domingo, 18 de agosto de 2013

CAMPEONATO BRASILEIRO 2013 – 15ª RODADA – FLAMENGO X SÃO PAULO








RESULTADOS
Náutico 0 x 1 Fluminense
Cruzeiro 5 x 1 Vitória
Vasco 2 x 3 Grêmio
Flamengo 0 x 0 São Paulo
Corinthians 1 x 0 Coritiba
Ponte Preta 0 x 1 Goiás
Portuguesa 1 x 3 Botafogo
Bahia 0 x 0 Santos
Internacional 0 x 0 Atlético Mineiro
Atlético Paranaense 2 x 1 Criciúma

ARTILHARIA
10 Gols – William (Ponte Preta)
8 Gols – Éderson (Atlético Paranaense) e Maxi Biancucci (Vitória)
7 Gols – Rafael Marques (Botafogo)

Flamengo 0 x 0 São Paulo – Mané Garrincha, Brasília (DF)

Felipe pega pênalti no fim e Flamengo e São Paulo não saem do zero no Mané Garrincha. Empate não deixa rubro-negros se aproximarem do G4 nem põe um the end no filme de terror que é a campanha tricolor.

Com uma boa sequência de oito pontos nos últimos quatro jogos, o Flamengo foi para a partida montado pelo Mano Menezes no 4-1-4-1 com: Felipe; Luiz Antônio, Chicão, González e João Paulo; Cáceres; Nixon, Elias, André Santos e Gabriel; Hernane. Sem uma vitória no Brasileiro desde o dia 29 de maio, o São Paulo foi organizado pelo Paulo Autuori no 4-2-3-1 com: Rogério Ceni; Douglas, Rodrigo Caio, Rafael Tolói e Reinaldo; Fabrício e Wellington; Osvaldo, Ganso e Jadson; Aloísio.

Em poucas palavras, o Flamengo foi mais presente no campo de ataque durante mais de uma hora e só conseguiu assustar o Rogério Ceni, de verdade, uma única vez, enquanto o São Paulo, dominante apenas nos 20 minutos finais, construiu seis claras oportunidades de colocar fim à sequência de 12 jogos sem vitória. Arremates sem direção daqui, poucas boas defesas acolá, chutes fracos de cá, pênalti telegrafado de lá e, no fim, o zero não saiu do placar.

Por praticamente toda a etapa inicial e mais os primeiros minutos após o intervalo, o Flamengo trabalhou melhor a bola e se manteve constantemente no campo de visão de Rogério Ceni. Não mostrou criatividade nem foi avassalador, mas esteve mais perto de inaugurar o marcador, principalmente em cabeçada de Nixon, e não deixou o Tricolor se sentir à vontade. Jadson e Ganso não trocavam passes, Osvaldo não usava, muito menos abusava, de sua velocidade, e o brigador Aloísio, fora um gol de mão bem anulado, apenas lutava.

Este foi o cenário do confronto até a entrada do garoto Ademílson no São Paulo, aos 23 minutos do segundo tempo. Enquanto as opções lançadas por Mano Menezes – Paulinho, Marcelo Moreno e Adryan – não deram força ofensiva ao Fla, Ademílson mudou por completo a história da partida. Ligado no 220 Volts, o garoto atropelou os experientes González e Chicão, driblou pela direita, se infiltrou pela meiúca, arrematou a gol – mal, é verdade, mas já foi muito para um time que só conseguira finalizar com a mão – e ainda sofreu o pênalti de Luiz Antônio que Jadson, aos 42, bateu anemicamente para o arqueiro Felipe confirmar sua boa jornada.

Foi um zero a zero disfarçado, pois emoção e agito não faltaram. Em termos de tabela, no entanto, foi um péssimo resultado tanto para rubro-negros quanto para tricolores.

CURTINHAS PELO BRASILEIRÃO

- As piadas em relação ao botafoguense Rafael Marques, cada vez menos frequentes, e ao goiano Walter, pelo seu físico peculiar, fazem parte do universo do futebol. No entanto, estas não podem esconder que os dois fazem um Brasileirão de mão cheia.

- Uma vitória sobre um adversário forte, como o Grêmio, num São Januário com mais de 15 mil cruz-maltinos traria ao Vasco mais do que apenas os três pontos que o aproximariam do G4. Traria uma confiança no próprio taco que será essencial para os próximos dois duríssimos  confrontos pelo torneio, contra Corinthians e Cruzeiro.

- Um dos principais motivos da eliminação do Fluminense na Libertadores foi acreditar muito no espírito guerreiro e esquecer de jogar bola. O Internacional de Dunga caminha pela mesma estrada. Um elenco com Alex, D’Alessandro, Forlán, Scocco e Leandro Damião não pode se destacar mais pela gana do que pelo “jogo jogado”. É claro que tem que ter vontade, mas o bom futebol, que não apareceu contra Grêmio, Botafogo e Atlético Mineiro, também precisa dar as caras.


- Coisas do Brasileirão: no dia 14 de julho, o Coxa venceu o Atle-Tiba, terminou a sétima rodada na liderança, e afundou o grande rival ainda mais na zona de rebaixamento. Hoje, pouco mais de um mês depois, o Furacão coroa uma sequência invicta de oito jogos ultrapassando o mesmo Coritiba na tabela e encostando no G4. 

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