domingo, 31 de julho de 2011

CAMPEONATO BRASILEIRO 2011 - 13ª RODADA - SÃO PAULO X VASCO








RESULTADOS
Flamengo 2 x 0 Grêmio
Cruzeiro 0 x 1 Botafogo
Palmeiras 3 x 2 Atlético Mineiro
São Paulo 0 x 2 Vasco
Fluminense 4 x 0 Ceará
Internacional 0 x 0 Atlético Goianiense
Avaí 3 x 2 Corinthians
Atlético Paranaense 3 x 2 Santos
América Mineiro 1 x 3 Coritiba
Bahia 3 x 1 Figueirense

ARTILHARIA
9 gols
– Ronaldinho (Flamengo)
7 gols – Borges (Santos)
6 gols – Montillo (Cruzeiro)

São Paulo 0 x 2 Vasco – Morumbi, São Paulo (SP)

Maiúscula! Assim pode ser classificada a vitória vascaína sobre o São Paulo em pleno Morumbi, uma verdadeira briga de cachorro grande envolvendo nada menos do que 10 títulos brasileiros.

Invicto desde a 8ª rodada e na busca pela vitória que lhe recolocaria na vice-liderança, o São Paulo foi para o confronto esquematizado no 4-3-2-1 pelo treinado Adílson Batista com: Rogério Ceni; Píris, Xandão, Rhodolfo e Luiz Gustavo; Jean, Welington e Carlinhos Paraíba; Lucas e Rivaldo; Dagoberto. Pelo lado do Vasco, que vinha de um razoável empate diante do Bahia em São Januário, Ricardo Gomes, apesar de poupar o meia Felipe deixando-o no banco de reservas, organizou a equipe no já rotineiro 4-3-1-2 com: Fernando Prass; Fágner, Dedé, Anderson Martins e Julinho; Juninho Pernambucano, Rômulo e Jumar; Diego Souza, Eder Luís e Alecsandro.

Com Lucas ligado no 220 Volts, o São Paulo alugou o campo ofensivo nos primeiros 15 minutos do duelo e criou nada menos do que quatro chances de gols, todas elas com participação direta do meia-atacante. Lucas chutou de fora da área, iniciou um lance lindo que terminou em um voleio do Rivaldo, deu bom passe para arremate do Carlinhos Paraíba e trabalhou com o lateral-direito Píris. No entanto, o Tricolor não conseguiu transformar a imensa superioridade em bola na rede e, pouco a pouco, o Vasco conseguiu evoluir defensivamente. Na segunda metade da 1ª etapa, um São Paulo menos intenso conseguiu um chute longo do Dagoberto e um pênalti sobre o mesmo Dagoberto, mas que não foi assinalado pelo juiz. E como foi o Vasco ofensivamente? Péssimo! Sem valorizar a posse de bola e com muitas dificuldades para arquitetar uma trama de qualidade, o Cruzmaltino passou todo o 1º tempo sem levar perigo à meta defendida pelo Rogério Ceni.

O início da 2ª etapa apresentou um São Paulo novamente impetuoso, o que deu a impressão de que o gol era questão de minutos. E realmente foi, só que pelo lado do Vasco, que em um perfeito contra-ataque iniciado com uma roubada de bola do Dedé sacudiu o barbante pelos pés do até então apagado Eder Luís. Com a vantagem no placar, o Vasco se sustentou em um sólido sistema defensivo – vide o excelente desempenho do Dedé no duelo contra o Lucas – e não permitiu ao adversário sequer mais uma chance de gol. Nos últimos minutos, com uma maturidade digna de um time que vai brigar na parte de cima da tabela, o Vasco segurou a pelota no campo de ataque, fez o tempo passar com inteligência e ainda marcou um golaço em jogada do Jumar e do Felipe finalizada com categoria pelo último. Um dos principais responsáveis pela vitória vascaína, ao lado do zagueiro Dedé, foi o meia Diego Souza, que com passes inteligentes e precisos teve mais uma grande atuação.

Devido à segunda derrota seguida sofrida pelo Corinthians e às atuações como as diante do Atlético Mineiro, no último domingo, e esta contra o São Paulo, o Vasco tem todo o direito de se considerar um candidato ao cada vez mais concorrido Campeonato Brasileiro.

TRÊS TOQUES!

- Cada vez mais sem freio! Com mais uma ótima atuação do craque Ronaldinho, desta vez contra o time que o lançou para o mundo do futebol, o Flamengo conquistou mais três pontos, se manteve invicto competição e agora vê o líder Corinthians ainda mais de perto. Uma opinião rápida e direta: Ronaldinho e Thiago Neves estariam na minha Seleção Brasileira.

- O fim de semana perfeito para o futebol carioca teve também as vitórias de Botafogo e Fluminense. No sábado, o Fogão conquistou uma vitória importantíssima sobre o forte Cruzeiro do Joel Santana com um golaço do cada vez mais ídolo Loco Abreu. Já no domingo foi a vez de o Fluzão alcançar um pico na montanha russa que é a sua campanha, tamanha a alternância de derrotas e vitórias, e golear o Ceará. O destaque da vitória tricolor fica por conta do golaço marcado pelo Rafael Sóbis – o primeiro pelo clube – após tabelinha com Fred.

- Desde que comecei a me interessar pela história do futebol que escuto torcedores veteranos dizerem que o Santos de Pelé era um time que sofria muitos gols, mas os marcava em maior quantidade e por isso foi tão vitorioso. Semelhante missão não tem conseguido o Santos de Neymar e Ganso, que, apesar de assinalar muitos gols, os tem sofrido em maior número. Foi o que ocorreu nas derrotas para Flamengo e, neste domingo, para o Atlético Paranaense. Para fazer frente ao Barcelona, em um possível duelo na final do Mundial Interclubes, o Peixe precisa melhorar. E muito!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

UMA IMAGEM...




Falcão comemora gol marcado na Copa do Mundo de 1982. Foto de J.B. Scalco, um dos maiores fotojornalistas esportivos brasileiros, cuja uma de suas marcadas registradas era justamente a fotografia de comemoração de gol.

CAMPEONATO BRASILEIRO 2011 - 12ª RODADA - SANTOS X FLAMENGO - ATLÉTICO MINEIRO X FLUMINENSE









RESULTADOSCorinthians 1 x 0 Internacional
Botafogo 2 x 1 Avaí
Grêmio 1 x 1 América Mineiro
Atlético Mineiro 1 x 0 Fluminense
Atlético Goianiense 2 x 0 Cruzeiro
Santos 4 x 5 Flamengo
Figueirense 0 x 1 Palmeiras
Coritiba 3 x 4 São Paulo
Vasco x Bahia – quinta-feira, 28 de julho
Ceará x Atlético Paranaense – quinta-feira, 28 de julho

ARTILHARIA8 GolsRonaldinho (Flamengo)
6 GolsBorges (Santos)
Montillo (Cruzeiro)

Santos 4 x 5 Flamengo – Vila Belmiro, São Paulo (SP)
Como analisar Santos x Flamengo? Contar os melhores momentos, esquematizar os times em campo, descrever o papel dos treinadores? Impossível! O que Ronaldinho, Neymar e companhia fizeram na Vila Belmiro nesse 27 de julho de 2011 supera qualquer coisa que possa ser escrito em uma folha de papel ou página em branco do word.

“Em todos os aniversários dos nossos futuros filhos terá uma televisão passando este jogo”, foi a primeira frase do meu cunhado flamenguista para minha irmã minutos após o término deste que já está na lista dos maiores jogos da história. E não só para os rubros negros, mas para qualquer um que ama o futebol, inclusive os santistas, as duas horas que Flamengo e Santos proporcionaram nunca mais sairão da memória.

Com 25 minutos do 1º tempo o Santos já vencia o duelo por 3 x 0 e o atacante flamenguista Deivid havia perdido um daqueles gols que ninguém acredita ser possível. No intervalo, o placar apontava um já histórico 3 x 3, com o santista Elano tendo desperdiçado um pênalti ao tentar a cavadinha. Início da 2ª etapa e um imparável Neymar recoloca o Santos na frente. Final da 2ª etapa e um impossível Ronaldinho vira o jogo para o Flamengo. “O que estes dois poderiam fazer juntos?” é uma pergunta que não sai da minha cabeça.

Não são poucos os que se aproveitam de maneira inescrupulosa do nosso futebol e do que ele representa para o povo. As vezes, diante de tanta sujeira fora das quatro linhas, a vontade é de se distanciar um pouco do futebol. Porém, por sensações como as vividas neste inesquecível 27 de julho de 2011, sei que nunca vou conseguir me afastar sequer um centímetro deste esporte inigualável. Por isso, Flamengo 5 x 4 Santos é muito, mas muito, infinitamente muito maior do que simples três pontos na tabela.

Atlético Mineiro 1 x 0 Fluminense – Ipatingão, Ipatinga (MG)
Com gol do estreante André, o Atlético Mineiro bateu o Fluminense e conseguiu se afastar da zona de rebaixamento do Brasileirão. A derrota, a sexta no torneio, deixa o Flu na 10ª posição, bem longe dos líderes.

Para o seu segundo jogo seguido no Ipatingão contra um carioca – perdeu para o Vasco no último domingo – o Atlético Mineiro foi para campo organizado pelo Dorival Junior no 4-3-1-2 com: Giovanni; Patric, Lima, Werley e Guilherme Santos; Richarlyson, Dudu Cearense e Toró; Caio; Jônatas Obina e Magno Alves. Pelo lado do Fluminense, que buscava engrenar na competição após a boa vitória na rodada passada sobre o Palmeiras, Abel Braga arquitetou a equipe no 4-3-2-1 com: Diego Cavalieri; Mariano, Gum, Digão e Carlinhos; Diguinho, Edinho e Souza; Deco e Marquinho; Fred.

Se existe uma missão impossível, esta não foi a realizada por Ethan Hunt, personagem interpretado pelo ator Tom Cruise no cinema, mas sim descobrir qual dos times no Ipatingão encontrou mais dificuldades para organizar uma trama ofensiva durante a 1ª etapa. Jogadas pelos flancos, tabelinhas pela meiúca, atacantes trabalhando como pivô, inversões rápidas... Nadica de nada. Nenhuma destas jogadas esteve presente no repertório de Fluminense e Atlético Mineiro nos primeiros 45 minutos de jogo. Para não dizerem que estou exagerando, o Galo teve uma cobrança de falta do zagueiro Lima e o Tricolor um arremate fraco do Deco. Os destaques negativos ficaram por conta dos excessivos passes errados – o goleiro Geovanni, por exemplo, teve dificuldades até em cobrar tiros de meta – e das faltas “acima do tom” cometidas pelo Flu.

Para a 2ª etapa, Abel Braga trocou o meia Deco pelo volante Fernando Bob. Para quem pecava na qualidade dos passes, creio que a entrada do Bob não tenha sido a melhor escolha. Com a bola rolando, o Fluminense logo perdeu uma grande oportunidade com o Fred, mas, a seguir, foi o Atlético que, através da bola parada, se aproximou de abrir o placar. Aos 23 minutos, ambos os treinadores decidiram colocar em campo os atacantes recém-contratados, com Rafael Sóbis entrando no Flu e o André no Atlético. Melhor para o Galo, que chegou às redes com o próprio André, depois de boa jogada do veterano, mas ainda perigoso, Magno Alves. Logo em seguida, Abel Braga colocou Rafael “He-Man” Moura em campo e o Flu foi com tudo em busca do empate. Mais na base do bumba-meu-boi do que na técnica e na tática, o Fluminense criou três oportunidades de gols – a melhor delas um arremate do Sóbis que o Giovanni defendeu bem e, no rebote, o Fred finalizou na trave – porém não conseguiu sacudir o barbante.

Com derrotas em mais da metade das partidas que disputou no Brasileirão, o Fluminense está longe de realizar uma campanha digna do elenco que possui, e o trabalho do treinador Abel Braga já era para estar começando a dar resultados.

terça-feira, 26 de julho de 2011

COPA AUDI - SEMI FINAL - INTERNACIONAL X BARCELONA

Internacional 2 (2) x (4) 2 Barcelona – Allianz Arena, Munique (ALE)

Em um duelo bem jogado, apesar da cara de amistoso, Internacional e Barcelona empataram em 2 x 2 e os catalães garantiram a vaga na decisão da Copa Audi na disputa por pênaltis

No reencontro com o Barcelona, adversário na conquista do Mundial Interclubes de 2006, o Internacional, ainda em busca de um treinador após a demissão do Falcão, foi para o jogo esquematizado pelo interino Osmar Loss no 4-3-2-1 com: Muriel; Nei, Bolívar, Rodrigo Boledo e Kléber; Tinga, Bollati e Élton; D’Alessandro e Andrezinho; Leandro Damião. Pelo lado do Barcelona, que tratava o duelo como um jogo de pré-temporada e contou com apenas algumas de suas figurinhas carimbadas, Pep Guardiola organizou a equipe no já tradicional 4-3-3 com: Valdéz; Riverola, Busquets, Fontas e Maxwell; Thiago Alcantra, Keita e Iniesta; Cuenca, Soriano e Affelay.

Durante toda a 1ª etapa, o Barcelona apresentou a mesma postura tática já conhecida pelos que o acompanham, ou seja, valorização da posse de bola e marcação no campo ofensivo. Assim, o Internacional passou os primeiros 45 minutos totalmente perdido e sem conseguir criar sequer uma trama ofensiva, enquanto o Barça, comandado pela dupla Iniesta e Thiago Alcantra – filho do Campeão Mundial pela Seleção Brasileira em 1994 Mazinho – e com o holandês Affelay bem aceso, deu bastante trabalho ao goleiro colorado Muriel. O gol catalão surgiu aos 14 minutos, em linda jogada de bola parada ensaiada que começou com o Iniesta, passou pelo Busquets e terminou com o Thiago Alcantra livre para abrir o placar.

Após o intervalo, o Barcelona retornou com um onze muito diferente – foram sete alterações, com destaque para as entradas de Pedro e David Villa. Já o Internacional, apesar de uma única substituição (Élton por Ricardo Goulart), voltou com nova postura e partiu em busca do empate, que surgiu aos 10 minutos em uma jogada pela meiúca entre D’Alessandro e Leandro Damião que o Nei aproveitou o rebote. Logo no minuto seguinte, Andrezinho tentou cruzar e acertou a trave catalã, mas o Barcelona não tardou a se recuperar do empate sofrido e, aos 17 minutos, voltou a liderar o placar através dos pés do Jonathan dos Santos. Com 2 x 1 para o Barça, o jogo entrou em um período frio, até que, a partir do minuto 35, o centroavante colorado Leandro Damião resolveu mostrar para os europeus o seu potencial e, depois de dar um arremate para defesa do Pinto e outro que o Abidal salvou sobre a linha, deixou sua marca em bela cabeçada, aos 39 minutos.

Na disputa por penalidades, Leandro Damião e Zé Mário cobraram à la Brasil na Copa América e o Barcelona acabou por conquistar a vaga na decisão. O adversário catalão na final da Copa Audi, que será disputa já nesta quarta-feira, sairá do duelo entre Milan e Bayern de Munique. O Inter volta a campo também na quarta, para a disputa pelo 3º lugar.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

BATENDO BAFO - URUGUAI - 1970 E 2010

Olá, amigos do FUTEBOLA!

A conquista da Copa América 2011 pelo Uruguai veio para coroar o ressurgimento de uma das mais tradicionais camisas do futebol mundial. Ressurgimento este que teve início na Copa do Mundo de 2010, quado a Celeste Olímpica alcançou a 4ª colocação. Décadas antes desta marcante campanha na África do Sul, o Uruguai também conseguiu um 4º lugar naquela que é considerada por muitos a melhor Copa do Mundo já disputada, a de 1970. Vejamos, então, os craques destas duas históricas Seleções Uruguaias.

























domingo, 24 de julho de 2011

URUGUAI É CAMPEÃO DA COPA AMÉRICA 2011

Uruguai 3 x 0 Paraguai - Monumental de Nuñez, Buenos Aires (ARG)

Com uma atuação cheia de garra, atitude e bom futebol, o Uruguai engoliu o Paraguai e conquistou a Copa América 2011. Com o título, o 15º de sua história, a Celeste se torna a maior campeã da competição sul-americana.

Na busca pelo título que não conquistava desde 1995, o Uruguai entrou em campo organizado no mesmo 4-4-2 com o qual eliminou a Argentina e escalado pelo técnico Óscar Tábarez com: Muslera; Maxi Pereira, Lugano, Coates e Cáceres; González, Pérez, Arévalo Ríos e Álvaro Pereira; Forlán e Luis Suárez. O Paraguai, que chegou a decisão com o retrospecto de 5 empates em 5 jogos, foi para o duelo sem poder contar com o seu treinador Gerardo Martino, suspenso, e esquematizado no 4-4-2 com: Villar; Piris, Da Silva, Verón e Marecos; Vera, Ortigoza, Cáceres e Riveros; Valdéz e Zeballo.

Se existe uma maneira ideal de se iniciar uma partida esta foi mostrada pelo Uruguai na decisão da Copa América. Com muita autoridade e uma vontade de leão, a Celeste Olímpica se aproveitou de uma de suas armas mais fortes, a bola parada, para pressionar o adversário nos primeiros minutos. Aos 11, o imparável Luis Suárez – sem dúvidas o melhor jogador da Copa América – driblou o zagueiro Verón e transformou em gol a superioridade uruguaia. A vantagem no placar fez com que o Uruguai se postasse de maneira mais recuada e, assim, o panorama do jogo foi o de um Paraguai que não tinha idéia de como organizar uma trama ofensiva e um Uruguai com uma marcação forte e violenta. Nos últimos 15 minutos da etapa, Luis Suárez voltou a ser efetivo nas jogadas de ataque e o goleiro Villar a ter trabalho, como em uma defesa que realizou cara a cara com o Forlán. No entanto, aos 41 minutos, o mesmo Forlán aproveitou excelente roubada de bola do Arévalo Ríos e não perdoou: 2 x 0 Uruguai.

Mesmo com o mesmo onze inicial, o Paraguai voltou para a 2ª etapa com maior ímpeto ofensivo e quase chegou às redes quando Valdéz, o único paraguaio capaz de levar perigo ao rival, acertou um lindo chute no travessão. Porém, como já havia mostrado em praticamente toda a Copa América, o Paraguai está longe de ser uma equipe que prima pelo poder ofensivo, e, apesar da vontade, esbarrou nas próprias limitações e não conseguiu se impor. Nem mesmo as entradas de Perez, Estigarribia e Lucas Barrios tornaram o ataque do Paraguai mais poderoso. Falando em ataque poderoso, a troca do Álvaro Pereira pelo Cavani aumentou ainda mais a força ofensiva do Uruguai, que, próximo ao apito final, chegou ao seu terceiro gol em um contra-ataque de tirar o chapéu. Cavani recebeu a pelota na esquerda e lançou Luis Suárez, que, com um perfeito toque de cabeça, deixou o Forlán em excelentes condições para mostrar toda sua categoria e sacudir o filó.

A conquista da Copa América é a cereja no bolo deste grande momento do futebol uruguaio, que teve início com a 4ª colocação da Celeste na Copa do Mundo 2010 e, desde então, alcançou resultados marcantes como a classificação para os Jogos Olímpicos de Londres e o vice-campeonato da Copa Libertadores, este pelos pés do Peñarol. Além, é claro, de coroar uma geração de grandes jogadores que respeitam a tradição de uma das camisas mais importantes do Planeta Bola.


PARABÉNS, URUGUAI!!!



ENQUANTO ISSO, NO BRASILEIRÃO...

- O fim de semana do Brasileiro começou mal e terminou bem para o futebol carioca. No sábado, o Botafogo sofreu dois gols do uruguaio “Morro” García e se tornou a primeira equipe do torneio a perder para o Atlético Paranaense, enquanto o Flamengo não passou de um empate contra o Ceará, adversário desprezado pela suspensa dupla Thiago Neves e Ronaldinho. Já o domingo foi só de alegria para Fluminense e Vasco, com Tricolor conquistando valiosos 3 pontos contra o duro Palmeiras e o Cruzmaltino outros 3 em uma vitória importante sobre o Atlético Mineiro, fora de casa, com dois gols do ex-Galo Diego Souza.

- E alguém conseguiu parar o Corinthians. Com um golaçoaçoaço do jovem Wallyson, o Cruzeiro do “Papai” Joel Santana venceu o Timão em pleno Pacaembu e já se encontra a apenas dois pontos do G4. A derrota, porém, será pouco sentida pelo Corinthians em termos de tabela, já que Flamengo e São Paulo apenas empataram e o Palmeiras perdeu na rodada.

- O Santos já teve jogo adiado por causa da final da Copa Libertadores, por causa da Copa América e, agora, surgem possibilidades de novo adiamento do duelo contra o Corinthians em caso de convocações santistas para o amistoso do Brasil diante da Alemanha. Já que não pretende adequar o calendário do futebol nacional ao europeu, a CBF poderia, pelo menos, organizar uma tabela decente para o Campeonato Brasileiro.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

PAPO CABEÇA - NEM TÃO "FAIR" ASSIM

O primeiro motivo para desconfiar de que no futebol prevalece o fair play está em seu principal propagador: a FIFA. Qualquer que seja a competição organizada pela FIFA, lá está a propaganda pelo fair play, criando um paradoxo sem tamanho, já que, fora das quatro linhas, o “play” da FIFA não tem nada de “fair”. No entanto, a coluna de hoje ficará dentro do gramado, deixando o assunto das incontáveis suspeitas sobre a entidade que organiza o futebol para uma outra ocasião.

O duelo entre Flamengo e Palmeiras, na última quarta-feira, é daqueles para os que não acreditam que exista jogo limpo guardar na memória. Além do badalado lance no qual o “Gladiador” Kleber tentou dar uma punhalada nas costas do Flamengo e se aproveitar de uma bola que deveria ser devolvida para criar uma oportunidade de gol, um outro ataque ao jogo limpo ganhou a capa dos jornais desta sexta-feira.

Pode parecer mentira, amigos, mas o meia rubro-negro Thiago Neves declarou, sem nem ficar vermelho de vergonha, que ele e Ronaldinho decidiram forçar o terceiro cartão amarelo diante do Palmeiras e ficar fora do próximo jogo, contra o Ceará, por considerarem os próximos adversários mais difíceis. Apesar de comum no futebol atual, esta atitude do Thiago Neves e do Ronaldinho é uma verdadeira ofensa ao futebol profissional.

Nem precisamos ir muito longe para verificar a falta de profissionalismo da dupla rubro negra, basta lembrarmos o sacrifício que fez o argentino Conca – um exemplo de profissional – para disputar todas as 38 partidas do Brasileirão de 2010.

Sabem aquela cena que vocês estão cansados de ver, quando um jogador, por “fair play”, devolve a bola ao adversário chutando-a para fora e, em seguida, pede ao seu time para adiantar a marcação e tentar roubar a bola mais próximo do gol rival? Então, ela vai continuar ocorrendo durante muito tempo, pois, dentro do futebol, a hipocrisia tem lugar garantido entre os titulares.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

UMA IMAGEM...




16 de julho de 1950, Uruguai 2 x 1 Brasil. Nas palavras de Nelson Rodrigues, "uma tragédia pior do que a de Canudos".

CAMPEONATO BRASILEIRO 2011 - 10ª RODADA







RESULTADOS
Vasco 2 x 1 Atlético Paranaense
Coritiba 3 x 1 Fluminense
Atlético Goianiense 0 x 1 Avaí
Santos 2 x 1 Atlético Mineiro
Internacional 0 x 3 São Paulo
Ceará 4 x 0 América Mineiro
Cruzeiro 2 x 1 Bahia
Palmeiras 0 x 0 Flamengo
Botafogo 0 x 2 Corinthians
Figueirense 0 x 0 Grêmio

ARTILHARIA
6 Gols
Montillo (Cruzeiro)
5 Gols
Alessandro (América Mineiro)
Elkeson (Botafogo)
Liedson (Corinthians)
Oscar (Internacional)
Ronaldinho (Flamengo)

Palmeiras 0 x 0 Flamengo – Pacaembu, São Paulo (SP)

Em duelo que prometia, Palmeiras e Flamengo deveram muito ofensivamente e não saíram do zero em um Pacaembu lotado.

Com 100% de aproveitamento como mandante no Brasileirão, o Palmeiras entrou em campo organizado pelo Felipão no 4-2-2-2 com: Marcos; Cicinho, Maurício Ramos, Thiago Heleno e Gabriel Silva; Márcio Araújo e Marcos Assunção; Patrick e Luan; Maikon Leite e Kléber. Pelo lado do invicto Flamengo, Vanderlei Luxemburgo repetiu a escalação dos últimos dois jogos e o Rubro Negro foi para o jogo no 4-3-1-2 com: Felipe; Léo Moura, Welinton, Ronaldo Angelim e Júnior César; Willians, Aírton e Renato; Thiago Neves; Ronaldinho e Deivid.

Os primeiros 15 minutos do jogo foram, apesar de um pequeno domínio territorial e da posse de bola por parte do Flamengo, paupérrimos em tramas ofensivas de qualidade. Somente aos 18 minutos, em bela jogada individual do Thiago Neves, que o duelo viu uma oportunidade de gol. Depois deste melhor início rubro negro, o Palmeiras conseguiu apresentar suas armas mais poderosas e deu bastante trabalho ao goleiro Felipe. Quais as armas alviverdes? As bolas paradas, principalmente com o Marcos Assunção, mas também com o potente Thiago Heleno, e o diálogo entre os perigosos Kléber e Maikon Leite. Porém, apesar desta evolução palmeirense, os últimos 10 minutos da etapa voltaram a ser equilibrados e o placar permaneceu mudo.

Comandado por um Ronaldinho mais participativo e com uma marcação mais forte, o Fla voltou bem do intervalo e viveu seus melhores minutos no confronto. Contudo, esta boa presença flamenguista durou pouco e o jogo não tardou a se tornar apático. Até o relógio alcançar 34 minutos, marca na qual Ronaldinho cobrou falta perigosa para boa defesa do Marcos, ambos os times não tinham idéia do que fazer para criar uma trama de ataque qualificada. Um espelho do deserto ofensivo foi a péssima produção de todos os laterais em campo, principalmente dos flamenguistas, já que Léo Moura e Júnior César são jogadores de reconhecida qualidade para atacar. Aos 40, Marcos Assunção, novamente com a pelota parada, levou perigo à meta flamenguista, mas o lance mais comentado do duelo ocorreu logo depois, quando o atacante Kléber, em atitude suja e injustificável, jogou o fair-play no lixo e se aproveitou de uma bola que deveria ser devolvida ao Flamengo para arrancar e chutar cruzado.

Com jogadores da qualidade de Léo Moura, Thiago Neves, Ronaldinho, Maikon Leite e Kléber em campo, confesso que esperava uma partida de melhor qualidade técnica do que a apresentada. No fim, o empate manteve palestrinos e rubro negros no G4 do Brasileirão.

terça-feira, 19 de julho de 2011

RADINHO NO OUVIDO - FLUMINENSE CAMPEÃO DO ROBERTO GOMES PEDROSA DE 1970

1970 - Fluminense 1 x 1 Atlético Mineiro, Maracanã


Narração: Waldir Amaral


Não existe um pingo de exagero na afirmação de que o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970 foi um dos campeonatos com o maior número de craques que o mundo já viu. Só para ficar no quarteto ofensivo Tricampeão Mundial com a Seleção Brasileira, tinha Tostão (Cruzeiro), Jairzinho (Botafogo), Rivelino (Corinthians), e, claro, o Rei Pelé (Santos). E quem conquistou esta competição do mais alto nível foi o Fluminense, que terminou o quadrangular decisivo invicto, com vitórias sobre o Cruzeiro e o Palmeiras de Ademir da Guia, além de um empate, na última rodada, contra o Atlético Mineiro. Escutem o gol tricolor, marcado pelo atacante Mickey, no empate em 1 x 1 diante do Galo, jogo que deu o título do Robertão ao Fluminese. A voz é do lendário Waldir Amaral.

video

segunda-feira, 18 de julho de 2011

BATENDO BAFO - BOTAFOGO - CAMPEÃO BRASILEIRO DE 1995





O "Batendo Bafo" de hoje é uma homenagem a minha namorada Thaís, torcedora do Fogão e que faz aniversário nesta terça-feira. Parabéns!!!

domingo, 17 de julho de 2011

COPA AMÉRICA 2011 - BRASIL 0 (0) X (2) 0 PARAGUAI

Brasil 0 (0) x (2) 0 Paraguai – Estádio Ciudad de La Plata, La Plata (ARG)

O Brasil perdeu um caminhão de gols com a bola rolando, foi de uma incompetência extrema na disputa por pênaltis e, assim como a grande rival Argentina, deu Adeus à Copa América antes do que imaginava.

Para o primeiro jogo decisivo da Era Mano Menezes, a Seleção Brasileira repetiu a escalação da vitória sobre o Equador, em jogo pela última rodada da fase de grupos. Assim, o Brasil entrou em campo organizado no 4-3-3 com: Júlio César; Maicon, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Ramires, Lucas Leiva e Ganso; Neymar, Robinho e Pato. Pelo lado do Paraguai, o treinador Gerardo Martino adotou um esquema cauteloso, com duas sólidas linhas de quatro, e a equipe foi para o jogo em um 4-4-2 com: Villar; Verón, Da Silva, Alcaraz e Torres; Vera, Cáceres, Riveros e Estigarribia; Valdéz e Barrios.

Não existe um pingo de exagero na análise de que o Brasil realizou, diante do Paraguai, seu melhor 1º tempo em toda a Copa América. Sem permitir ao adversário a mesma liberdade cedida no duelo entre ambos na fase de grupos, a Seleção Brasileira realizou uma 1ª etapa de bastante segurança defensiva e o goleiro Júlio César foi um privilegiado espectador. Ofensivamente, o destaque ficou por conta do Robinho, que, flutuando entre o meio-campo e o ataque, foi quem mais tentou levar o Brasil à frente. As principais chances criadas pela equipe surgiram após o minuto 25 e, em ordem cronológica, foram as seguintes: bela trama entre Ganso e Robinho que terminou com finalização para fora de Neymar; André Santos cobra falta com perfeição e Lúcio, de carrinho, acerta o goleiro Villar; Ramires avança e dá bela assistência para André Santos finalizar sobre o gol.

Na 2ª etapa, o Paraguai conseguiu, entre os minutos 10 e 15, se manter mais presente no campo ofensivo. Fora isso, o duelo foi um verdadeiro massacre brasileiro e a Seleção criou nada menos do que sete boas oportunidades de balançar as redes, que, no entanto, só serviram para o goleiro Villar rechear seu DVD pessoal de grandes defesas. Durante o 2º tempo inteiro o Brasil desperdiçou chances de gols de tudo quanto é maneira e praticamente todos os homens de frente tiveram a sua oportunidade. Neymar e Pato, que não estavam em boa jornada, perderam gols incríveis, Robinho, melhor homem em campo ao lado do goleiro Villar, também teve sua chance, Ganso acertou o pé da trave após tabela com o Lúcio e, por fim, Fred cabeceou para o meia Barreto salvar em cima da linha. Apesar de ter realizado uma boa partida, tanto defensiva quanto ofensivamente, a Seleção Brasileira não pode jogar no lixo tamanha quantidade de chances de sacudir o barbante.

O empate ao final do 2º tempo levou o confronto para uma prorrogação paupérrima em boas tramas ofensivas. Enquanto nos primeiros 15 minutos o único momento digno de nota foi um sururu entre os jogadores que resultou nas expulsões do volante brasileiro Lucas Leiva e do zagueiro paraguaio Alcaraz, na etapa extra final o Brasil conseguiu apresentar um futebol um pouco melhor, principalmente quando o jovem são-paulino Lucas tinha sucesso em suas jogadas. Porém, levantar o véu da noiva, que é bom, nada. A permanência do empate levou a decisão da vaga para a disputa por pênaltis. E aí, meus amigos, o Brasil foi um verdadeiro show de horrores. Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred – TODOS! – bateram suas cobranças da pior maneira possível e as desperdiçaram. Pelo Paraguai, Riveros chutou para fora, mas Estigarribia e Rivera souberam se postar diante das péssimas condições da marca da cal e com categoria garantiram o Paraguai na semi final.

Muitos vão dizer que o Brasil, devido ao enorme domínio das ações ofensivas, merecia ter conquistado a vitória. Discordo em gênero, número e grau. Sou da opinião de que a justiça no futebol é a justiça dos gols. O Brasil se propôs a atacar e decidir o jogo no tempo normal, missão que não conseguiu. Por outro lado, o Paraguai foi bem sucedido no seu planejamento de se defender e garantir a vaga no limite, em um contra-ataque, uma bola parada ou nos pênaltis. Resultado: o Paraguai segue na Copa América e o Brasil pega o vôo de volta.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

BIBLIOTECA DO FUTEBOLA - UMA HISTÓRIA DO FUTEBOL

Esta excelente obra sobre a história do futebol poderia ser também chamada de “bloco de informação”. Apesar da ênfase no futebol britânico, o autor Bill Murray fala do nascimento e evolução do esporte em todos os cantos do planeta, desde seu início, ainda no século XIX, até, aproximadamente, a Copa do Mundo de 1994. Como nasceu o futebol nos Estados Unidos, como era na União Soviética, as grandes tragédias ocorridas nos estádios, os problemas causados pelos hooligans... É muita informação reunida em um livro só para quem é fã de futebol deixar de ler.



Uma história do Futebol
Autor: Bill Murray
Editora: Hedra

COPA AMÉRICA 2011 - BRASIL 4 X 2 EQUADOR








Brasil 4 x 2 Equador – Estádio Mario Alberto Kempes, Córdoba (ARG)


Bastaram 30 minutos de bom futebol para a Seleção Brasileira vencer o Equador por 4 x 2 e, com gols de Pato e Neymar, se garantir na próxima fase da Copa América. O Equador, ao lado da Bolívia e das Seleções de jovens da Costa Rica e do México, está eliminado do torneio.

Com a necessidade do empate, mas a obrigação de apresentar um bom futebol, algo que ainda não conseguiu nesta Copa América, Mano Menezes escalou a terceira equipe diferente no terceiro jogo da competição. Assim, o Brasil entrou para o duelo organizado no 4-3-3 com: Júlio César; Maicon, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Ramires, Lucas Leiva e Ganso; Robinho, Pato e Neymar. Pelo lado do Equador, que precisava vencer para se classificar para a próxima fase, o treinador Reinaldo Rueda esquematizou a equipe no 4-4-2 com: Elizaga; Reasco, Araújo, Erazo e Ayovi; Arroyo, Minda, Noboa e Martínez; Méndez e Caicedo.

Sem coré coré e indo direto ao ponto, os primeiros 25 minutos do duelo entre Brasil e Equador foram de total falta de futebol. As equipes pareciam dois pugilistas que apenas trocam jabs durante os primeiros rounds da luta. Enquanto o Equador esbarrava em suas próprias limitações técnicas e falta de criatividade, o Brasil tentava o jogo pela direita. Foi neste panorama que, aos 27 minutos, depois de muito insistir com o lateral-direito Maicon, o Brasil abriu o placar em um ataque pela... esquerda. André Santos cruzou com perfeição para Alexandre Pato tomar a frente dos zagueiros e, de cabeça, sacudir o filó. Apesar de ter criado grande oportunidade de ampliar a vantagem, em jogada do Maicon e arremate na trave do Robinho, o Brasil levou o empate, aos 36 minutos, em chute longo do perigoso atacante Caicedo e Frangaço – assim mesmo, com F maiúsculo – do Júlio César.

Logo aos 4 minutos da 2ª etapa, a dupla Ganso/Neymar, até então mais sumida que dinheiro no bolso em fim de mês, apareceu e em boa assistência do primeiro e melhor finalização do segundo o Brasil retomou a frente. No entanto, o nada inspirado Júlio César falhou em outro chute do Caicedo e, aos 11 minutos, o placar voltou à igualdade. Seja com a camisa da Internzionale ou com da Seleção, o fato é que desde a Copa do Mundo que Júlio César não demonstra a segurança que o fez ser considerado por muitos o melhor goleiro do mundo. O 2 x 2 poderia ter animado o Equador a partir em busca da classificação, mas, de maneira surpreendente, o Brasil enfim conseguiu apresentar algo próximo de um bom futebol. Nos últimos 30 minutos do confronto, Ganso se fez mais presente, Neymar mostrou um pingo do oceano que sabe, Maicon, muito mais sólido e sério do que o ex-titular Daniel Alves, seguiu como boa arma ofensiva e Pato cumpriu seu papel de referência. Resultado: Pato, aos 15, e Neymar, aos 26, balançaram as redes e o Brasil fechou o caixão equatoriano. Nos últimos minutos, Fred entrou cheio de gás e por pouco o escore não foi ampliado.

Assim como o triunfo da Argentina sobre a Costa Rica sub-22 não transformou a Alviceleste da água para o vinho, esta vitória do Brasil não pode encobrir os muitos erros ainda existentes, sejam eles individuais, como os de Júlio César, ou coletivos, como a surpreendente fragilidade defensiva.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

COPA AMÉRICA 2011 - ARGENTINA 3 X 0 COSTA RICA




Argentina 3 x 0 Costa Rica – Estádio Mario Alberto Kempes, Córdoba (ARG)

Pela primeira vez na Copa América, Lionel Messi e a Argentina apresentaram um bom futebol e os donos da casa garantiram a vaga na próxima fase do torneio.

Este Argentina x Costa Rica sub-22 foi um daqueles jogos que, antes mesmo do apito inicial, estão taticamente desenhados. Diante de sua torcida e com a necessidade da vitória para se classificar para a próxima fase sem depender de outros resultados, a Argentina partiu com tudo para cima da Costa Rica, que, até por precisar apenas do empate para garantir sua vaga, adotou uma postura defensiva. Durante os primeiros 45 minutos, os argentinos não encontraram dificuldades para superar a barreira adversária formada por cinco defensores e três volantes e criaram oportunidades de gols de tudo quanto é maneira. Além de uma cabeçada na trave do zagueiro Burdisso e de um bom arremate longo do Aguero, o destaque – no caso negativo – ficou com o Higuaín, que, em noite de nenhuma inspiração, perdeu nada menos do que cinco boas chances de balançar as redes. No fim da etapa, já nos acréscimos, Agüero aproveitou rebote do goleiro Moreira e levou a paz para os já desesperados torcedores argentinos.

Após o intervalo, a Argentina precisou de menos de 20 minutos para fechar o caixão adversário. Com Lionel Messi mais participativo do que na 1ª etapa, o nervosismo, que nos primeiros 45 minutos estava com os argentinos pela falta de gols, passou para os jovens costa-riquenhos, que não tinham nem idéia do que fazer para segurar o melhor do mundo. Com um gol do Agüero e outro do Di Maria, ambos em assistências do Messi, a Argentina chegou aos 3 x 0 antes da metade da etapa. Três que seriam quatro se o Higuaín, também em passe do Messi, não perdesse mais um gol na cara do goleiro. Com a vitória e a classificação garantidas, a Argentina diminuiu o volume ofensivo e mesmo assim quase ampliou o placar em cabeçada do Messi, que o goleiro Moreira defendeu sensacionalmente, e em arremate cruzado do Lavezzi que explodiu na trave. Antes do apito, os garotos da Costa Rica estiveram perto do gol de honra em cabeçada do Cubero e bola parada do Campbell, mas o placar terminou mesmo 3 x 0 para a Alviceleste.

Não é uma vitória sobre a Costa Rica sub-22 que transformará a Argentina, uma equipe ainda muito frágil no quesito tático, da água para o vinho. No entanto, se o Messi repetir esta atuação diante da fraca Costa Rica e o Agüero continuar iluminado, a Argentina já se torna um osso duro de roer.

domingo, 10 de julho de 2011

CAMPEONATO BRASILEIRO 2011 - 9ª RODADA







RESULTADOS
São Paulo 2 x 1 Cruzeiro
Vasco 2 x 0 Internacional
Atlético Paranaense 0 x 0 Avaí
Fluminense 0 x 1 Flamengo
Grêmio 2 x 0 Coritiba
Atlético Goianiense 0 x 1 Corinthians
Bahia 1 x 1 Botafogo
Palmeiras 3 x 0 Santos
Atlético Mineiro 2 x 0 América Mineiro
Figueirense 1 x 1 Ceará

ARTILHEIROS
6 Gols
Montillo (Cruzeiro)
5 Gols
Alessandro (América Mineiro)
Elkeson (Botafogo)
Oscar (Internacional)
Ronaldinho (Flamengo)

Fluminense 0 x 1 Flamengo – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Em um Fla-Flu agitado e indefinido até o apito final, o invicto Flamengo, com gol do volante Willians, conquistou sua quarta vitória seguida no Brasileirão e se manteve na vice-liderança do torneio.

Na primeira partida após a saída do grande ídolo Conca, e ainda sem poder contar com Deco, Mariano e Fred, o Fluminense entrou em campo organizado pelo treinador Abel Braga no 4-2-2-2 com: Diego Cavalieri; Diogo, Gum, Márcio Rosário e Carlinhos; Diguinho e Edinho; Souza e Marquinho; Ciro e Rafael Moura. Pelo lado do Flamengo, Vanderlei Luxemburgo conseguiu repetir a escalação da vitória sobre o São Paulo e o Rubro Negro foi para o clássico esquematizado no 4-3-1-2 com: Felipe; Léo Moura, Welinton, Ronaldo Angelim e Junior Cesar; Willians, Aírton e Renato; Thiago Neves; Ronaldinho e Deivid.

O Fluminense iniciou o duelo ligado no 220 volts e, em menos de 15 minutos, criou nada menos do que três oportunidades de abrir o placar, todas elas com o veloz e perigoso Ciro, um tormento na vida do experiente Ronaldo Angelim. Após este período inicial de domínio tricolor, o Flamengo melhorou sua postura em campo, principalmente pela maior participação do Ronaldinho nas ações ofensivas. No entanto, foi o Fluminense que novamente esteve perto das redes quando, aos 24 minutos, Carlinhos alçou a pelota na área e Rafael Moura, com um leve desvio, carimbou a trave. Entre os minutos 30 e 40, o confronto se tornou equilibrado e pobre em oportunidades ofensivas, porém, nos últimos minutos, o Flamengo conseguiu pressionar o rival e, após bela jogada organizada por Ronaldinho, Júnior César e Thiago Neves, chegou ao gol em cabeçada do Willians. Menos faltoso do que o normal e responsável pelo gol da vitória rubro negra, Willians teve uma grande atuação e merece ser considerado o melhor jogador do clássico.

Após o intervalo, o Fluminense voltou mais produtivo ofensivamente e em duas perigosas cobranças de falta do Souza e uma cabeçada do Rafael Moura, que obrigou o goleiro Felipe a realizar sensacional defesa, quase chegou ao empate. Diante deste domínio tricolor das ações ofensivas, Luxemburgo, aos 17 minutos, sacou o improdutivo Deivid e colocou o impetuoso Negueba, na busca por aumentar o poder do Fla nos contra-golpes. O resultado da entrada do Negueba foi bastante positivo para o Fla, que além voltar a dar trabalho ao sistema defensivo adversário, escapou da pressão que sofria desde o início da etapa. Nos últimos 15 minutos do clássico, o Fluminense, com quatro atacantes em campo – Rafael Moura, Ciro, Rodriguinho e Matheus Carvalho – mas sem nenhum jogador capaz de organizar tramas ofensivas de qualidade, foi com tudo em busca do empate. Em ordem cronológica, o Flu conseguiu um arremate cruzado do Rodriguinho, após falha do pouco inspirado e muito violento Aírton, e uma cabeçada do Ciro, mas estas oportunidades não foram suficientes para mudar o escore.

Cada vez mais organizado dentro de campo, o Flamengo começa a apresentar o futebol esperado por aqueles que o consideram um dos favoritos ao caneco nacional, o que não significa que não precise de reforços. Falando em reforços, não acredito que o Fluminense conseguirá encontrar, dentro do atual elenco, um jogador capaz de liderar a equipe tecnicamente, papel realizado com maestria pelo argentino Conca no Brasileirão de 2010.

TRÊS TOQUES!

- No retorno de Juninho Pernambucano a São Januário, o Vasco conseguiu uma Vitória – assim mesmo, com V maiúsculo – diante do Internacional, que não perdia um jogo desde a 2ª rodada no torneio e se encontrava no G4. Por outro lado, o Botafogo novamente empatou em 1 x 1, desta vez contra o Bahia, e perdeu a oportunidade de terminar a rodada entre os quatro primeiros colocados. A ironia ficou por parte do autor do gol de empate dos baianos, o ex-botafoguense Fahel, jogador que, quando atuava pelo Fogão, era um dos principais alvos das vaias da torcida.

- Semi finalistas da Copa do Brasil, Avaí e Coritiba vivem péssimo momento neste início de Brasileirão. A situação do Avaí é até compreensível, já que o treinador Silas, o goleiro Renan e o meia Marquinhos, importantes nomes, deixaram o clube desde o fim da Copa do Brasil. Já o que ocorre com o Coritiba, que nesta 9ª rodada perdeu sua quinta partida, é mais difícil de se entender. O futebol apresentado pelo Coxa na Copa do Brasil o credenciava a uma melhor campanha.

- A rodada foi perfeita para o “Trio de Ferro”Paulista. No sábado, o São Paulo decretou o fim da invencibilidade do Cruzeiro de Joel Santana. Já no domingo, o Corinthians conquistou sua sétma vitória em oito jogos, desda vez diante do Atlético Goianiense, e o Palmeiras sapecou 3 x 0 em um Santos que, sem Neymar, Ganos e Elano, é um time apenas comum.

sábado, 9 de julho de 2011

COPA AMÉRICA 2011 - BRASIL 2 X 2 PARAGUAI

Brasil 2 x 2 Paraguai – Estádio Mario Alberto Kempes, Córdoba (ARG)

Novamente sem apresentar um futebol de qualidade, a Seleção Brasileira suou litros para somente empatar com o Paraguai, pela 2ª rodada do Grupo B da Copa América. Diferente do que muitos pensavam, o duelo contra o Equador, na próxima quarta-feira, será de vida ou morte para os comandados de Mano Menezes.

Na busca pela primeira vitória na Copa América e por uma atuação convincente, o treinador Mano Menezes decidiu barrar o já habituado com a “Amarelinha” Robinho e mandou a Seleção a campo organizada em um 4-2-2-2 com: Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Ramires e Lucas Leiva; Jádson e Ganso; Neymar e Pato. Pelo lado do Paraguai, que não está na Copa América a passeio, o técnico Gerardo Martino escalou uma equipe bem organizada taticamente no 4-5-1 com: Villar; Verón, Da Silva, Alcaraz e Torres; Vera, Riveros, Ortigoza, Santa Cruz e Estigarribia; Barrios.

Durante os primeiros 15 minutos do duelo, o Brasil conseguiu apresentar um futebol ainda pior do que aquele jogado diante da Venezuela. Tratando a redonda com desprezo, ignorando o jogo pelo meio-campo e abusando dos chutões para frente, o Brasil passou todo este período inicial mais perdido em campo do que cupim em metalúrgica. O Paraguai, que quase abriu o placar logo aos 2 minutos com Roque Santa Cruz, era o oposto, ou seja, uma equipe muito bem organizada taticamente onde todos os jogadores sabiam seus papéis. Aos 18 minutos, Ganso e Jádson conseguiram uma boa trama e a primeira boa jogada brasileira surgiu, mas, por preciosismo, Pato decidiu driblar o goleiro e perdeu a oportunidade.

Este lance, porém, não serviu para animar o Brasil, que permaneceu com um futebol cheio de equívocos, enquanto o Paraguai, apesar de ter diminuído o volume ofensivo, continuava tranquilo em campo. Quando o relógio alcançou o minuto 38, o volante Ramires teve um surto de força de vontade, brigou muito pela pelota e o meia Jádson – que estava a quilômetros de fazer uma boa partida – acertou um arremate longo e marcou o primeiro gol do Brasil na Copa América.

O gol de vantagem poderia ter dado ao Brasil a tranquilidade necessária para, enfim, começar a apresentar um futebol de qualidade. No entanto, esta tranquilidade se deu origem a uma atuação desleixada e desatenciosa. Resultado: com menos da metade da 2ª etapa o Paraguai já havia virado o escore, com gols de Santa Cruz e de Haedo Valdez, ambos pela direita da defesa brasileira, lado por onde Daniel Alves realizou sua pior apresentação que me lembro de ter visto. Vale ressaltar aqui a atuação gigante do Roque Santa Cruz, responsável não só pelo primeiro gol paraguaio e pelo passe para o segundo, mas também por uma ajuda defensiva digna dos mais valorosos aplausos. Centroavante de origem, Santa Cruz atuou aberto pelo flanco direito e auxiliou – muito! – o sistema defensivo, além de ganhar diversas bolas aéreas alçadas sobre a área paraguaia.

Na tentativa de propiciar um pingo de força ofensiva para o Brasil, que via a dupla Neymar/Pato apresentar um futebol irreconhecível e um Ganso pouca coisa melhor, Mano Menezes colocou o são-paulino Lucas em campo, substituição que em nada alterou o panorama da partida. Somente com a entrada de Fred, jogador mais preocupado em marcar gols do que em realizar tabelinhas vistosas ou dribles infrutíferos, que o Brasil conseguiu uma trama efetiva, quando, aos 44 minutos, o centroavante do Fluminense aproveitou passe de Ganso e sacudiu o filó.

Após o apito final, me deu a sensação de que falta um tempo enorme para este grupo de jogadores, de reconhecida capacidade técnica, se transformar em uma equipe forte. Falta estrutura física para ganhar divididas e transformar o lance isolado do Ramires, que deu origem ao gol do Jádson, em algo corriqueiro, falta estrutura tática para a Seleção não parecer um rebanho de ovelhas sem pastor e conseguir organizar boas tramas ofensivas com mais freqüência, e, por fim, falta a estrutura psicológica necessária para vestir aquela que talvez seja a camisa mais pesada do futebol mundial.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

BATENDO BAFO - BRASIL 1970

Olá amigos do FUTEBOLA!

Diversão certa durante a infância, colecionar figurinhas sempre foi uma das sensações mais legais da garotada. As figurinhas de futebol, então, nem se fala. O prazer de abrir um pacotinho e tirar o seu grande ídolo era – e para muitos “velhinhos” ainda é – indescritível. E o orgulho de conseguir completar o álbum e sair com ele debaixo do braço mostrando para Deus e o mundo? Demais! Trocar as repetidas com os amigos, bater bafo, colar as favoritas no armário e ver a mãe reclamar que está estragando o móvel...

É pensando nestes sentimentos positivos que o FUTEBOLA, com imensa felicidade, apresentará, a partir de hoje, o “Batendo Bafo”. Espero que todos gostem. E não se esqueçam de que vocês são de casa e podem pedir qualquer time que queiram ver. Se estiver ao meu alcance, estará também ao seu.

Um grande abraço e divirtam-se com o primeiro grande esquadrão do “Batendo Bafo”, nada mais, nada menos, que a Seleção Brasileira Tricampeã do Mundo.

















CAMPEONATO BRASILEIRO 2011 - 8ª RODADA







RESULTADOS
Internacional 1 x 0 Atlético Paranaense
Cruzeiro 2 x 0 Grêmio
Avaí 2 x 2 Bahia
Corinthians 2 x 1 Vasco
Ceará 3 x 0 Atlético Mineiro
Flamengo 1 x 0 São Paulo
QUINTA-FEIRA, 07 DE JULHO
Botafogo x Atlético Goianiense
Coritiba x Figueirense
América Mineiro x Palmeiras
QUARTA-FEIRA, 24 DE AGOSTO
Santos x Fluminense

ARTILHARIA
6 gols
Montillo (Cruzeiro)
5 gols
Oscar (Internacional)
Ronaldinho (Flamengo)

Corinthians 2 x 1 Vasco – Pacaembu, São Paulo (SP)

Nem mesmo um gol do ídolo Juninho Pernambucano logo no início da partida foi capaz de fazer o Vasco segurar o cada vez mais embalado Corinthians no Pacaembu. E, diferente da goleada sobre o rival São Paulo, quando Liedson deu um show e balançou as redes por três vezes, quem comandou a vitória corintiana foi a dupla de volantes Ralf/Paulinho.

Líder do Brasileirão e ainda invicto, o Corinthians entrou em campo sem o capitão Chicão e organizado pelo técnico Tite no já costumeiro 4-2-3-1 com: Júlio César; Welder, Wallace, Leandro Castán e Fábio Santos; Paulinho e Ralf; Willian, Danilo e Jorge Henrique; Liedson. Pelo Vasco, a expectativa era a maior possível, já que o duelo marcaria a reestréia de Juninho Pernambucano pelo clube. Ainda sem saber a formação ideal da equipe com o “Reizinho da Colina”, o treinador Ricardo Gomes decidiu por manter o 4-3-1-2 e o Vasco entrou em campo com: Fernando Prass; Fágner, Dedé, Anderson Martins e Márcio Careca; Juninho, Rômulo e Felipe; Diego Souza; Eder Luis e Alecsandro.

Nem nos seus melhores sonhos o torcedor vascaíno imaginava um ínicio de jogo como o do Pacaembu. O juiz mal havia apitado pela primeira vez e o placar já apontava 1 x 0 para o Cruzmaltino, gol de falta assinado por ninguém menos do que Juninho Pernambucano. Alegria pura e genuína na torcida vascaína. No entanto, esta não duraria muito tempo. O motivo? O Vasco resolveu dar uma aula de como não se deve segurar uma vantagem. Pouco a pouco os cariocas recuaram e deram campo ao Corinthians, que com avanços pela esquerda e chutes longos começou a transformar o domínio territorial em oportunidades de gols, primeiro em arremate do Ralf e depois em uma cabeçada do Willian que Fernando Prass espalmou para escanteio de maneira espetacular. Na cobrança deste mesmo escanteio, aos 21 minutos, a redonda sobrou para o volante Ralf acertar uma bela finalização e empatar o escore. A virada corintiana viria aos 41 minutos, logo depois de o Vasco conseguir, em um avanço do Fagner, construir sua única boa jogada com a bola rolando em toda a etapa. O gol do Timão foi marcado pelo Paulinho, que não encontrou problemas para adentrar a área rival.

Impossível não destacar a atuação da dupla de volantes corintiana, que além de sólida na marcação foi responsável pelos dois gols da equipe. Não é de hoje que Ralf e Paulinho estão batendo uma bola redondinha. Ainda na 1ª etapa, o Vasco consegueria, novamente através da monstruosa qualidade do Juninho nas bolas paradas, chegar perto do empate, mas o goleiro Júlio César o evitou. Após o intervalo, do qual ambas as equipes voltaram com o mesmo onze inicial, o Vasco conseguiu melhorar ofensivamente em relação aos primeiros 45 minutos, o que, convenhamos, não era uma missão difícil. No entanto, a melhora não foi suficiente para as jogadas com a bola rolando surgirem, e a melhor chance de gol ocorreu em uma cobrança de falta do Juninho, aos 14 minutos, que o Alecsandro desviou rente à trave. O razoável crecimento vascaíno deu lugar a 10 minutos de um futebol equilibrado e sem criatividade, até que, aos 25, Tite decidiu trocar o Danilo pelo Alex. A evolução corintiana foi instântanea, e a equipe paulista, além de levar perigo ao Fernando Prass em chute do próprio Alex e em uma avançada do Welder, ganhou mais corpo ofensivo. No fim, Bernardo, que havia entrado no lugar do mais que apagado Diego Souza, acertou a trave – novamente em cobrança de falta! – mas a realidade é que o Corinthians não encontrou muitas dificuldades para segurar a vantagem na 2ª etapa.

Como toda moeda, a reestréia de Juninho pelo Vasco teve dois lados. O positivo está na força que o Vasco ganha nas bolas paradas, uma arma cada vez mais decisiva no futebol. Contudo, o time deu sinais de enfraquecimento defensivo, como mostrou o gol assinalado pelo Paulinho.

TRÊS TOQUES!

- A vitória do Flamengo sobre o São Paulo é daquelas para ser sempre utilizada como exemplo da linha tênue que separa o céu e o inferno no futebol. Apesar de invicto na competição, o Flamengo alcançou, na 5ª rodada, a marca de quatro empates consecutivos, o que só fez aumentar o volume das críticas à equipe, principalmente sobre o Ronaldinho e o treinador Luxemburgo. Pois bem, Ronaldinho evoluiu visivelmente, começou a mostrar parte do futebol que possui e o Flamengo chegou a sua terceira vitória consecutiva e à vice-liderança. Por outro lado, o São Paulo, que havia atingido a inédita marca de 5 vitórias nos primeiros 5 jogos do Brasileirão por pontos corridos, chegou, com esta derrota para o Flamengo, ao seu terceiro revés seguido, fato que nunca havia ocorrido com o clube na história dos pontos corridos.

- Tidos por muitos – inclusive por este que vos fala – como favoritos ao caneco nacional, Internacional e Cruzeiro começaram o Brasileirão mais pra lá do que pra cá. No entanto, parece que finalmente colorados e azulados resolveram mostrar o potencial que possuem. Com a vitória de 1 x 0 sobre o Atlético Parananese, o Inter alcançou a sexta partida seguida sem derrota e, de lambuja, já está no G4. Vamos ver como o Colorado irá reagir à saída do meia-atacante Oscar, convocado para o Mundial sub-20, pois o garoto está voando baixo. No Cruzeiro de Joel Santana, quem está com a bola toda é o argentino Montillo, que, assim como o recém-exportado Conca, só Deus sabe o por quê de não estar na Seleção Argentina. Falando em Argentina, o empate em 0 x 0 diante da Colombia, pela 2ª rodada da Copa América, irá aumentar – e muito! – o volume das críticas locais sobre Messi e companhia.

- Se existe um treinador com a corda no pescoço atualmente este é Dorival Júnior. Depois de excelentes trabalhos no Vasco e no Santos, só para citar os mais recentes, Dorival ainda não conseguiu armar um Atlético Mineiro digno das tradições do clube. Não que exista a certeza de que um novo técnico o conseguirá, mas se os resultados não aparecerem logo, será Dorival quem pagará o pato.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

UMA IMAGEM...




Em 1977, o Grêmio venceu o Internacional por 1 x 0 na final do Gauchão e colocou fim na sequência de oito títulos do rival. O autor do gol foi André Catimba, que ao saltar para comemorar sentiu uma contusão e originou a inesquecível imagem acima, capturada pelo fotógrafo Olívio Lamas. Sobre as consequências da comemoração desastrosa, André Catimba declarou: "Caí de cara no chão. Tive um deslocamento no punho, bati o queixo e o testículo inchou muito. Passei dois meses sem poder fazer sexo".

domingo, 3 de julho de 2011

COPA AMÉRICA 2011 - BRASIL 0 X 0 VENEZUELA

Brasil 0 x 0 Venezuela – Estádio Único, La Plata (ARG)

Em uma jornada nada inspirada do quarteto Ganso, Robinho, Neymar e Pato, a Seleção Brasileira estreou com um empate mudo diante da Venezuela e, assim como os argentinos na última sexta-feira, decepcionou seus torcedores.

No primeiro desafio rumo ao inédito Tricampeonato brasileiro da Copa América, o treinador Mano Menezes decidiu escalar uma equipe com os nomes ofensivos mais badalados do futebol nacional. Assim, a Seleção Brasileira entrou em campo no 4-3-3, com: Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires e Ganso; Robinho, Pato e Neymar. Pelo lado da Venezuela, que sonhava repetir o desempenho da Bolívia diante da Argentina e segurar a força de um adversário favorito, o treinador César Farías organizou a equipe no 4-4-2, com: Veja; Rosales, Perozo, Vizcarrondo e Cichero; González, Rincón, Lucena e Arango; Fedor e Rondón.

Não existe um pingo de exagero na análise de que durante os primeiros 45 minutos a Venezuela não organizou sequer uma trama ofensiva e o confronto se resumiu a um ataque x defesa, com a Seleção Brasileira na busca por alternativas para furar as duas linhas de quatro venezuelanas. Muito concentrado pelo meio, exagerando passes longos e forçando tabelas com mais toques do que o necessário, o Brasil apresentou, no 1º tempo, um futebol bem abaixo do esperado pelos torcedores e, acredito, por Mano Menezes e pelos próprios jogadores. Mesmo assim, devido ao abismo técnico existente entre as equipes, o Brasil criou oportunidades de balançar as redes, as principais em uma finalização do Pato que explodiu no travessão e em um contra-ataque que terminou com um arremate fraco de Robinho que o bom zagueiro Vizcarrondo salvou de ombro.

Aqueles muitos que aproveitaram o intervalo para criticar os primeiros 45 minutos brasileiros não imaginavam que a situação iria se tornar ainda pior. Durante todo o 2º tempo, repito, todo o 2º tempo, o Brasil não conseguiu arquitetar uma única jogada ofensiva digna de nota e o goleiro venezuelano Vega passou toda a etapa sem a necessidade de mostrar suas qualidades. Mano Menezes ainda colocou Fred, Lucas e Elano em campo, na tentativa dar algum poder de fogo à equipe, mas não obteve sucesso. E mais. Se na etapa inicial a Venezuela só atuou defensivamente, nos primeiros 30 minutos do 2º tempo a Seleção “Vino Tinto” deu algum trabalho ao Brasil através dos avanços do Arango pela esquerda.

Não restam dúvidas de que Robinho, Neymar, Ganso e Pato, são nomes da mais elevada qualidade técnica. No entanto, o futebol não se resume somente à estrutura técnica de uma equipe. Faltaram ao Brasil força física e organização tática para pressionar o adversário mais intensamente e superar um sistema defensivo que está longe de ser um dos mais sólidos do mundo. Para vencer o Paraguai, próximo rival, a Seleção terá de apresentar um futebol muito mais completo do que tentar tabelas vistosas e inférteis.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

PAPO CABEÇA - A COPA AMÉRICA É MAIS IMPORTANTE DO QUE PARECE

Hoje será dado o pontapé inicial da Copa América 2011, o primeiro grande desafio de Mano Menezes no comando da Seleção Brasileira. Espero e torço para que o torneio seja o início de mais uma fase vitoriosa da nossa Seleção. Porém, em caso de derrota, poderemos nos ver diante de uma mudança de comportamento poucas vezes vista no futebol brasileiro.

Desde o início de seu trabalho no Escrete Nacional, Mano Menezes promete, além da renovação, uma equipe ofensiva. Nesta Copa América, que está por iniciar, esta ofensividade pode ser vista na presença do quarteto formado por Ganso, Neymar, Pato e Robinho. Atualmente, não existem possibilidades, dentro do futebol brasileiro, de se formar um quarteto com mais cara de futebol-arte do que este, ou seja, aquilo que os torcedores chamam de “futebol brasileiro” estará integralmente presente na Copa América.

Em oito partidas no banco da Seleção Brasileira, até o momento, Mano Menezes ainda não conquistou nenhum resultado maiúsculo – perdeu para Argentina e França e empatou com a Holanda, sem conseguir marcar sequer um golzinho nestes três jogos. Caso não conquiste a Copa América, Mano Menezes e o prometido futebol ofensivo chegarão a 11 meses de trabalho sem um único resultado satisfatório. Um terreno fértil para surgirem as primeiras comparações com a Era Dunga.

Apesar de apresentar um futebol diametralmente oposto ao que ficou caracterizado como “futebol brasileiro”, e por isso recebeu muitas críticas, a Era Dunga conquistou a Copa América, a Copa das Confederações, possui um retrospecto invejável contra a Argentina(3 vitórias, 1 empate, 9 gols-pró e 1 contra) e nunca perdeu em 11 jogos contra Seleções Campeãs do Mundo (8 vitórias e 3 empates).

É aí que poderemos ver um comportamento raro por parte dos torcedores, e até da mídia, brasileiros. Será que com as comparações que irão surgir entre a Era Dunga e a Era Mano Menezes, caso o Brasil não conquiste a Copa América na Argentina, os resultados do Dunga serão mais apreciados do que o quarteto ofensivo do Mano Menezes? Será que o futebol-resultado vai ganhar espaço sobre o futebol-arte?