quarta-feira, 4 de junho de 2014

JOGOS INESQUECÍVEIS DO BRASILEIRÃO - BAHIA X SPORT - 1988


Bahia 0 x 0 Sport

Campeonato Brasileiro 1988 – Quartas de Final

Estádio Fonte Nova, Salvador, (BA)

01de Fevereiro de 1989

Público: 58.429

Bahia: Ronaldo; Tarantini, Paulo Robson, João Marcelo e Claudir; Gil Sergipano, Paulo Rodrigues, Gil e Bobô (Dico Maradona); Zé Carlos, Charles (Osmar) e Sandro. Técnico: Evaristo de Macedo.

Sport: Flávio; Betão, Wágner, João Pedro e Marco Antônio (Ailton); Dinho, Ribamar e Zico (Neco); Robertinho, Nando e Edson. Técnico: Carlos Gainete.

Um mata-mata nordestino foi um dos grandes momentos do Brasileirão de 1988. De um lado o Bahia, que havia sido o terceiro colocado no somatório geral dos dois turnos iniciais, mas, pelo regulamento, só conseguiu se classificar porque o Vasco vencera o seu grupo nestes dois turnos, abrindo, assim, uma vaga. Do outro, o Sport, que vinha numa crescente empolgante e chegava às quartas de final com a credencial de vencedor do seu grupo no segundo turno.

Depois de empatarem em um gol no jogo de ida, na Ilha do Retiro, Bahia e Sport prometiam muita emoção para o duelo na Fonte Nova. Tanta emoção que dentre os quase 60 mil presentes estava Sebastião Lazaroni, então treinador da Seleção Brasileira. O Tricolor de Aço avançaria em caso de empate no tempo normal e na prorrogação. Ao Leão restava buscar incessantemente a vitória.

E apesar de Lazaroni ter afirmado que “houve um predomínio maior sempre da marcação”, as chances de gols apareceram para ambos os lados. Somente na etapa inicial, o centroavante baiano Charles participou de três dos chamados melhores momentos. O Sport, até pela obrigatoriedade da vitória, não ficou atrás, mas suas grandes oportunidades surgiram apenas na prorrogação.


Foram duas as chances, ambas finalizadas pelos pés do atacante Nando Lambada e defendidas pelas mãos do goleiro Ronaldo, a segunda já no último minuto do segundo tempo da prorrogação. Foi a defesa da classificação. A defesa que até hoje os tricolores baianos não esqueceram. E os rubro-negros pernambucanos também não.  

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