem. É impossível escolher um só. Santos, Fluminense, Corinthians, Vasco e Internacional recebem votos quase na mesma proporção. Em qual lugar do planeta os favoritos da opinião equivalem a um quarto dos participantes? Fora outros gigantes que podem perfeitamente se tornar favoritos após poucas rodadas disputadas.

De golaços a frangaços, de jogos épicos a confrontos sem graça, de dribles desconcertantes a faltas violentas, briga para levantar o brilhante troféu e para escapar da foice que degola, constatações unânimes e discussões polêmicas... Que bom que o Brasileirão está aí. A saudade já era enorme.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

COPA LIBERTADORES 2012 - BOCA JUNIORS X FLUMINENSE



Boca Juniors 1 x 0 Fluminense – La Bombonera, Buenos Aires (ARG)


Fluminense joga uma hora inteira com um homem a menos e perde para o Boca pelo placar mínimo. Dos males o menor.

Clube mais temido do futebol sul-americano nas últimas duas décadas, o Boca Juniors foi para o jogo organizado pelo treinador Julio Falcioni no 4-3-1-2 com: Orion; Roncaglia, Schiavi, Insaurralde e Rodríguez; Rivero, Erbes e Erviti; Riquelme; Mouche e Cvitanich. Com cinco desfalques em relação à equipe que saiu vitoriosa da última passagem por La Bombonera, o Fluminense foi esquematizado pelo Abel Braga no 4-3-2-1 com: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Anderson e Carlinhos; Jean, Edinho e Wagner; Rafael Sóbis e Thiago Neves; Rafael Moura.

O Tricolor começou o clássico – sim, Flu versus Boca já é um clássico sul-americano – com muita autoridade ofensiva e sem se intimidar com a pulsante Bombonera. Fez seu torcedor arredondar a boca para gritar gol com Jean, Rafael Moura, atrasado por milímetros e segundos, e Thiago Neves. Aí, quando tudo parecia as mil maravilhas para o Flu, o Boca Juniors começou a mostrar sua força. Com Riquelme na distribuição de passes, o lateral-direito Roncaglia presente no campo ofensivo e os atacantes Mouche e Cvitanich cheios de movimentação, os argentinos começaram a encontrar as falhas não tão raras na retaguarda tricolor. E como se enfrentar o Boca na Bombonera não fosse difícil o suficiente, o lateral-esquerdo Carlinhos cometeu sua segunda infração infantil e, aos 34 minutos, recebeu o cartão vermelho. Ato contínuo a pressão auri-anil aumentou e Cavalieri fechou o 1º tempo como melhor homem em campo.

Veio a 2ª etapa e com apenas cinco minutinhos o Boca já conseguia o desejado gol através da boa dupla Cvitanich/Mouche, passe do primeiro e perfeita finalização do segundo. A torcida xeneize se empolgou ainda mais e tudo indicava que o time do coração de Diego Maradona partiria para decidir sua classificação para a fase semi final com um placar elástico. Não foi o que ocorreu. Apesar de continuar com raízes fincadas no campo de ataque, o Boca não mostrou força para superar os 10 aguerridos tricolores – com destaque para o zagueiro Anderson, em sua melhor partida pelo Flu – e criou apenas esporádicas chances. Na melhor delas, Cavalieri realizou defesa milagrosa em arremate à queima-roupa do Schiavi. Falando em Schiavi, como foi sujo o zagueiro neste duelo. Até com a mão ele bateu. Diante do menor ritmo imprimido pelos donos da casa a partir do minuto 20, o Fluminense arriscou alguns contra-ataques e, como a defesa do Boca não é lá estas coisas, até criou algum agito, sem, contudo, chegar à igualdade no placar.

O apito final trouxe um certo alívio aos tricolores pelo que poderia ter se transformado a partida após a expulsão do Carlinhos. A derrota por apenas um gol deixa o confronto em aberto. O Boca tem a vantagem do empate. O Flu o apoio de sua torcida. Será mais uma batalha!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

COPA LIBERTADORES 2012 - QUARTAS DE FINAL - VASCO X CORINTHIANS



Vasco 0 x 0 Corinthians – São Januário, Rio de Janeiro (RJ)


Aguardado confronto entre Vasco e Corinthians, os dois melhores times do último Brasileirão, termina com placar mudo em São Januário.

Ainda com o sério desfalque do zagueirão Dedé, Cristóvão Borges repetiu o time do último duelo diante do Lanús e organizou o Vasco no 4-3-3 com: Fernando Prass; Fagner, Renato Silva, Rodolfo e Thiago Feltri; Juninho Pernambucano, Nílton e Rômulo; Éder Luis, Alecsandro e Diego Souza. Pelo lado do Corinthians, Tite decidiu não escalar nenhum centroavante – opção que já mostrara em alguns momentos do último Brasileiro – e esquematizou sua equipe no 4-2-3-1 com: Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Paulinho e Ralf; Jorge Henrique, Danilo e Emerson; Alex.

Avanço efetivo dos laterais, passes verticais dos meias, arremates longos ou de dentro da área, valorização da posse de bola, contra-ataques bem encaixados, dribles clareadores, passes longos, cruzamentos na cabeça dos atacantes... nada disso foi visto no 1º tempo do barrento duelo entre Vasco e Corinthians. Os corintianos começaram com um jogo forçado no “Sheik” Emerson nas costas do lateral-direito Fagner, que dava pancada atrás de pancada. As faltas, por sinal, foram numerosas e constantes na etapa inicial. Tanto por parte do Vasco, muito nervoso nos primeiros minutos – inclusive o sempre sereno Juninho – como por parte do Corinthians, que impediu duas possíveis boas jogadas do Thiago Feltri com infrações que resultaram em amarelos. Tirando leite de pedra, pode-se dizer que a etapa teve um bom momento ofensivo: uma cobrança de falta do Alex que Fernando Prass bateu roupa.

O “Gigante da Colina” voltou do intervalo com o mesmo onze inicial, mas parecia ter tomado litros e mais litros de algum fortificante. Quando o relógio apontou 10 minutos, um infernal Éder Luis já havia levado perigo à meta paulista em três oportunidades. Aos 14, o “Timão” fez o torcedor vascaíno trincar os dentes em uma jogada do Alex que Jorge Luís, primeiro, e Ralf, depois, quase abriram o escore. Mas o Vasco era melhor. Melhor do que o adversário e muito melhor do que havia sido na 1ª etapa. O resultado desta evolução poderia ter vindo aos 25 minutos, quando Alecsandro empurrou a redonda para o fundo das redes. O antigo árbitro e comentaria Mário Vianna, com dois enes, teria gritado “Gooooool Leeeeeegaaaaaal”. Porém, a bandeira subiu e o tento foi anulado. Daí até o fim, a chuva aumentou, as entradas de Felipe e Carlos Alberto renderam menos do que poderiam e o Cruz-Maltino esfriou.

O apito final decretou um zero a zero que, se não foi o melhor dos resultados para o Vasco, também está longe de o ser para o Corinthians, já que qualquer empate com gols no próximo duelo classifica os cariocas. Os comandados do Cristóvão têm experiência e futebol suficientes para avançar nesta disputadíssima Libertadores.

terça-feira, 15 de maio de 2012

PRÊMIO FUTEBOLA CARIOCÃO 2102


Olá, amigos!
Fim do Cariocão, é hora de montar o melhor time do torneio. Conto com a opinião de todos sobre o onze escolhido. Apoiem, discordem, opinem.

GOLEIRO – DIEGO CAVALIERI (FLUMINENSE)
O torcedor das três cores que traduzem tradição não precisa mais se desesperar nem prender a respiração diante de uma finalização do adversário, o que constantemente ocorria há não muito tempo. Hoje a meta do Fluminense é muito bem defendida por Diego Cavalieri, um excelente arqueiro com o jogo rolando e melhor ainda na hora de defender penalidades, vide as duas que pegou diante do Botafogo na semi final da Taça Guanabara.

LATERAL-DIREITO – FAGNER (VASCO)
Não é exagero dizer que Fagner foi o melhor jogador da fase de grupos da Taça Guanabara, quando o seu Vasco conquistou sete vitórias em sete partidas. Depois, o ofensivo lateral caiu de rendimento, principalmente no quesito marcação, mas, mesmo assim, continuou em melhor nível que seus rivais da posição.

ZAGUEIRO-CENTRAL – DEDÉ (VASCO)
Basta assistir a semi final da Taça Guanabara que o Vasco venceu o Flamengo para entender o motivo de Dedé estar na Seleção do Cariocão. Que partida fez o zagueiro naquele 23 de fevereiro! Alguns podem questionar a presença do “Mito”, como o chama a torcida cruz-maltina, pelos jogos em que ele ficou fora devido a uma contusão. No entanto, Dedé vem jogando tanta bola, que nem precisa participar de todo o torneio para mostrar sua superioridade em relação aos outros zagueiros.

QUARTO-ZAGUEIRO – FÁBIO FERREIRA (BOTAFOGO)
O homem do cabelo estranho fez um bom Campeonato Carioca. Seu parceiro no Fogo Antônio Carlos foi até um pouco melhor, mas o lado direito da zaga é do Dedé e ninguém toma. Diante do verdadeiro caos que são as defesas da dupla Fla-Flu, Fábio Ferreira merece ter seu sério e regular trabalho reconhecido com a vaga na Seleção do Cariocão.

LATERAL-ESQUERDO – MÁRCIO AZEVEDO (BOTAFOGO)
Se pararmos para lembrar que a última Seleção Mundial eleita pela FIFA não tem lateral-esquerdo, veremos a dificuldade que é escolher o dono desta posição em qualquer canto do mundo. E no Rio de Janeiro não pode ser diferente. Pela disposição, evolução em relação ao ano passado e alguns bons jogos, como contra o Flamengo na Taça Guanabara, Márcio Azevedo fica com a camisa 6.

VOLANTE – RENATO (BOTAFOGO)
Um dos exemplos mais consistentes de que a posição de volante não é incompatível com qualidade nos passes, visão de jogo e capacidade de organização. Impressionante como Renato voltou ao futebol brasileiro, depois de quase uma década na Europa, com o mesmo futebol categórico da época do Santos. Sua contratação foi um acerto de mão cheia do Botafogo.

VOLANTE – DECO (FLUMINENSE) – VENCEDOR DO PRÊMIO FUTEBOLA MELHOR JOGADOR DO CARIOCÃO 2012
Querem uma missão impossível? Pois lá vai. Responda qual foi a melhor partida do Deco neste Carioca: a final da Taça Guanabara contra o Vasco ou o primeiro jogo decisivo do carioca diante do Botafogo. Nos dois momentos que o Tricolor mais precisou, o luso-brasileiro foi mágico. Jogou uma barbaridade. Comandou o time como se suas pernas fossem batutas. Não à toa estas também foram as duas melhores apresentações do Flu no torneio. Prova da importância de Deco, o craque do Carioca 2012, para a equipe.

MEIA – FELLYPE GABRIEL (BOTAFOGO)
O ápice de Fellype Gabriel no Cariocão ocorreu nos dois clássicos contra o Vasco. No primeiro, pela fase de grupos da Taça Rio, o meia anotou, simplesmente, os três gols da vitória botafoguense. O segundo, e mais importante, ocorreu na final da mesma Taça Rio, quando Fellype jogou uma bola redondinha de volante e foi um dos pilares do triunfo alvinegro. Contudo, seria uma injustiça dizer que Fellype Gabriel só fez isso na competição, pois o seu bom futebol também apareceu em outros duelos.

MEIA – ALMIR (BANGU)
Depois que o Bangu passou toda a Taça Guanabara sem conquistar sequer um pontinho, não foram poucos os que decretaram a queda do Alvirrubro para Segundona Estadual. Porém, a contratação de um lote de jogadores e do treinador Cleimar Rocha, fez o Clube de Moça Bonita renascer e se classificar para a fase final da Taça Rio. E neste trabalho bem feito, o meia Almir se destacou e jogou um futebol que relembrou os seus melhores tempos de Botafogo. Merece uma vaga na Seleção do Cariocão pelo que fez e como representante do ressurgimento do Bangu no torneio.

ATACANTE – VAGNER LOVE (FLAMENGO)
O Flamengo proporcionou pouquíssimos momentos felizes para seu torcedor no Carioca 2012, onde foi eliminado nas semi finais das Taças Guanabara e Rio pelo Vasco. E os raros sorrisos no rosto dos rubro-negros foram colocados pelo atacante Vagner Love, que com seu futebol aguerrido e letal foi o principal responsável pelo Flamengo ser o clube que mais pontuou no somatório das fases de grupos. Se o Fla não chegou mais longe no torneio, Love é o menor dos culpados.

ATACANTE – LOCO ABREU (BOTAFOGO)
A arrancada de Loco Abreu na reta final da Taça Rio, que o deixou a um gol do topo da artilharia, não só foi responsável pelo Botafogo conquistar o 2º turno como também por colocar o uruguaio na Seleção do Cariocão. Os três gols na semi final que acabaram com o ímpeto do Bangu e os dois na final da Taça Rio, contra o Vasco, na melhor atuação do Bota na competição, só não ficarão guardados em um lugar especial na cabeça dos alvinegros porque o título estadual terminou com o Fluminense.

TÉCNICO – ABEL BRAGA (FLUMINENSE)
Os bons trabalhos de Cristóvão Borges na Taça Guanabara, Cleimar Rocha na Taça Rio e Oswaldo de Oliveira até ser superado na final do torneio merecem aplausos. Porém, o prêmio de melhor treinador é do Abel Braga, que, se pecou na organização de um sistema defensivo mais sólido e nas opções de escalação na Taça Rio, fez seu time jogar magnificamente quando foi necessário. A hoje assustadora e poderosa frente de ataque tricolor tem muito do trabalho do Abelão.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

PREMIER LEAGUE 2011/2012 - 38ª RODADA








RESULTADOS
Chelsea  2 - 1  Blackburn                  
Everton  3 - 1  Newcastle                 
Manchester City  3 - 2  Queens Park Rangers                    
Norwich  2 - 0  Aston Villa                
Stoke City  2 - 2  Bolton                    
Sunderland  0 - 1  Manchester United                     
Swansea City  1 - 0  Liverpool                      
Tottenham  2 - 0  Fulham                 
West Bromwich  2 - 3  Arsenal                    
Wigan  3 - 2  Wolverhampton                      

ARTILHARIA
30 Gols – Robin van Persie (Arsenal)
27 Gols – Wayne Rooney (Manchester United)
23 Gols – Kun Agüero (Manchester City)

GIRO PELA “TERRA DA RAINHA”

Manchester City faz história e volta a levantar o caneco inglês depois de 44 anos. O título foi conquistado de maneira inacreditável, com uma virada no apagar das luzes que muitos médicos consideram prejudicial à saúde.

- Pense num roteiro para um filme de futebol. O mais emocionante que conseguir. Um daqueles de deixar qualquer torcedor com o coração como bateria de escola de samba. Pensou, amigo? Aposto que a última rodada da Premier League foi mais espetacular. Não que esteja desmerecendo sua imaginação, é que o que o Manchester City fez neste último domingo foi de deixar até monge budista desnorteado. Vencer com dois tentos nos acréscimos e ser Campeão no saldo de gols é algo que terá um capítulo reservado e de destaque na história do futebol. A coerência dos rivais de Manchester, o City e o United, terminarem empatados em pontos e os “Citizens” levarem o troféu no saldo é algo que merece ser discutido em um outro momento. Agora, cabe apenas aplaudir Roberto Mancini e seus comandados. Os novos Reis do futebol inglês.

- Com um gol do brasileiro André Santos, o Arsenal conquistou a vitória necessária para terminar na  colocação e garantir sua vaga na próxima Champions League. Já o também londrino Tottenham ganhou mais um motivo para torcer contra o Chelsea na final do principal torneio europeu, contra o Bayern de Munique, além da rivalidade local. É que caso vença a finalíssima, o Chelsea se garante na competição no ano que vem e, consequentemente, os "Spurs", em  lugar, perdem a vaga. Ainda no assunto Champions League, como foi instável a campanha do Newcastle. Uma verdadeira montanha-russa. Iniciou o campeonato com 11 jogos de invencibilidade para, em seguida, arrumar seis partidas sem vitórias. Na reta final da competição, conseguiu incríveis sete triunfos em sequência e, nas últimas três rodadas, perdeu todos seus confrontos. Assim, resta aos “Magpies” disputar a Europa League na próxima temporada, acompanhado de Chelsea ou Tottenham (depende do resultado da final da Champions League) e Liverpool (Campeão da Copa da Inglaterra).  

- Na linguagem do futebol, podemos dizer que o Bolton fez de tudo para ser rebaixado. Depois de seis jogos sem vitórias, os "Wanderers" ainda tiveram a chance de escapar da degola na última rodada, já que o adversário na briga, o Queens Park Rangers, foi derrotado pelo Campeão, Manchester City. Porém, o Bolton não passou de um empate diante do Stoke City e sairá da elite inglesa. Blackburn e Wolverhampton foram os outros que encontraram a foice.

domingo, 13 de maio de 2012

CAMPEONATO CARIOCA 2012 - FINAL - BOTAFOGO X FLUMINENSE



Botafogo 0 x 1 Fluminense – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)


Fluzão não só faz valer a vantagem alcançada com a goleada do primeiro jogo decisivo como volta a vencer o Botafogo e conquista o Cariocão 2012.

Para reverter a situação adversa em que se encontrava, o Botafogo foi a campo cheio de desfalques – Lucas, Antônio Carlos, Marcelo Mattos e Andrezinho – e organizado pelo Oswaldo de Oliveira no 4-2-3-1 com: Jefferson; Gabriel, Brinner, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Renato e Jadson; Fellype Gabriel, Elkeson e Maicosuel; Loco Abreu. Também com quatro ausências (Diguinho, Valencia, Fred e Wellington Nem) o Fluminense adentrou o gramado para colocar o último dedo que faltava na taça esquematizado pelo Abel Braga no 4-1-4-1 com: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho; Thiago Neves, Deco, Jean e Rafael Sóbis; Rafael Moura.

Com o perdão do trocadilho, o "Glorioso", cheio de movimentação e ímpeto, começou botando fogo no clássico e adotou uma postura que resultou em muito trabalho ao goleiro Diego Cavalieri. O relógio nem passara do minuto 15 e o Bota já havia feito o seu torcedor arredondar a boca para gritar gol em jogada de cabeça entre Loco Abreu e Fábio Ferreira, arremate dentro da área do Loco e de fora com o Elkeson. Enquanto isso, o Flu, aguardava o momento certo para dar o bote em contra-ataques, como o que resultou em uma incrível chance desperdiçada pelo Rafael Moura. Porém, depois da parada técnica, aos 20 minutos, o jogo esfriou. Bom para o Tricolor, dono de uma imensa vantagem e que, apesar de não ter criado muitas chances – somente uma cabeçada do Gum e um cruzamento fechado do Carlinhos – fortaleceu a marcação. O Botafogo só voltaria a levar perigo em outro chute longo do Elkeson.

Atacar ou atacar. Este foi o pensamento do Botafogo na volta para a 2ª etapa. Assim como no início do duelo, o Alvinegro chegava perto do gol, desta vez com Márcio Azevedo e Herrera, mas não conseguia sacudir o filó. Aí, para tornar a situação botafoguense mais negra do que alva, Carlinhos, que realizou ótima partida, encontrou Rafael Moura na área e o centroavante fez seu papel. Um a zero Fluzão. O relógio marcava 18 minutos e, como diz o grande locutor Sílvio Luiz, já se podia beijar a viúva. O Bota não tinha mais força e nem de onde tirá-la. A cada minuto que passava o Fluminense, com Wagner, que entrara muito bem no lugar do contundido Deco, se tornava mais senhor do confronto e fazia sua torcida gritar ainda mais alto. A já enorme vantagem quase foi ampliada em linda jogada do Jean e através dos pés do Wagner e do Rafael Moura, contudo, a esta altura, o torcedor tricolor nem para o campo olhava mais. A festa na arquibancada não deixava.

Os adversários vão buscar buracos na campanha tricolor para desvalorizar a conquista, como, por exemplo, a fraca campanha na Taça Rio. No entanto, a visível superioridade apresentada contra o Vasco, na final da Taça Guanabara, e contra o Botafogo, na primeira partida da decisão, não deixam dúvidas sobre quem foi o melhor time do Cariocão.

PARABÉNS, CLUBE TANTAS VEZES CAMPEÃO!!!

CURTINHAS PELO BRASIL!

- Na fase final do Paulistão 2012 o Santos disputou quatro partidas. Quartas de final contra o Mogi Mirim, semi final contra o São Paulo e as duas decisões diante do Guarani. Amigos, nestes quatro confrontos o Neymar foi às redes nada menos do que oito vezes. Um time que tem os melhores volante e meia do país, Arouca e Ganso, respectivamente, além de outros ótimos nomes, se torna quase invencível quando pode contar com um Neymar tão iluminado. Pela primeira vez desde que o Rei Pelé pendurou suas sagradas chuteiras, o futebol de São Paulo tem um Tricampeão.

- Seria inesquecível para o torcedor do América Mineiro a conquista do Estadual no ano de seu centenário. Porém, se conseguiu caçar a “Raposa” na semi final, o “Coelho” tombou diante do invicto “Galo” na grande decisão. Foi o 41º título mineiro do Atlético, o maior vencedor de Minas Gerais.

- Leandro Damião escreveu mais um vitorioso capítulo de sua iniciante biografia ao marcar o gol do título gaúcho diante do aguerrido Caxias. Sabe balançar as redes como poucos este camisa nove! O caneco foi o quarto colorado nos últimos cinco estaduais e ameniza um pouco a eliminação na Libertadores.

- Não serão poucos o que dirão que o Figueirense, vencedor do primeiro e segundo turnos do Catarinense, foi o Campeão moral. Não foi, amigos. O Campeão moral e de direito é o Avaí, que no somatório das duas partidas finais sapecou 5 a 1 no rival.

- Foi suado, sofrido, com classificação para a final no apagar das luzes, mas, depois de 11 anos, o Bahia voltou a levantar um título estadual na “Terra de Todos os Santos”. E o treinador Paulo Roberto Falcão, Campeão Gaúcho no comando do Internacional, em 2011, leva seu segundo estadual seguido.

- Nada contra a dupla Sport e Náutico, muito pelo contrário, são clubes com histórias e história que aprecio muito. Porém, é muito bom para o futebol brasileiro a ascensão do Santa Cruz, agora Bicampeão Pernambucano e um dos favoritos na Série C do Brasileirão.

  - O Paranaense só conheceu seu vencedor após a disputa de pênaltis entre Coritiba e Atlético. E o Campeão foi o “Coxa”. Campeão, não. Tricampeão! Ironia do destino: o equatoriano Guerrón, do “Furacão”, um dos destaques do futebol por aqui jogado neste 1º semestre, perdeu sua cobrança.

- Em 2010, Fortaleza e Ceará estavam empatados no número de títulos estaduais. Porém, o “Vovô” deixou a bengala de lado, chegou ao bicampeonato e voltou a ser o “Rei da Terra da Luz”.

- Onde a música sertaneja é só sucesso, o Goiás fez prevalecer sua melhor campanha e com dois empates impediu o Tri do Atlético Goianiense. O “Esmeraldino” é o maior Campeão Goiano com 23 canecos. 

quinta-feira, 10 de maio de 2012















Elóigico é um fanático torcedor do São Sebastião Futebol Clube que sempre coloca a paixão à frente da razão – como quase todos os torcedores, né? E quem fica perdida com tanto fanatismo de Elóigico é sua filha, Edinha, que mora junto com seu pai em uma simples casinha que vive futebol 24 horas por dia.

Desenho de Paulo Sales e roteiro de Diano Massarani

COPA DO BRASIL 2012 - OITAVAS DE FINAL - BOTAFOGO X VITÓRIA



Botafogo 1 x 2 Vitória – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)


Invicto até semana passada, Botafogo sofre segunda derrota seguida em um duelo decisivo – desta vez para o Vitória – e dá adeus à Copa do Brasil.

Com a missão de deixar o sonoro revés sofrido no primeiro jogo final do Carioca de lado e avançar na Copa do Brasil, o Botafogo foi escalado pelo Oswaldo de Oliveira no 4-2-3-1 com: Jefferson; Lucas, Brinner, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Renato e Marcelo Mattos; Elkeson, Felipe Menezes e Maicosuel; Loco Abreu. Pelo lado rubro-negro, o técnico Ricardo Silva organizou o Vitória, que no domingo joga um Ba-Vi para decidir o Campeonato Baiano, no 4-2-3-1 com: Douglas; Léo, Gabriel Paulista, Rodrigo e Wellington Saci; Uelliton e Rodrigo Mancha; Pedro Ken, Tartá e Geovani; Neto Baiano.

O Botafogo começou o 1º tempo arriscando alguns ataques em velocidade e logo desperdiçou uma chance claríssima com o Loco Abreu, enquanto o Vitória, apesar da obrigação de marcar gols, não conseguia andar em campo. O jogo correu neste roteiro até o minuto 20, quando Elkeson abriu o placar na base da força e comemorou em tom de desabafo contra as vaias da torcida. Aí o Fogo tirou o pé, que já não pisava fundo, do acelerador e, mesmo sem um pingo de criatividade, o Rubro-Negro Baiano cresceu na base das bolas aéreas. Foi assim que Jefferson realizou bela defesa em cabeçada do Geovani e falhou feio duas vezes ao sair do gol como se fosse um arqueiro amador. Nestas saídas equivocadas coube ao lateral Lucas impedir que o Vitória colocasse a pelota no fundo do barbante. Mas em uma delas o fez com a mão. Resultado: expulsão do lateral e pênalti que Neto Baiano cobrou pessimamente para defesa de Jefferson.   

Após o intervalo, os baianos voltaram cheio de pimenta. Dinei, que entrara no lugar do Geovani, deu mais vida ao ataque, Pedro Ken e Tartá nem pareciam os jogadores sonolentos da etapa inicial e até o volante Uelliton se lançou para frente. E a ferocidade do “Leão” não tardou a se transformar em vantagem no placar. Pedro Ken, em forte arremate aos 11, e Tartá, de cabeça aos 23, colocaram o Vitória na frente do escore. Como o Botafogo sentiu a ausência do zagueiro Antônio Carlos! O sistema defensivo alvinegro foi de um caos aéreo digno dos piores aeroportos nacionais. Psicologicamente o Botafogo foi ao fundo do poço e nem mesmo a expulsão de Pedro Ken, aos 31 minutos, e a estreia do veloz Vítor Júnior foram capazes de animar a equipe, que teve em uma perigosa cabeçada com o Loco Abreu sua melhor chance de voltar às redes.

Além da eliminação em um torneio nacional importante, esta derrota alvinegra tira ainda mais as forças da equipe para a decisão do Carioca. Como disse um amigo após o apito final, “agora resta ao Botafogo comer a grama do Engenhão contra o Fluminense”.