segunda-feira, 12 de outubro de 2009

CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - 29ª RODADA - SÉRIE A

Santo André 1 x 2 Fluminense
Corinthians 2 x 1 Grêmio
Flamengo 2 x 1 São Paulo
Internacional 1 x 1 Atlético Paranaense
Coritiba 1 x 2 Barueri
Santos 0 x 0 Vitória
Náutico 3 x 0 Palmeiras
Goiás 1 x 1 Sport
Atlético Mineiro 0 x 1 Cruzeiro
Botafogo 2 x 2 Avaí

Olá amigos do FUTEBOLA!

É simplesmente impressionante este nosso Brasileirão. Na rodada passada, apenas o Internacional, dos que se encontravam entre os oito primeiros colocados, havia conseguido vencer. Agora, nesta 29ª rodada, apenas o Flamengo, dos que estão entre os seis primeiros, conseguiu os três pontos. Neste 2º turno, Flamengo e Cruzeiro estão realizando excelentes campanhas e a cada rodada que passa o sonho da Libertadores 2010 se torna mais real. Na parte final da tabela, o Fluminense conseguiu uma importantíssima vitória, porém foi o Náutico que, ao enfiar 3 a 0 no Palmeiras, surpreendeu. Vamos aos comentários da rodada.

Flamengo 2 x 1 São Paulo – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Em uma de suas melhores atuações no Brasileirão, o Flamengo conseguiu vencer o vice-líder São Paulo, está na beirada do G4 e, mais do que nunca, na briga por uma vaga na Libertadores 2010.

Comandado por Petkovic e Zé Roberto, como já era de se esperar, o Flamengo foi muito superior ao São Paulo na 1ª etapa. Atacou pela direita e pela esquerda, chutou de longe, alçou bolas na área, levou perigo nas bolas paradas... Um chute do Juan, após linda jogada de Zé Roberto pela direita, que o zagueiro Renato Silva salvou sobre a linha, uma cabeçada do Ronaldo Angelim e uma bomba chutada pelo Éverton Silva, ambas sensacionalmente defendidas pelo goleirão Rogério Ceni, foram as principais chances criadas pelo Rubro-Negro. Já o São Paulo, podemos dizer que foi 100% eficiente. O Tricolor foi ao ataque uma única vez e balançou as redes. Após perfeito lançamento de Gérson, ops..., Dagoberto, Hernanes contou com a falha de Angelim e abriu o placar para o Sampa. Com a saída para o intervalo, o pensamento Rubro-Negro era um só: Manter a ofensividade pois o caminha para o triunfo era este.

Início da 2ª etapa e o São Paulo conseguiu mostrar uma postura ainda mais defensiva. Das inúmeras maneiras existentes para segurar um resultado positivo, o Tricolor escolheu a pior delas, ou seja, recuar excessivamente. No Flamengo, as entradas de Toró e Bruno Mezenga fizeram a equipe conseguir seu objetivo de continuar pressionando. Falando em Bruno Mezenga, o jovem atacante já está merecendo a vaga do Denis Marques, que vem se mostrando um jogador inoperante ofensivamente e sem a garra que a torcida tanto aprecia. Aos 20 minutos, no momento crucial para o andamento da partida, o Flamengo conseguiu sua melhor chance para empatar a partida, quando Toró brigou pela pelota e foi chutado por Jorge Wagner dentro da área. Pênalti que Petkovic bateu pessimamente, mas o juiz anulou a defesa de Rogério Ceni, acusando que o goleiro havia se adiantado. Realmente o goleirão tricolor se adiantou, mas o juiz foi de um rigor desnecessário ao mandar voltar a cobrança. Na segunda tentativa, Pet mostrou toda sua classe e empatou a partida para o Fla.

Se com o placar em desvantagem, a torcida do Mengão não parava de cantar, com a vitória mais perto ela ficou ainda mais eufórica. Foi neste embalo que Petkovic quase virou a partida em um balaço que Rogério Ceni salvou. Sobre o goleiro do São Paulo, fico espantado como tem gente que diz que ele só tem qualidade para bater faltas, que não é bol goleiro debaixo das traves. Em minha opinião, Rogério não deve absolutamente nada para nenhum grande goleiro do futebol mundial. Voltando para o jogo, o mostruoso e imparável Petkovic conseguiu o que buscou com tanta raça. O gringo deu a vitória ao Flamengo. Após receber lindo passe de peito de Bruno Mezenga, Pet conseguiu deixar a jogada ainda mais bela com a assistência que deu para Zé Roberto marcar o gol e dar ao Flamengo uma merecida vitória.

Enquanto Palmeiras e Atlético Mineiro sofreram muito com as ausências de, respectivamente, Diego Souza e Diego Tardelli, e perderam importantes pontos no torneio, o Flamengo soube superar a falta de Adriano. O empate diante do Vitória, já no fim do jogo, e a vitória sobre o São Paulo, mostram que o Flamengo tem sim um dos melhores times do Brasil. Petkovic e Zé Roberto que o digam.

Atlético Mineiro 0 x 1 Cruzeiro – Mineirão, Belo Horizonte (MG)

Em uma partida onde a criatividade não esteve presente, o Cruzeiro conseguiu vencer o Atlético e mantém vivo o sonho de se classificar para a Libertadores 2010.

O clássico mineiro apresentou um 1º tempo muito equilibrado e com poucas jogadas ofensivas bem organizadas. Pelo lado cruzeirense, Gilberto não estava no melhor de sua forma e só foi notado em campo quando deu uma linda caneta no volante Jonílson. Pelo Atlético, o motorzinho Correa não foi muito efetivo nos seus passes. Com essas duas importantes peças em dívida com o bom futebol, ambas as equipes, principalmente o Galo, exploraram muito as bolas alçadas na área. Foi assim que o Cruzeiro conseguiu marcar o seu gol. Após uma bela arrancada do volante Fabrício, que diga-se de passagem realizou boa partida tanto defensiva quanto ofensivamente, Thiago Ribeiro cruzou para Wellington Paulista, livre livre na área, escorar para o fundo das redes.

No 2º tempo, a falta de criatividade do Cruzeiro ficou ainda mais visível com as saídas de Gilberto e Thiago Ribeiro. O equatoriano Guerrón, que nem de longe parece aquele jogador infernal que acabou com a Libertadores de 2008, não conseguia dar sequência a nenhuma jogada e o Leandro Lima, que entrou com o objetivo de segurar a posse da bola para o Cruzeiro, esteve longe do sucesso. Contando com essa incapacidade do Cruzeiro de controlar a partida, o Atlético mandou no 2º tempo, apesar de não mostrar o mínimo de solidez ofensiva. Na base do abafa e da marcação no campo ofensivo, o Galo tentou o empate até o fim da partida, porém o máximo que conseguiu foi consagrar a defesa cruzeirense que, diante de jogadas tão mal elaboradas, não teve muita dificuldade em segurar a vitória.

É claro que o Galo iria sentir a falta do Diego Tardelli, que está servindo a Seleção, porém a atuação do setor criativo da equipe foi muito mais ineficiente do que o esperado. E pelo lado azul, os três pontos vieram na hora exata, quando o Campeonato começa a ser decidido.

ELIMINATÓRIAS SUL-AMERICANAS PARA A COPA DO MUNDO DE 2010

Argentina 2 x 1 Peru - Monumental de Nuñez, Buenos Aires (ARG)

Em uma partida épica, digna do mais dramático tango argentino, a Seleção Alvi-celeste conseguiu bater o Peru e agora só depende de suas forças para se classificar para a Copa do Mundo de 2010.

Antes mesmo de começar a partida, somente ao olhar a escalação da Seleção Argentina, encontro uma crítica ao trabalho do treinador Maradona. Lembram da goleada que a Argentina sofreu para a Bolívia, por 6 a 1, em abril? Pois então, somente Heinze, Mascherano e Messi, que haviam sido titulares naquele vexame, estavam presentes na escalação inicial do duelo contra o Peru. Vejamos mais números: em 9 convocações para jogos das Eliminatórias, Maradona chamou nada menos do que 78 jogadores diferentes. Em minha opinião, mesmo que a Argentina se classifique para a Copa, e acredito que vai se classificar, o período de menos de um ano será muito pequeno para organizar taticamente e entrosar um grupo de jogadores que não se conhecem dentro de campo. Alguns podem defender nossos hermanos dizendo que a qualidade individual dos craques pode resolver. Mas será que a atual Seleção Argentina possui tantos craques assim? Romero; Gutiérrez, Schiavi, Heinze e Insúa; Pérez, Mascherano, Aimar e Di María; Messi e Higuaín. Desses 11 titulares que iniciaram a partida contra o Peru, vejo apenas o Messi com o poder de decidir uma partida pela sua qualidade individual.

Com a bola rolando, a 1ª etapa correu como o esperado. A Argentina passou todo o tempo no campo ofensivo, com o controle da posse de bola e criando as oportunidades de gols. Pelas minhas contas, foram nada menos do que 13 jogadas pelos flancos do campo. Di María e Messi realizavam boas jogadas pelos lados, mas faltava o pé de um centroavante para empurrar a pelota para o fundo das redes. É aí que acredito que o Maradona tenha se equivocado. Se ele escolheu preparar a equipe para atuar pelos lados do campo, não seria melhor começar a partida com o Palermo atuando como referência na área? Coincidência ou não, o fato é que o Palermo entrou no intervalo e logo com 3 minutos do 2º tempo o Higuaín aproveitou um belo passe de Aimar e abriu o placar para a Argentina. Teria a entrada do centroavante do Boca Juniors dado mais liberdade para o Higuaín se movimentar, já que não precisava mais ficar preso entre os defensores? Apenas três minutos passados é muito pouco para afirmar isso e a atuação dos hermanos, ao longo da 2ª etapa, também nos tirou a oportunidade de saber se um ataque com Higuaín e Palermo teria sido mais eficiente. O motivo? A Argentina simplesmente parou de jogar após colocar o 1 a 0 no placar.

Se aproveitando do recuo da Seleção Argentina, após abrir o marcador, o Peru passou a se aventurar no ataque e infernizou o frágil sistema defensivo argentino. Enquanto o treinador peruano Del Solar buscava opções ofensivas para sua equipe evoluir na partida, como foram as entradas de Palacios e Rengifo, Maradona acabava com qualquer possibilidade de a Argentina voltar a se impor na partida. Em um momento crítico do jogo, na metade do 2º tempo, quando o duelo começava a ganhar contornos dramáticos, Maradona resolveu sacar Aimar e Higuaín e colocar Federico Insúa e Demichelis. Errou em cheio. Após muito pressionar, o Peru conseguiu seu merecido gol, marcado por Rengifo aos 44 minutos, quando um temporal já atingia o Monumental de Nuñez.

O gol peruano silenciou o estádio. A imagem de Maradona, cabisbaixo, ilustrava como se encontravam todos os torcedores argentinos naquele momento. Ninguém parecia acreditar mais na classificação para a Copa do Mundo. Mas ainda falatavam 5 minutos e, nesta partida, esse tempo é uma eternidade. Aos 47 minutos, após bate-rebate na área, Palermo, quase um metro impedido, coloca o pé em uma bola espirrada e a Argentina novamente na frente. Delírio no Monumental. Maradona não se aguenta e mergulha, num peixinho histórico, na encharcada grama. Palermo, segundo maior artilheiro da história do Boca Juniors, centroavante que já balançou as redes de tudo quanto é maneira, não sabe como comemorar este gol salvador. Na saída de bola, quando a Argentina inteira ainda festejava, Palácios chuta a bola do grande círculo e ela estoura no travessão. Inacreditável. Espetacular. Inesquecível. Ainda restou mais alguns segundos para o Peru reclamar um pênalti não marcado. Realmente não era o dia de a Seleção peruana vencer.

Com o apito final veio uma sensação de alívio indescritível em toda a equipe argentina. O choro de Maradona e Palermo, abraçados, é digno de ter uma foto nos principais museus argentinos. Mas ainda não acabou. Quarta-feira tem Uruguai x Argentina, no lendário Centenário de Montevidéu. O mais importante duelo entre argentinos e uruguaios desde a final da Copa do Mundo de 1930. Imperdível!

Bolívia 2 x 1 Brasil - Hernando Siles, La Paz (BOL)

O Brasil entrou em campo para enfrentar a Bolívia com a desculpa prontinha para o caso de uma derrota. Além do mais, deu ao jogo uma insignificância que ele não merecia. Resumo da ópera: Foi derrotado.

Basta qualquer sequência ruim de jogos da Seleção Brasileira, para a comissão técnica reclamar da falta de tempo para treinar e entrosar a equipe. “Não tem como ajustar a equipe com uma semana de treino”, diz o treinador. Porém, quando a Seleção já está classificada para a Copa do Mundo e tem um jogo onde pode treinar a entrada de algumas peças em um esquema que já vem sendo utilizado, o mesmo treinador resolve colocar em campo uma equipe que nunca jogou junta. Uma coisa é testar o Nilmar ao lado do Luís Fabiano, verificar o comportamento do Daniel Alves ao lado do Kaká, afinal estas possibilidades que podem ocorrer na Copa do Mundo. Entretanto, ao deixar Kaká, Luís Fabiano e Gilberto Silva descansando, e mandar para o jogo uma formação que não tem o mínimo de entrosamento, eu juro que não vejo nenhuma vantagem.

Brasil em campo, apito inicial, começa o jogo. Apesar da imprensa e dos torcedores, em geral, acreditar ser uma partida inútil, esta era a oportunidade de alguns jogadores mostrarem ser capazes de vestir a camisa amarelinha. Se um jogo só não é o suficiente para garantir uma convocação, pode ajudar muito. Alguém tem dúvida de que a atuação de Nilmar, contra o Chile, no mês passado, será de extrema importância para seu futuro na Seleção? De todos os jogadores que estão na disputa para conseguir um lugar no grupo da Copa, é do Diego Souza que esperava maior destaque nesta partida. Jogador de muita garra, acreditava que ele fosse disputar esta partida como se fosse o jogo mais importante de sua vida. O que vi, porém, foi um jogador que se contentou em compor o setor de meio-campo e em nenhum momento buscou o comando do jogo.

Foi com esta atuação desinteressada que o Brasil levou um baile da Bolívia. A Seleção Boliviana soube explorar com muita eficiência a insegurança demostrada pela nossa defesa nas bolas aéreas. O destaque ficou para o meia Olivares que conseguiu vencer a defesa brasileira em nada menos que cinco bolas alçadas na área. Em uma dessas, Júlio César saiu procurando borboletas e ele abriu o placar. Mostrando muito interesse na partida, a Bolívia continuou mandando no jogo e Marcelo Moreno cobrou um falta com categoria, mas defensável, e colocou 2 a 0 no marcador. Placar justíssimo.

Somente na parte final da partida que o Brasil pareceu se interessar um pouquinho. Talvez tenha sido o belo gol marcado por Nilmar, após perfeito contra-ataque organizado por Ramires e Maicon, que tenha acendido a equipe. Porém, como as vezes o futebol parece ser justo, a Bolívia conseguiu segurar a merecida e histórica vitória. E o Brasil, que estava sem perder havia 19 partidas, preferiu descansar do que manter esta agradável e intimidadora invencibilidade.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - 28ª RODADA - SÉRIE A

Sport 0x1 Santos
Barueri 0x0 Santo André
Atlético Paranaense 0x0 Grêmio
São Paulo 2x2 Coritiba
Fluminense 1x1 Corinthians
Vitória 3x3 Flamengo
Internacional 3x1 Náutico
Botafogo 3x1 Atlético Mineiro
Palmeiras 2x2 Avaí
Cruzeiro 3x0 Goiás

Olá amigos do FUTEBOLA!

A rodada do meado de semana mostrou como o Brasileirão é um torneio equilibrado. Das equipes que atualmente ocupam as 8 primeiras posições na tabela, apenas o Internacional conseguiu conquistar três pontos. Com isso, o Campeonato permanece embolado e indefinido. Vamos aos comentários da partida que assisti desta 28ª rodada.

Vitória 3 x 3 Flamengo – Barradão, Salvador (BA)

Vitória e Flamengo realizaram, no Barradão, um dos melhores jogos do Brasileirão. Se o 2º tempo foi tenso e não muito rico em oportunidades de gols, a 1ª etapa foi um verdadeiro espetáculo. O destaque ficou por conta da grande atuação de dois craques veteranos: Petkovic pelos cariocas e Ramón pelos baianos.

Contando com um lado esquerdo fortíssimo, por onde caiam Éverton, Petkovic e Zé Roberto, o Flamengo, mesmo atuando fora de casa e sem sua principal estrela, o atacante Adriano, partiu para cima em busca da vitória. Com 7 minutos Pet passou a pelota para Zé Roberto na esquerda que em grande jogada individual quase marcou. Cinco minutos mais tarde, o mesmo Zé Roberto deixou Denis Marques em condições de arrematar para o gol e, mesmo com o chute errado do atacante, o Flamengo abriu o placar. Este gol era muito importante para o Fla, já que sua defesa não sofria gol havia 6 jogos e poderia segurar o resultado. Porém, bastou 3 minutos para Ramón acertar um córner na cabeça do centroavante Roger que, contando com a falha de marcação de Aírton, empatou a partida. A partida pegava fogo. A torcida do Vitória ainda comemorava o empate quando em uma cobrança de falta na ponta-esquerda, Pet colocou um veneno na pelota que entrou no cantinho do goleiro Gléguer. Craque na bola parada de um lado, craque na bola parada de outro. Aos 21 minutos, o excelente Ramón cobra com perfeição uma falta cometida pelo Álvaro e empata a partida. Jogaçoaçoaço de bola!

Seguindo em ritmo alucinante, Petkovic comandava o Flamengo na tentativa de voltar a liderar o placar. Principalmente depois que Zé Roberto deu uma sumida da partida, pois começou a ser marcado de perto, Pet se transformou no organizador ofensivo do Mengão. Continuando pelo lado esquerdo e perigoso na bola parada, Pet também apareceu ao dar lindo passe para Denis Marques, sozinho na área, chutar para fora. Do outro lado, o genial Ramón também continuava seu show. Aos 40 minutos, Glácio passou por Álvaro (acredito que esta foi a pior partida do zagueiro pelo Mengão, porém ele tem crédito) e rolou para Ramón, como um autêntico centroavante, sacudir o filó do Mengão. Um fato sobre este belíssimo 1º tempo deve ser mencionado. Os laterais-direito Léo Moura, pelo Fla, e Apodi, pelo Vitória, que são conhecidos por grande potencial ofensivo, pouco participaram desta etapa recheda de bom futebol e muitas chances de gols.

Após o intervalo, o ímpeto ofensivo das duas equipes diminuiu e o futebol aberto foi substituído por um jogo mais fechado. A tensão, porém, era grande, pois tanto Flamengo quanto Vitória necessitavam dos três pontos. Os treinadores modificaram suas equipes em busca dos objetivos, mas o jogo caminhava sem grandes alterações em sua estrutura. O tempo passava rápido para o Flamengo que, nervoso, caía na catimba do Vitória e dos gândulas que retardavam o retorno das bolas. Foi somente aos 46 minutos que as modificações realizadas pelo Andrade surtiram efeito. Bruno Mezenga e Juan, realizaram boa jogada que terminou nos pés de Zé Roberto e, em sequência, no fundo da rede. O meia flamenguista que havia começado a partida voando e depois sumido em campo, apareceu no finzinho para garantir um pontinho para o Fla.

Seria chover no molhado falar da falta que Adriano faz ao Flamengo. Porém, em minha opinião, as equipes que querem algo grande no Brasileiro devem saber enfrentar essas situações adversas e o Flamengo não é a única equipe com jogador convocado para a Seleção. Portanto, sem a desculpa da ausência do Adriano, o Flamengo precisava conquistar os três pontos, mas diante de uma atuação grandiosa de Ramón, o empate ficou de bom tamanho.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - 27ª RODADA - SÉRIE A

Náutico 1 x 2 São Paulo
Corinthians 1 x 3 Atlético Paranaense
Santo André 1 x 0 Vitória
Atlético Mineiro 2 x 1 Barueri
Santos 1 x 3 Palmeiras
Goiás 1 x 3 Botafogo
Grêmio 3 x 3 Sport
Coritiba 2 x 0 Internacional
Flamengo 2 x 0 Fluminense
Avaí 2 x 2 Cruzeiro

Olá amigos do FUTEBOLA!

A 27ª rodada do Brasileirão foi recheada de resultados improváveis. No Serra Dourada, o Botafogo sapecou 3 a 1 no Goiás, então o vice-líder. Mais surpreendente ainda foi o empate entre Sport e Grêmio, no Olímpico. Para finalizar as surpresas, o Coritiba venceu o Internacional por 2 a 0 e o técnico colorado Tite caiu. Em seu lugar, para tentar levar o Inter pelo menos para a Libertadores 2010, chegou o ídolo Mário Sérgio. Quem fez o seu trabalho com muita eficiência ao vencer um time da parte de baixo da tabela foi o Flamengo, que bateu o Fluminense em um Maracanã digno de final de Copa do Mundo e, agora, de abertura das Olimpíadas. Vamos aos comentários dos jogos desta rodada.

Atlético Mineiro 2 x 1 Barueri – Mineirão, Belo Horizonte (MG)

Com uma apresentação muito convincente durante o 1º tempo e contando com uma excelente atuação do volante Correa, o Atlético bateu o Barueri no Mineirão e manteve-se no G4.

Nos primeiros 45 minutos de jogo, o Galo Mineiro soube explorar muito bem sua superioridade técnica e tática em relação ao Barueri. Mesmo tendo pecado em algumas saídas de bola, o que mostra como o Ricardinho, que entrou apenas no 2º tempo, pode ser útil para a equipe, o Atlético conseguiu criar boas oportunidades de gol e a vantagem de 1 a 0, ao final da etapa, poderia ter sido maior. Com a participação dos laterais Carlos Alberto e Thiago Feltre, que apareceram bem ofensivamente sem deixarem buracos defensivos, e, principalmente, do volante Correa, os atacantes Éder Luís e Diego Tardelli não ficaram isolados no ataque.

A contratação do Correa se mostrou perfeita nesta fase de recuperação do Galo no Brasileirão. Além de dar uma grande sustentação defensiva para a equipe, sempre compondo o sistema de marcação no setor de meio-campo, Correa vem mostrando saber muito bem o que fazer com a pelota nos pés. Foi ele o principal organizador do Atlético em campo, criando excelentes lances ofensivos tanto com a bola parada como com ela rolando. Apesar de ter dado a assistência para o matador Diego Tardelli abrir o placar na 1ª etapa, foi após o intervalo que Correa se destacou mais ainda. Bola parada ensaiada com Tardelli, roubada de bola na meiúca com ótimo passe em sequência para Rentería, lindo lançamento para Diego Tardelli sofrer a falta que gerou a expulsão do zagueiro Xandão e perfeita cobrança de falta para ampliar o marcador, estiveram no repertório do volante na partida.

A apresentação do Atlético só não teve maior destaque por algumas falhas cometidas pelo sistema defensivo, como no lance em que o velho e veloz Basílio sofreu um pênalti e no gol de cobertura marcado pelo Flavinho, e por ter mostrado dificuldade em sair do seu campo de defesa com a bola dominada. São defeitos que podem ser consertados pelo Celso Roth e fazem com que eu, após pesar os prós e contras da atuação atleticana, prefira ficar com os elogios à qualidade nos passes do Correa e à capacidade de finalização do Diego Tardelli, que fizeram o Atlético permanecer no tão desejado G4.

Santos 1 x 3 Palmeiras – Vila Belmiro, Santos (SP)

A vitória sobre o Santos, em plena Vila Belmiro, serviu para colocar o Palmeiras de vez como principal candidato ao título do Brasileirão e provar que o Diego Souza realmente merece sua vaga na Seleção Brasileira.

Em uma partida muito equilibrada, principalmente no 1º tempo, o Palmeiras precisou suar muito para vencer o Peixe. Nesta etapa, as chances de gols até foram criadas, mas não foram bem finalizadas o suficiente para modificar o marcador. O Santos foi comandado por um sempre participativo e perigoso Mádson, que com com dribles muito rápidos deu bastante trabalho ao Palmeiras, que por sua vez assustou em chutes longos do Diego Souza e com tentativas do Vágner Love pelo meio da área.

Após o intervalo, o Santos voltou bem mais aceso e contando, além da citada participação do Mádson, com a aparição do até então disperso Neymar. Em pouco mais de 10 minutos, o Santos conseguiu criar 4 oportunidades de balançar as redes, tendo coseguido sucesso em uma delas com um belo chute do Luisinho, após mais bela ainda jogada do Neymar. Porém, minutos depois, disposto a provar que o craque ainda resolve no futebol, Diego Souza acertou uma cabeçada e empatou a partida para um tímido Palmeiras. O Santos não sentiu o golpe e continuou partindo para cima. Em duas jogadas do incansável Mádson, Kléber Pereira não conseguiu, de dentro da pequena área, acertar as finalizações e então Diego Souza resolveu castigar o Santos novamente. Com uma linda jogada pela esquerda, o meia palmeirense colocou a bola com mel e açucar para Robert virar a partida. 2 a 1 Palmeiras. Desta vez o Santos sentiu. E sentiria mais ainda quando, 4 minutos depois, Diego “sempre ele” Souza, iniciou uma jogada de cinema na meiúca que contou a participação de todo ataque verde e terminou com Love empurrando para o filó. Contando com menos de 15 minutos para tentar se reerguer, o Santos não teve forças para evitar mais uma vitória do Verdão.

Falar que no futebol atual vários são os fatores (organização tática, entrosamento, preparo físico, mentalidade dos jogadores...) que determinam o sucesso de uma equipe, é chover no molhado. Porém, diferente da opinião de muitos, acredito que o craque, seja ele goleiro, zagueiro, meia ou atacante, ainda decide jogos e campeonatos. Diego Souza mostrou neste clássico paulista que, mesmo com uma ruim atuação defensiva da equipe e com um Cleiton Xavier que esteve sumido em campo, bastou mostrar seu potencial para o Palmeiras vencer um difícil duelo.

Flamengo 2 x 0 Fluminense – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Contando com o “Imperador” Adriano em uma noite de gala, o Flamengo venceu o Fluminense e manteve vivo sonho de se classificar para a Libertadores 2010.

O 1º tempo do Fla-Flu foi muito equilibrado, com o Fluminense tendo criado as chances mais claras de abrir o marcador. O destaque tricolor ficou por conta do ponta-esquerda Adeílson que deu muito trabalho ao sistema defensivo do Flamengo e com duas belas jogadas quase fez o Flu sair na frente. Em uma delas, após tabelar com o lateral Dieguinho, deixou Alan livre para marcar, mas o jovem atacante do Flu, de frente para o gol, mandou por cima da baliza. No Flamengo, Zé Roberto se esforçava bastante, Petkovic não brilhava como nos últimos jogos, Denis Marques, completamente perdido, apenas atrapalhava o Fla e Adriano estava controlado pela defesa do Flu.

O intervalo e a entrada de Willians no lugar de Denis Marques fizeram muito bem ao Rubro-Negro. Com uma forte marcação no meio-de-campo, contando principalmente com a já citada vontade de Zé Roberto, o Flamengo dominou a partida e anulou as chances ofensivas do Flu. Foi com essa marcação que, em duas bobeadas do volante Tricolor Fabinho, Zé Roberto roubou duas bolas e Adriano marcou dois gols. Primeiro, o próprio Zé deixou Adriano em condições de preparar sua potente canhota e balançar as redes. Depois foi Léo Moura quem, após a roubada de bola, lançou perfeitamente Adriano que não perdoou. Com dois gols de vantagem no placar, o Flamengo foi bastante inteligente e, ao invés de recuar para segurar o resultado, continuou ameaçando o Flu e esteve mais perto de aumentar a diferença do que de sofrer um gol. Falando em sofrer gols, pela sexta partida consecutiva do Brasileirão, o Flamengo saiu de campo sem ter suas redes balançadas.

Sobre a atuação do Fluminense, podemos fazer o mesmo comentário de sempre. Não faltou vontade, mas sim qualidade técnica. Como citado, Adeílson participou bem no 1º tempo e, fora isso, apenas alguns bons passes do Conca e o zagueiro Digão provando que deve mesmo ser titular desta frágil defesa tricolor, pois enquanto esteve em campo realizou uma boa partida. Quanto às atuações dos volantes Fabinho e Diguinho, que não conseguem organizar uma única saída de jogo com qualidade e não dão o mínimo de segurança para a defesa, acredito que o Cuca precisa realizar alterações urgentes na posição.

Apesar de clássicos raramente serem previsíveis, o Flamengo conseguiu impor sua superioridade e mereceu a vitória. A esperança rubro-negra de alcançar o G4 aumenta a cada rodada, mesmo que nas próximas duas difíceis partidas (Vitória e São Paulo) Adriano não possa jogar por estar servindo a Seleção Brasileira. Já pelo lado do Flu, está praticamente impossível citar a palavra esperança.

E NO VELHO CONTINENTE...

Chelsea 2 x 0 Liverpool – 8ª rodada do Campeonato Inglês

Contando com a qualidade ofensiva de Didier Drogba e com com um sólido sistema defensivo, característico do treinador Carlo Ancelotti, o Chelsea bateu o Liverpool por 2 a 0 e assumiu a ponta da Premier League.

A 1ª etapa do clássico não contou com a superioridade de nenhuma das equipes. Enquanto no Liverpool Gerrard jogava no ataque, dificultando a criação de jogadas da equipe, o Chelsea também não conseguia encontrar uma maneira de tomar as rédeas do jogo. Sobre o fato de escalar o Gerrard como segundo atacante, acredito ser uma invenção digna de Professor Pardal. Reconhecidamente um dos melhores organizadores do futebol mundial, Gerrard precisa ter a liberdade necessária para buscar o jogo no seu próprio campo, cair pelo lado em que achar mais espaços, arrancar com a pelota, aparecer na área para finalizar... Resumindo: Gerrard é um jogador que precisa, ele mesmo, encontrar seu espaço em campo, tamanha sua inteligência. Com sua escalação para jogar ao lado de Fernando Torres, ele não pôde aproveitar todo seu potencial e a organização da equipe ficou sob responsabilidade de Mascherano e Lucas, fato este o principal motivo de o Liverpool não ter criado jogadas ofensivas de qualidade.

Após o intervalo, o Chelsea voltou com mais ímpeto ofensivo. Melhor dizendo, Drogba voltou com tudo. Enquanto Essien, Lampard e Ballack bloqueavam qualquer tentativa do Liverpool de controlar o meio-campo, o atacante marfinense começou a mostrar toda sua qualidade com a pelota nos pés. Em ordem cronológica, ele recebeu a bola na ponta esquerda e deu milimétrico passe para Anelka abrir o placar, cobrou uma falta perigosíssima, que assustou muito o goleiro Reina, e, após receber lançamento de Lampard, mostrou sua genialidade ao dominar a bola com o calcanhar, passar por dois adversários e deixar Malouda livre para fechar o caixão do Liverpool.

Me agradou muito a solidez apresentada pelo Chelsea no setor de meio-campo, com Essien, Lampard e Ballack dando grande sustentação à defesa e, por consequência, à equipe. Pelo lado do Liverpool, além do fato de acreditar que o futebol de Gerrard foi prejudicado pela posição em que atuou, acredito que também faltou ímpeto e ousadia para Kuyt, Fernando Torres e Riera, que apareceram muito pouco e foram controlados pelo sistema defensivo do Chelsea.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - 27ª RODADA - SÉRIE B

Brasiliense 0x1 Paraná
Ponte Preta 4x0 América
Portuguesa 2x0 Bragantino
Campinense 1x3 Ceará
ABC 2x1 Atlético Goianiense
Vasco 1x2 Figueirense
São Caetano 1x2 Guarani
Bahia 1x2 Duque de Caxias
Vila Nova 1x0 Juventude
Fortaleza 1x0 Ipatinga

Olá amigos do FUTEBOLA!

Na briga para escapar do rebaixamento para a Série C, o Duque de Caxias conseguiu excelente vitória sobre o Bahia, fora de casa. Um outro destaque da 27ª rodada da Segundona foi o Figueirense. Confirmando a excelente arrancada que vem dando na Série B, o Figueirense conseguiu um ótimo resultado ao bater o Vasco em São Januário. Vamos aos comentários desta partida.

Vasco 1 x 2 Figueirense – São Januário – Rio de Janeiro (RJ)

O Vasco levou, principalmente no 1o tempo, um verdadeiro baile do Figueirense. Comandado pelo meia Fernandes e pelo lateral-esquerdo, ex-Flamengo, Egídio, o time catarinense dominou o cruzmaltino. Explorando muito a fragilidade defensiva que o Vasco apresentou no lado direito, já que o jovem Fágner desta vez esteve muito mal, e com uma marcação que impedia o adversário de conseguir sair para o jogo, o Figueirense controlou a partida e mereceu ir para o intervalo com a vitória por 2 a 0 no placar.

Enquanto Fernandes e Egídio, disparados os melhores em campo, criavam jogadas com a bola rolando e com ela parada, Carlos Alberto e Ramón, respectivamente meia e lateral-esquerdo, assim como os destaques catarinenses, nada faziam em campo. Para piorar a situação, o sistema vascaíno que mostra relativa segurança na Série B, resolveu realizar uma péssima partida. Assim como o já citado Fágner, todos defensores estiveram péssimos, principalmente o zagueiro Vílson e o volante Amaral. A imagem da fragilidade defensiva cruzmaltina foi o segundo gol do Figueira, marcado por Fernandes. Se utilizando de habilidade e raça, o meia conseguiu se livrar de três marcadores antes de marcar um golaço.

Após o intervalo, o treinador Dorival Júnior tentou, de maneira desesperada, levar sua equipe a frente. As entradas de Pimpão, Robinho e Philipe Coutinho deram apenas um pouco mais de ímpeto ao Vasco, que conseguiu diminuir placar. Diante de tamanha desorganização e falta de criatividade, o gol vascaíno só poderia mesmo ter saído na bola parada.

Durante a semana, Dorival havia falado que o Vasco tem realizado ruins partidas, apesar das vitórias. Bom, desta vez a equipe manteve o ruim desempenho e, pela primeira vez em São Januário, saiu derrotado na Segundona. O Vasco ainda tem bastante gordura para queimar, mas faltando 11 rodadas para o fim do torneio é melhor não relaxar ainda.

E NO VELHO CONTINENTE...

Barcelona 2 x 0 Dínamo de Kiev - 2ª rodada da Liga dos Campeões da Europa, Grupo F

O Barcelona não precisou se esforçar muito para vencer o Dínamo de Kiev. A equipe catalã se encontra em um estágio onde, sem ser prepotente, parece saber quando vai vencer uma partida. Tanto individualmente quanto coletivamente, o futebol mostrado pelo Barça é de um nível elevadíssimo.

Na partida contra o Kiev, Messi foi o principal destaque em campo. Com sua habilidade, velocidade e impetuosidade, o argentino infernizou a defesa ucraniana. Os brasileiros Leandro Almeida, que não realizou uma má partida, Gérson Magrão e Betão, nem de longe conseguiram parar o “Pulga”. Além do mais, Messi vem evoluindo com relação às finalizações, como podemos ver no lance em que, com muita rapidez, ele cortou o defensor e colocou a bola no fundo da rede.

Porém, o Barcelona está longe de ser só o Messi. E nem digo da organização tática e do entrosamento, mas da qualidade individual dos outros jogadores. Daniel Alves voa pela direita e participa ativamente das ações ofensivas. Xavi é um poço fundo de criatividade e controla o meio-campo como poucos no mundo, sabendo a hora de chutar de longe, de lançar, de tocar curto, de acelerar o ritmo da partida. Iniesta é quase imarcável, tamanha a movimentção em campo. Se a defesa adversária não estiver atenta aos seus passos, ficará de cabelos em pé com sua dinâmica. Por fim, Ibrahimovic, que caiu como uma luva na equipe azul-grená. Concordo que o antigo atacante Eto´o era muito útil para a equipe, mas Ibrahimovic é diferenciado. Se o camaronês tinha como principal arma a velocidade, Ibra tem um imenso arsenal. Cai pelas pontas, funciona como pivô, joga enfiado como referência, finaliza, dá assistências, dribla... O cara tá demais.

Tenho uma opinião em relação à presença de Ibra no Barça. Káká, Cristiano Ronaldo e Messi já foram Campeões da Champions League e, com o prêmio que o Messi deve conquistar no fim do ano, todos terão o título de melhor do mundo. Estes três craques se encontram na Espanha e, sem dúvida alguma, querendo chegar neste nível de Campeão da Champions e de melhor jogador do planeta, Ibrahimovic está jogando com uma vontade de leão.

Voltando ao jogo, o Dínamo de Kiev de Schevchenko, que nem de longe lembra o craque do Milan, fez o que podia para tentar parar o Barcelona, mas não conseguiu. O Barça, por sua vez, venceu com tranquilidade e continua sua caminhada rumo ao Bi-campeonato.

Bayern de Munique 0 x 0 Juventus - 2ª rodada da Liga dos Campeões da Europa, Grupo A

Em Munique, Bayern e Juventus realizaram um bom 1º tempo e um nada empolgante 2º tempo, na partida que terminou 0 a 0. Analisando apenas o placar, o resultado não foi muito bom para a Juve, já que foi o segundo empate da equipe, porém se analisarmos a bola rolando ela escapou de uma baita derrota, pois a 1ª etapa que o Bayern apresentou foi ótima.

Contando com um infernal Ribéry, que só era parado na pancada, e com uma equipe muito ofensiva, o Bayern pressionou muito a Juventus nos primeiros 45 minutos do duelo. Apesar de não conseguir balançar as redes, a equipe alemã mostrou um futebol de boa qualidade e foi bastante superior ao adversário. A presença de dois avantes abertos pelos lados, Ribéry e Robben, de Klose como centroavante referência e de Muller e Schweinsteiger aparecendo ofensivamente, o Bayern atacou durante toda a etapa e merecia ter saído com a vantagem no placar, principalmente pelo espetacular lance de Ribéry aos 20 minutos. Marcado por 2 defensores, o francês não se sentiu acanhado e passou por entre ambos, finalizando na saída de Buffon com um leve toque de cobertura. Por um capricho do destino a pelota saiu por cima da baliza.

Enquanto o Bayern era mais consistente nos seus ataques, a Juve conseguia assustar apenas em chutes longos, com Diego e Camoranesi. A escolha do treinador Ferrara pela dupla de ataque formada por Trezeguet e Iaquinta se mostrou equivocada e ambos foram nulos na 1ª etapa. Acredito que as presenças de Del Piero e Amauri, que entrou tarde na partida, causariam mais problemas para o sistema defensivo alemão. Sobre os brazucas da Juve, Felipe Melo apenas se comportou bem na marcação, enquanto o Diego apareceu reclamando muito da arbitragem e com os citados chutes longos, ou seja, foram discretíssimos.

Após o intervalo, as equipes pareceram ter deixado a vontade de jogar no vestiário. Uma Juventus penando para conseguir organizar uma jogada razoável e um Bayern sofrendo muito pelo sumiço de Ribéry na partida se arrastaram em campo e o placar permaneceu mostrando 0 a 0. Não considero nem Juventus nem Bayern favoritas ao caneco, mas ambas podem chegar longe na competição, desde que não insistam no futebol medíocre apresentado nos últimos 45 minutos desta partida.