domingo, 3 de novembro de 2013

CAMPEONATO BRASILEIRO 2013 – 32ª RODADA – FLAMENGO X FLUMINENSE









RESULTADOS

Vasco 2 x 1 Coritiba
São Paulo 2 x 1 Portuguesa
Atlético Mineiro 5 x 0 Náutico
Vitória 1 x 1 Corinthians
Grêmio 0 x 0 Bahia
Goiás 1 x 0 Botafogo
Santos 0 x 1 Cruzeiro
Flamengo 1 x 0 Fluminense
Criciúma 1 x 1 Ponte Preta
Atlético Paranaense 1 x 0 Internacional

ARTILHARIA

16 Gols
Éderson (Atlético Paranaense)
14 Gols
Fernandão (Bahia)
Gilberto (Portuguesa)
Hernane (Flamengo)

Flamengo 1 x 0 Fluminense – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Gol de Hernane no fim dá vitória ao Flamengo e não só afasta de vez o Rubro-Negro da zona de rebaixamento como deixa o rival Fluminense fora dela apenas pelos critérios de desempate.

Poucos minutos após o apito inicial já estavam marcados no mapa do jogo os melhores caminhos para Fla e Flu chegarem ao gol. As improvisações de Frauches como lateral-esquerdo rubro-negro e Anderson como lateral-esquerdo tricolor deixavam claro quais eram os setores onde os ataques rubro-negro e tricolor encontrariam mais facilidade, pois tanto um defensor quanto o outro teriam enormes problemas para conter a velocidade dos pontas e laterais rivais.

Durante uma boa parte do clássico – eu diria até os 30 minutos da segunda etapa – nem o Flamengo nem o Fluminense conseguiu ter o domínio do jogo em suas mãos. O Tricolor, com Biro Biro e Bruno ligados para explorar o setor do Frauches, levava perigo ao acionar a mobilidade de Sóbis, as chegadas de Jean e o centroavante Samuel (que parece sentir até hoje os gols que desperdiçou contra a Ponte Preta, há duas semanas).

Pelo ataque rubro-negro, Rafinha, Digão e Carlos Eduardo – este bem mais participativo que o de costume – eram os responsáveis por infernizar a vida de Anderson e construir boas tramas. As duas melhores destas tramas terminaram nos pés de Hernane, que, na pequena área, as desperdiçou. Uma raridade nas últimas atuações do Brocador.

Foi assim, neste equilíbrio de ações, que o clássico transcorreu até o já citado minuto 30 do segundo tempo, quando o Fluminense, pela maior necessidade dos três pontos, se lançou mais avidamente ao ataque e começou a criar seguidos “melhores momentos”. Biro Biro, Rafinha, Gum e Igor Julião tiveram “quase-gols” em seus pés ou cabeça, e o Fla-Flu parecia se encaminhar para um triunfo tricolor. Parecia até Hernane, no apagar das luzes, mostrar que não esqueceu como se levanta o véu da noiva e decretar o placar final: um a zero Mengo.

Placar final que permite ao Fla se concentrar ainda mais na Copa do Brasil e deixa o Flu a sentir mais de perto o calor do purgatório.

Flamengo: Paulo Victor; Digão, Wallace, González e Frauches; Amaral, Luiz Antônio, Rafinha e Gabriel (Bruninho); Carlos Eduardo (Adryan) e Hernane (Diego Silva). Técnico: Jayme de Almeida.

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno (Rafinha), Gum, Leandro Euzébio e Anderson; Edinho, Diguinho (Igor Julião) e Jean; Biro Biro, Rafael Sóbis e Samuel (Marcelinho). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

CURTINHAS PELO BRASILEIRÃO

- Marlone mostrou que tem enorme potencial, Edmílson fez mais do que dele se espera e marcou dois gols de oportunismo, Abuda tomou conta do coritibano Alex e o que parecia ser uma noite de terror para os vascaínos, após a saída de Juninho por contusão com pouco mais de 15 minutos, acabou por se transformar numa vitória de alívio. A situação ainda é complicada, mas o Vasco, por hora, já não precisa mais de aparelhos para respirar.

- Para o Goiás era uma decisão. Para o Botafogo, também. O Goiás encarou como uma. O Botafogo, não. O Esmeraldino mostrou, no maiúsculo triunfo no Serra Dourada, como partir com tudo em busca da vitória sem, para isso, precisar se desorganizar e apelar para o bumba-meu-boi. Com o lateral Vítor voando pela direita, o centroavante Léo infernizando a retaguarda alvinegra e o meia Eduardo Sasha fazendo (bem) de tudo um pouco, o Goiás lutou ferrenhamente pela vitória e, como prêmio, está a um pontinho do próprio Botafogo, que nunca teve seu posto no G4 tão ameaçado.


- O Cruzeiro caminha a passos largos, ou melhor, a saltos, ou melhor, a saltos triplos para levantar uma taça que já lhe está endereçada há meses. E Éverton Ribeiro segue em ritmo forte para se tornar o craque do campeonato. 

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