terça-feira, 29 de novembro de 2011

NOMES DOS ESTÁDIOS - LARANJEIRAS

Olá, amigos do FUTEBOLA!

Hoje o blog inaugura a seção “Nomes dos Estádios”, que irá contar para os amigos quem são as pessoas que dão nomes aos estádios Brasil afora. E vamos começar com o histórico Estádio das Laranjeiras, casa do Fluminense, responsável por receber o primeiro jogo da história da Seleção Brasileira, uma vitória por 2 a 0 sobre os ingleses do Exeter City.

Situado no Bairro das Laranjeiras, no Rio de Janeiro, o estádio já foi conhecido como Álvaro Chaves, nome da rua onde se localiza. No entanto, desde 2004, o nome oficial do Estádio das Laranjeiras é Estádio Manoel Schwartz, em homenagem ao ex-presidente do Tricolor Carioca. Manoel Schwartz ocupou a presidência do clube no triênio 84/86, período no qual contratou o craque paraguaio Romerito e conquistou, além dos dois últimos títulos cariocas do Tri 83/84/85, o Brasileirão de 1984.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

PREMIER LEAGUE 2011/2012 - 13ª RODADA



RESULTADOS
Stoke City 3 - 1 Blackburn
Bolton 0 - 2 Everton
Chelsea 3 - 0 Wolverhampton
Manchester United 1 - 1 Newcastle
Norwich 2 - 1 Queens Park Rangers
Sunderland 1 - 2 Wigan
West Bromwich 1 - 3 Tottenham
Arsenal 1 - 1 Fulham
Swansea City 0 - 0 Aston Villa
Liverpool 1 - 1 Manchester City

ARTILHARIA
13 Gols –
Robin van Persie (Arsenal)
10 Gols – Edin Dzeko (Manchester City) e Kun Agüero (Manchester City)
9 Gols – Demba Ba (Newcastle) e Wayne Rooney (Manchester United)

GIRO PELA “TERRA DA RAINHA”

- Depois de perder a invencibilidade na última rodada ao ser derrotado pelo Manchester City, o Newcastle suou litros e mais litros para arrancar um empate diante do Manchester United em pleno Old Trafford. Os “Red Devils” saíram na frente com um “gol sem querer” do ídolo mexicano Chicharito Hernández, enquanto os “Magpies” chegaram ao empate em cobrança de pênalti – inexistente, diga-se de passagem – do atacante Demba Ba, aos 19 minutos da 2ª etapa. Daí em diante, principalmente após a expulsão do argentino Gutiérrez, o United partiu com tudo em busca da vitória, mas esbarrou em uma atuação monumental do goleiro Krul e em uma cabeçada do Chicharito que o lateral Simpson salvou de maneira espetacular sobre a linha do gol. Depois de enfrentar os dois clubes de Manchester em sequência, o Newcastle encara, na próxima rodada, o Chelsea. Que tabela!

- O início do Tottenham nesta Premier League foi para deixar seus torcedores com todas as pulgas atrás da orelha: derrotas por 3 x 0 para o Manchester United e por 5 x 1 para o Manchester City. Desde então, os “Spurs” conquistaram nada menos do que nove vitórias e um empate e já se encontram na 3ª colocação do torneio, apesar de um jogo a menos. Com um elenco que contém King, Sandro, Lennon, Bale, van der Vaart, Adebayour e Defoe, não é de se estranhar que o Tottenham realize uma campanha melhor que a de seus rivais londrinos, Chelsea e Arsenal.

- Uma briga de cachorro grande, assim pode ser definido o duelo entre o líder invicto Manchester City e o Liverpool, no Anfield Road. Após um 1º tempo equilibradíssimo, que terminou empatado em 1 x 1 – Kompany marcou para o City e Lescott, contra, para o Liverpool – o time da “Terra dos Beatles” realizou uma 2ª etapa digna de muitos aplausos. No entanto, graças à grande atuação do goleiro Hart, que teve como ponto máximo as duas defesas seguidas já nos acréscimos do 2º tempo, os “Reds” não conseguiram sair de campo com os três pontos. Vale destacar ainda a segura atuação do volante brasileiro Lucas, pelo lado vermelho, e a infantil expulsão do imprevisível (ou seria previsível?) Balotelli, menos de 20 minutos após entrar em campo, pelo lado azul.

domingo, 27 de novembro de 2011

CAMPEONATO BRASILEIRO 2011 - 37ª RODADA - FLUMINENSE X VASCO





RESULTADOS
Palmeiras 1 x 0 São Paulo
Santos 1 x 1 Bahia
Flamengo 1 x 0 Internacional
Fluminense 1 x 2 Vasco
Grêmio 2 x 2 Atlético Goianiense
Atlético Mineiro 4 x 0 Botafogo
Figueirense 0 x 1 Corinthians
Coritiba 1 x 0 Avaí
América Mineiro 2 x 1 Atlético Paranaense
Ceará 2 x 2 Cruzeiro

ARTILHARIA
23 Gols –
Borges (Santos)
21 Gols – Fred (Fluminense)
15 Gols – Deivid (Flamengo)


Fluminense 1 x 2 Vasco – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Em clássico de arrepiar o Vasco venceu o Fluminense com um gol do Bernardo, aos 45 minutos do 2º tempo, e manteve viva a esperança de ser Pentacampeão Brasileiro.

Sem vencer um clássico carioca em 2011, o Fluminense entrou em campo embalado pelo ritmo do artilheiro Fred e escalado pelo Abel Braga no 4-4-2 com: Diego Cavalieri; Mariano, Elivélton, Leandro Euzébio e Carlinhos; Deco, Edinho, Diguinho e Marquinho; Rafael Sóbis e Fred. Em diversas oportunidades o volante Edinho recuou e realizou um papel de terceiro zagueiro. Na briga por conquistar uma tríplice coroa e fechar o ano de maneira histórica, o Vasco foi para o confronto organizado pelo Cristóvão Borges no 4-3-2-1 com: Fernando Prass; Fagner, Dedé, Renato Silva e Jumar; Juninho Pernambucano, Rômulo e Felipe; Allan e Diego Souza; Élton.

Já classificados para a Libertadores 2012, somente a vitória interessava a Vasco e Fluminense. Assim, desde o primeiro minuto, quando a arbitragem equivocou-se ao anular, por impedimento, um gol legal do Diego Souza, o confronto foi aberto e os centroavantes de ambos os lados tiveram chances para sacudir o véu da noiva. No Flu, Fred acertou o pé da trave e Marquinho, depois de linda assistência de cabeça do mesmo Fred, também teve a sua oportunidade de gol. Já pelo Vasco, as melhores chances foram finalizadas pelo Élton: uma cabeçada por cima da meta e um arremate no travessão, livre, após o Diego Cavalieri realizar linda defesa em cabeçada do Rômulo. Ainda na 1ª etapa, vale destacar as boa presenças ofensiva do meia tricolor Deco, no início das jogadas, e do cruzmaltino Juninho Pernambucano, nos cruzamentos. Que qualidade nos passes!

A 2ª etapa voltou completamente diferente, com as tramas de ataque cedendo lugar aos cartões amarelos – foram seis em menos de 20 minutos. Depois deste período de jogo picado, o Flu cresceu de produção e poderia ter inaugurado o placar com Rafael Sóbis e Fred, mas foi o Vasco que o fez. A ausência de um homem de área ocasionada pela troca do Élton pelo Bernardo, no intervalo, havia transformado o Vasco em uma equipe infértil, mas a entrada Alecsandro resolveria o problema cruzmaltino. Aos 31 minutos, Rômulo deu passe de cabeça e Alecsandro, também de cuca, colocou a pelota no fundo do gol. A vantagem vascaína, porém, não tardaria a ir por água abaixo, já que Fred, aos 38, aproveitou lançamento do Mariano e falha do zagueiro Renato Silva para dominar a redonda no peito e marcar um belíssimo gol de empate. Emoção pura! Se estivesse narrando este clássico, Galvão Bueno não se cansaria de gritar “haja coração!”.

A proximidade do apito final e a vitória do Corinthians sobre o Figueirense deixavam os jogadores vascaínos com os nervos à flor da pele, como espelha a expulsão do Leandro mesmo fora das quatro linhas. Diante do que se via em campo, muitos já davam como certo o título do Coringão, até que, nos acréscimos, Alecsandro arrancou pela direita como um ponta à moda antiga e cruzou para Bernardo finalizar duas vezes e adiar a decisão do título para a última rodada. Amigos, o “Clássico dos Milhões” do próximo domingo promete muito!

TRÊS TOQUES!

- O Flamengo suou litros e mais litros para vencer o Internacional em Macaé, gol de Ronaldinho Gaúcho. E os rubro-negros têm mais motivos para comemorar do que o triunfo neste chamado “jogo de seis pontos” contra o Colorado, afinal Figueirense, São Paulo e Botafogo perderam seus duelos nesta rodada. Botafogo que, por sinal, comprova jogo após jogo o gigantesco equívoco que foi a demissão do treinador Caio Júnior.

- Já faz tempo que o Palmeiras vive em brigas internas e não briga por nada no Brasileirão. No entanto, a oportunidade de tirar o São Paulo da Libertadores 2012 e evitar o título do Corinthians parece ter acendido uma chama no Verdão. A vitória sobre o São Pulo complicou – e muito! – a vida do Tricolor Paulista, e o Corinthians terá, no próximo domingo, um adversário duríssimo pela frente.

- Se um amigo estrangeiro chegasse esta semana ao Brasil, qual jogo você o indicaria assistir: Vasco x Flamengo que vale caneco e vaga na Libertadores? Corinthians x Palmeiras com o “Timão” podendo conquistar o título? Internacional em busca da vaga na Libertadores contra o Grêmio? Atlético Mineiro na tentativa de rebaixar o Cruzeiro? O surpreendente Coritiba podendo terminar no G5 contra o desesperado para fugir da degola Atlético Paranaense? E ainda tem São Paulo, Figueirense e Botafogo, todos em clássicos regionais, na luta para estar na mais importante competição sul-americana do ano que vem e o Ceará, em duelo nordestino contra o Bahia, sonhando fugir da Segundona. E aí, o que diria ao seu amigo estrangeiro?

sábado, 26 de novembro de 2011

FUTEBOLA CONVERSA COM O JOVEM ZAGUEIRO FRAUCHES

Com 19 anos de idade, o zagueiro do Flamengo Frauches conquistou, neste ano de 2011, dois dos mais importantes títulos nas categorias de base: Copa São Paulo de Futebol Júnior e Copa do Mundo sub-20. Vejam a seguir um bate-papo com este zagueiro que promete um grande futuro com a camisa rubro-negra.

FUTEBOLA: Para iniciarmos, gostaria que você falasse um pouco sobre sua história no futebol, até começar a se destacar pelo Flamengo. Você contou com o apoio da família no momento em que decidiu se tornar jogador?
Frauches: Eu nem pensava em jogar bola, fui só porque meu pai não queria que eu ficasse de bobeira na rua. Já estou há 10 anos no Flamengo e, desde que eu decidi seguir nessa carreira, minha família sempre me apoiou.

FUTEBOLA: No futebol, tenho a opinião de que os aspectos físico, tático e psicológico são tão importantes quanto o técnico. Nos seus treinos com o Flamengo, existe algum destes aspectos (técnico, físico, tático e psicológico) que recebe mais atenção? Você realiza treinos específicos para zagueiros?
Frauches: Sim, sempre tem um treino reservado pra cada posição e se tiver que ganhar mais resistência tem um treino específico também. E ainda existem os treinos individualizados.

FUTEBOLA: Qual foi o seu melhor momento no futebol até hoje: o título da Copa São Paulo com o Flamengo ou do Mundial Sub-20 com a Seleção? Você poderia contar um pouquinho como foram estes dois torneios?
Frauches: Com certeza foi a Copa São Paulo, pois eu estava jogando e foi aquilo ali que todos viram: tudo dando certo, time unido, clima bom, sem nada que atrapalhasse e, assim, a qualidade de cada um surgiu. O Mundial foi uma boa experiência, pois ser Campeão sub-20 é para poucos e graças a Deus pude fazer parte desse grupo fantástico.

FUTEBOLA: O setor defensivo do Flamengo vem sendo muito criticado neste Brasileirão. Já se imagina colocando ordem na cozinha rubro-negra em 2012?
Frauches: Poder entrar e não sair mais é o meu maior sonho, mas para isso tenho que ter calma, porque conheço a torcida do Flamengo e sei como é estar no céu e no inferno ao mesmo tempo. No entanto, quando minha oportunidade aparecer, vou tentar agarrar com todo o meu amor, carinho, respeito pelo clube e, assim, não sair mais.

FUTEBOLA: Quem é seu maior ídolo no futebol?
Frauches: Fábio Luciano e Piqué.

FUTEBOLA: Se pudesse escolher somente uma das opções, onde preferiria jogar: Seleção Brasileira, clube grande da Europa ou seu clube de coração?
Frauches: Flamengo Flamengo e Flamengo.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

DE VOLTA AO BRASIL!

Olá, amigos do FUTEBOLA!


Depois de pouco mais de duas semanas no México, para a cobertura dos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara, onde o Brasil deu um verdadeiro show com a conquista de 197 medalhas, já estou em terras tupiniquins.


Se por um lado não consegui acompanhar últimas três rodadas deste empolgante Brasileirão, por outro conheci um povo tão apaixonado por futebol quanto o nosso. Amigos, como os mexicanos gostam de futebol! E mais, como eles gostam do futebol brasileiro! Talvez o principal exemplo seja a Plaza Brasil, uma homenagem à Seleção Brasileira Campeã do Mundo em 1970 e que se encontra em frente ao lendário Estádio Jalisco, que tive a honra de conhecer. Isso mesmo, os mexicanos possuem uma praça, com um maravilhoso monumento, em homenagem à Seleção do Tri!


A paixão pelo futebol brasileiro também pode ser percebida na conversa com os mais experientes. Um dos motoristas da minha equipe, Francisco, uma pessoa contagiante e que nunca aparecia sem um sorriso no rosto, contou que foi a todos os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1986, tamanha sua idolatria pelo futebol canarinho. Francisco, que jogou bola com “Chicharo”, o pai do Javier Hernández, o “Chicharito”, tem inúmeras histórias de futebol para contar, assim como o taxista Jose Pedro, que me levou para conhecer a já citada Plaza Brasil. Pedro por pouco não foi jogador profissional. Chegou um momento onde teve que decidir entre a carreira de futebolista, que pagava pouco na época, e o sustento dos filhos. Ficou, claro, com a segunda. Ele contou que, no Mundial de 70, ainda um garoto, chorava sozinho sempre que seu pai o colocava para trabalhar durante as partidas do Brasil.


Trocando da faixa etária dos mais experientes para as crianças, é impressionante como o Neymar já é conhecido por lá. Fui perguntar para um menino com seus 10 anos se ele sabia quem era o craque santista e a resposta veio quase que de forma agressiva: “Mas claro, né???”. Um outro garoto, quando me viu com a camisa da imprensa brasileira, me fez duas perguntas. A primeira era se eu falava “brasileiro”, e a segunda se o Neymar jogava no meu time. Isso sem o Santos ter qualquer esforço de marketing no México.


Confesso que, em alguns momentos, a felicidade por ver o futebol brasileiro tão idolatrado no México se misturou a uma sensação de estranheza por saber que a Seleção Brasileira é mais querida por alguns mexicanos do que por próprios brasileiros. Será que são muitos os brasileiros que se esforçarão para estar em todos os jogos do Brasil no Mundial de 2014 como o fez o mexicano Francisco em 1986?

terça-feira, 22 de novembro de 2011

UMA IMAGEM




Lindo monumento presente na Plaza Brasil, em Guaalajara. Uma homenagem à Seleção Brasileira de 1970, que conquistou o Tri Mundial e encantou toda uma geração de mexicanos.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

RADINHO NO OUVIDO

1980 – Flamengo 3 x 2 Atlético Mineiro, Maracanã

Narração: Waldir Amaral

O ano de 1980 marcou o primeiro título brasileiro conquistado pelo Flamengo em sua história. O jogo contra o Atlético Mineiro em um Maracanã com mais de 150 mil torcedores foi duríssimo, com os goleadores Reinaldo, pelo “Galo”, e Nunes, pelo Mengão, em jornada inspiradíssima. E foi o próprio Nunes, o “Artilheiro das Decisões”, quem marcou o gol do título rubro-negro, como conta o lendário locutor Waldir Amaral.



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sábado, 19 de novembro de 2011

BATENDO BAFO - ARGENTINA 1986

Ainda animado com o ar mexicano, já que me encontro em Guadalajara para a cobertura dos Jogos Parapan-Americanos, a seção “Batendo Bafo” de hoje apresenta a Seleção Argentina Campeã do Mundo de 1986, no México. Além do destaque lógico, claro e evidente para Maradona, que começava ali sua entrada para o hall das lendas do futebol, vale citar a presença do meia Borghi e do goleiro Fillol (que está no álbum mas não participou do Mundial), ambos com passagens pelo Flamengo.








sexta-feira, 18 de novembro de 2011

FIGURINHA CARIMBADA - PEDRO BASÍLIO






Nome Pedro Basílio Filho

Data de Nascimento 02 de Março de 1951

Faleceu em 21 de Novembro de 2007

Posição Zagueiro

Clubes
Fortaleza – CE (1969 a 1974, e 1982 a 1988)
Internacional – RS (1972)
Botafogo – RJ (1973)
Sport – PE (1975)
Ceará – CE (1976 a 1981)

Títulos
Campeonato Cearense – 1973, 1974, 1982, 1983, 1985 e 1987 – Fortaleza
Campeonato Pernambucano – 1975 – Sport
Campeonato Cearense – 1976, 1977, 1978, 1980 e 1981 – Ceará

Destaques
- Poucos zagueiros, ou melhor, poucos jogadores tiveram uma carreira tão vitoriosa no futebol nordestino como Pedro Basílio. Ainda jovem, aos 18 anos, Pedro Basílio fez parte da histórica equipe do Fortaleza que se sagrou Vice-Campeã da Taça Brasil de 1968. E foi justamente no “Tricolor de Aço” que o zagueirão escreveu o seu nome com o grafite mais forte, ao conquistar nada menos do que sete títulos estaduais. Destes, vale destacar o de 1983, quando o Fortaleza montou uma das maiores equipes do Nordeste – apelidada de “Máquina” – que, além do nosso “Figurinha Carimbada”, contava com o habilidoso ponta Júlio César Uri Geller, o centroavante Luizinho das Arábias (artilheiro do certame com 33 gols) e o ex-vascaíno Marquinhos. Realmente um timaço!

- Quem também teve o privilégio de contar com o futebol de Pedro Basílio foi o Ceará, grande rival do “Tricolor de Aço”. No “Vovô”, Pedro Basílio jogou ao lado do Sérgio Gomes, para muitos o maior goleiro da história do clube, durante o Tri Cearense de 76/77/78. O zagueiro ainda conquistaria, já sem a companhia de Sérgio Gomes, o Bi de 80/81. Depois deste período no Ceará, voltou ao Fortaleza, e a história deste retorno é uma das mais saborosas de nosso futebol. Reza a lenda que, desesperado por não conseguir um bom zagueiro desde a saída de Pedro Basílio, dirigentes tricolores adotaram uma estratégia diferente para repatriá-lo. Primeiro foi agendada uma reunião com o Ceará, onde o Fortaleza faria a proposta de trocar Pedro Basílio pelo ponta Mazolinha – o mesmo que, pelo Botafogo, realizou o cruzamento para Maurício marcar, contra o Flamengo, o gol do histórico título carioca de 1989, que colocou fim à fila botafoguense de 21 anos. Depois, os dirigentes tricolores deram uma grana para o Pedro Basílio e o pediram para gastar tudo bebendo cerveja e, assim, aparecer para a reunião do dia seguinte com uma baita cara de ressaca. Chegada a hora da reunião, Mazolinha aparece todo arrumadinho, de barba feita e cabelo penteado, enquanto Pedro Basílio mais parecia um trapo velho. Resultado: os dirigentes do “Vovô” se espantaram com a diferença no estilo dos jogadores e o Fortaleza recebeu o aparentemente acabado Pedro Basílio e mais uma bela grana em troca do jovem Mazolinha.

- Fora do estado do Ceará, Pedro Basílio teve rápidas passagens por Internacional, onde fez dupla de zaga com o magnífico Figueroa, Botafogo e Sport, esta última com maior destaque. No “Leão da Ilha”, foi um dos principais responsáveis pelo fim da fila de títulos que durava longos 13 anos, período no qual o Náutico conquistou sete canecos e o Santa Cruz cinco. Enquanto no ataque rubro-negro Dadá Maravilha não parava de marcar gols – foram 32 em todo o torneio, 12 a mais do que o vice-artilheiro Jorge Mendonça – na defesa, Pedro Basílio era uma verdadeira muralha. Para se ter uma ideia do quilate desta equipe, Campeã Pernambucana de 1975, ela recebeu o apelido de “Seleção do Nordeste”.

- Pelo invejável currículo que conta com portentosos 12 títulos cearenses e pela enorme qualidade defensiva, Pedro Basílio ganharia, em 2003, o título de Craque da Era Castelão pelas mãos da Crônica Desportiva e da Secretaria de Esporte e Cultura do Ceará.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

UMA IMAGEM



Domingos da Guia, o “Divino Mestre”, encanta o filho Ademir da Guia – o mais alto à esquerda – e sua turma.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

GÊNIOS DAS PALAVRAS - FERNANDO CALAZANS

Na despedida de Zico, o fim de uma era
O Jogo do Adeus

Que festa é essa em que todos se perfilam para celebrar o fim de um dos mais felizes casos de amor e identificação que o futebol brasileiro já produziu? Que festa estranha, essa festa irreal, em que o rosto da multidão se ilumina com um sorriso falso – máscara sob a qual todos choram, no íntimo, a partida do ídolo.

Triste homenagem que vai colocar o ponto final numa paixão de mais de 20 anos que, ao contrário de todas as paixões, terminará mais acesa e ardente do que quando começou. Daqui a poucos dias, em noite solene e nostálgica no Maracanã, Zico estará se despedindo para sempre da torcida do Flamengo.

Poucas vezes um jogador de futebol terá se identificado tanto com a camisa que vestiu em campo e com a bandeira que a torcida levantou por ele nas arquibancadas.

Perde o Flamengo seu maior ídolo; perde o Brasil um de seus craques imortais. Zico foi, com certeza, o jogador mais brilhante que surgiu no país depois da maravilhosa geração da Copa de 70. Durante 20 anos, reinou, soberano, no plano mais elevado da hierarquia do futebol brasileiro.

Graças a um futebol que atingiu o mais alto grau de sofisticação e requinte através da simplicidade que ele colocou em cada um de seus passes, de seus dribles, de seus gols. Foi certamente este o segredo que distinguiu Zico dos demias, como tem sido este, sempre, o segredo que distingue os grandes talentos do jogador comum: a naturalidade com que descobria soluções para as jogadas mais difíceis.

Impossível analisar, separadamente, em Zico, o goleador e o armador de jogadas. Pois ele foi as duas coisas ao mesmo tempo: a rapidez com que irrompia na área para decidir o lance (e, tantas vezes, o jogo) convivia em absoluta harmonia com a serenidade com que acalmava o meio de campo antes de executar o passe fatal. Uma jogada de Zico: o descortino com que a concebia e precisão com que a executava! Por isso, pode-se dizer que seu futebol era, simultaneamente, um futebol de reflexos e de reflexão.

As contusões acrescentaram à carreira de Zico um tom dramático que contribuiu certamente para humanizar o mito, aproximando-o ainda mais do homem comum das arquibancadas, que sofreu com ele e por ele. Seu denodo e seu desprendimento para ajudar o Flamengo a conquistar os títulos mais importante, não raro às custas do próprio sacrifício – tudo isso, aliado ao futebol de primeira que sempre jogou, colaborou na construção da imagem irretocável do ídolo. Zico foi e é exemplar, como jogador e como profissional.

Seu amor ao futebol fez dele um obstinado na luta sem tréguas contra uma contusão no joelho que praticamente o afastou de uma Copa do Mundo (México, 1986) e o condenou a frequentes períodos de inatividade e tratamento penoso. Mas, hoje, sabe-se com certeza que era nesses dias de sofrimento e solidão que ele armazenava forças para voltar a exibir seu jogo cada vez mais altruísta e cerebral.

Agora tudo isso acabou. O acontecimento da próxima terça-feira no Maracanã, que nós chamamos de festa, nada mais é do que o sepultamento de uma era do futebol brasileiro, em geral, e do Flamengo, de modo muito particular. É o fim da era Zico. Mas seus passes, seus dribles, seus gols hão de ficar para sempre na nossa lembrança como uma luminosa manifestação da mais pura arte brasileira.

Jornal O Globo
02/02/1990
Retirado do livro “O Nosso Futebol”, da editora MAUAD

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

RADINHO NO OUVIDO

1969 – Botafogo 4 x 0 Fortaleza, Maracanã
Narração: Celso Garcia
Em 1969, Botafogo e Fortaleza fizeram a finalíssima da última edição da Taça Brasil. Depois de um empate em 2 x 2 no Presidente Vargas, no Ceará, o Botafogo goleou o “Tricolor de Aço” por sonoros 4 x 0. O “Glorioso”, treinado pelo “Velho Lobo” Zagallo, tinha um timaço, com destaque para a linha de frente formada por Rogério, Roberto Miranda, Paulo Cézar Caju e Ferretti. As palavras do jornalista Milton Neves são perfeitas para definir o centroavante Ferretti: “Ferretti conseguia impulsionar sua massa muscular a alturas inimagináveis. Subia feito um foguete e cabeceava a bola com uma violência e pontaria incríveis”. Vamos então a narração de um dos dois gols do “Espanador da Lua” Ferretti na vitória sobre o Fortaleza no Maraca, com a narração sensacional de Celso Garcia.



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sábado, 12 de novembro de 2011

BATENDO BAFO - MÉXICO 1986

Já que estou no México, participando da cobertura dos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara, vou utilizar o espaço do “Batendo Bafo” de hoje para homenagear este país tão tradicional no mundo do futebol. Como eles são apaixonados por “Fútbol”! Assim, aqui vai a Seleção Mexicana do craque Hugo Sánchez que na Copa do Mundo de 1986, no próprio México, fez belíssima campanha e só foi eliminada na fase quartas de final.







quinta-feira, 10 de novembro de 2011

FIGURINHA CARIMBADA - CHINESINHO





Nome Sidney Colônia Cunha

Data de nascimento 15 de setembro de 1935

Faleceu 16 de abril de 2011

Posição Meia-Armador

Seleção Brasileira – 17 Jogos e 7 Gols

Clubes

Rio-Grandense – RS (1954)
Internacional – RS (1955 a 1958)
Palmeiras – SP (1958 a 1962)
Modena – ITA (1962 a 1963)
Catania – ITA (1963 a 1965)
Juventus – ITA (1965 a 1968)
Lanerossi – ITA (1968 a 1972)
New York Cosmos – EUA (1972)
Nacional – SP (1973 a 1974)

Títulos

Campeonato Gaúcho – Internacional – 1955
Campeonato Pan-Americano – 1956 – Seleção Brasileira
Campeonato Paulista – 1959 – Palmeiras
Taça Brasil – 1960 – Palmeiras
Copa Roca – 1960 – Seleção Brasileira
Copa da Itália – 1965 – Juventus
Campeonato Italiano – 1967 - Juventus


- Entre 1956 e 1968, o futebol gaúcho viveu o período que ficou conhecido como “12 em 13”, pois dos 13 Campeonatos Estaduais disputados, o Grêmio do lendário zagueiro Aírton “Pavilhão” conquistou nada menos do que 12 títulos. Um ano antes desta “Era Tricolor”, porém, um dos grandes jogadores que os nossos gramados já viram começava a se destacar pelo Internacional. Seu nome? Sidney Colônia Cunha, mas todos o conheciam como Chinesinho, apelido que veio do pai, Chinês, jogador histórico no Rio Grande do Sul. O ano de 1955 foi o de estréia de Chinesinho com a camisa colorada e, ao lado de craques do mais alto quilate como Florindo, Oreco, Bodinho e Larry, o jovem de apenas 20 anos não tadaria a levantar seu primeiro caneco. O título conquistado foi o do Campeonato Gaúcho, onde Chinesinho, inclusive, marcou o único gol da vitória vermelha sobre o Pelotas no primeiro jogo da decisão do torneio. No ano seguinte, em 1956, a Seleção Gaúcha teve a difícil missão de representar o Brasil no Pan-Americano do México e, com a ajuda de Chinesinho, autor de um gol decisivo na final diante da Argentina, se sagrou Campeã.

- Depois de uma passagem não muito longa, contudo marcante, pelo Internacional, Chinesinho aportou no Palmeiras no ano de 1958 para, definitivamente, escrever o seu nome na história do futebol brasileiro. O craque jogou tanta bola no Palmeiras que Ademir da Guia, dando os primeiros passos no futebol, ora ficava no banco de reservas, ora atuava como volante, pois a posição de meia-armador ninguém tirava de Chinesinho. Foi com o ex-colorado responsável por arquitetar as tramas ofensivas que o Verdão conquistou dois de seus mais importantes títulos: o Supercampeonato Paulista de 1959, sobre o Santos de Pelé, e a Taça Brasil de 1960, com uma sonora goleada de 8 x 2 na decisão contra o Fortaleza. Aqui vai a escalação da espetacular equipe que venceu o Santos por 2 x 1 no jogo decisivo do Paulistão de 1959: Valdir de Moraes; Djalma Santos, Valdemar Carabina, Aldemar e Geraldo Scotto; Zequinha e Chinesinho; Julinho Botelho, Américo Murolo, Romeiro e Nardo. Técnico: Oswaldo Brandão. É ou não é uma verdadeira Seleção?

- Apesar de não ter participado da Copa do Mundo de 1962 – Didi e Mengálvio foram os meias da Seleção Brasileira Bicampeã do Mundo no Chile – as grandes atuações de Chinesinho nos gramados brasileiros o levariam ao Calccio, comprado pelo Modena por um valor inacreditável para a época. Somente com o dinheiro da sua venda, o Palmeiras reformou o Palestra Itália e ainda comprou alguns grandes jogadores, como o zagueiro Djalma Dias e o atacante Tupãzinho. Na Itália, o craque conseguiria bem mais do que a amizade do tenor Luciano Pavarotti, torcedor fanático do Modena. A marcante passagem do gaúcho pela “Velha Bota” teve como ponto máximo a conquista do Scudetto da temporada 1966/1967, pela Juventus. Somente para termos uma dimensão do quanto o futebol de Chinesinho encantou os italianos, vale apresentar aqui um trecho de uma entrevista do Roberto Baggio, melhor jogador do mundo em 1993. “Era 1973, meu pai disse que me levaria, pela primeira vez, a um estádio de futebol. Era o Estádio Menti, em Vicenza, e fazia muito frio. Era inverno. Um inverno tão rigoroso que proibia uma criança de apenas seis anos sair de casa. Mas, para essa criança, era um sonho poder ver seu ídolo, o craque Chinesinho, jogar”. Este é Chinesinho, um cracaço que deixou fãs por todos os gramados em que desfilou seu encantador futebol.

Referências Bibliográficas
Enciclopédia da Seleção - Ivan Soter - Opera Nostra Editora
Divino – A Vida e a Arte de Ademir da Guia – Kleber Mazziero de Souza – Editora Gryphus

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

FUTEBOL É ARTE




Futebol, de 1935, foi feito com tinta a óleo sobre tela de tecido. Tem 97 centímetros de altura por 1 metro e 30 de largura.
Esta pintura foi realizada por Cândido Portinari, um dos mais reconhecidos e premiados artistas brasileiros de todos os tempos - foi o único representante do nosso país a participar da exposição "50 Anos de Arte Moderna", no Palais des Beaux Arts, em Bruxelas, em 1958.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

GÊNIO DAS PALAVRAS - ARMANDO NOGUEIRA

Ao Coelho, com misericórdia

Pela internet, alguém que se assina Coelho me pergunta quanto me paga, por mês, o Romário, pelos elogios que vivo fazendo a seu futebol. A interpelação, de dedo em riste, é de tal virulência que cheguei a pensar em não dar a mínima bola pro Coelho. Vai ver, o Coelho é um desses energúmenos que soltam demônios pelos poros.

Resolvi, porém, pegar o bicho pela palavra. Abrirei o jogo. Romário me paga, sim, e daí, Coelho? Temos um acordo tácito pelo qual ele entra com seus belos gols e eu com os meus adjetivos. É toma-lá-dá-cá. Nada de vil metal. Nem real, nem dólar. É na base do escambo.


Mal sabe o Coelho que vivo desse expediente, não é de hoje. Durante anos, minha mocidade tinha o alento dos pés poéticos de Garrincha. Dribles febris, indomáveis. Didi era outro que me recompensava, cada jogo, com passes oblíquos, que principiavam na aurora do campo e iam terminar, ao fim da tarde, nos pés fatais de um artilheiro.


Pelé também me subronava, bonitinho: saltava, amansava a bola no peito, o gesto virava estátua e eu, rápido, levava pra casa. Está, até hoje, pendurada na parede da minha sala. Tenho uma respeitável coleção de jogadas de Pelé na galeria do meu faz-de-conta. Guardo-as saudosamente. Tal como guardo jóias tantas de tanto valor: são cintilações de Zizinho, invenções de Maradona, acelerações de Zico, iluminações de Tostão, de Cruyff, de Nilton Santos. Um verdadeiro tesouro, sem o qual talvez eu nem tivesse sobrevivido à aridez da vida que, certamente, tanto azeda a alma do Coelho. Por ti, misericórdia, Coelho!


Os Coelhos deste mundo entenderão minha atitude como falta de ética. Certamente, quererão me enquadrar no vacilo chamado conflito de interesses. Afinal, sou cronista esportivo e não poderia ficar recebendo benesses de ninguém do futebol. Pro Coelho, sou tão corrupto quanto os membros do COI que receberam presentes pra destinar a Salt Lake City, de mão forrada, os próximos Jogos Olímpicos de Inverno.


O Coelho vai me excomungar, mais ainda, quando souber que as palavras com que participo de tão rico intercâmbio jamais me pertenceram.


Vivo a pescá-las, sempre, nas águas mais cristalinas da poesia. No momento, tenho dedicado minhas melhores insônias a Manuel Bandeira, cujos versos, tal qual os gols de Romário, enchem de estrelas, de aromas e de cânticos o meu cofrinho de emoções.


Se, um dia, me faltar um gol, um drible, um passe e um verso, saiba você, Coelho, que vou passar a viver de brisa, que me parece o jeito mais singelo de aguardar a hora de partir.


27/01/1999
Retirado do livro “A Ginga e o Jogo”, editora Objetiva

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

PREMIER LEAGUE 2011/2012 - 11ª RODADA




RESULTADOS
Newcastle 2 - 1 Everton
Arsenal 3 - 0 West Bromwich
Aston Villa 3 - 2 Norwich
Blackburn 0 - 1 Chelsea
Liverpool 0 - 0 Swansea City
Manchester United 1 - 0 Sunderland
Queens Park Rangers 2 - 3 Manchester City
Wolverhampton 3 - 1 Wigan
Bolton 5 - 0 Stoke City
Fulham 1 - 3 Tottenham

ARTILHARIA
11 Gols – Robin van Persie (Arsenal)
10 Gols – Edin Dzeko (Manchester City)
9 Gols – Wayne Rooney (Manchester United) e Kun Agüero (Manchester City)

GIRO PELA “TERRA DA RAINHA”

- Impossível não dedicar um espaço desta postagem à incrível marca de 25 anos comandando o Manchester United alcançada neste fim de semana por Alex Fergusson. Não listarei aqui seus títulos, os grandes esquadrões que montou ou suas vitórias inesquecíveis, pois isto ocuparia mais páginas que um dicionário. Prefiro parabenizar Alex Fergusson afirmando que, desde que acompanho futebol, nunca vi um treinador tão importante para um clube como o escocês é para o United e que em um livro sobre os maiores técnicos de todos os tempos ele merece um capítulo só para ele. Parabéns, Sir! (Ah, antes que esqueça, o resultado do duelo entre Manchester United e Sunderland foi 1 x 0 para os “Red Devils”, gol contra marcado por Wes Brow.)

- O holandês Robin van Persie continua impossível! Depois de detonar o rival Chelsea na última rodada, com três gols na histórica vitória por 5 x 3, no Stamford Bridge, van Persie voltou a balançar as redes e comandou os “Gunners” no triunfo sobre o West Bromwich. Com a vitória – a quarta seguida – o Arsenal começa a dar sinais de que o péssimo início de temporada pode ter sido só uma marolinha, e não o tsunami que parecia.

- Foi um jogo mais apertado do que o esperado, mas o líder invicto e absoluto, Manchester City, venceu o Queens Park Rangers por 3 x 2 e continua folgado na ponta da tabela. Vale ressaltar aqui que os “Citizens” chegaram 39 gols no torneio, um número ainda mais incrível se levarmos em conta que o segundo melhor ataque, o do rival United, tem “apenas” 28. Falando em invictos, o Newcastle segue firme e forte na briga pela vaga na próxima Champions League. Neste fim de semana, os “Magpies” bateram o Everton por 2 x 1 e se mantiveram na 3ª colocação, três pontos à frente do Chelsea.

sábado, 5 de novembro de 2011

CAMPEONATO BRASILEIRO 2011 - 33ª RODADA - BOTAFOGO X FIGUEIRENSE

Botafogo 0 x 1 Figueirense – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Com um gol aos 5 minutos do 1º tempo, o Botafogo perdeu sua primeira partida no Engenhão e deixou escapar mais uma oportunidade de assumir a liderança do Brasileirão.

Distante uma vitória por dois gols de assumir a liderança do Campeonato, o Botafogo foi para o difícil duelo com o volante Léo no lugar do atacante Herrera e escalado pelo Caio Junior no 4-2-3-1 com: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Léo e Marcelo Mattos; Elkeson, Renato e Maicosuel; Loco Abreu. Com apenas uma derrota em todo o 2º turno e a cada rodada mais firme e forte na briga pela vaga na Libertadores, o Figueirense iniciou o confronto organizado pelo Jorginho no 4-3-1-2 com: Wilson; Bruno Vieira, Roger Carvalho, Édson Silva e Juninho; Coutinho, Ygor e Túlio; Elias; Wellington Nem e Júlio César.

Tudo que o visitante Figueirense mais queria no duelo contra o Botafogo era marcar um gol antes do rival para, assim, adotar uma postura mais recuada e apostar suas fichas nos contra-ataques. E esse gol veio aos 5 minutos, através de um belo chute, defensável, do Júlio César, por sinal um atacante com ótima movimentação e muito perigoso. Com uma formação mais cautelosa do que o normal, o que desagradou muito a torcida alvinegra, o intranquilo Botafogo partiu para o ataque. No entanto, a soma das atuações poucos inspiradas de Renato, Maicosuel e Elkeson com a forte pegada do trio de volantes do Figueira fez com que o Bota conseguisse assustar pouco o goleiro Wilson: apenas um arremate do Loco Abreu, após falha feia do zagueiro Roger Carvalho, e duas bolas paradas alçadas na área pelo Renato. E não pensem os amigos que o Figueirense ficou apenas na defensiva. Júlio César, duas vezes, uma delas após driblar Jefferson, e Welinton Nem tiveram boas oportunidades de ampliar o escore.

Como diz o pessimista, “não há nada ruim que não possa ficar pior”. Assim, a fraca apresentação botafoguense se transformou em péssima e o torcedor, que já havia vaiado o Caio Junior no intervalo, ficou ainda mais impaciente. Nem a entrada do Herrera no lugar do volante Léo deu algum poderio ofensivo ao Bota, que ainda viu o Figueirense quase chegar ao segundo gol em bela trama organizada por Júlio César e Coutinho e finalizada pelo Wellington Nem, aos 18 minutos. Nos últimos 10 minutos do jogo, e já na base do bumba-meu-boi, o Bota criou suas duas melhores chances de balançar as redes, uma em assistência de cabeça do Loco para o Éverton e outra em cabeçada do próprio uruguaio que tocou o travessão. Vale ressaltar que muito da dificuldade encontrada pelo Loco Abreu na partida deveu-se a boa atuação do zagueiro catarinense Édson Silva nas bolas aéreas.

Não tenho dúvidas de que o Figueirense do treinador Jorginho, que alcançou sua sexta vitória nos últimos oito jogos fora de casa e dormirá este sábado na zona de classificação para a Libertadores, possui uma excelente equipe. Porém, faltou ao Botafogo encarar a partida como uma decisão, como um time que quer ser Campeão deve encarar todos os jogos desta reta final.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

RADINHO NO OUVIDO

1997 – Flamengo 1 x 4 Vasco, Maracanã

Narração: Edson Mauro

“Se quando eu encontrar Deus ele me disser que é o maior vascaíno de todos, o pau vai cantar lá em cima.” – Pai Santana

A seção “Radinho no Ouvido” foi criada com o intuito de homenagear as grandes figuras do rádio brasileiro. No entanto, hoje peço licença ao grande “speaker” Edson Mauro para dedicar este histórico gol do Vasco ao inesquecível Pai Santana, falecido esta semana. Vamos ouvir, então, a narração de um dos três gols assinalados pelo Edmundo na goleada de 4 x 1 que o Vasco aplicou no Flamengo, no Brasileirão de 1997, que seria conquistado pelo Cruzmaltino em uma final diante do Palmeiras.

video

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

COPA SUL-AMERICANA 2011 - QUARTAS DE FINAL - UNIVERSITARIO X VASCO

Universitario 2 x 0 Vasco – Estadio Nacional, Lima (PER)

No Estadio Nacional de Lima, novinho em folha, o Vasco caiu diante do organizado, voluntarioso e – por que não? – impetuoso Universitario do Peru.

Maior vencedor da história do Campeonato Peruano, o Universitario foi para o duelo organizado pelo ex-jogador e treinador Del Solar no 4-2-3-1 com: Llontop; Mendoza, Galván, Galliquio e Rabanal; Torres e González; Ruidíaz, Vitti e Flores; Fano. Pelo lado do Vasco, de luto pelo falecimento do lendário e inesquecível Pai Santana, o treinador Cristóvão Borges poupou muitos titulares e esquematizou a equipe no 4-3-2-1 com: Fernando Prass; Fagner, Nilton, Douglas e Julinho; Allan, Fellipe Bastos e Diego Rosa; Diego Souza e Bernardo; Alecsandro.

Quem pensava que os meses de salários atrasados iriam atrapalhar o Universitario e que o Vasco teria em Lima a mesma facilidade encontrada diante do Aurora em São Januário, se enganou de mão cheia. Com os jovens Flores e Ruidíaz abertos pelos flancos e o perigoso Fano centralizado, o Universitario criou um verdadeiro pandemônio na defesa vascaína durante os primeiros 45 minutos. Pela esquerda, pela direita, pelo centro, em contra-ataques ou com a bola parada, os peruanos criaram boas tramas ofensivas a granel. O resultado foi que, apesar de Nílton ter salvado duas bolas que tinham o endereço certo, o Universitario foi para o intervalo com a vitória parcial de 1 x 0, gol de pênalti convertido pelo Ruidíaz. E não foi só ofensivamente que os anfitriões apresentaram um bom futebol. Quase sempre com todos os homens atrás da linha da bola, o Universitario anulou o ataque vascaíno, que teve Diego Souza e Bernardo mais sumidos do que o fantasminha camarada Gasparzinho.

Com o mesmo onze inicial, o Vasco voltou para o 2º tempo mais ligado, o que fez com que o rival adotasse uma postura mais recuada. A melhora ofensiva rendeu ao Cruzmaltino duas claras oportunidades de balançar as redes, uma em cobrança de falta do Bernardo e outra em arremate do Alecsandro. No entanto, aos 13 minutos, quando vivia o seu momento mais delicado na partida, o Universitario encaixou um belo ataque e, em passe milimétrico do Torres, Fano ampliou o escore. O segundo gol peruano pôs fim ao pequeno ímpeto mostrado pelo Vasco no início da etapa e, já que o Universitario não via mais motivos para atacar com a mesma intensidade do 1º tempo, as boas jogadas sumiram do mapa.

Uma vitória vascaína que seja suficiente para garantir a vaga nas semi finais pode perfeitamente ser alcançada na próxima quarta-feira, em São Januário. Para isso, porém, o Vasco precisará de um futebol muito mais criativo e eficiente do que o apresentado no Peru.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

UMA IMAGEM...




O treinador Joel Santana e o atacante Renato Gaúcho, dois dos personagens mais carismáticos do nosso futebol, comemoram a conquista do Campeonato Carioca de 1995 pelo Fluzão.