domingo, 30 de setembro de 2012

CAMPEONATO BRASILEIRO 2012 - 27ª RODADA - FLAMENGO X FLUMINENSE










RESULTADOS

Vasco 3 x 1 Figueirense
Cruzeiro 0 x 0 Internacional
Portuguesa 1 x 1 Atlético Mineiro
Náutico 2 x 0 Atlético Goianiense
Palmeiras 3 x 0 Ponte Preta
Flamengo 0 x 1 Fluminense
Corinthians 3 x 0 Sport
Coritiba 1 x 1 São Paulo
Bahia 2 x 0 Botafogo
Grêmio 1 x 1 Santos


ARTILHARIA
13 Gols
Fred (Fluminense)
11 Gols
Bruno Mineiro (Portuguesa)
Luís Fabiano (São Paulo)
Vagner Love (Flamengo)


Flamengo 0 x 1 Fluminense – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Alta Voltagem! Fla-Flu faz jus aos seus cem anos de história e a toda a expectativa criada e termina com um golaçoaçoaço do Fred que coloca o Tricolor com seis pontos de vantagem na liderança do Brasileirão.

Em relação à marcante vitória sobre o Atlético Mineiro, apenas o volante paraguaio Cáceres não estava presente no onze inicial do Flamengo que foi organizado pelo Dorival Júnior no 4-3-1-2 com: Felipe; Wellington Silva, Frauches, González e Ramón; Amaral, Íbson e Léo Moura; Cléber Santana; Liedson e Vagner Love. Novamente com seu quarteto do terror em campo e com a chance de ficar ainda mais líder do Brasileirão, o Fluminense foi montado pelo Abel Braga no 4-3-3 com: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Digão e Carlinhos; Edinho, Deco e Jean; Wellington Nem, Thiago Neves e Fred.  

Talvez nenhum clube do campeonato tenha tantos jogadores com o dom do protagonismo como o Fluminense. Além de Deco, Thiago Neves e Fred, craques que tiram o sono dos adversários não é de hoje, Wellington Nem e Diego Cavalieri vivem fase excepcional. Bastou cinco minutos de passes clarividentes do Deco, um deles magistral concluído com um voleio de quem sabe muito do Fred, para o Tricolor conseguir o gol que o Flamengo não foi capaz de marcar. E olha que o Rubro-Negro mostrou consciência tática, bom toque de bola, um Cléber Santana com passes desbravadores e dois quase-gols do Íbson. Uma rápida observação: quem diria que, no fechar da última das janelas, já no desespero, o Flamengo acharia em Cléber Santana um organizador de jogo de mão cheia?

O bom clássico da 1ª etapa se tornou pura empolgação após o intervalo. Por meia hora, o Fluminense parecia desprezar a posse de bola, mas quando a tinha era mais perigoso que o justiceiro Paul Kersey, do filme Desejo de Matar. Duas cobranças de falta na trave do Thiago Neves e um contra-ataque onde o raçudo Ramón, sozinho, parou Thiago Neves, Nem e Fred, poderiam ter dado ao Flu um final de jogo mais tranquilo. Contudo, o Flamengo colocou a faca entre os dentes e, já com Bottinelli, Nixon e Renato em campo, partiu ferozmente para o ataque. Aí, amigos, foi uma avalanche em preto e vermelho. Cléber Santana perdeu quase na linha fatal, o intransponível Cavalieri defendeu pênalti sofrido pelo cada dia melhor Wellington Silva e pessimamente batido pelo Bottinelli, e Love foi às redes em tento corretamente anulado por um impedimento de centímetros. E ainda sobrou um tempinho para Ramón ser expulso.

Muitos dirão que a vitória tricolor foi injusta. Não foi. Não vence injustamente quem tem um Cavalieri que está salvando tudo que marcos Carneiro de Mendonça, Batatais, Castilho, Félix e Paulo Victor salvaram em tempos passados, um leonino Gum que dá a vida em campo em cada minuto de cada partida, um Fred que nas últimas 33 vezes que entrou em campo pelo Brasileiro marcou 32 gols, um Deco que atuou em apenas 11 partidas no torneio, mas está invicto com nove vitórias.


CURTINHAS PELO BRASILEIRÃO

- De acordo com a lógica que não existe no futebol, a partir de qual rodada mesmo que o Juninho Pernambucano começaria a sentir o peso da idade?

- A falta que Marcos Assunção estava fazendo ao então moribundo Palmeiras era das maiores que um jogador pode fazer em um esporte onde onze entram em campo. A cada fim de semana a esperança se torna mais verde.

- O lotado e pulsante Estádio Olímpico assistia a vitória do Grêmio por um a zero quando Neymar, a fonte de criatividade santista, recebeu o cartão vermelho, aos sete da 2ª etapa. Nem o mais branco dos santistas imaginava um cenário no qual, aos 49 minutos, Bernardo estaria cobrando uma falta no travessão para quase virar um placar que Bruno Rodrigo empatara minutos antes.

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