domingo, 31 de março de 2013

CAMPEONATO CARIOCA 2013 - TAÇA RIO - 4ª RODADA - FLAMENGO X AUDAX RIO














RESULTADOS
Volta Redonda 2 x 1 Quissamã
Nova Iguaçu 0 x 0 Madureira
Fluminense 2 x 0 Boavista
Flamengo 1 x 2 Audax Rio
Resende 1 x 0 Bangu
Friburguense 5 x 0 Olaria
Macaé 1 x 3 Duque de Caxias
Vasco x Botafogo – quarta-feira, 03/04

ARTILHARIA
9 Gols – Hernane (Flamengo)
7 Gols – Bernardo (Vasco) e Charles Chad (Duque de Caxias)

Flamengo 1 x 2 Audax Rio – Moça Bonita, Rio de Janeiro (RJ)

Flamengo volta a apresentar problemas táticos e técnicos, é batido pelo Audax Rio com gol nos acréscimos e sai de campo sob os gritos de “time sem vergonha”.

Ainda em busca de sua formação ideal no comando rubro-negro, Jorginho decidiu barrar Hernane, o artilheiro do Cariocão, e mandou o Flamengo a campo organizado no 4-2-3-1 com: Felipe; Léo Moura, Alex Silva, Renato Santos e João Paulo; Amaral e Elias; Rafinha, Rodolfo e Gabriel; Nixon. Bem longe da luta contra o rebaixamento, o Audax Rio foi atrás de sua primeira vitória na Taça Rio montado pelo Maurício Barbieri no 4-3-2-1 com: Rafael Sandes; Adriano, Anderson Luís, Fabiano Eller e Romário; Andrade, André Castro e Leandro Bonfim; Denílson e Diego Sales; Rômulo.

Na última rodada, o Bangu precisou de apenas três minutos para sacudir o filó flamenguista. O Audax Rio, nem isso. O juiz mal apitara o início do jogo e João Paulo paçocou feio ao cortar um cruzamento de cabeça nos pés de André Castro, que não bobeou: Um a zero para o clube de São João de Meriti. A partir daí, começaria o show de desorganização ofensiva do Flamengo. Rafinha, Gabriel e Rodolfo – este último, justiça se faça, o mais lúcido – se movimentavam de forma aleatória e confusa, e não só não se entendiam como dificultavam a construção de jogadas básicas de ataque.  Mais perdido que os meias do Fla só o Nixon, que nem fez cócegas na retaguarda rival. Jorginho não sustentou sua opção tática por 45 minutos e, pouco antes do intervalo, colocou em campo o Hernane, que ainda teve tempo de isolar uma boa oportunidade.

As tentativas de trocar passes e incomodar a defesa adversária que o Audax Rio buscara na etapa inicial não voltaram do vestiário, e o Flamengo se aproveitou para subir um pouco o seu volume ofensivo. Aos 8 minutos, Gabriel recebeu a pelota na entrada da área e com um chute certeiro igualou o placar. Tinha tudo para ser o início de uma pressão rubro-negra, mas, ato quase contínuo, o treinador Barbieri lançou mão de Wellington e Hyuri, nomes que fizeram renascer ofensivamente o Audax Rio. O Fla tinha a bola e se postava no campo de ataque, mas, apesar da melhora após a entrada de Carlos Eduardo, não conseguia superar a defesa liderada por um impecável Fabiano Eller. O Audax Rio buscava a velocidade de Denílson e Hyuri. O rubro-negro Elias carimbou a trave, aos 31. Pelo Audax, Wellington, já aos 44, perdeu um gol que nenhum atacante tem o direito de perder.

O jogo era tenso, aberto, e a definição só viria nos acréscimos, quando Denílson, como se tivesse uma régua na chuteira, acertou passe milimétrico e o veloz Hyuri tocou na saída de Felipe para fechar o caixão de um Flamengo que, mais uma vez, deixou muito a desejar. Verdade seja dita, improvável é uma palavra leve para classificar as possibilidades rubro-negras na Taça Rio. Também, com este futebolzinho...

CURTINHAS PELO CARIOCÃO!

- Enquanto Volta Redonda e Resende voam baixo e apresentam incrível aproveitamento de 100% na Taça Rio, flamenguistas e vascaínos são incapazes de uma vitória contundente faz semanas. É inegável que problemas políticos influenciam dentro das quatro linhas. No entanto, mais inegável ainda é o baixo nível dos elencos rubro-negro e cruz-maltino.

- Contra um Boavista que começava a rodada como o quarto melhor colocado na classificação geral do Carioca, o Fluminense não teve uma grande atuação na chuvosa tarde de sábado em Moça Bonita. Contudo, o Tricolor fez o suficiente para não sofrer gols – boa partida do zagueirão Gum – e para os marcar. E, cá entre nós, apesar de não ser íntimo das redes, como é esforçado e produtivo o Rhayner.

- Em pouquíssimas palavras, é revoltante ver uma construção que custou quase 400 milhões de reais, como o Engenhão, ser interditada menos de seis anos após sua inauguração. Incompetência? Maracutaia? Os dois.
  

2 comentários:

  1. O Campeonato carioca tá cada ano pior.

    Parabéns pelo blog.

    abraços

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    1. Olá, amiga Raissa.

      Realmente o Campeonato Carioca, assim como a maioria dos Estaduais pelo Brasil, necessita de uma reformulação.
      E urgente!

      Obrigado pelos elogios e volte sempre.

      Grande abraço!

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