domingo, 31 de março de 2013

CAMPEONATO CARIOCA 2013 - TAÇA RIO - 4ª RODADA - FLAMENGO X AUDAX RIO














RESULTADOS
Volta Redonda 2 x 1 Quissamã
Nova Iguaçu 0 x 0 Madureira
Fluminense 2 x 0 Boavista
Flamengo 1 x 2 Audax Rio
Resende 1 x 0 Bangu
Friburguense 5 x 0 Olaria
Macaé 1 x 3 Duque de Caxias
Vasco x Botafogo – quarta-feira, 03/04

ARTILHARIA
9 Gols – Hernane (Flamengo)
7 Gols – Bernardo (Vasco) e Charles Chad (Duque de Caxias)

Flamengo 1 x 2 Audax Rio – Moça Bonita, Rio de Janeiro (RJ)

Flamengo volta a apresentar problemas táticos e técnicos, é batido pelo Audax Rio com gol nos acréscimos e sai de campo sob os gritos de “time sem vergonha”.

Ainda em busca de sua formação ideal no comando rubro-negro, Jorginho decidiu barrar Hernane, o artilheiro do Cariocão, e mandou o Flamengo a campo organizado no 4-2-3-1 com: Felipe; Léo Moura, Alex Silva, Renato Santos e João Paulo; Amaral e Elias; Rafinha, Rodolfo e Gabriel; Nixon. Bem longe da luta contra o rebaixamento, o Audax Rio foi atrás de sua primeira vitória na Taça Rio montado pelo Maurício Barbieri no 4-3-2-1 com: Rafael Sandes; Adriano, Anderson Luís, Fabiano Eller e Romário; Andrade, André Castro e Leandro Bonfim; Denílson e Diego Sales; Rômulo.

Na última rodada, o Bangu precisou de apenas três minutos para sacudir o filó flamenguista. O Audax Rio, nem isso. O juiz mal apitara o início do jogo e João Paulo paçocou feio ao cortar um cruzamento de cabeça nos pés de André Castro, que não bobeou: Um a zero para o clube de São João de Meriti. A partir daí, começaria o show de desorganização ofensiva do Flamengo. Rafinha, Gabriel e Rodolfo – este último, justiça se faça, o mais lúcido – se movimentavam de forma aleatória e confusa, e não só não se entendiam como dificultavam a construção de jogadas básicas de ataque.  Mais perdido que os meias do Fla só o Nixon, que nem fez cócegas na retaguarda rival. Jorginho não sustentou sua opção tática por 45 minutos e, pouco antes do intervalo, colocou em campo o Hernane, que ainda teve tempo de isolar uma boa oportunidade.

As tentativas de trocar passes e incomodar a defesa adversária que o Audax Rio buscara na etapa inicial não voltaram do vestiário, e o Flamengo se aproveitou para subir um pouco o seu volume ofensivo. Aos 8 minutos, Gabriel recebeu a pelota na entrada da área e com um chute certeiro igualou o placar. Tinha tudo para ser o início de uma pressão rubro-negra, mas, ato quase contínuo, o treinador Barbieri lançou mão de Wellington e Hyuri, nomes que fizeram renascer ofensivamente o Audax Rio. O Fla tinha a bola e se postava no campo de ataque, mas, apesar da melhora após a entrada de Carlos Eduardo, não conseguia superar a defesa liderada por um impecável Fabiano Eller. O Audax Rio buscava a velocidade de Denílson e Hyuri. O rubro-negro Elias carimbou a trave, aos 31. Pelo Audax, Wellington, já aos 44, perdeu um gol que nenhum atacante tem o direito de perder.

O jogo era tenso, aberto, e a definição só viria nos acréscimos, quando Denílson, como se tivesse uma régua na chuteira, acertou passe milimétrico e o veloz Hyuri tocou na saída de Felipe para fechar o caixão de um Flamengo que, mais uma vez, deixou muito a desejar. Verdade seja dita, improvável é uma palavra leve para classificar as possibilidades rubro-negras na Taça Rio. Também, com este futebolzinho...

CURTINHAS PELO CARIOCÃO!

- Enquanto Volta Redonda e Resende voam baixo e apresentam incrível aproveitamento de 100% na Taça Rio, flamenguistas e vascaínos são incapazes de uma vitória contundente faz semanas. É inegável que problemas políticos influenciam dentro das quatro linhas. No entanto, mais inegável ainda é o baixo nível dos elencos rubro-negro e cruz-maltino.

- Contra um Boavista que começava a rodada como o quarto melhor colocado na classificação geral do Carioca, o Fluminense não teve uma grande atuação na chuvosa tarde de sábado em Moça Bonita. Contudo, o Tricolor fez o suficiente para não sofrer gols – boa partida do zagueirão Gum – e para os marcar. E, cá entre nós, apesar de não ser íntimo das redes, como é esforçado e produtivo o Rhayner.

- Em pouquíssimas palavras, é revoltante ver uma construção que custou quase 400 milhões de reais, como o Engenhão, ser interditada menos de seis anos após sua inauguração. Incompetência? Maracutaia? Os dois.
  

sábado, 30 de março de 2013

UMA IMAGEM




















O Rei do Reggae, Bob Marley, veste a camisa do Santos, conhecida mundialmente por ter sido a segunda pele do Rei do Futebol.

quinta-feira, 28 de março de 2013

BATENDO BAFO - BULGÁRIA 1994

Durante os anos 60 e 70, a Bulgária marcou presença constante na Copa do Mundo, com quatro participações seguidas entre 1962 e 1974. Estas, porém, não a proporcionaram sequer uma vitória. Em 1986, nova aparição em um Mundial e nada de vencer. Assim, quando a Bulgária levou sonoros 3 a 0 na estreia da Copa do Mundo de 1994, os conhecedores do passado logo se lembraram do assustador histórico que chegava a 11 derrotas e 6 empates em 17 jogos. Porém, desta vez seria diferente. Nomes como o genial Stoichkov, o carequinha Letchkov, o ótimo Balakov e o decisivo Kostadinov, autor dos dois gol da vitória sobre a França, em Paris, que garantiram a classificação para o Mundial, fariam a Bulgária entrar na história das Copas pela porta da frente. Não só viria a primeira vitória – 4 a 0 sobre a Grécia – como os históricos triunfos sobre Argentina, México (nos pênaltis) e Alemanha, que levaram os búlgaros ao inesquecível – para muitos, impossível – quarto lugar nos Estados Unidos. 






CAMPEONATO CARIOCA 2013 - TAÇA RIO - 3ª RODADA - BANGU X FLAMENGO


Bangu 1 x 2 Flamengo – Estádio da Cidadania, Volta Redonda (RJ)

Com raça e disposição para suprir uma atuação carente de técnica e tática, Flamengo vira sobre o Bangu e se mantém vivo na Taça Rio.

Exceto os quatro mais poderosos do Rio, o Bangu iniciava a rodada como o clube de melhor campanha do Cariocão. Para manter a boa fase, Clemar Rocha organizou o seu time no 4-3-1-2 com: Getúlio Vargas; Celsinho, Raphael Azevedo, Carlos Renan e Bruno Santos; Ives, Mayaro e André Barreto; Eudes; Hugo e Sérgio Júnior. Para um confronto de caráter decisivo, causado pelo péssimo início de Taça Rio, o Flamengo foi montado pelo Jorginho no 4-2-3-1 com: Felipe; Luiz Antônio, Alex Silva, Wallace e João Paulo; Amaral e Elias; Rafinha, Carlos Eduardo e Gabriel; Hernane.

A peleja demorou apenas três minutos para ganhar os contornos que a moldariam até o apito final. Três minutos foi o tempo necessário para a fragilidade atual de Alex Silva e Wallace permitirem Hugo e Sérgio Júnior tramarem ótima jogada que terminaria em passe do primeiro e gol do segundo. Daí em diante o Flamengo teria a bola nos pés e seus jogadores no campo de ataque, enquanto o Bangu se postava atrás da linha da bola e aguardava a chance para contra-golpear. Porém, com o caminhar do relógio, o Alvirrubro de Moça Bonita cruzou a perigosa linha que separa o “jogar nos contra-ataques” do “apenas se defender”, e o veloz Hugo, que teve nos pés ótima chance de ampliar o escore, parou de ser acionado.

E para complicar a situação banguense, sua defesa permitia espaços ao Flamengo, que só não se transformaram em bolas na rede porque Rafinha e Gabriel, este em duas oportunidades, finalizaram sem a devida precisão. No intervalo, Jorginho sacou os inoperantes Luiz Antônio e Carlos Eduardo – que, diga-se de passagem, já deveria apresentar um futebol mais dinâmico e incisivo – e lançou mão de Renato Abreu e Rodolfo. Mesmo assim, o Fla não engrenava, e, para deixar os rubro-negros ainda mais temerosos, o Bangu voltava a colocar as manguinhas de fora. Foi neste cenário que, sem anunciar, Rodolfo mandou um chutaço na gaveta e deixou tudo igual.

Era a senha que o Fla precisava para iniciar uma pressão na base da raça. Rodolfo, Renato, Rafinha e Nixon, em ordem cronológica, fizeram os flamenguistas arredondarem a boca para gritar gol. O grito, porém, só sairia aos 41 minutos, quando João Paulo alçou a pelota na área, Ives raspou de careca contra o próprio patrimônio e o Flamengo decretou a suada vitória. Vitória que vale não só três pontos, mas uma tranquilidade um pouco maior para a próxima rodada.

terça-feira, 26 de março de 2013

NÃO, SEEDORF, VOCÊ NÃO PODE SAIR POR ONDE QUISER

O futebol de Seedorf é o futebol de um lorde. Categórico, limpo, suave, doce... Um olhar forçado poderia ver um sorriso na bola quando em seus pés. Dentro do elenco alvinegro, é da clareza do sol a sua influência sobre os companheiros, numa espécie de hierarquia benéfica. O holandês sabe muito de futebol e sabe como passar seus conhecimentos aos companheiros, o que é uma tarefa dificílima. No entanto, nem todos os elogios que Seedorf merece, e estes poderiam se estender por linhas e mais linhas, justificam sua tentativa de se aproveitar dos seus status e nome para questionar a autoridade do árbitro durante uma substituição e não só bradar “saio por onde quiser” como tentar fazê-lo.

Não, esta não é uma defesa ao juiz Philip Georg Bennett e seus auxiliares, que realizaram uma péssima arbitragem no duelo entre Botafogo e Madureira. Só para ficar nos dois erros principais, não viram mão do goleiro Márcio fora da área e demoraram cerca de dois minutos para assinalar um impedimento quilométrico, o que resultaria na anulação de um pênalti marcado. Abre parêntese. É uma vergonha enorme alguns jornalistas gritarem que o pênalti deveria ter sido cobrado, mesmo sabedores de que este fora apontado de forma errônea. Deve-se analisar, sim, se houve influência externa de replay televisivo ou informação de repórter de campo, o que seria proibido – regras são regras –, mas exigir a cobrança de uma penalidade que foi apontada equivocadamente é uma sujeira sem tamanho. Um erro não justifica o outro. Fecha parêntese.

Mesmo diante de calamitosa arbitragem, Seedorf, talvez influenciado pela feição de garoto do juiz Philip Georg, o desafiou. O duelo já estava nos acréscimos, mas o Madura vivia, tanto que obrigara Jefferson a felina defesa aos 40 minutos. Ao ver que seria substituído, o holandês optou pela famosa cera e, bem próximo de uma das linhas laterais, decidiu sair pela outra. Philip tentou controlar com palavras e recebeu como resposta o “Saio por onde quiser”. Puxou o amarelo. Seedorf, infantilmente, transformou o caso numa batalha de honra, ignorou a advertência e foi sair por onde queria. Recebeu o vermelho. O Botafogo insiste que quem deveria sair era o Cidinho, fato que nem Seedorf percebeu, pois se percebesse não teria discutido com o juiz sobre por onde sairia de campo.

Luís Fabiano, Carlos Alberto, Kléber “Gladiador” e outros rotulados como “malucos” estariam a passar pelos mais diversos métodos de análise por parte da mídia e seriam chamados de descontrolados em tudo quanto é esquina. Seedorf não passará por este processo porque sua carreira não o estereotipou como jogador-problema, mas, principalmente, porque a mídia, encantada com seu carisma, o defende ferrenhamente.

segunda-feira, 25 de março de 2013

AMISTOSO INTERNACIONAL 2013 - BRASIL X RÚSSIA


Brasil 1 x 1 Rússia – Stamford Bridge, Londres (Inglaterra)

Quinze minutos de bom futebol da dupla Marcelo/Hulk e oportunismo de Fred salvam Brasil de nova derrota, desta vez diante da Rússia, mas não apagam mais uma péssima atuação sob o comando de Felipão.

Com três alterações em relação ao onze que foi dominado pelos italianos no empate em 2 a 2 há apenas quatro dias, o Brasil foi para a peleja esquematizado pelo Felipão no 4-2-3-1 com: Julio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Fernando e Hernanes; Oscar, Kaká e Neymar; Fred. Ainda invicta desde que Fabio Capello assumiu e líder do grupo F das Eliminatórias para a Copa do Mundo com 100% de aproveitamento, a Rússia foi a campo organizado no 4-1-4-1 com: Gabulov; Anyukov, Berezutski, Ignashevich e Yeshchenko; Glushakov; Kokorin, Shirokov, Fayzulin e Bystrov; Kerzhakov.

Nos primeiros 15 minutos do embate, os russos pareciam enfrentar Luxemburgo ou Azerbajão, frágeis adversários de seu grupo nas Eliminatórias, tamanha a facilidade para dominar as ações ofensivas. Não as converteram em bola na rede, é verdade, mas fizeram gato e sapato de um Brasil mais desorganizado que feira em dia de queima de estoque. Aos poucos, a marcação brasileira começou a encaixar e a bola a rodar mais pelos pés canarinhos. E só. Nada mais do que isso. Destaque mesmo só a categoria de Thiago Silva, pois os homens de frente não conseguiam tramar boas jogadas. Nem sozinhos nem em conjunto. E há neste ponto um problema de ordem tática, pois Oscar e Neymar estavam tão distantes um do outro que seria impossível uma tabelinha ou um lance como o que rendeu um gol contra os italianos.

Como os russos voltaram do intervalo com a mesma postura cautelosa da metade final do 1º tempo, e os brasileiros encontravam enormes dificuldades para realizar qualquer jogada de ataque com um grau mínimo de complexidade – um-dois, ultrapassagem do lateral, preparação de terreno para um chute longo... – o jogo se arrastava. Um amistoso com cara de amistoso, até uma chegada do Zhirkov na área render três chances de gol para a Rússia de uma só vez sem que a retaguarda amarela fosse capaz de afastar o perigo. Um a zero, gol de Fayzulin. Com cerca de 15 minutos por jogar, o Brasil descobriu num esfomeado e impetuoso Hulk, que entrara aos 21 no lugar de Oscar, a possibilidade de, enfim, tratar bem a bola. E ao lado de Marcelo, sempre pela esquerda, Hulk construiu o empate brasileiro, que viria pelo pé de Fred, aos 44.

Uma vez mais, o Brasil sai de campo sem dar ao torcedor a mínima sensação de evolução. São quase quatro meses de Felipão no banco brasileiro. Neste período, Guardiola poderia ter visto mais de uma centena de partidas do último Brasileirão. Será que os que gritaram contra a contratação do espanhol, por ele não conhecer o “futebol daqui”, assistiram a tantos jogos do Campeonato Nacional em 2012? Será que a Seleção estaria tão estagnada, metafórica e literalmente com o catalão?

domingo, 24 de março de 2013

CAMPEONATO CARIOCA 2013 - TAÇA RIO - 2ª RODADA - MADUREIRA X BOTAFOGO














RESULTADOS
Nova Iguaçu 2 x 0 Vasco
Quissamã 0 x 0 Olaria
Volta Redonda 1 x 0 Friburguense
Madureira 1 x 2 Botafogo
Resende 2 x 1 Macaé
Audax Rio 1 x 1 Bangu
Duque de Caxias 0 x 0 Fluminense
Boavista 0 x 0 Flamengo

ARTILHARIA
9 Gols – Hernane (Flamengo)
7 Gols – Bernardo (Vasco)
6 Gols – Charles Chad (Duque de Caxias)

Madureira 1 x 2 Botafogo – Moça Bonita, Rio de Janeiro (RJ)

Em tarde de Seedorf, desta vez para o bem e para o mal, Fogão volta a vencer e se mantém na liderança do grupo A da Taça Rio.

Depois da boa campanha na Taça Guanabara, quando empatou com Fla e Flu e terminou na 3ª colocação do grupo A, o Madureira foi para mais um jogo contra um dos favoritos ao título organizado pelo Alexandre Gama no 4-2-2-2 com: Márcio; Renan, Leozão, Fernando e Gabriel Araújo; Gílson e Ramón; Rodrigo e Chaparro; Jean e Derley. Para seguir firme, forte e embalado na Taça Rio após a goleada por 4 a 0 sobre o Quissamã, o Botafogo foi a campo escalado pelo Oswaldo de Oliveira no 4-2-3-1 com: Jefferson; Lucas, Bolívar, Dória e Julio Cesar; Marcelo Mattos e Gabriel; Fellype Gabriel, Seedorf e Vitinho; Rafael Marques.

O que os primeiros 30 minutos do duelo tiveram de frieza e falta de poder ofensivo, por parte de alvinegros e tricolores, os últimos 15 da etapa inicial tiveram de fogo e animação. Teve pênalti sobre o Rafael Marques que o juiz voltou atrás por impedimento, cerca de três minutos após a marcação, quando a bola já estava na marca da cal e Seedorf concentrado para a cobrança. Teve pênalti do Jefferson sobre Derley, não assinalado, pois, no início da jogada, o bandeira enxergou falta sobre o Bolívar. E teve o gol do Dória, que raspou a cobrança de falta do Seedorf para fazer 1 a 0. Um que por pouco não virou dois pelo pé de Lucas e pela cabeça de Rafael Marques.

Se com o placar mudo o Madura não abdicou o ataque, não o faria com a necessidade de gols. Quem mudou de postura na volta do intervalo foi o Fogo, que recuou demais e não conseguiu encaixar os contra-ataques. Rafael Marques e Fellype Gabriel se tornaram peças constantes no campo defensivo e a velocidade do Vitinho era totalmente ignorada. O resultado viria aos 12, quando Rodrigo achou Jean, que passou por Jefferson antes de empatar. Definitivamente o Campeão da Taça Guanabara não tinha vida fácil em Moça Bonita, mas Seedorf traria um pouco mais de paz aos 22 minutos, ao completar, sem goleiro, jogada entre Lucas e Rafael Marques. O Tricolor do “Bairro que dá Samba” sentiu o golpe, mas ainda encontrou forças para obrigar Jefferson a realizar defesa felina em arremate do Gílson.

As cortinas já se fechavam quando os cérebros de lá e de cá deram curto-circuito. Rodrigo, dono dos passes verticais no Madura, deu uma bicuda criminosa em Bruno Mendes e recebeu o vermelho. Depois, “Lorde” Seedorf quis fazer cera durante sua substituição e recebeu o amarelo. Sabe-se lá por qual motivo, não acreditou que o árbitro Philip George fosse capaz de expulsá-lo e insistiu na tentativa de ganhar um tempinho. Veio o vermelho. O segundo em sua carreira e, sem dúvidas, o assunto da semana que se inicia.

CURTINHA PELO CARIOCÃO!

- A suada vitória do Bota foi a única conquistada pelo quarteto mais poderoso do futebol carioca. Na quarta, o Vasco foi pífio diante do Nova Iguaçu, e Paulo Autuori chega para construir uma casa com um material que não condiz com a história do Cruz-Maltino. O Fluminense, com Deco, Nem e Wágner, não saiu do zero contra um Duque de Caxias que luta contra a degola. Pelo menos o Flu termina a rodada na zona de classificação. O Flamengo, que só soube alçar bolas na área do Boavista no zero a zero que marcou a estreia do treinador Jorginho, nem isso. É apenas o sétimo colocado do grupo B. Os favoritos encontram mais dificuldades do que esperavam nesta Taça Rio.

*Errata: na primeira versão desta postagem, a informação de que o Seedorf recebera seu primeiro cartão vermelho na carreira estava errada. Na verdade, foi a segunda expulsão do "Lorde" Seedorf. 

sexta-feira, 22 de março de 2013

ELÓIGICO E SUAS LÓGICAS














Elóigico é um fanático torcedor do São Sebastião Futebol Clube que sempre coloca a paixão à frente da razão – como quase todos os torcedores, né? E quem fica perdida com tanto fanatismo de Elóigico é sua filha, Edinha, que mora junto com seu pai em uma simples casinha que vive futebol 24 horas por dia.

Desenho de Paulo Sales e roteiro de Diano Massarani

AMISTOSO INTERNACIONAL 2013 - BRASIL X ITÁLIA


Brasil 2 x 2 Itália – Estádio de Genebra, Genebra (Suiça)

Brasil vai para o intervalo com dois gols de vantagem, mas é dominado pela Itália na etapa final e duelo entre os maiores Campeões do Mundo termina empatado em 2 a 2.

Cheio de desfalques – Thiago Silva, Paulinho, Ramires e Dedé – o Brasil entrou em campo repleto de nomes de destacada qualidade ofensiva e organizado pelo Felipão no 4-2-3-1 com: Júlio Cesar; Daniel Alves, David Luiz, Dante e Filipe Luis; Fernando e Hernanes; Oscar, Neymar e Hulk; Fred. Atual Vice-Campeã Europeia e líder isolada do grupo B das Eliminatórias para a Copa do Mundo do “Velho Continente”, a Itália foi esquematizada pelo Cesare Prandelli no 4-3-1-2 com: Buffon; Maggio, Barzagli, Bonucci e De Sciglio; Pirlo, De Rossi e Marchisio; Giaccherini; Osvaldo e Balotelli.

Uma das maneiras de se enxergar futebol é através da luta por espaços. Na etapa inicial, a Itália, pelos passes longos de Pirlo, De Rossi e Montolivo, os encontrou mais do que Felipão desejaria e só não converteu uma das cinco oportunidades criadas pois Júlio Cesar esteve impecável. O Brasil, por sua vez, quase que ignorou os flancos e buscou seus espaços através das arrancadas do Neymar pela meiúca. Não os achou com tanta facilidade quanto a Itália, mas soube os aproveitar com enorme eficiência. Aos 32, Fred, no lugar certo e na hora certa, inaugurou o escore. Nove minutos depois, Neymar, tal qual mágico, puxou contra-ataque, convenceu todo mundo de que não tocaria a pelota para o Oscar e, no último instante, tocou. Oscar, com imensa categoria, deu um beijinho na redonda, que morreu no fundo das redes.

A Itália voltou do intervalo com um perigoso trio de atacantes (Cerci, El Sharaawy e Balotelli), o setor de meio-campo (De Rossi, Marchisio e Giaccherini) bem adiantado, sufocou a saída de jogo do Brasil, trocou passes certeiros e, em apenas 11 minutos, chegou ao empate. Primeiro, El Sharaawy bateu córner, a defesa brazuca bobeou e De Rossi completou. Pouco depois, Balotelli acertou um direitaço de fora da área e igualou tudo. O Brasil deu mostras de que poderia reagir em uma arrancada do Neymar e um arremate do Fred, mas uma possível reação durou pouco mais que segundos. Logo começou a inutilidade de substituições em sequência e, em menos de meia hora, nove alterações foram realizadas no total.

Neste panorama, Felipão deixou o Brasil todo torto (Kaká aberto pela direita, Neymar de centroavante, Hulk, assim como de início, pela esquerda... em outras palavras, ninguém em sua posição preferida) e a Itália, por quatro vezes, se aproximou da virada. Esta não veio, e o empate mantém o Brasil sem vencer um Campeão do Mundo desde a época em que era comandado pelo Dunga e a Itália sem superar o Brasil desde a Copa do Mundo de 1982.

quinta-feira, 21 de março de 2013

CAMPEONATO CARIOCA 2013 - TAÇA RIO - 2ª RODADA - NOVA IGUAÇU X VASCO


Nova Iguaçu 2 x 0 Vasco – Estádio da Cidadania, Volta Redonda (RJ)

Nova Iguaçu não encontra problemas e com dois golaços de Léo Salino deixa a situação do Vasco ainda mais salgada na Taça Rio.

Na sempre árdua luta para escapar do rebaixamento, o Nova Iguaçu entrou em campo organizado pelo treinador Leonardo Condé no 4-3-1-2 com: Jefferson; Marcelinho, Leonardo, Sílvio e Uallace; Filipe, Léo Salino e Rodrigo Souza; Thiago Corrêa; Gláuber e Maycon. Necessitado de três pontos para diluir o prejuízo da derrota para o Volta Redonda, o Vasco foi para o jogo esquematizado pelo Gáucho no 4-3-1-2 com: Alessandro; Nei, André Ribeiro, Renato Silva e Wendel; Sandro Silva, Pedro Ken e Dakson; Carlos Alberto; Eder Luis e Romário.

Desculpas não existem para justificar a pífia apresentação vascaína no Estádio da Cidadania. Não tem ausência do Dedé, não tem elenco em formação, não tem contusão dos atacantes, não tem crise política ou financeira... Sem dúvidas estes são problemas verdadeiros, de menor ou maior porte, mas não servem para explicar o futebol que o Vasco apresentou, ou melhor, não apresentou diante do Nova Iguaçu. O Cruz-Maltino foi pavoroso taticamente, não demonstrou poder para reagir diante de um adversário que está longe de ser um osso duro de roer, foi incapaz de trocar três passes efetivos... Com exceção de um arremate sem capricho do Carlos Alberto, quando a derrota já estava encaminhada, o Vasco só levou perigo de verdade ao goleiro Jefferson em dois lances de bola parada. Muito pouco. Praticamente nada.

O Nova Iguaçu, que não tem nada a ver com o péssimo futebol que atualmente vem de São Januário, fez seu jogo simples e eficiente e garantiu o triunfo que lhe era essencial. Na etapa inicial, concentrou seus avanços pelo flanco esquerdo, viu o Maycon dar um trabalhão à frágil defesa vascaína e abriu o placar depois que Gláuber deixou Sandro Silva e André Ribeiro sem GPS e Léo Salino, aos 41 minutos, pegou forte, na cara da bola. Após o intervalo, os iguaçuanos, que mais pareciam graúnas nos uniformes negros, se plantaram no próprio campo para administrar a vitória parcial. Não só conseguiram sem muitas dificuldades como, já perto do apito final, viram Léo Salino acertar uma finalização perfeita de fora da área e fechar o caixão cruz-maltino.

A partir de agora, não pode mais existir a palavra “derrota” no dicionário vascaíno nesta Taça Rio. E não seria exagero dizer que até mesmo empates cairão como dinamites na Colina histórica. O duelo contra o Olaria, na próxima rodada, virou decisão. E o Vasco precisa o encarar como tal. 

terça-feira, 19 de março de 2013

BATENDO BAFO

Imaginem, amigos, um álbum de figurinhas só com craques. Só com a nata do futebol brasileiro. Pois esta foi a ideia da Revista Placar em 1979, quando lançou o álbum Os Maiores Craques do Brasil. Além dos autógrafos, o álbum contava curiosidades como o prato de comida, as diversões, os cantores e os atores favoritos de cada fera. A seguir podemos ver alguns cromos desta preciosidade.
















domingo, 17 de março de 2013

CAMPEONATO CARIOCA 2013 - TAÇA RIO - 1ª RODADA - FLUMINENSE X AUDAX RIO














RESULTADOS
Grupo A
Olaria 1 x 0 Madureira
Friburguense 2 x 0 Nova Iguaçu
Botafogo 4 x 0 Quissamã
Vasco 0 x 1 Volta Redonda
Grupo B
Flamengo 2 x 3 Resende
Bangu 2 x 2 Duque de Caxias
Macaé 3 x 2 Boavista
Fluminense 1 x 0 Audax Rio

ARTILHARIA
9 Gols – Hernane (Flamengo)
7 Gols – Bernardo (Vasco)
6 Gols – Charles Chad (Duque de Caxias)

Fluminense 1 x 0 Audax Rio – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Em noite que Diego Cavalieri voltou a ser a parede do último Brasileirão e Fred perdeu oportunidades que não costuma, Fluminense corta um dobrado para vencer o Audax com gol de Wellington Nem.

Sem Deco, poupado, e Thiago Neves, contundido, o Fluminense foi para a sua estreia na Taça Rio organizado pelo Abel Braga no 4-2-3-1 com: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho e Jean; Rhayner, Wágner e Wellington Nem; Fred. Derrotado apenas por Vasco e Botafogo na Taça Guanabara, o Audax Rio entrou em campo esquematizado pelo Maurício Barbieri no 4-2-3-1 com: Rafael Sandes; Adriano, Anderson Luis, Fabiano Eller e Diego Maia; Andrade e Leandro Bonfim; Hyuri, Camacho e Denílson; Rômulo.

Apenas sete minutos após o apito inicial, Fred já tivera em seus pés duas chances de sacudir o barbante. Finalizou as duas de maneira anêmica e o Flu perdeu a oportunidade de deixar mais tranquilo um jogo que se mostraria bem difícil. Não teve nada de ferrolho ou muralha na postura tática do Audax. Seus homens mais avançados recuavam sim para compor o sistema defensivo, mas, com a pelota, o time de uniforme laranja fluorescente não só atacava como terminaria a etapa inicial mais próximo do gol que o Flu. Camacho e Leandro Bonfim eram os homens dos passes. Denílson e Hyuri os da velocidade. E o Fluminense precisou de duas defesaças do Cavalieri para chegar ao intervalo com o placar em branco.

O bate-papo no vestiário fez bem ao Tricolor, que, se voltou com o mesmo onze, mudou a atitude e em menos de dois minutos já havia sido mais perigoso do que em toda a etapa inicial. Depois de cabeçada e voleio do Wellington Nem e uma bomba do Jean que explodiu no travessão, o mesmo Nem, aos 7 minutos, aproveitou lindos lançamento do Edinho e cruzamento do Bruno para abrir o escore. O Audax seguiu firme, determinado, valente, e Hyuri e Denílson voltaram a dar trabalho ao Cavalieri, em excelente jornada. O Tricolor, com sua crônica dificuldade em concretizar uma vitória, acertaria a trave com Wágner e Leandro Euzébio no mesmo lance e ainda veria um irreconhecível Fred jogar mais uma bola nas mãos do arqueiro Rafael Sandes.

O castigo pela falta de poder de decisão tricolor quase viria já nos acréscimos, quando o Audax – já com Fabiano Eller expulso por xingar o juiz de tudo quanto é nome – descobriu um ótimo chute do Camacho, que participou de todas as boas tramas de seu time. Wellington Nem à parte, não é injusto dizer que, pelos três nomes convocados para a Seleção Brasileira, se esperava mais do Fluminense. Pelo menos conseguiu os três pontos que Flamengo e Vasco não foram capazes.

CURTINHAS PELO CARIOCÃO!

- Por ora, o Fogão deixa claro que não vai abandonar a Taça Rio. Dentre todos os favoritos, foi o único que começou de maneira tranquila o segundo turno. E com gol de Rafael Marques!!! Ponto forte do “Glorioso”, o trio de meias formado por Lodeiro, Fellype Gabriel e Seedorf tem muito para evoluir. Para isso, nada melhor do que jogar.

- Faltou mais firmeza ao Vasco na derrota diante do Volta Redonda. Firmeza para Dedé e Sandro Silva impedirem André Alves de cabecear e marcar o gol da vitória, para Eder Luis transformar uma das incontáveis bolas que recebeu na ponta direita em chance clara de gol, para todos os jogadores do meio para frente colocarem a bola no fundo da rede... Apesar de ter “culpa no cartório”, Gaúcho não foi o único responsável pela derrota. 

sexta-feira, 15 de março de 2013

FIGURINHA CARIMBADA - VICTOR ETCHEGARAY
























Victor François Etchegaray

Nascido em 7 de abril de 1878

Faleceu em 13 de julho de 1915

Clubes:
Fluminense (1902-1909)

Títulos:
Campeonato Carioca – 1906, 1907, 1908 e 1909 – Fluminense

Chamar um player do início do século XX de elegante, numa época onde o britanismo imperava no ainda nascente futebol brasileiro, pode até parecer redundante. No caso de Victor Etchegaray, porém, a elegância não era demonstrada somente fora de campo, com seu portentoso bigode. Dentro das quatro linhas, este que foi o primeiro grande back a defender o Fluminense, era de um futebol refinadíssimo.

Na verdade, a história de Victor Etchegaray no futebol é anterior a do próprio Fluminense, clube do qual foi um dos fundadores, em 1902. Em 1º de agosto de 1901, no Rio Cricket and Athletic, na cidade de Niterói (RJ), Oscar Cox conseguiu reunir, pela primeira vez, companheiros para realizar uma partida do esporte que ele tivera contato durante seus estudos na Suíça, o então desconhecido futebol. Um destes companheiros era Victor Etchegaray, que teve seu pai e sua irmã como dois dos 15 espectadores a presenciarem este momento histórico.

Oscar Cox e Victor Etchegaray seriam companheiros outras tantas vezes com o uniforme branco e cinza – e não tricolor – do Fluminense. Na primeira partida da história do clube, no dia 19 de outubro de 1902, contra o Rio Football Club, Victor Etchegaray teve a honra de ser o capitão na estrondosa vitória por 8 a 0.

Nos primeiros anos desta hoje mais que centenária história, Victor Etchegaray foi grandioso. Em 8 de setembro de 1903, o Fluminense fez contra o São Paulo Athletic, Campeão Paulista e que contava com ninguém menos do que Charles Miller em seu ataque, o último de três amistosos interestaduais na “Terra da Garoa”. Após empatar com o Internacional e vencer o Paulistano, o Flu, tendo em Victor Etchegaray sua figura de maior destaque, não tomou conhecimento do poderio adversário e venceu por 3 a 0.

Esta foi a força que fez o Fluminense dominar o Campeonato Carioca em seus primeiros anos e, entre 1906 e 1909, conquistar um Tetra até hoje nunca superado. Victor Etchegaray, é claro, foi um dos pilares e esteve presente em todas as conquistas, desta vez com a companhia de seu irmão Emile, um goleador nato.

quinta-feira, 14 de março de 2013

UMA IMAGEM























No atletismo és um braço... O herói olímpico Adhemar Ferreira da Silva honra o hino vascaíno.

CAMPEONATO CARIOCA 2013 - TAÇA RIO - 1ª RODADA - FLAMENGO X RESENDE


Flamengo 2 x 3 Resende – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Flamengo abre 2 a 0 com 30 minutos, relaxa excessivamente, entra no clima do “já ganhou” e leva virada que ficará para sempre na história do Resende.

Para iniciar a Taça Rio com o pé direito, Dorival Júnior realizou modificações no time que terminara a fase de grupos da Taça Guanabara com a melhor campanha e o Flamengo foi para o jogo no 4-3-3 com: Felipe; Léo Moura, Alex Silva, González e João Paulo; Cáceres, Elias e Ibson; Rafinha, Rodolfo e Hernane. Depois de cinco empates e apenas uma vitória no 1º turno, o Resende começou a Taça Rio organizado pelo técnico Eduardo no 4-3-2-1 com: Mauro; Filipe Souza, Dudu, Admilton e Tiago Silva; Denílson, Léo Silva e Hiroshi; Léo e Marcel; Elias.

Em meia hora de confronto num Engenhão mais vazio que Congresso Nacional em véspera de feriado, o Flamengo repetia o roteiro de grande parte da Taça Guanabara. Os garotos da frente, Rafinha e Rodolfo, se movimentavam e confundiam a retaguarda resendense, João Paulo e Léo Moura davam opções, Hernane deixava sua marca, Elias chegava à frente para reforçar o ataque, tanto que acertou dois lindos chutes de fora da área – o segundo foi parar no fundo das redes... Tudo caminhava na mais perfeita paz para o Rubro-Negro, até ele confundir um jogo de Carioca com aquelas peladas onde alguém grita “Quem fizer dois gols ganha!” e pensar que a partida tivesse chegado ao seu fim com apenas 30 minutos.

Ainda na etapa inicial, o ligado atacante resendense Elias levaria perigo à meta flamenguista em duas oportunidades. Porém, foi após o intervalo e com as alterações realizadas pelo Eduardo – Léo e Denílson saíram para as entradas de Robert e Kim – que o “Gigante do Vale” transformou a partida em um belo capítulo de sua história. Robert, Kim e o inteligente Marcel formaram um tripé de meias que tomou conta do jogo. Os três e mais o Elias começaram a jogar uma barbaridade e, em 23 minutos, o placar saíra do dois a zero para o dois a três, gols de Robert, Elias e Dudu. Depois de permanecer um tempão em vantagem no placar e não ter conseguido encaixar sequer um bom contra-golpe, o Flamengo foi tentar salvar sua pele alçando bolas na área de tudo quanto é maneira.

Cruzou daqui, cruzou de lá e nada. A virada do Resende estava concretizada e o Flamengo, após mais de 10 dias sem entrar em campo, pagou o preço por decidir descansar no meio de uma partida que valia três pontos.

segunda-feira, 11 de março de 2013

FUTEBOL É ARTE


















Um dos mais influentes homens do século XX, Pablo Picasso mudou a história da arte como raros conseguiram. Não só por ser a pedra fundamental do Cubismo ou pela autoria de obras como Guernica (1937), mas também pelo desenvolvimento que proporcionou aos mais diversos tipos de arte. Com o Cubismo, causou mudanças também na forma de se fazer literatura, música e arquitetura. Espanhol de berço – nasceu a 25 de outubro de 1881, em Málaga – viveu boa parte de sua vida em Paris, e experimentou os mais diversos tipos de expressões artísticas: pinturas, gravuras, esculturas, cerâmicas... Em 1961, Picasso transformou o futebol em uma de suas obras na litografia intitulada Football, a escolhida da seção Futebol é Arte de hoje.

domingo, 10 de março de 2013

CAMPEONATO CARIOCA 2013 - TAÇA GUANABARA - FINAL - VASCO X BOTAFOGO


Vasco 0 x 1 Botafogo – Engenhão, Rio de janeiro (RJ)

Fogão Campeão da Taça Guanabara! Gol de Lucas dá caneco ao Glorioso e aumenta jejum de títulos do Vasco no tradicional torneio.

Para fazer valer a vantagem do empate e conquistar a Taça Guanabara, feito que não alcança desde 2003, o Vasco foi para a decisão com o mesmo onze que vencera o Fluminense na semifinal e organizado pelo treinador Gaúcho no 4-3-2-1 com: Alessandro; Nei, Dedé, Renato Silva e Thiago Feltri; Abuda, Pedro Ken e Wendel; Eder Luis e Bernardo; Carlos Alberto. Assim como no duelo contra o Flamengo, uma semana antes, o Botafogo escutaria o apito inicial com a necessidade da vitória. Para conquistá-la, Osvaldo de Oliveira manteve o 4-2-3-1 de costume e lançou o time com: Jefferson; Lucas, Bolívar, Dória e Julio Cesar; Marcelo Mattos e Gabriel; Fellype Gabriel; Seedorf e Lodeiro; Rafael Marques.

Num duelo decisivo, entre dois gigantes, a oportunidade de ser Campeão com dois dos três resultados possíveis é uma vantagem e tanto. E a vantagem vascaína de poder empatar poderia ter se tornado ainda maior quando, logo aos 9 minutos, Carlos Alberto perdeu um gol dentro da pequena área. Seria a única boa oportunidade de gol cruz-maltina durante um bom tempo. Excessivamente recuado, com um aglomerado de jogadores em sua intermediária defensiva e rezando a cartilha do “bola pro mato que o jogo é de campeonato”, o Vasco deu os domínios territorial e da posse de bola para o Botafogo, que, por sua vez, não teve profundidade para fazer mais do que uma bola parada do Lodeiro e um chute por cima do Fellype Gabriel em toda a 1ª etapa.

Com o assanhado Vitinho no lugar do volante Marcelo Mattos, o Bota voltou do intervalo um pouco mais vivo, enquanto o Vasco continuava a rasgar o manual que ensina a jogar pelo empate. Seria falso dizer que o gol botafoguense amadurecia a cada minuto, pois, apesar da melhora, Seedorf e companhia não conseguiam gastar as luvas do goleiro Alessandro. Tanto que eram os amantes da cruz-de-malta que mais faziam barulho nas arquibancadas do Engenhão. Mas aí, o castelo vascaíno caiu aos 34 minutos com o gol do Lucas, após bela trama de Seedorf e Julio Cesar pela esquerda e inteligente assistência do Bolívar. O Vasco teria pouco mais de 10 minutos para fazer aquilo que ignorara durante mais de uma hora: atacar.

No desespero, conseguiu duas bombas em cobranças de falta do Fellipe Bastos. Na primeira, Jefferson bateu roupa e Renato Silva completou em gol corretamente anulado por impedimento. Na segunda, já aos 50 minutos, o felino Jefferson voou no cantinho para garantir o caneco em General Severiano e a alegria da galera botafoguense.

PARABÉNS, FOGÃO!!!

quinta-feira, 7 de março de 2013

FIGURINHA CARIMBADA - NONÔ
























Nome Claudionor Gonçalves da Silva

Data de nascimento 01 de janeiro 1899

Faleceu em 24 de julho de 1931

Posição atacante

Clubes
Flamengo (1921 até 1930)

Títulos
Campeonato Carioca – 1921, 1925, 1927 – Flamengo

Seleção Brasileira – 1 jogo


Mil novecentos e vinte e cinco. Este é o ano que deve ser digitado na máquina do tempo para quem quiser conhecer um pouco da história de Claudionor Gonçalves da Silva, o Nonô, maior artilheiro do Flamengo nos anos 20 e primeiro jogador a superar a marca de 100 gols com a camisa rubro-negra.

Falar apenas que Nonô foi artilheiro e Campeão Carioca neste ano de 1925 é menosprezar o que este grandalhão e mortífero atacante aprontou nos históricos gramados de Laranjeiras, General Severiano, Campos Salles e, principalmente, Rua Paysandu, então casa do Mengão. Foi lá, observado pelas centenárias palmeiras que rodeavam o campo, que Nonô deixou a piedade de lado e em duas partidas contra o SC Brasil foi às redes nada menos do que nove vezes – quatro nos 8 a 0 do 1º turno e cinco nos 6 a 0 do segundo.

Mas não foi só o “indefeso” SC Brasil que sofreu com as finalizações letais de Nonô no Cariocão de 1925. Os rubros do América, “Campeões de 13, 16 e 22”, como canta o seu belo hino, viram o atacante flamenguista marcar quatro vezes na goleada de 5 a 1 do 1º turno e outras duas na vitória por 4 a 0. Vitória esta última que deu ao Rubro-Negro o seu quinto título carioca. Nonô terminaria o ano com 30 gols assinalados em 21 jogos. Uma marca digna do lendário Arthur Friendenreich.

Este ano fulminante na carreira do craque não chegou de repente, sem avisar. Desde o início da década de 20, Nonô era, um ano sim o outro também, o artilheiro do clube na temporada. Seus gols já haviam ajudado o Fla a ser Campeão, ou melhor, Bicampeão do Rio em 1921, e lhe tornado, em 1923, o primeiro flamenguista artilheiro de um Carioca.

Em 15 de agosto de 1926, Nonô esteve em campo e, claro, deixou sua marca no 8 a 1 sobre o Botafogo, maior goleada conseguida pelo Fla no clássico contra o Alvinegro. No ano seguinte, ainda faria parte do elenco e contribuiria com dois gols em dois jogos para o título de 1927, mas sua brilhante saga com a camisa que pesa muitas libras já se aproximava do final, que chegaria em 1930, um ano antes de seu prematuro falecimento por tuberculose.

COPA LIBERTADORES 2013 - FASE DE GRUPOS - FLUMINENSE X HUACHIPATO









Fluminense 1 x 1 Huachipato (Chile) – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Fluminense perde uma dezena de chances de gols, não passa de um empate contra o Huachipato e deixa escapar grande oportunidade de encaminhar sua classificação para a fase mata-mata da Libertadores.

A vitória em casa se colocava com essencial para o Fluminense passar o próximo mês em situação confortável na Libertadores. Para isto, Abel Braga lançou mão do esquema 4-3-2-1 com: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Digão e Carlinhos; Edinho, Jean e Deco; Wellington Nem e Thiago Neves; Fred. Pelo lado do Huachipato, a surpreendente vitória sobre o Grêmio na estreia do torneio já ficara apagada pelas duas derrotas seguidas como mandante. Assim, na busca por se manter vivo no grupo 8, Jorge Pellicier organizou seu time no 3-4-2-1 com: Veloso; Labrín, Muñoz e Aceval; Nuñez, Reyes, Yedro e Crovetto; Martin Rodriguez e Falcone; Braian Rodríguez.

Por mais surreal que possa parecer a afirmação a seguir, mal o juiz apitara e o gol do Fluminense já estava maduro. Com Deco livre, Thiago Neves ligadíssimo, Fred inspirado e Jean a encontrar os espaços, o Fluminense atacou de tudo quanto é maneira na primeira meia hora do duelo. Pela esquerda, direita e meio. Pelo alto e por baixo. Em arremates de perto e de longe. Enquanto o Huachipato – com três zagueiros, dos laterais e dois volantes – provava que uma boa defesa exige muito mais do que aglomerar jogadores em seu campo, o goleiro Veloso fazia das tripas coração para manter o placar mudo. Porém, o próprio Veloso seria responsável por uma paçocada digna do seriado Chaves que acabaria por resultar em pênalti cometido sobre o Deco e convertido pelo Fred aos 30 minutos.

O pé no freio após o intervalo não impediu o Flu de continuar a criar – e perder – oportunidades de gols, mas deixou os chilenos colocarem as manguinhas de fora e fez com que o Diego Cavalieri começasse a aparecer na televisão, fato raro na etapa inicial. Já organizado com quatro zagueiros e três volantes, após a entrada do lateral Contreras no intervalo, o Huachipato mostrou leve evolução, que, contudo, foi suficiente para Nuñez pegar rebote de linda jogada do Arrue dentro da área e igualar o marcador. Tricolores no gramado, na arquibancada, em poltronas e cadeiras de bares sentiram o peso da dezena chances desperdiçadas. O relógio apontava 25 minutos, e Carlinhos e Thiago Neves, ambos em boa jornada, tentaram correr atrás dos gols perdidos pelo time, principalmente no 1º tempo. Todavia, nem o Veloso voltaria a bobear, nem as reder chilenas a balançar.

O resultado tanto poderia ter sido melhor para o Flu, pelos diversos gols que não marcou, como poderia ter sido pior, caso Cavalieri não defendesse milagrosamente o arremate do Braian Rodríguez, já no fechar das cortinas. No fim, o que fica é a velha máxima de que a justiça no futebol é a justiça dos gols. 

terça-feira, 5 de março de 2013

OLHO TÁTICO - MANCHESTER UNITED X REAL MADRID - COPA DOS CAMPEÕES DA EUROPA - OITAVAS DE FINAL


Manchester United 1 x 2 Real Madrid – Old Trafford, Manchester (Inglaterra)

A coluna “Olho Tático” sobre o tenso embate entre Manchester United e Real Madrid bem poderia se chamar “Olho Psicológico”. A vitória e a consequente classificação dos “Merengues”, em pleno Old Trafford, representou, sem tirar nem pôr, a importância da estrutura psicológica para o funcionamento de um sistema tático. Na verdade, o ideal seria observar por um outro referente e analisar o quanto a ausência de concentração pode botar água abaixo a solidez de um esquema.

Com a vantagem do empate mudo para poder se classificar, o Manchester United entrou em campo com duas linhas de quatro homens, Welbeck à frente e van Persie ainda mais à frente. Em números, seria o 4-4-1-1. Rooney estava barrado e Welbeck, seu substituto, tinha como uma de suas missões não deixar o volante Xabi Alonso com liberdade. A etapa inicial e os 10 primeiros minutos da final se foram sem que o Real Madrid conseguisse encaixar seu jogo. Foram 55 minutos onde os espanhóis não só ficaram encaixotados no bem distribuído “mar vermelho” com viram Sérgio Ramos empurrar a redonda contra a própria meta e fazer Manchester um a zero.

Em outras palavras, tudo caminhava da maneira desejada por Ferguson. Porém, aos 10 minutos do 2º tempo, Nani esticou a perna mais do que deveria e acertou Arbeloa. Para uns uma baita de uma voadora. Para outros, apenas um choque de jogo. O árbitro fazia parte do primeiro grupo e deixou os “Red Devils” com 10 homens em campo. É claro, lógico e evidente que a perda de um homem causa um dano enorme a qualquer esquema bem montado. Em questão de segundos o Manchester se encontrava taticamente em frangalhos.

No entanto, o que fez os ingleses levarem a virada em menos de 15 minutos após a expulsão não foi somente a ausência do Nani. Os fatores responsáveis pela queda vermelha foram a desconcentração, o nervosismo causado pelo “o que vamos fazer?”, sentir exageradamente o “agora ferrou!”.

As quatro estruturas que norteiam não só uma grande atuação como também um grande time – técnica, física, tática e psicológica, cada qual de semelhante relevância – não funcionam isoladamente. Não existe solidez tática sem a técnica para exercer uma boa marcação, sem o físico para aguentar o ritmo intenso ou sem o psicológico para não perder o foco diante de uma mudança de cenário. E foi justamente neste último que o Real Madrid encontrou a oportunidade que necessitava para avançar na Champions League. 

segunda-feira, 4 de março de 2013

BIBLIOTECA DO FUTEBOLA - MARACANÃ, ADEUS - ONZE HISTÓRIAS DE FUTEBOL


O termo “Futebol Total” traz à mente o esquema tático adotado por alguns dos maiores esquadrões da história e que tem como símbolo máximo a Seleção Holandesa de 1974, a famosa “Laranja Mecânica”. Porém, dizer que o futebol é total pode ter um sentido bem mais amplo. O futebol é total pois, além de ser uma forma de se expressar, se relaciona com toda e qualquer forma de se expressar. Música, poesia, crônica, cinema, teatro, escultura, pintura, contos... Contos como os 11 escritos por Edilberto Coutinho no magnífico “Maracanã, Adeus”. Aqui, nesta obra, Edilberto Coutinho nos lembra a cada página os mais diversos papéis que o futebol pode exercer numa sociedade, as metáforas que ele representa, a relevância em sentidos estrito e amplo... O prêmio Casa de Las Américas, conquistado em 1979, é apenas um dos motivos para “Maracanã, Adeus” ser considerado uma leitura obrigatória.

















Maracanã, Adeus – Onze Histórias de Futebol
Autor: Edilberto Coutinho
Editora: Civilização Brasileira 

domingo, 3 de março de 2013

CAMPEONATO CARIOCA 2013 - TAÇA GUANABARA - SEMIFINAL - FLAMENGO X BOTAFOGO


Flamengo 0 x 2 Botafogo – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Fogão ignora campanha invicta do Flamengo e com gols no primeiro e último minutos do clássico conquista vaga na decisão da Taça Guanabara.

Dono da melhor campanha da fase de grupos da Taça Guanabara, com 22 pontos conquistados em 24 possíveis, o Flamengo foi a campo organizado pelo Dorival Júnior no 4-3-3 com: Felipe; Léo Moura, Wallace, González e João Paulo; Cáceres, Elias e Ibson; Rafinha, Carlos Eduardo e Hernane. Pelo lado alvinegro, ao qual só interessava a vitória, Oswaldo de Oliveira manteve o já rotineiro 4-2-3-1 e escalou o Botafogo com: Jefferson; Lucas, Bolívar, Dória e Julio Cesar; Marcelo Mattos e Fellype Gabriel; Andrezinho, Seedorf e Lodeiro; Rafael Marques.

Há cerca de duas semanas, desde que confirmou a melhor campanha da fase de grupos, o Flamengo se prepara para entrar na semifinal com a vantagem do empate. Na cabeça de cada jogador rubro-negro pipocavam as estratégias de saber se defender sem recuar excessivamente, explorar a velocidade dos contra-ataques, aproveitar os espaços que o adversário poderia deixar em caso de desespero. Mas no futebol tudo muda muito rápido. Algumas vezes, basta apenas um lance para desestruturar dias de treino e horas de preleção. E foi justamente o que ocorreu quando o lateral alvinegro Julio Cesar avançou pela esquerda, passou por González e Wallace, e abriu o placar para o Fogão. O ponteiro dos minutos nem completara a primeira volta e o Flamengo já se via diante de um cenário completamente novo. Deveria sair para atacar, buscar opções, criar sem espaços.

Durante toda a etapa inicial não conseguiu, e o Botafogo, mesmo cauteloso como pobre ao investir na bolsa de valores, não teve problemas para segurar uma vantagem que veio mais cedo do que esperava. Dorival sabia que o Flamengo precisava mudar, e voltou com Renato e Rodolfo nos lugares de Elias e Carlos Eduardo. Pouco a pouco, o Fla ganhou terreno, avançou o time e, nas bolas alçadas por João Paulo, começou a transformar Jefferson no melhor homem em campo. Também vieram chutes de longe, como o do Gabriel, e de perto, como o do Ibson, mas Jefferson estava intransponível. O Botafogo, acuado, exagerava nas bolas rifadas e, perigosamente, deixava o jogo ser jogado somente em seu campo. Com 10 minutos por disputar, Oswaldo lançou mão do garoto Vitinho, substituição que mudou por completo o panorama do clássico.

Antes a ignorar a palavra “ataque”, o Bota começou a escapar em velocidade e descobrir chances de gols em profusão. Criou – e desperdiçou – uma, duas, três, quatro, cinco, seis “bolas do jogo”, até que, nos acréscimos, Vitinho, sem goleiro, já que Felipe tentara um gol salvador, fechou o caixão rubro-negro. Mais um jogão no Campeonato Carioca. Mais um Alvinegro na decisão. Agora é “Gigante da Colina” contra “Glorioso”. Que venha mais emoção!

FELIZ ANIVERSÁRIO, ZICO





















Ser Flamengo é uma religião.



É comungar, ter fé, literalmente abraçar o próximo,
“se sentir um vencedor a cada gol”.


É louvar aquele que é a representação humana
de todos os ideais rubro-negros.

Aquele que abriu mares com passes clarividentes,

atravessou montanhas com dribles incandescentes,

transformou o simples em estupendo, o nada em ouro.


Multiplicou torcedores, fez uma nação se tornar onipresente,

é querido, idolatrado, amado até pelos que não viram seus milagres.


É comemorar o Natal no dia 3 de março.

Feliz Aniversário, Zico.

sábado, 2 de março de 2013

CAMPEONATO CARIOCA 2013 - TAÇA GUANABARA - SEMIFINAL - VASCO X FLUMINENSE


Vasco 3 x 2 Fluminense – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

De deixar o coração a bater na boca! Vasco vence Fluminense em clássico de duas viradas e incontáveis falhas defensivas e se garante na decisão da Taça Guanabara.

Sem conquistar a Taça GB desde 2003, o Vasco entrou em campo para o decisivo duelo com a vantagem do empate e organizado pelo treinador Gaúcho no 4-3-2-1 com: Alessandro; Nei, Dedé, Renato Silva e Thiago Feltri; Abuda, Pedro Ken e Wendel; Eder Luis e Bernardo; Carlos Alberto. Na busca pelo Bi da Taça Guanabara, inédito em sua história, o Fluzão foi escalado pelo Abel Braga no 4-3-2-1 com: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Anderson e Carlinhos; Edinho, Jean e Deco; Thiago Neves e Wellington Nem; Fred.

Antes de o ponteiro do relógio marcar 10 minutos, Thiago Neves já acertara o poste e Anderson desperdiçado uma oportunidade quase sobre a linha fatal. Tudo dava a entender que o Fluminense iria impor um ritmo intenso e deixaria o Vasco acuado, a se segurar ferrenhamente na possibilidade do empate. Não foi assim. O Tricolor logo perdeu a profundidade, deixou de ser agudo e ficou apenas de tico-tico no entorno da área cruz-maltina. O Vasco, por sua vez, foi incapaz de, como diriam os antigos, colocar o “couro na grama”. Quanto bicão pra frente. Quanto bumba-meu-boi. Abre parêntese. O zagueiro vascaíno Dedé precisa encontrar um meio termo. Ora quer justificar o apelido dado por sua torcida de “Dedeckembauer” e acaba por pecar por preciosismo, ora confunde seriedade com desespero e exagera nos chutões. Oito ou oitenta. Fecha parêntese.

O contra-ataque que o Vasco esperou e não conseguiu criar durante toda a etapa inicial surgiu aos 9 minutos do 2º tempo. Eram quatro vascaínos contra dois tricolores, mas o final foi um chute fraco do Bernardo. Para quem necessitava da vitória, faltava poder ao Flu. Abel, que já trocara Bruno por Wellington Silva, no intervalo, tirou o cansado Deco e lançou mão de Wágner. Mas não foram as escolhas do Abelão que mudaram o jogo, e sim as falhas em sequência de ambas as retaguardas. Quando Gum paçocou feio e Eder Luis encontrou Bernardo para fazer Vasco uma a zero, parecia que a vaca tricolor tinha ido para o brejo. Aí, em menos de três minutos, o miolo da defesa vascaína – a pior do torneio em números – deixou Thiago Neves e Wellington Nem virarem o placar. Era a vaca vascaína que mudava de rumo.

O torcedor branco, verde e grená ainda pulava de alegria quando Dakson cruzou e Romário, de cabeça, igualou tudo. Ambos haviam acabado de pisar no gramado. Era o empate que o Vasco precisava. Empate que virou vitória em nova bola cruzada, desta vez completada por Dedé. Nova virada relâmpago. Novas falhas defensivas imperdoáveis. E assim, no show de horrores das retaguardas e pura emoção nas arquibancadas, melhor para o Vasco, o primeiro finalista da Taça GB.