terça-feira, 14 de julho de 2009

CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - 10ª RODADA

SÉRIE A

Avaí 1 x 2 Botafogo
Barueri 3 x 1 Coritiba
Palmeiras 4 x 1 Náutico
São Paulo 2 x 2 Flamengo
Atlético Paranaense 3 x 2 Internacional
Grêmio 3 x 0 Corinthians
Cruzeiro 0 x 3 Atlético Mineiro
Fluminense 0 x 1 Santo André
Vitória 6 x 2 Santos
Sport 1 x 0 Goiás

SÉRIE B

Guarani 2 x 1 Brasiliense
Campinense 1 x 0 Juventude
São Caetano 1 x 1 Portuguesa
Figueirense 3 x 1 Fortaleza
Vasco 3 x 0 Ponte Preta
Bragantino 2 x 1 Vila Nova
América 4 x 1 Bahia
Ipatinga 1 x 0 Duque de Caxias
Ceará 2 x 0 ABC
Atlético Goianiense 5 x 0 Paraná

Olá amigos do FUTEBOLA!

O Brasileirão está ganhando corpo. A 10ª rodada teve resultados surpreendentes como a humilhante goleada que o Vitória aplicou no Santos e o Santo André ter batido o Fluminense, no Engenhão. Outros dois resultados importantes da rodada, foram as convincentes vitórias de Palmeiras e Grêmio. Em minha opinião, ambos são times que vão brigar até o final pela vaga na Libertadores e até pelo título. Falando em título, o Atlético Mineiro se aproveitou do fato de o Cruzeiro atuar com reservas e reassumiu a liderança do Brasileirão. Já na Série B, o Guarani continua sua sensacional arrancada rumo à elite do nosso futebol e conquistou uma excelente vitória sobre o 2º colocado Brasiliense. Vamos aos destaques dos jogos que eu consegui assistir na íntegra.

Vasco 3 x 0 Ponte Preta – São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Avaí 1 x 2 Botafogo – Ressacada, Florianópolis (SC)
São Paulo 2 x 2 Flamengo – Morumbi, São Paulo (SP)
Fluminense 0 x 1 Santo André – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

MANDOU BEM!

- No Duelo contra a Ponte Preta, pela 10ª rodada da Série B, o Vasco teve uma atuação muito boa tanto coletiva quanto individualmente. Em todos os setores do campo a equipe vascaína esteve melhor e em cada um deles, um jogador apareceu com maior destaque. Na linha de 4 defensores, foi o lateral-direito Fágner quem jogou um bolão. Se mostrando muito incisivo ofensivamente, o jovem lateral Fágner parecia o seu companheiro Ramón, no início do ano. Muito acionado na 1ª etapa, foi a melhor arma do Vasco para furar o sistema defensivo da Ponte Preta, acertando dribles, passes, cruzamentos e sofrendo faltas. Foi de seus pés que saiu o passe para o primeiro gol do Vasco, marcado por Robinho. Por falar em Robinho, mesmo com os dois gols marcados pelo centroavante Élton, em minha opinião, foi o Robinho o maior destaque ofensivo do Vasco. E pelo segundo jogo consecutivo. Com muita habilidade, e principalmente, sem medo de errar, o atacante aparece muito no jogo e de seus pés têm surgido muitas jogadas de qualidade. Particularmente fico muito feliz com suas boas atuações, pois acho legal quando uma das chamadas equipes grandes, do Rio de Janeiro, investe em jogadores que se destacaram no Cariocão, como foi o caso de Robinho no Volta Redonda. Completando os destaques individuais do Vasco na partida, gostei muito do futebol mostrado pelo meia Souza. Esta não é a primeira oportunidade que o prata-da-casa vascaíno recebe, porém foi a que ele melhor soube aproveitar. Em um momento em que Nílton e Léo Lima não vinham sendo felizes na tentativa de organizar o meio-campo cruzmaltino, com uma sequência muito ruim de atuações, Souza deu o primeiro passo para ganhar a posição. Seus passes qualificaram bastante a saída de bola vascaína e, como um volante moderno deve fazer, apareceu constantemente no ataque. Foi de Souza as duas jogadas mais vistosas da partida. Primeiro ele deu um drible desconsertante em Marrom que acabou cometendo o pênalti, convertido em seguida por Élton. Mais tarde, o meia deu uma arrancada sensacional, desde seu campo e só foi parado quando levou uma entrada violentíssima do Gercimar, que resultou na expulsão deste. Parece que o Vasco está retomando o bom futebol do primeiro semestre.

- Uma vez mais, a melhor arma ofensiva botafoguense funcionou. As cobranças de faltas do Juninho estão realmente imparáveis. Tudo bem que o Fogão vem jogando com uma raça de encher os olhos, mas assim como no empate contra o líder Atlético Mineiro, em pleno Mineirão, Juninho foi essencial para esta vitória sobre o Avaí, também fora de casa.

- Na 2ª etapa do duelo contra o Botafogo, a dupla de avantes do Avaí, formada por Muriqui e Roberto, apresentou um futebol excelente. O bom Muriqui, já estava atuando muito bem desde antes do intervalo, porém foi com a entrada de Roberto que ele, assim como toda a equipe, cresceu na partida. Com muita movimentação e velocidade, a dupla infernizou o sistema defensivo botafoguense. Logo aos 10 minutos do 2º tempo, após excelente jogada de Roberto pela direita, Marquinhos marcou um belo gol para o Avaí, diminuindo a vantagem que o Fogão havia conquistado. O placar apontava 2 a 1, para a equipe carioca e esperava-se que o Avaí partisse com tudo para cima. Foi o que ocorreu. Ora pela direita, ora pelo meio, ora pela esquerda, o Avaí pressionava demais o Botafogo que só conseguiu esboçar uma jogada ofensiva de qualidade, quando o goleiro Eduardo Martini, foi tentar a empatar a partida em uma cobrança de escanteio. A onda de ataques criada pelo Avaí, resultou em bola tirada sobre a linha do gol pelo Leandro Guerreiro, em chute longo, que explodiu na trave, e em boas defesas do goleiro Castillo, mas o futebol dificilmente perdoa a falta de qualidade nas finalizações. Apenas por esta incapacidade do Avaí de sacudir o filó, que o Botafogo conseguiu voltar de Florianópolis com os 3 pontos.

- O futebol apresentado pelo Flamengo, durante a 1ª etapa do jogo contra o São Paulo, foi digno de aplausos. Mesmo com 5 desfalques (e olhem que não estou contando o recém-saído Íbson), o Flamengo parecia um time completamente entrosado. O que mais me surpreendeu, entretanto, foi a atuação da dupla Zé Roberto e Fierro. Os dois foram os principais responsáveis pelo eficiente e vistoso jogo do Flamengo, onde a bola passava de pé em pé com muita naturalidade. O antes sólido sistema defensivo do Tricolor Paulista estava de pernas pro ar com o toque de bola rubro-negro. Os passes certos de Léo Moura, desta vez atuando como volante, e os inúmeros desarmes realizados pelo Willians, também foram muito importantes para o controle de jogo exercido pelo Flamengo. Após o intervalo, Zé Roberto e Fierro sentiram o peso de não atuarem uma partida inteira faz tempo. Com a queda de produção dos seus armadores, o Flamengo recuou bastante, perdeu o domínio do meio-campo e não soube aproveitar a vantagem de mais um homem em campo. Mesmo assim, o belo 1º tempo deve ser estudado para ser repetido.

- A única semelhança entre o São Paulo Campeão Brasileiro de 2008 e o time que enfrentou o Flamengo, no Morumbi, é o a qualidade do zagueiro Miranda. A contusão do melhor goleiro do Brasil na década (opinião minha), Rogério Ceni, foi mais sentida do que eu imaginava e o melhor jogador do país em 2008 (também opinião minha), Hernanes, não é nem sombra daquele dinâmico meia. Além do mais, a desorganização da equipe em campo é visível, o que faz com que o sistema defensivo esteja completamente desprotegido. Porém, com tudo contra, Miranda continua jogando um bolão. Parece que o período em que esteve na Seleção Brasileira, durante a Copa das Confederações, o fez muito bem. Sua qualidade defensiva e a calma que mostra, tanto dentro como fora de campo, o fazem ser essencial para o Tricolor neste difícil momento de transição. Nesta partida contra o Flamengo, o único zagueiro paulista que conseguiu fazer frente com o “Imperador” Adriano foi o Miranda, e ele ainda arrumou um tempinho para sofrer o pênalti que deu o empate ao São Paulo.

- A calma mostrada pelo Santo André na vitória diante do Fluminense, no Engenhão, foi surpreendente. Tudo bem que o gol contra marcado pelo tricolor Wellington Monteiro , logo aos 3 minutos de jogo, e a experiência de jogadores como Marcelinho Carioca e Fernando, colaboraram bastante para tranquilizar o Santo André. Por falar em Marcelinho Carioca, realmente é fora do comum a sua capacidade de tratar a bola, ainda mais quando ela está parada. O goleiro tricolor Ricardo Berna teve bastante trabalho com o veterano “Pé de Anjo”.

MANDOU MAL!

- Toda a pressão sofrida pelo Botafogo, durante a 2ª etapa da partida contra o Avaí, ocorreu devido à falta de controle de bola da equipe. Como quem tem a obrigação de comandar as ações ofensivas do Fogão é o Lúcio Flávio, acredito que ele foi o principal culpado pela má atuação da equipe carioca. Sei que parece exagero jogar toda a culpa de o Botafogo ter feito um péssimo jogo, após o intervalo, apenas em um jogador, porém se o Lúcio Flávio jogasse metade do que sabe, o Bota não passaria nenhum sufoco nesta partida. O camisa 10 alvi-negro sempre possuiu como principal característica a distribuição eficiente do jogo e, com uma impressionante qualidade no passe, Lúcio poderia, e deveria, ter aparecido mais no jogo para poder esfriar o ímpeto do Avaí. Apenas a assistência para o gol de Renato, é muito pouco para quem deve ser o líder técnico e o comandante do Fogão.

- Como citei anteriormente, o meia do São Paulo, Hernanes, parece ser outro jogador. Quem o viu atuar ano passado, tem em mente um meia moderno, que sabe marcar com muita qualidade e possui grande ímpeto ofensivo. Em 2009, porém, este jogador ainda não foi visto. Não sei se o fato de não ter sido vendido para a Europa o abalou, mas acredito que não. Digo isto pois nas vezes que o assisti dar entrevistas, ele se mostrou muito maduro em relação ao fato de jogar no exterior. Para mim, o mistério de 2009, no futebol brasileiro, é descobrir onde foi parar o excelente futebol do Hernanes.

- Absolutamente desastrosa a atuação do Fluminense na derrota sofrida para o Santo André. Talvez a força de vontade do Conca ou alguns ataques do estreante lateral-direito Rui, merecessem alguns elogios, porém a apresentação do Flu, no geral, foi tão ruim que estes elogios ficam ofuscados. Uma vez mais Wellington Monteiro mostrou que não tem condições de ser titular. Não só pelo pífio gol contra, mas pela falta de segurança que ele dá para a equipe. Porém, sejamos sinceros. A culpa desta derrota não foi do Wellington Monteiro. Desde o treinador Parreira até o sumido atacante Leandro Amaral, passando pelo experiente Luiz Alberto, o Fluminense não mostrou nada que o fizesse vencer o jogo. Isso pois estou evitando criticar a fraca atuação dos mais jovens.

JOGADA RÁPIDA!

Acreditem! Luxemburgo, Muricy Ramalho e Parreira estão desempregados.

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