sábado, 20 de junho de 2009

FINAL DA COPA DO BRASIL - PARTE 1

Corinthians 2 x 0 Internacional – Pacaembu, São Paulo (SP)

Olá amigos do FUTEBOLA!

Meado de semana sensacional para o futebol brasileiro, com dois duelos envolvendo o que temos de melhor. O Internacional sem D´Alessandro e Nilmar não aguentou a força do Timão e a estrela de Ronaldo e saiu atrás na decisão da Copa do Brasil. Partida definida? Que nada, ainda tem muito jogo pela frente. Pela Taça Libertadores o Cruzeiro deu um verdadeiro show no Morumbi e não deixou o São Paulo passar perto da classificação para a fase semi-final. Que venha Grêmio x Cruzeiro. E que seja um jogaço. Vamos aos comentários sobre estes dois clássicos:

MANDOU BEM!

- Desde a época em que jogava no Botafogo que eu gostava bastante do futebol do atacante Jorge Henrique, porém devo admitir que ele está cada jogo melhor. Contra o Fluminense, pelas quartas-de-final, Jorge Henrique já havia tido uma atuação excelente e decisiva, participando dos dois gols marcados pelo Timão no empate em 2 a 2, no Maracanã, que classificou a equipe. Neste primeiro duelo final contra o Internacional, uma vez mais ele foi importante pois, além de participar de ótimas jogadas ofensivas, ajudou a marcação durante os 90 minutos de jogo. Jorge Henrique é daquele tipo de jogador que qualquer treinador gostaria de ter na equipe devido à sua grande utilidade e intensa participação do jogo. Excelente a jogada em que o Corinthians abriu o placar, onde Jorge iniciou o lance com um ótimo passe para o Marcelo Oliveira e depois finalizou com perfeição. Pelas partidas que tenho assistido do Corinthians este ano, estou quase no ponto de falar que Jorge Henrique é essencial para o bom funcionamento da equipe de Mano Menezes.

- Não sei se existe algum patrocinador da Copa do Brasil que dê prêmio para o melhor jogador em campo, mas se existe, este prêmio vai para a prateleira do goleiro corintiano Felipe. Nas principais chances de gols criadas pelo Internacional, Felipe esteve intransponível. Na primeira delas, Andrezinho cobrou uma falta com tanta perfeição que já saía para comemorar quando Felipe voou para salvar o Timão. Pouco mais de 10 minutos mais tarde, aos 29 do 2º tempo, o arqueiro realizou o lance da partida. Após belo passe de Andrezinho, Taison entrou na área fazendo todo torcedor corintiano prender a respiração. Foi aí que Felipe saiu e conseguiu defender o arremate. Se o Corinthians conseguir conquistar a Copa do Brasil, uma grande parte vai ser devido a esta defesa de Felipe.

- E o Ronaldo, uma vez mais, deixou sua marca em uma decisão. O Fenômeno fazia uma partida péssima, sem acertar sequer uma jogada. Mas bastou um erro da defesa colorada (mesmo que o erro tenha sido gerado por uma falha clamorosa, gigante, monumental, da arbitragem) para Ronaldo entortar o ótimo zagueiro Índio, sem nenhuma dificuldade, e colocar a pelota no fundo da rede. Que estrela!

- O Internacional teve que atuar em um Pacaembu lotado sem seus 2 principais jogadores: Nilmar e D´Alessandro. Na verdade, sem dois dos principais jogadores do futebol brasileiro. Apesar de Andrezinho ter atuado bem, é claro que o Colorado sentiu falta de seus craques. Um jogador, porém, buscou assumir a responsabilidade de liderar a equipe gaúcha. O jovem Taison jogou um bolão. Tudo bem que vai ficar na memória, principalmente se o Inter vencer a partida no Beira-Rio por 1 a 0, o gol que ele perdeu cara-a-cara com o goleiro do Timão Felipe, mas se analisarmos sua atuação como um todo, veremos que não seria coerente responsabilizá-lo pelo revés. Não é normal um jogador com sua idade comandar uma equipe, sem seus dois craques, em uma decisão contra o Corinthians e fora de casa. Taison, entretanto, não se escondeu do jogo e sempre buscou levar seu time à frente, principalmente quando o Corinthians recuou após marcar seu segundo gol. Discordando de alguns comentaristas, achei muito boa a atuação do Taison.

MANDOU MAL!

- Depois de várias partidas que assisti do Corinthians, o excelente zagueiro Chicão teve uma atuação ruim. Errou na cobertura, no saída para o jogo e no duelo individual. Quando Taison partiu para cima dele, pela ponta esquerda, ele fez uma falta que não foi dura, mas mereceia cartão pois o jovem colorado iria em direção do gol. Acredito, porém, que Chicão tem créditos de sobra com o torcedor corintiano. Só não pode ter uma atuação destas enfrentando Nilmar e D´Alessandro.

- Não gostei da atitude do Corinthians de recuar após marcar o segundo gol. Aqui mesmo, eu elogiei bastante a postura da equipe paulista quando enfrentou o Fluminense, no Maracanã, e possuía a vantagem no placar. Por que recuar se poderia manter o controle da posse de bola e impedir o Inter de fazer o que mais sabe, que é atacar? Não seria melhor tentar mais um gol jogando em casa do que dar a chance de Nilmar e D´Alessandro fazerem história? O Corinthians teve uma boa atuação, mas poderia ter se saído bem melhor.

- Os centroavantes colorados estiveram longe de dar o trabalho que Nilmar poderia, à defesa corintiana. Alecsandro não foi nem um pouco participativo enquanto esteve em campo, não estando presente em praticamente nenhuma boa jogada organizada pelo Internacional. Já a situação de Leandrão foi pior ainda. Entrou em campo para tentar marcar um golzinho que ajudaria muito sua equipe, mas preferiu optar pela infantilidade e cometer faltas inúteis, recebendo o cartão vermelho.

ENQUANTO ISSO, TAMBÉM EM SÃO PAULO...

- Um verdadeiro banho de bola que o Cruzeiro deu no São Paulo, na partida válida pelas quartas-de-final da Taça Libertadores. Precisando de uma simples vitória por 1 a 0 para avançar na competição, o torcedor do Tricolor Paulista mostrou confiança e lotou o Morumbi. O São Paulo, porém, não esteve perto, em nenhum momento, obter sucesso em sua tarefa. Enquanto o Cruzeiro tocava bem a bola, e ditava o ritmo do jogo, mesmo que as vezes com algumas precipitações, o São Paulo mostrava uma falta de criatividade absurda. No 2º tempo, após a expulsão do limitado Eduardo Costa, a diferença nas apresetações das duas equipes ficou ainda mais evidenciada. O Cruzeiro conseguiu controlar a posse de bola com melhor qualidade e Kléber, para variar, infernizava a defesa adversária. O São Paulo tentou ganhar um pouco de inspiração com as entradas de Hernanes e Dagoberto, porém continuou sem a mínima idéia do que deveria fazer para vencer o jogo. Sinceridade, parece que o Hernanes não é o Hernanes. A situação do Tricolor ficou ainda pior quando o jovem volante cruzeirense Henrique acertou um petardo do meio da rua, indefensável até para Rogério Ceni, e abriu o placar para a equipe mineira. A partir daí foi só o Cruzeiro admistrar o placar, criar mais chances de gols e Kléber, para variar, deixar sua marca. E por mais incrível que possa parecer, o Cruzeiro não sentiu falta do genial Ramires.

Um comentário:

  1. FABIANO DE ALENCAR DA CONCEIÇÃO21 de junho de 2009 às 13:33

    Diano velho de guerra!!!!

    O 1º jogo da Copa do Brasil foi um verdadeiro jogaço.

    Concordo com vc o Jorge Henrique tá jogando um bolão no Corinthians, daquele time de 2007 do Botafogo é o único jogador que evoluiu, o resto que sairam do Glorioso ou permaneceram lá não estão jogando nada como: Zé Roberto, Túlio, Lúcio Flávio, Joílson , Juninho, etc.

    Não podemos esquecer do garoto Taison que foi o verdadeiro pulmão do time todas as jogadas do time do Inter passavam dos seus pés. Detalhe se tivesse só o Nilmar ali o Colarado não teria perdido.

    Acho que essa vitória do Corinthians de 2 a 0 praticamente deu o título ao time de Parque São Jorge, pois eles fizeram gols em todos os jogos fora de casa

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