sábado, 30 de novembro de 2013

JOGOS INESQUECÍVEIS DO BRASILEIRÃO - GOIÁS X GRÊMIO - 1996

Goiás 1 x 3 Grêmio

Campeonato Brasileiro 1996 – Jogo de Ida da Fase Semifinal

Estádio Serra Dourada, Goiânia (GO)

05 de dezembro de 1996

Público: 38.126

Goiás: Kleber; Índio, Sílvio Criciúma, Richard e Augusto; Reidner, Romeu, Lúcio e Evandro; Alex Dias (Maurílio) e Dill (Jacques). Técnico: Paulo Gonçalves.

Grêmio; Danrlei; Arce, Adílson, Rivarola e Roger; Dinho, Luiz Carlos Goiano, Emerson (Aílton) e Carlos Miguel (João Antônio); Zé Alcino e Paulo Nunes (Rodrigo Gral). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Gols – Primeiro Tempo: Arce (Grêmio), aos 6’ e Emerson (Grêmio), aos 40’. Segundo Tempo: Paulo Nunes (Grêmio), aos 11’ e Evandro (Goiás), aos 47’.

Mais de um ano já havia ficado para trás desde que o Grêmio vencera o Atlético Nacional do goleiro Higuita, para conquistar a Libertadores, e caíra, somente na disputa de pênaltis, na decisão do Mundial, diante de um dos mais fortes times da história do Ajax. Corria o ano de 1996, e a luta gremista agora era para conquistar o Brasileirão após 15 anos. Para chegar à decisão, porém, um duríssimo obstáculo se colocava a sua frente: o Goiás do perigoso quarteto ofensivo formado por Lúcio “Bala”, Evandro “Chaveirinho”, Alex Dias e Dill, iniciando um período de glórias que culminaria no Pentacampeonato Goiano em 2000. O jogo de ida da semifinal entre tricolores gaúchos e esmeraldinos goianos seria no Serra Dourada, e o Grêmio chegou fortíssimo para a batalha, com nada menos do que nove jogadores que haviam sido titulares nas decisões da Libertadores e do Mundial de 1995, além do treinador Felipão. A grande ausência era a de Jardel, já no futebol português, mas lá estavam com a camisa branca, preta e azul nomes como Danrlei, Arce, Rivarola, Adílson Batista, Dinho, Carlos Miguel e Paulo Nunes. Bola rolando, enquanto o Goiás esbarrava na trave e nas defesas do goleiro Danrlei, o Grêmio se aproveitava da precisão de Arce e da letalidade de Paulo Nunes para encaçapar uma bola atrás da outra nas redes esmeraldinas. Um, dois, três a zero. Estupendo! Nos acréscimos, Evandro diminuiu para os goianos, mas com a vitória por 3 a 1 como visitante, os tricolores haviam dado um enorme salto rumo ao título, que se confirmaria dentro de poucas semanas.  


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

NILTON SANTOS, O INQUESTIONÁVEL

Quanto mais procuro, mais certeza eu tenho. Nunca existiu um nome tão respeitado no futebol brasileiro quanto o de Nilton Santos. Diria ser impossível encontrar alguém que fale uma vírgula contra ele. É chamado de Enciclopédia do Futebol, e nenhuma alma questiona que naquele corpo havia todos os conhecimentos deste esporte. Muitos deuses da bola como Maradona, Garrincha e até Pelé são questionados. Uns pouco, outros menos ainda, mas são. Já Nilton Santos é inquestionável.

São inúmeras histórias que contam as glórias de Nilton Santos com as camisas botafoguense e brasileira, e todas contribuem para a construção de sua intocabilidade. Destas histórias, duas são definitivas.

A primeira delas teve origem com a genialidade de Garrincha. Mané, companheiro eterno de Nilton, dava um baile como poucas vezes o futebol havia presenciado no argentino Vairo. O jogo chega ao intervalo e o magnífico Nestor Rossi se aproxima de Vairo, seu colega de time, a esta altura todo estropiado, com os olhos vermelhos, trêmulos, esbugalhados. Estava em frangalhos, e sua imagem era de dar dó. Pois Nestor Rossi, com um tom professoral e amigável, o aconselhou: “Está vendo aquele ali? É o Nilton Santos, lateral-esquerdo como você. Preste atenção nele. O uniforme está limpo, parece engomado. Olhe seus cabelos penteados. Ele joga em pé, pleno de classe, como convém aos deuses da bola. Vá até lá e passe as mãos nas pernas dele, pois ali está o melhor futebol de todos os zagueiros do mundo”.

Das palavras do craque dos campos Nestor Rossi para as do craque das crônicas Armando Nogueira. O Poeta da Bola conta que Nilton Santos, antes de começar sua carreira – e que carreira! – no Botafogo – e que Botafogo! – tentou um teste no São Cristóvão. Acreditava haver treinado bem, mas o treinador Arquimedes não pensou igual e acabou por dispensá-lo. Ao ver a história contada, Arquimedes se defendeu e disse não ter dispensado Nilton Santos, no que Armando Nogueira respondeu com um brilhantismo sem igual: “Pois, meu bom Arquimedes, se a lenda existe, o culpado é você mesmo. Se fosse o outro Arquimedes, o de Siracusa, ao ver Nilton Santos com a bola, teria saído nu, pela Rua Figueira de Melo, a gritar para o mundo: eureca, eureca! Você ficou na moita, resultado: nem descobriu o princípio da hidrostática, nem descobriu o princípio do futebol”.


Pois este foi Nilton Santos. A Enciclopédia. O dono do melhor futebol de todos os zagueiros do mundo. O princípio do futebol. O inquestionável.  

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

COPA DO BRASIL 2013 - FLAMENGO X ATLÉTICO PARANAENSE - FLAMENGO CAMPEÃO!

Flamengo 2 x 0 Atlético Paranaense – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Tricampeão! Maduro e dominante, Flamengo bate Atlético Paranaense com gols de Elias e Hernane e conquista o título da Copa do Brasil.

Sem exageros, o Flamengo fez o que quis do Atlético Paranaense na grande decisão da Copa do Brasil. Fora um retoque aqui e outro acolá, o plano de jogo definido – muito bem definido, diga-se de passagem – pelo treinador Jayme de Almeida foi cumprido de maneira exemplar. A sensação que se teve foi a de que o Atlético Paranaense era um time sem qualquer influência na partida.

Primeiro, o Flamengo quis tirar todo o calor do jogo, toda possibilidade de se criar um incêndio. E o conseguiu sem nenhum problema. Avançou seus jogadores – em diversos momentos era possível contar até sete flamenguistas após a linha central –, criou raízes no campo de ataque e lá trocou passes e arriscou chutes longos, principalmente com Luiz Antônio, que chegou a acertar o travessão. O Atlético tentava aumentar a velocidade da partida acionando o atacante Marcelo, mas, desta vez, o camisa sete paranaense esteve muito bem controlado pela retaguarda flamenguista.

Veio a segunda etapa e nada de o Atlético mostrar postura e futebol de quem precisava de pelo menos um gol para ser campeão. Vágner Mancini lançou mão de modificações ofensivas e, então, o Flamengo decidiu dar outra cara ao jogo. Vejam bem, amigos, exclusivamente por vontade própria, e nem de longe por uma maior agressividade do Atlético, o Fla trocou a postura avançada pela recuada. O objetivo agora era explorar os contra-ataques. E foi aí que Paulinho e Luiz Antônio detonaram a partida.

Difícil saber qual flamenguista cresceu mais de produção após o Jayme ser efetivado como treinador, mas Paulinho e o Luiz Antônio cresceram uma enormidade. Enquanto o Atlético se limitava a alçar bolas na área rival, o que até deu um frio nas barrigas flamenguistas, Paulinho e Luiz Antônio colocaram a pelota no chão e, com um preparo físico de causar inveja a qualquer atleta em fim de temporada, começaram a criar chances de gols. Algumas foram desperdiçadas. Duas delas, já nos minutos finais, terminaram no fundo das redes após finalizações de Elias e Hernane.

E, assim, o Flamengo selou o destino atleticano e fechou com chave de ouro uma Copa do Brasil onde superou, na campanha, quatro dos atuais cinco primeiros colocados do Campeonato Brasileiro.

PARABÉNS, MENGÃO!

Flamengo: Felipe; Léo Moura (González), Wallace, Samir e André Santos; Amaral, Elias (João Paulo), Luiz Antônio e Paulinho; Carlos Eduardo (Diego Silva); Hernane. Técnico: Jayme de Almeida.


Atlético Paranaense: Weverton; Juninho (Cléberson), Manoel, Luiz Alberto e Pedro Botelho; Deivid, Zezinho e Felipe (Dellatorre); Paulo Baier; Marcelo e Éderson (Ciro). Técnico: Vágner Mancini.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

BATENDO BAFO - CROÁCIA - COPA DO MUNDO DE 1998

















Filiada a FIFA somente em meados de 1992, após sua independência em relação à Iugoslávia, a Croácia teve um início avassalador no Planeta Bola. Em sua primeira oportunidade de disputar as eliminatórias para a Euro, se classificou e foi até a fase quartas de final do torneio em 1996. Do continental para o mundial, o sucesso também foi relâmpago. Os croatas se garantiram na Copa do Mundo da França com uma vitória na repescagem diante da Ucrânia e, na Copa de 1998, foram ainda mais longe. O momento ápice da campanha foi a maiúscula vitória por 3 a 0 sobre a Alemanha – algoz na Euro de 1996 – nas quartas de final. Na semifinal, perdeu para a França numa virada histórica e acabou na 3ª colocação após bater a Holanda. Que estreia em Mundiais! O grande craque croata na Copa foi Davor Suker, que terminou a competição como artilheiro (6 gols). No “Batendo Bafo” de hoje, podemos ver não apenas o goleador Suker, mas também outros históricos jogadores croatas como Boban, Prosinecki e Jarni – todos também Campeões Mundiais Sub-20 em 1987, só que pela Seleção da Iuguslávia. Quem também está presente em figurinha é o atacante Alen Boksic, que, no entanto, por lesão, não disputou o Mundial na França.

domingo, 24 de novembro de 2013

CAMPEONATO BRASILEIRO 2013 – 36ª RODADA – SANTOS X FLUMINENSE











RESULTADOS
Vasco 2 x 1 Cruzeiro
Criciúma 1 x 1 Vitória
Atlético Mineiro 4 x 1 Goiás
Ponte Preta 1 x 1 Grêmio
Atlético Paranaense 6 x 1 Náutico
Santos 1 x 0 Fluminense
Flamengo 1 x 0 Corinthians
São Paulo 1 x 1 Botafogo
Bahia 1 x 0 Portuguesa
Internacional 0 x 0 Coritiba

ARTILHARIA
18 Gols – Éderson (Atlético Paranaense)
15 Gols – Fernandão (Bahia)
14 Gols – Dinei (Vitória), Gilberto (Portuguesa), Hernane (Flamengo) e Willian (Ponte Preta)

Santos 1 x 0 Fluminense – Estádio Prudentão, Presidente Prudente (SP)

Apático e inofensivo, Fluminense perde para o Santos e termina a rodada fora da zona de rebaixamento apenas pelos critérios de desempate.

Uma pergunta se mostrava difícil de ser respondida ao final da primeira etapa em Presidente Prudente: qual era cor da camisa do goleiro Aranha. O Fluminense encontrou tantas, mas tantas dificuldades para acionar a velocidade de Rhayner e Rafael Sóbis ou a referência Samuel que o arqueiro praiano raramente entrou no campo de visão de quem estava no estádio ou à frente da TV. Mas as dificuldades tricolores não foram somente de articulação ofensiva. Defensivamente, o Flu se viu completamente perdido diante da boa movimentação santista.

Os avantes Thiago Ribeiro e Geuvânio abriam pelas pontas e criavam espaços para Montillo e Cícero comandarem boas ações. Montillo apareceu pela esquerda, pela direita e pelo meio, passou, lançou e chutou, enquanto Cícero foi essencial na transição redonda da defesa para o ataque. O pecado santista nos primeiros 45 minutos foi o baixo poder de finalização para superar Cavalieri, que realizou três boas defesas.

Para tentar acabar com a dominação santista no meio-campo, Dorival Júnior sacou o centroavante Samuel e lançou mão do volante Valencia. Por cerca de 15 minutos, o Flu equilibrou o duelo e deu a impressão de que o segundo tempo teria um novo cenário. Foi apenas uma impressão, e logo Cavalieri voltou a trabalhar. Aos 19, porém, o goleiro tricolor não teve o que fazer: Geuvânio e Arouca tabelaram pela direita e Thiago Ribeiro apareceu na pequena área para abrir o escore.

Ato contínuo Dorival apostou em Marcelinho e Biro Biro na busca por alguma inspiração ofensiva que o Fluminense até então não demonstrara. E continuaria sem demonstrar, pois as substituições não funcionaram e, na verdade, foi o Santos que quase voltou a marcar em arremate de Cícero que bateu na trave.

Uma vitória deixaria o Flu na 13ª colocação, uma posição relativamente distante do purgatório. A derrota, por sua vez, o deixou na boca do inferno.

Santos: Aranha; Cicinho (Bruno Peres), Edu Dracena,Gustavo Henrique e Mena (Emerson); Alison (Alan Santos), Arouca e Cícero; Montillo; Thiago Ribeiro e Geuvânio. Técnico: Claudinei Oliveira.

Fluminense: Diego Cavalieri; Igor Julião, Leandro Euzébio, Anderson e Digão; Edinho (Marcelinho), Jean e Wágner; Rhayner, Rafael Sóbis (Biro Biro) e Samuel (Valencia). Técnico: Dorival Júnior.

CURTINHAS PELO BRASILEIRÃO

- Dedé pediu para não jogar por ter o coração cruz-maltino. Marlone supostamente já teria assinado um pré-contrato com o Cruzeiro. Imagens mostraram um pedido de Júlio Baptista que ele insiste não ser o que a edição televisiva faz parecer. Tudo isso junto e misturado faz muitos pensarem que o Cruzeiro entregou o jogo para o Vasco. Ano após ano, a reta de chegada do Brasileirão origina boatos sobre favorecimento deste ou daquele time. Porém, enquanto não for realizada uma investigação – jornalística ou não – sobre o assunto, teremos apenas boatos, como muitos outros que pipocam pela história do esporte.
  
- Peço encarecidamente a algum artista plástico, pintor ou escultor: eternize o passe de ombro de Paulo Baier em uma obra de arte.


- A tabela não foi amiga do Botafogo, que enfrentará Criciúma e Coritiba nas últimas rodadas, dois times que entrarão em campo com a faca entre os dentes para fugir da degola. Tampouco, porém, foi inimiga, já que Goiás e Grêmio, adversários diretos na luta pela vaga na Libertadores, se pegam na próxima rodada. 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

JOGOS INESQUECÍVEIS DO BRASILEIRÃO - SANTOS X FLUMINENSE - 1995


Santos 5 x 2 Fluminense

Campeonato Brasileiro de 1995 – Jogo de Volta da Semifinal

Pacaembu, São Paulo (SP)

10 de dezembro de 1995

Santos: Edinho; Marquinhos Capixaba, Ronaldo, Narciso e Marcos Adriano; Gallo, Carlinhos, Giovanni e Marcelo Passos (Marcos Paulo) (Pintado); Macedo e Camanducaia (Batista). Técnico: Cabralzinho.

Fluminense: Wélerson; Ronald, Lima, Alê (Gaúcho) e Cássio; Vampeta, Otacílio e Aílton; Valdeir (Leonardo), Renato Gaúcho e Rogerinho. Técnico: Joel Santana.

Gols – Primeiro Tempo: Giovanni (Santos), aos 25’ e aos 30’. Segundo Tempo: Macedo (Santos), aos 5’; Rogerinho (Fluminense), aos 7’; Camanducaia (Santos), aos 17’; Marcelo Passos (Santos), aos 37’; Rogerinho (Fluminense), aos 39’.


“Lá em São Paulo, o Santos vai ter que enfrentar o relógio e a equipe do Fluminense. Então a gente vai procurar trabalhar em cima do desespero deles”. Estas foram as palavras do tricolor Renato Gaúcho após o Fluminense golear o Santos por 4 a 1, no Maracanã, no jogo de ida da semifinal do Brasileirão de 1995. Para a volta, o Peixe precisaria de uma vitória por três gols de diferença, para muitos um milagre. Mas a vestir a histórica camisa 10 branca estava um Messias, que iria reconstruir o reino santista, ignorar o desespero aguardado por Renato Gaúcho e encher de paz os corações santistas. O Messias era o craque Giovanni, que antes mesmo do intervalo já havia balançado as redes do Pacaembu duas vezes, carregando de vida seus companheiros. Logo no início do segundo tempo – e que segundo tempo! – Giovanni encontrou Macedo na área e o atacante fez três a zero. Era o placar que o Santos precisava, mas num piscar de olhos o tricolor Rogerinho aproveitou rebote do goleiro Edinho e recolocou o Flu em vantagem. Neste momento, qualquer previsão seria impossível. Assim como impossível estava Giovanni, que em uma arrancada explosiva e uma passe de calcanhar magistral deixou Camanducaia e Marcelo Passos na boa para fazer 5 a 1 para os praianos. Rogerinho, de novo, ainda tentaria ressuscitar o Fluminense, mas o milagre santista e a vaga na finalíssima já estavam consumados. Assim como o lugar do Messias Giovanni na história do clube.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

COPA DO BRASIL 2013 - FINAL - ATLÉTICO PARANAENSE X FLAMENGO


Atlético Paranaense 1 x 1 Flamengo – Vila Capanema, Curitiba (PR)

Flamengo segura a pressão na Vila Capanema e jogará no Maracanã com a vantagem de poder empatar sem gols para se sagrar Tricampeão da Copa do Brasil.

Na batalha pela imposição do estilo de jogo, Atlético Paranaense e Flamengo fizeram um primeiro tempo rascunhado. O Furacão rascunhou uma pressão na base da energia de sua torcida, mas em nenhum momento conseguiu deixar seu adversário acuado. O Urubu, por sua vez, rascunhou uma estratégia de sair em velocidade com Paulinho e Luiz Antônio, entretanto pouco assustou o goleiro Weverton. Rascunho daqui, rascunho de lá, as tramas ofensivas não ganharam consistência e foi necessário que Marcelo, aos 17, pelo Atlético, e Amaral, aos 30, pelo Fla, acertassem dois foguetes de fora da área para fazer as redes balançarem.

Não só pelos gols, Marcelo e Amaral foram os melhores em campo. O paranaense foi acionado a todo momento e, enquanto teve fôlego, ganhou a maioria das jogadas na base da força, explosão e habilidade, enquanto o carioca foi um leão na marcação – inclusive sobre Paulo Baier – e ainda apareceu (bem!) de surpresa em alguns lances ofensivos.

A segunda etapa começou mais aberta, com uma chance para cada lado: Luiz Alberto, de cabeça, e Hernane, como sempre, de primeira. Os rascunhos enfim ganhariam contornos de nanquim após o minuto 15, quando Vagner Mancini trocou o lateral Pedro Botelho pelo atacante Dellatorre, deslocando o volante Zezinho para a esquerda. O Atlético se abriu todo em busca da vitória – em alguns momentos parecia até haver se esquecido da existência do jogo de volta –, e o Flamengo encontrou os espaços necessários para contra-golpear. Não só os encontrou como soube os explorar para armar bons lances em velocidade, porém os arremates de Léo Moura e Luiz Antônio não encontraram o filó.

Percebendo que o Flamengo, e não o Atlético, ganhara mais vida com sua mudança, Mancini realizou mais duas substituições para reequilibrar a equipe. Acrescenta-se que o Flamengo tirou o pé do acelerador e, fora um chute longo do atleticano Everton, a partida caminhou sem muitas emoções nos últimos 15 minutos. Melhor para o Fla, que jogará no Maracanã com uma boa vantagem. Vantagem que, no entanto, não pode se tornar obsessão.

Atlético Paranaense: Weverton; Juninho, Manoel, Luiz Alberto e Pedro Botelho (Dellatorre); Zezinho, Deivid e Éverton; Paulo Baier (Maranhão); Marcelo e Éderson (Ciro). Técnico: Vagner Mancini.


Flamengo: Felipe; Léo Moura, Chicão (Samir), Wallace e André Santos; Amaral, Elias, Luiz Antônio e Paulinho; Carlos Eduardo (Diego Silva); Hernane. Técnico: Jayme de Almeida.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

BATENDO BAFO - HAITI -COPA DO MUNDO DE 1974














Um gol encontra muitos caminhos para ganhar a eternidade. Um gol pode valer um título, pode ser uma obra de arte, pode iniciar a história de um craque ou fechá-la com chave de ouro, pode ser redondo – gol cem, gol quinhentos, gol mil! E pode também encerrar uma marca. Nesta classe, um dos tentos mais recordados de todos os tempos foi assinado pelo haitiano Emmanuel Sanon, na Copa do Mundo de 1974, até hoje a única disputada pelo seu país. Logo na estreia, o Haiti teria uma parada duríssima: a Itália, então Vice-Campeã Mundial. Se muitos se surpreenderam ao final do primeiro tempo com o empate em zero a zero, estes e outros mais caíram das poltronas e cadeiras no comecinho da etapa final, quando “Manno” Sanon recebeu a redonda, arrancou tal qual uma pantera, driblou Dino Zoff e abriu placar. A surpresa não se dava somente por um estreante em mundiais estar batendo a Itália, mas, principalmente, porque o gol de Sanon colocava fim à sequência de 1.142 minutos sem ser vazado do grande arqueiro italiano Zoff. A Itália chegaria a virada (3 a 1), e o Haiti perderia seus dois jogos seguintes para duas outras pedreiras: Polônia (7 a 0) e Argentina (4 a 1, com mais um gol de Sanon). O lugarzinho na história dos mundiais, porém, já estava garantido para Sanon e seus companheiros. No “Batendo Bafo” de hoje, podemos ver a única página que o álbum oficial da Copa do Mundo de 1974 dedicou ao Haiti de “Manno” Sanon.  

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

NEYMAR CORAGEM

Barreira do Inferno. Assim ficou conhecida a defesa vascaína comandada por Abel Braga e que passou todos os 14 jogos do segundo turno do Carioca de 1977 sem levar gols, numa campanha que culminaria com o título estadual. Conta o folclore que Abelão e seus companheiros sequer escovavam os dentes nos dias dos jogos, para tornar a vida dos atacantes mais desconfortável. Uma outra arma era traçar uma marca no gramado com as chuteiras e ameaçar as pernas de qualquer intruso que se arriscasse a ultrapassá-la.  

Estratégias intimidadoras como as eternizadas pela Barreira do Inferno talvez sejam tão antigas quanto o futebol. Muitos se amedrontam diante delas. Alguns respiram fundo e partem para a batalha. E existem uns raros que gostam deste tipo de ambiente e se enchem de ímpeto diante da hostilidade palpável. Neste último grupo se encontra a estrela-mor do futebol brasileiro atual. Sabedor de toda sua imensurável habilidade, Neymar parece gostar cada dia mais de enfrentar defensores que amarram as chuteiras com arames farpados. Deixemos o Barcelona um pouquinho de lado e vamos nos focar nos amistosos da Seleção Brasileira.

Diante da Coréia do Sul, mais ainda contra Portugal e muito mais no embate com Honduras, Neymar foi caçado em campo. Chung-Yong Lee, Bruno Alves, Pepe, Peralta, Bernárdez e outros sul-coreanos, portugueses e hondurenhos entenderam que a chance de parar o brasileiro estaria no “chegar junto”. Talvez tivessem em mente a já mundialmente conhecida fama de cai-cai de Neymar e pensaram: “este aí não aguenta o tranco”. Ledo engano.

Neymar não só encarou os confrontos físicos como os buscou. Pediu a bola, foi para cima do marcador, driblou umas tantas vezes, apanhou outras mais, se levantou, discutiu, catimbou... Para resumir em uma única palavra: batalhou. E os adversários que queriam deixá-lo em frangalhos fisicamente acabaram em frangalhos psicologicamente, sem saber o que fazer diante de tanta habilidade e valentia.

O ano para a Seleção Brasileira parecia ter acabado junto com a vitória épica sobre a Espanha na decisão da Copa das Confederações. Porém, estes amistosos nada amistosos engrandeceram mais a Seleção e Neymar do que podíamos esperar. Que venham novas guerras pré-Copa!


sábado, 16 de novembro de 2013

CAMPEONATO BRASILEIRO 2013 - 35ª RODADA - BOTAFOGO X ATLÉTICO PARANAENSE


Botafogo 4 x 0 Atlético Paranaense – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Fogão renasce! Com um futebol que não apresentava há tempos – em termos coletivos e individuais – Botafogo massacra o Atlético Paranaense e volta ao G4.

As inigualáveis palavras de Nelson Rodrigues uma vez disseram: “Nada tão remoto, nada tão longínquo, nada tão antediluviano como o passado recente, o passado imediato”. Pois realmente é difícil encontrar na memória uma atuação tão grandiosa deste Botafogo de Seedorf. No Maracanã, contra o Atlético Paranaense, o Bota não só voltou a apresentar o futebol que ganhou o status de mais bem jogado do país em meados do ano como ainda acrescentou uma boa dose de poder de decisão. Em outras palavras, jogou melhor – muito melhor! – e soube transformar a superioridade em goleada.

O que o Seedorf jogou não está no gibi. Participou intensamente do início e da conclusão das tramas ofensivas. De sua cabeça saiu a assistência para Elias abrir o placar. De seu pé direito, o dois a zero. Fora isso, distribuiu incontáveis passes macios e mostrou uma movimentação digna de quem conhece todos os espaços do gramado. Mas não foi só. Se Seedorf, por tudo que representa, termina o jogo como destaque, seus companheiros também estiveram em grande jornada.

Gabriel e Renato tomaram conta do meio-campo e ainda apareceram nas redondezas da área atleticana para criar jogadas de gol. Hyuri foi veloz, vertical e infernal. Rafael Marques lutou como sempre e acertou duas bolas na trave, deixando para Bruno Mendes a tarefa de fechar a goleada.

“E o Furacão?”, o amigo pode perguntar. Nada de elogios. O sistema ofensivo foi ruim – Everton não driblou, Mérida não passou, Éderson não finalizou e Marcelo apenas se salvou – e o defensivo ainda pior. Luiz Alberto e Manoel, que fazem um bom campeonato, erraram o que podiam e o que não podiam, assim como o volante Bruno Silva e os laterais Juninho e Léo (que até foi expulso, como o botafoguense Bolívar seria já nos acréscimos).

Este é um triunfo daqueles que dá nova vida ao Fogão. De agora para frente é absorver tudo o que esta vitória tem a ensinar para repetir nos três próximos duelos e conquistar a tão desejada vaga na Libertadores.

Botafogo: Jefferson; Edílson, Bolívar, Dória e Julio Cesar (Lima); Renato e Gabriel; Hyuri (Octávio), Seedorf e Rafael Marques; Elias (Bruno Mendes). Técnico: Oswaldo de Oliveira.


Atlético Paranaense: Weverton; Léo, Manoel, Luiz Alberto e Juninho; Bruno Silva, João Paulo e Everton; Fran Mérida (Dellatorre); Marcelo (Jonas) e Éderson (Roger). Técnico Vagner Mancini.   

JOGOS INESQUECÍVEIS DO BRASILEIRÃO - GRÊMIO X FLAMENGO - 1982


Grêmio 0 x 1 Flamengo

Campeonato Brasileiro de 1982 – Terceiro Jogo da Final

25 de Abril de 1982

Estádio Olímpico, Porto Alegre (RS)

Público: 62.256

Grêmio: Leão; Paulo Roberto, Newmar, De León e Paulo César; Batista, Paulo Isidoro e Vilson Tadei; Renato Gaúcho, Baltazar (Paulinho) e Tonho (Odair). Técnico: Ênio Andrade.

Flamengo: Raul; Leandro (Antunes), Marinho, Figueiredo e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes (Vítor) e Lico. Técnico: Paulo César Carpegiani.

Gols: Nunes (Flamengo), aos 10’ do primeiro tempo


Era o duelo entre os últimos dois Campeões Brasileiros. Ou, se o amigo preferir, entre os Campeões Mundiais do ano anterior e do ano seguinte. Depois de dois empates nos primeiros jogos decisivos, Flamengo e Grêmio voltaram ao Estádio Olímpico na tarde de 25 de abril de 1982 para a batalha que valia o caneco do Campeonato Brasileiro de 1982. O Tricolor Gaúcho não só contava com o apoio de mais de 60 mil torcedores como jogava por um novo empate para se manter como Campeão Nacional. Estes, porém, não eram os planos de Zico e companhia. Logo aos 10 minutos da etapa inicial, o Galinho de Quintino fez jogada genial, arrancou com seu estilo único e rolou a pelota para Nunes tocar no cantinho de Leão, fazer um a zero e reforçar ainda mais apelido de Artilheiro das Decisões. A partir daí, o protagonismo saiu de quem usa chuteiras na busca pelo gol e chegou a quem usa luvas para evitá-los. Com defesas atrás de defesas, o arqueiro rubro-negro Raul se transformou numa muralha que não deixava passar nem pensamento gremista. Pensamento este que se tornava cada vez mais tenso com o caminhar do relógio e se refletia nas reclamações com a arbitragem – até hoje muitos tricolores juram que Andrade, sobre a linha do gol, evitou o empate gremista com a mão. E neste ambiente tenso e dramático que o apito final veio para decretar o título flamenguista e iniciar uma grande festa rubro-negra. Mais rubra do que negra no Olímpico, pela presença de diversos torcedores do Internacional “infiltrados”.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

LUCAS - O RETORNO


Seria uma mentira de mão cheia dizer que Lucas não vem tendo oportunidades no PSG. Quem nos conta são os números. Das 18 partidas que o PSG disputou na temporada (Supercopa da França, Liga Francesa e Champions League), o brasileiro esteve em campo em 17, sendo que em nove delas ouviu o apito inicial como titular. Definitivamente, Lucas não está encostado, porém não explodiu ainda – apesar de algumas boas e poucas ótimas atuações. Neste ritmo, vê sua chance de disputar a Copa do Mundo começar a virar cinzas, o que seria desastroso para as expectativas em torno do seu potencial. Daí nasceu a questão: por que não voltar para o Brasil por uma temporada?

Fosse o próximo ano um ano sem Mundial, Lucas poderia (e deveria) seguir no PSG. Lá não tem a pressão de ser decisivo sobre seus ombros, atua ao lado de estrelas como Cavani e Ibrahimovic´, e no esquema de rodízio do treinador Blanc encontraria espaços para crescer mesmo sem a titularidade absoluta. Porém, a Copa do Mundo no meado do ano exige que Lucas exploda e mostre o muito que sabe e ainda saberá. Não há tempo para milongas. Um breve retorno ao Brasil – de preferência para um clube que vá disputar a Libertadores nos meses que antecedem a Copa – seria benéfico para todos.


Benéfico para Lucas, que como protagonista dependeria apenas de seus próprios rápidos pés para recuperar o espaço que perdeu na Seleção do Felipão. Benéfico para o clube brasileiro, que contaria em seu quadro com um dos jogadores de maior potencial que o futebol brasileiro viu nascer nestes anos 2000. Benéfico para o PSG, que em 2015 receberia um Lucas mais maduro, possivelmente com uma participação em Copa do Mundo no currículo, e ainda com 23 anos incompletos. E, por fim, benéfico para a Seleção Brasileira, que poderia ter um jogador capaz de acelerar o ritmo de qualquer partida e de realizar imprevisibilidades que seriam de grande ajuda para furar os ferrolhos que certamente aparecerão pela frente no Mundial. 

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

PARABÉNS, CRUZEIRO! O CAMPEÃO BRASILEIRO DE 2013

Vitória 1 x 3 Cruzeiro – Barradão, Salvador (BA)

Em ritmo de festa, Cruzeiro freia a arrancada do Vitória e confirma o que só a matemática ainda tinha dúvidas: é o grande Campeão Brasileiro de 2013!

O Vitória tinha muito mais em jogo do que o Cruzeiro. E foi justamente a sede por se aproximar da zona da Libertadores que o fez cometer um pecado imperdoável: jogar de peito aberto contra a Máquina Azul. É verdade que os rubro-negros criaram chances em profusão, mas enquanto estas serviram apenas para consagrar ainda mais o ano do goleiro Fábio, os espaços que deixaram atrás por terem olhos apenas para o ataque não foram desperdiçados pelo rival. Willian, Júlio Baptista e Ricardo Goulart (Dinei fez o gol baiano) tornaram a festa azul em Salvador ainda mais animada do que se esperava.

A avassaladora, esmagadora e torrencial campanha cruzeirense nos faz matutar um pouco sobre o chamado craque. Aqui e acolá dizem que o Cruzeiro foi Campeão pelo conjunto, por ter elenco, ter banco, estar encaixado... nunca por ser um time de craques. Alguns até afirmam que não existe sequer um craque vestindo a camisa azul. Bom, amigos, o conceito de craque é algo muito pessoal. Cada um tem sua própria ideia do que seria um craque. Tem que jogar o futebol-arte? Fazer muitos gols? Conquistar títulos? Ser decisivo? Estar no ápice por muito tempo? Os pré-requisitos para ser um craque não estão escritos em um livro.

Independente do que é ser um craque, porém, ninguém jogou mais bola do que pelo menos metade do time celeste. Disse metade, mas fui comedido. Vou mais longe. Bem mais longe. Com exceção do centroavante Borges (que viu o goiano Walter jogar uma barbaridade), todos os outros dez titulares do time base cruzeirense podem aparecer na seleção do campeonato sem causar surpresas.

Em termos de conjunto, o Cruzeiro foi muito – mas muito! – superior a todos os seus concorrentes. Mas não foi só isso. O título não foi só questão de grupo. Foi questão de individualidade também. Carimbar alguns cruzeirenses como craques é algo bem relativo. Muito menos relativo, porém, é afirmar que todos eles fizeram uma grande temporada. A falta do relativo carimbo de craque e o trabalho em equipe bem feito (espetacularmente feito) não podem apagar o valor individual de cada um dos campeões.


PARABÉNS, CRUZEIRO! PARABÉNS, CRUZEIRENSES! 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

JOGOS INESQUECÍVEIS DO BRASILEIRÃO - INTERNACIONAL X ATLÉTICO MINEIRO - 1976


Internacional 2 x 1 Atlético Mineiro

Campeonato Brasileiro de 1976 – Semifinal

Beira-Rio, Porto Alegre (RS)

5 de Dezembro de 1976

Internacional: Manga; Batista, Figueroa, Marinho Perez e Vacaria; Caçapava, Jair e Falcão; Zé Maria (Escurinho), Dario e Lula. Técnico: Rubens Minelli.

Atlético Mineiro: Ortiz; Alves, Márcio, Vantuir e Dionísio; Toninho Cerezo, Heleno e Paulo Isidoro; Cafuringa (Paulinho), Marcelo e Bozó. Técnico: Barbatana.

Gols – Primeiro Tempo: Vantuir (Atlético Mineiro), aos 30’. Segundo Tempo: Batista (Internacional), aos 28’ e Falcão (Internacional), aos 45’.


Uma das viradas mais espetaculares do futebol brasileiro se deu no Beira-Rio, num domingo de verão de 1976. O espetacular não foi o resultado em si, pois foi uma virada mínima, por 2 a 1. Bom, amigos, mínima em termos de placar, pois em importância, dramaticidade e beleza ela foi enorme. Os problemas de joelho – sempre eles – tinham tirado o grande craque Reinaldo de ação, mas mesmo assim o Atlético Mineiro chegava forte à semifinal do Brasileirão de 1976. E o Galo pareceu mais forte ainda ao ignorar a pressão de 60 mil colorados e fazer um a zero em cruzamento de Toninho Cerezo e gol de cabeça do zagueiro Vantuir, aos 30 minutos do primeiro tempo. Como se não bastasse toda a tensão de uma disputa que vale vaga na finalíssima, o Inter agora se via lutando contra o relógio. A cada giro deste, aumentava o drama vermelho. E assim foi até os 28 minutos da etapa final, quando Batista soltou um foguete de fora da área para igualar o placar. O empate levaria a decisão da vaga para a disputa por pênaltis, e conforme o tempo regulamentar se aproximava do fim, crescia o nervosismo de atleticanos e colorados. Mas pouco antes do último trilar do apito, a pintura de uma das mais belas obras de arte da história do futebol brasileiro viria para decidir o duelo. Já nos acréscimos, Figueroa lançou Dadá Maravilha que, sem deixar a bola cair, desviou para Escurinho. Sempre com a pelota no ar, Escurinho deu de cabeça a Falcão que deu de cabeça a Escurinho que deu de cabeça a Falcão que mandou de perna direita para o fundo das redes. Estupendo! Um gol antológico para coroar uma virada inesquecível. 

domingo, 10 de novembro de 2013

CAMPEONATO BRASILEIRO 2013 - 33ª RODADA – VASCO X SANTOS









RESULTADOS

Bahia 0 x 0 Atlético Mineiro
Portuguesa 0 x 0 Coritiba
Flamengo 1 x 1 Goiás
Internacional 2 x 1 Botafogo
Ponte Preta 0 x 3 Vitória
Cruzeiro 3 x 0 Grêmio
Atlético Paranaense 3 x 0 São Paulo
Vasco 2 x 2 Santos
Corinthians 1 x 0 Fluminense
Náutico 0 x 1 Criciúma

ARTILHARIA
17 Gols
Éderson (Atlético Paranaense)
14 Gols
Gilberto (Portuguesa)
Hernane (Flamengo)
William (Ponte Preta)

Vasco 2 x 2 Santos – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Vasco deixa a alma em campo para superar problemas físicos, deficiências técnicas e desorganização tática e buscar um empate diante do Santos que o tira da zona de rebaixamento.

No embalo do lotado Maracanã, o Vasco foi para cima do Santos nos primeiros minutos. Ganhou um escanteio aqui que o Juninho não cobrou. Outro acolá, que o Juninho também não bateu. Era estranho, muito estranho. Aí veio um córner de mangas curtas e o Juninho enfim foi encontrar a bola parada. O juiz apitou, o Reizinho meteu o sapato na redonda e... sentiu a coxa e saiu de campo chorando. O relógio nem chegara ao minuto dez. Um pouco mais e Reginaldo também deixou o gramado por contusão.

 As pulgas já saltitavam nas orelhas vascaínas quando o Santos se aproveitou da bagunça vascaína pelas alterações repentinas e fez dois a zero: Bruno Peres, em chute longo, aos 22, e Gustavo Henrique, de cabeça, aos 26. E se é verdade que o Vasco ganhou ânimo com o gol de Edmílson, logo aos 28, é mais verdade ainda que o Santos poderia ter ido para o intervalo com uma larga vantagem, tamanho o número de contra-ataques organizados e finalizados pela dupla Cícero e Montillo.

O Peixe, porém, não transformou estes contra-golpes em bolas na rede, e o Vasco voltou vivo para o segundo tempo. Os jogadores colocaram o coração na ponta da chuteira e se lançaram à frente, enquanto o torcedor tinha o seu coração na goela, pois com o time todo aberto, os contra-ataques santistas (desta vez com Geuvânio) se sucediam. O jogo virou uma roleta-russa, com os goleiros Aranha e Alessandro trabalhando lance após lance.

Foi neste cenário que, aos 32, Edmílson fez bem o pivô e André finalizou no cantinho para deixar tudo igual. A intensidade seguiu até o apito final, que chegou para decretar o empate. Um empate que fará o Cruz-Maltino dormir fora do purgatório após quase dois meses.  

Vasco: Alessandro; Fagner, Jomar, Cris e Yotún; Abuda, Juninho Pernambucano (Jhon Cley) (Bernardo) e Pedro Ken; Marlone e Reginaldo (André); Edmílson. Técnico: Adilson Batista.

Santos: Aranha; Bruno Peres, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Alison, Arouca e Cícero; Montillo; Geuvânio e Willian José (Alan Santos). Técnico: Claudinei Oliveira.

CURTINHAS PELO BRASILEIRÃO

- O Botafogo se segura no argumento de que só depende de suas próprias forças para se garantir na Libertadores do ano que vem. No entanto, com o futebol anêmico e sem motivação que vem apresentando, é bom começar a torcer contra os rivais diretos.

- Os últimos 20 ou 30 minutos da vitória do Internacional sobre o Botafogo deveriam ser lançados em DVD sob o título de “D’Alessandro ensina a garantir os três pontos”. O argentino colorado deu uma verdadeira aula de como prender a bola no campo adversário e impedir qualquer pressão contrária nos minutos finais.

- Com os inapeláveis 3 a 0 sobre o Grêmio, o Cruzeiro chegou à marca de pelo menos uma vitória sobre cada um dos 19 adversários do campeonato. A matemática ainda não decretou o título cruzeirense. Só ela.


- O torcedor do Fluminense acordou no domingo com a confirmação do retorno de Conca e foi dormir dentro da zona do rebaixamento. Às vezes, o futebol dá a ideia de que alegria e tristeza não são separadas por uma linha tênue. Elas, na verdade, caminham lado a lado.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

JOGOS INESQUECÍVEIS DO BRASILEIRÃO - VASCO X SANTOS - 1974

Vasco 2 x 1 Santos

Campeonato Brasileiro de 1974 – Primeira Rodada do Quadrangular Final

21 de Julho de 1974

Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Público: 97.696 pagantes

Vasco: Andrada; Fidélis, Joel Santana, Miguel e Alfinete; Alcir, Zanata e Peres; Luís Carlos, Roberto Dinamite e Jaílson (Jorginho). Técnico: Mário Travaglini.

Santos: Cejas; Hermes, Vicente, Bianchi (Oberdã) e Zé Carlos; Clodoaldo e Brecha; Fernandinho, Nenê (Cláudio Adão), Pelé e Mazinho. Técnico: Tim.

Gols – Primeiro Tempo: Luís Carlos (Vasco), aos 15’. Segundo Tempo: Pelé (Santos), aos 31’ e Roberto Dinamite (Vasco), aos 43’.


De um lado, o Rei Pelé, aos 33 anos, prestes a encerrar sua carreira no Santos e viajar para brincar nos estádios norte-americanos. Mais de mil gols, cinco títulos mundiais – três com a Seleção Brasileira e dois com o Alvinegro Praiano – incontáveis outros canecos estaduais, regionais, nacionais e continentais, e a reverência de todo o Planeta Bola. Do outro lado, Roberto, o Garoto Dinamite, que aos 20 anos começava a caminhada para se tornar o maior goleador da história do Vasco, do Estádio de São Januário, do Campeonato Brasileiro e do Campeonato Carioca. O Rei que nunca perderá a majestade (mas que vivia seus últimos dias em gramados brasileiros) e o Dinamite que se tornava mais explosivo semana após semana foram os protagonistas do duelo entre Vasco e Santos pela primeira rodada do quadrangular final do Brasileirão de 1974. Um Maracanã com 100 mil torcedores viu uma peleja mais faltosa do que bem jogada – talvez pela tensão sempre presente em momentos decisivos. Foi de falta, por sinal, que Pelé deixou sua marca, aos 31 minutos do segundo tempo, para empatar um placar que o vascaíno Luís Carlos havia inaugurado ainda na etapa inicial. Para o Santos, que enfrentaria o Cruzeiro e o Internacional como mandante nos jogos restantes do quadrangular, o empate no Maraca até poderia ser visto como um ótimo resultado. Porém, quando as cortinas se preparavam para descer e encerrar o espetáculo, Roberto, aos 43, converteu a única chance que chegara aos seus pés em toda a partida. Foi o gol 15 de 16 que Dinamite marcou em todo o torneio para se consagrar o artilheiro. Um gol pra lá de inesquecível, pois abriu caminho para o Cruz-Maltino conquistar seu primeiro Brasileirão. 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

FUTEBOL É ARTE













Com seus traços característicos, o artista plástico carioca Jorge Victtor conta o cotidiano nas cidades com exposições sobre trânsito, a mescla de paisagens urbanas e naturais em grandes centros, com destaque para o Rio de Janeiro, a vida nos bares... O futebol também é uma de suas temáticas, como mostra não só com o livro lançado (Brasil x Todos), como esta obra selecionada pelo “Futebol é Arte”, onde Jorge Victtor exalta a genialidade de Garrincha sobre seus marcadores.

COPA DO BRASIL 2013 - SEMIFINAL - FLAMENGO X GOIÁS


Flamengo 2 x 1 Goiás – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

No ritmo de Elias e Hernane, Mengão volta a vencer o Goiás por 2 a 1 e vai disputar, contra o Atlético Paranaense, a sexta final de Copa do Brasil de sua história.

Se tem uma palavra que define a vitória do Flamengo sobre o Goiás no Maracanã esta é maturidade. Quando Eduardo Sasha abriu, de cabeça, o placar para os esmeraldinos, logo aos quatro minutos, o Fla teve motivos para perder o rumo, mesmo que o resultado ainda o classificasse para a decisão. No entanto, esbanjando tranquilidade e confiança, o Rubro-Negro respirou fundo, colocou a redonda no chão e, comandado pelo todocampista Elias, não tardou a virar o escore.

Primeiro, aos 12, o camisa sete misturou luta e visão para encontrar Hernane, que com uma impiedosa cavadinha superou o goleiro Renan. Depois, aos 23, o próprio Elias se encarregou de colocar a pelota no fundo do barbante com um balaço de fora da área. Na comemoração, se emocionou e emocionou a todos ao homenagear o pequeno filho que enfrenta problemas de saúde.

O Goiás sentiu o golpe que o Flamengo não sentira ao se ver em desvantagem e, agora, os rubro-negros voavam, sem problemas, por um céu de brigadeiro. A situação dos anfitriões teria ficado ainda melhor se um erro do bandeirinha não anulasse novo gol do Brocador Hernane, aos nove minutos da etapa final, em passe perfeito de Elias.

Pouco após este gol anulado, o Fla viveria seu único momento ruim na partida. Displicente – seria um excesso de confiança? – deixou o Goiás colocar as manguinhas de fora e assustar o goleiro Paulo Victor. Três perigosos ataques verdes, porém, religaram os rubro-negros que, lá pelo minuto 20, trocaram o relaxamento por contra-ataques velozes. Todos,  invariavelmente, com a participação do dono do jogo, Elias.

Daí até o apito final, podemos dizer que o Fla esteve mais perto de alargar seu triunfo do que o Goiás de conseguir uma virada monumental. Não a alargou, é verdade, mas se garantiu em mais uma decisão da Copa do Brasil e está a uma etapa de transformar um 2013 que parecia jogado às moscas em mais brilho para sua sala de troféus.

Flamengo: Paulo Victor; Léo Moura, Chicão, Wallace e André Santos; Amaral, Luiz Antônio e Elias; Carlos Eduardo (Diego Silva), Paulinho (González) e Hernane. Técnico: Jayme de Almeida.

Goiás: Renan; Vítor, Rodrigo, Ernando e Mário Sérgio (Ramón); Amaral, Thiago Mendes e David; Eduardo Sasha (Junior Viçosa), Renan Oliveira e Roni (Welinton Junior). Técnico: Enderson Moreira.



terça-feira, 5 de novembro de 2013

ELÓIGICO E SUAS LÓGICAS














Elóigico é um fanático torcedor do São Sebastião Futebol Clube que sempre coloca a paixão à frente da razão – como quase todos os torcedores, né? E quem fica perdida com tanto fanatismo de Elóigico é sua filha, Edinha, que mora junto com seu pai em uma simples casinha que vive futebol 24 horas por dia.

Desenho de Paulo Sales e roteiro de Diano Massarani.


domingo, 3 de novembro de 2013

CAMPEONATO BRASILEIRO 2013 – 32ª RODADA – FLAMENGO X FLUMINENSE









RESULTADOS

Vasco 2 x 1 Coritiba
São Paulo 2 x 1 Portuguesa
Atlético Mineiro 5 x 0 Náutico
Vitória 1 x 1 Corinthians
Grêmio 0 x 0 Bahia
Goiás 1 x 0 Botafogo
Santos 0 x 1 Cruzeiro
Flamengo 1 x 0 Fluminense
Criciúma 1 x 1 Ponte Preta
Atlético Paranaense 1 x 0 Internacional

ARTILHARIA

16 Gols
Éderson (Atlético Paranaense)
14 Gols
Fernandão (Bahia)
Gilberto (Portuguesa)
Hernane (Flamengo)

Flamengo 1 x 0 Fluminense – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Gol de Hernane no fim dá vitória ao Flamengo e não só afasta de vez o Rubro-Negro da zona de rebaixamento como deixa o rival Fluminense fora dela apenas pelos critérios de desempate.

Poucos minutos após o apito inicial já estavam marcados no mapa do jogo os melhores caminhos para Fla e Flu chegarem ao gol. As improvisações de Frauches como lateral-esquerdo rubro-negro e Anderson como lateral-esquerdo tricolor deixavam claro quais eram os setores onde os ataques rubro-negro e tricolor encontrariam mais facilidade, pois tanto um defensor quanto o outro teriam enormes problemas para conter a velocidade dos pontas e laterais rivais.

Durante uma boa parte do clássico – eu diria até os 30 minutos da segunda etapa – nem o Flamengo nem o Fluminense conseguiu ter o domínio do jogo em suas mãos. O Tricolor, com Biro Biro e Bruno ligados para explorar o setor do Frauches, levava perigo ao acionar a mobilidade de Sóbis, as chegadas de Jean e o centroavante Samuel (que parece sentir até hoje os gols que desperdiçou contra a Ponte Preta, há duas semanas).

Pelo ataque rubro-negro, Rafinha, Digão e Carlos Eduardo – este bem mais participativo que o de costume – eram os responsáveis por infernizar a vida de Anderson e construir boas tramas. As duas melhores destas tramas terminaram nos pés de Hernane, que, na pequena área, as desperdiçou. Uma raridade nas últimas atuações do Brocador.

Foi assim, neste equilíbrio de ações, que o clássico transcorreu até o já citado minuto 30 do segundo tempo, quando o Fluminense, pela maior necessidade dos três pontos, se lançou mais avidamente ao ataque e começou a criar seguidos “melhores momentos”. Biro Biro, Rafinha, Gum e Igor Julião tiveram “quase-gols” em seus pés ou cabeça, e o Fla-Flu parecia se encaminhar para um triunfo tricolor. Parecia até Hernane, no apagar das luzes, mostrar que não esqueceu como se levanta o véu da noiva e decretar o placar final: um a zero Mengo.

Placar final que permite ao Fla se concentrar ainda mais na Copa do Brasil e deixa o Flu a sentir mais de perto o calor do purgatório.

Flamengo: Paulo Victor; Digão, Wallace, González e Frauches; Amaral, Luiz Antônio, Rafinha e Gabriel (Bruninho); Carlos Eduardo (Adryan) e Hernane (Diego Silva). Técnico: Jayme de Almeida.

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno (Rafinha), Gum, Leandro Euzébio e Anderson; Edinho, Diguinho (Igor Julião) e Jean; Biro Biro, Rafael Sóbis e Samuel (Marcelinho). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

CURTINHAS PELO BRASILEIRÃO

- Marlone mostrou que tem enorme potencial, Edmílson fez mais do que dele se espera e marcou dois gols de oportunismo, Abuda tomou conta do coritibano Alex e o que parecia ser uma noite de terror para os vascaínos, após a saída de Juninho por contusão com pouco mais de 15 minutos, acabou por se transformar numa vitória de alívio. A situação ainda é complicada, mas o Vasco, por hora, já não precisa mais de aparelhos para respirar.

- Para o Goiás era uma decisão. Para o Botafogo, também. O Goiás encarou como uma. O Botafogo, não. O Esmeraldino mostrou, no maiúsculo triunfo no Serra Dourada, como partir com tudo em busca da vitória sem, para isso, precisar se desorganizar e apelar para o bumba-meu-boi. Com o lateral Vítor voando pela direita, o centroavante Léo infernizando a retaguarda alvinegra e o meia Eduardo Sasha fazendo (bem) de tudo um pouco, o Goiás lutou ferrenhamente pela vitória e, como prêmio, está a um pontinho do próprio Botafogo, que nunca teve seu posto no G4 tão ameaçado.


- O Cruzeiro caminha a passos largos, ou melhor, a saltos, ou melhor, a saltos triplos para levantar uma taça que já lhe está endereçada há meses. E Éverton Ribeiro segue em ritmo forte para se tornar o craque do campeonato. 

sábado, 2 de novembro de 2013

JOGOS INESQUECÍVEIS DO BRASILEIRÃO - VITÓRIA X CORINTHIANS - 1993


Vitória 2 x 1 Corinthians

Campeonato Brasileiro de 1993 – Segunda Rodada da Segunda Fase

Fonte Nova, Salvador (BA)

24 de Novembro de 1993

Vitória: Dida; Rodrigo, João Marcelo, China (Edson Santos) e Renato; Gil Sergipano, Roberto Cavalo e Paulo Isidoro (Giuliano Pariz); Alex Alves, Claudinho e Pichetti. Técnico: Fito Neves.

Corinthians: Ronaldo; Luís Carlos Winck, Baré, Leandro Silva e Elias (Tupãzinho); Zé Elias, Ezequiel, Embu e Válber; Viola e Rivaldo. Técnico: Mário Sérgio.

Gols – Primeiro Tempo: Claudinho (Vitória), aos 44’. Segundo Tempo: Alex Alves (Vitória), aos 25’ e Tupãzinho (Corinthians), aos 44’.


O Brasileiro de 1993 foi mais um daqueles com um regulamento peculiar, para encaixar os 12 clubes que haviam subido para a Primeira Divisão ao fim de 1992. Dois grupos teriam os confrontos entre os times que a CBF considerava como uma espécie de elite, enquanto outros dois grupos seriam palco dos embates entre os não tão valorizados pelo critério da confederação. Na fase inicial, entre os que estavam em segundo plano pelo critério da CBF, o Vitória foi o de melhor campanha, garantindo vaga na etapa decisiva, na qual, logo na estreia, venceu o Flamengo por um a zero. Mesmo com a boa campanha, o Vitória dos garotos Dida, Paulo Isidoro, Vampeta e Alex Alves, além dos mais experientes Roberto Cavalo e Pichetti, ainda não era encarado como um dos protagonistas do campeonato. Este status viria no dia 24 de novembro de 1993, quando o Rubro-Negro Baiano recebeu, na Fonte Nova, o Corinthians de Rivaldo e Viola, que havia disputado a primeira fase entre os que a CBF colocou em primeiro plano e a terminado com um retrospecto inigualável por qualquer outro clube – dez vitórias, quatro empates e nenhuma derrota. Mas com gols de Claudinho e Alex Alves (um golaçoaçoaço que contou com um arrancada desde antes da linha central e costuras pela retaguarda alvinegra), o Vitória bateu o Corinthians por 2 a 1 (Tupãzinho descontou já no fim) e mostrou que poderia ir longe, como efetivamente foi. Chegou até a decisão, na qual cairia diante de um Palmeiras que formava com um dos maiores esquadrões da história do futebol brasileiro, ou seja, uma derrota que em nada apaga a inesquecível campanha do Rubro-Negro Baiano.